O percurso é padrão no parque Ibirapuera, com 10km percorridos pela Av. República do Líbano, Av. Pedro Álvares Cabral, Av. Rubem Berta e Av. Vinte e Três de Maio. Assim a rotina era o mote da prova, entretanto cheguei no AL e reparei uma situação incomum: devido o numeral estar impresso na camiseta, muita gente não correu com sua camiseta de equipe, mas com a camiseta da prova. Tudo bem que a camiseta é bem feita, mas muitos não gostaram. Em contrapartida a patrocinadora master deve ter adorado. Uma exposição gigantesca da marca. Business, just business.
A largada se deu pontualmente às 08:00 e o tempo colaborou bem, ficando nublado durante toda a prova. Esse portuguesinho ligou o motorzinho 1.0 e saiu. Até o quilômetro quatro não foi tão patético, com pace de 04m:45s/km, na atual conjuntura, me sentia Usain Bolt. A partir daí tirei a camiseta, pois o radiador começou a ferver. Veio a elevação da vinte e três de maio e desancantou um débâcle. Só parou de piorar no último quilômetro, entretanto foi uma saraivada de ultrapassagens sobre a minha pessoa, que quase desanimei. Cruzei a linha de chegada com o cronômetro informando um número cabalístico: 49m:49s e... 49 centésimos. O primeiro sub-50m dos último meses. Não é nada, não é nada ... não é nada mesmo...
A premiação, como sempre, atraiu atletas de ponta (1º levou R$ 5.000,00) e se manifestou na vitória do queniano Titus Kipkosgei Kibii, com 29m:39s com um minuto (isso mesmo, um minuto!) a frente do compatriota Yetwale Kende Ademe, com 30m:21s. Já no meio da prova a distância de Kibii para o segundo pelotão era impressionante. Isso que eu chamo de levantar poeira. A organização como sempre excelente, padrão da Corpore, com muita gente no staff, ressaltando a quantidade de atletas participantes: 10.000. Segundo a Corpore “a maior corrida de 10km do estado de São Paulo”. No kit de chegada tudo idêntico ao do ano passado: jornal 'Estado de São Paulo', um sanduiche de chester, uma barrinha de cereal, um mini torrone, um frasco de iogurte, uma maçã, uma banana e isotônico Gatorade (ufa! até que enfim). A medalha ao contrário, veio bem diferente do ano passado, em forma de planta do pé. A camiseta bem legal e vou guardar para treino (bom... quando voltar a treinar).
O recorde da prova ainda pertence ao queniano, Cheruiyot David, com 28m:46s, isso em longínquos 2000. Aliás, desde 2004 só dá Quênia. Eis a classificação oficial: 1. Titus Kipkosgei Kibii (QUE), 29m:39s; 2. Yetwale Kende Ademe (QUE), 30m:21s; 3. David Benedito de Macedo, 30m:26s; 4. José Magno dos Santos Mota, 30m:43s; 5. Reginaldo O. Campos Jr., 30m:56s. Ao final da prova, indo embora, encontro a PlayTeam Jéssica Levadinha junto a seu pai/treinador Sr. Álvaro. A Jéssica ficou em 26ª no geral e 1ª na faixa etária. Parabéns menina!
Pela ala masculina da Playteam também temos bons resultados e está se formando uma elite de corredores interessante, eis os melhores: Renilson Vitorino da Silva, 32m:18s; José da Silva Xavier, 35m:35s; José Maria dos Santos, 38m:23s; Geraldo Nascimento Oliveira, 38m:42s; Leandro Mario da Silva, 38m:46s; Marco Antonio de Oliveira, 39m:06s; Antonio Carlos Vieira, 40m:38s; Antônio Fernandes da Costa, 41m:13s; Sidney Gonçalves da Silva, 41m:20s; Sérgio Jorge de Freitas, 40m:15s e Clóvis Claudino Bento, 41m:45s.
Agora esse portuguesinho se preparará para uma corrida mais curta. Entretanto os planos mais adainte são maiores: vou correr a maratona de Porto Alegre 2010. Próximo tiro: 29/11/2009 – Circ. SESC de Corridas 2009 7km – etapa Interlagos. Good run!

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Fala, Nadais! Se o seu motor é 1.0, o meu não existe! Rsrsrs. Mesmo com uma saraivada de ultrapassagens, eu não desanimo, não! Vou em frente (pois para trás, é mais difícil)! Kkkk. Parabéns pelo sub-50, ainda mais nesse calor!
Valeu, combatente! De agora em diante, que o sub-50' volte a ser padrão de comportamento.
Abraço e boa semana.
Nadais,
Parabéns, grande resultado e ótimo relato!
Claudio Rinaldo
http://numerodepeito.blogspot.com/
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