Pessoal das corridas dia 13/12/2009 aconteceu a 35ª edição da maratona de Honolulu, ilha do Havaí, nos Estados Unidos. Essa pequena ilha foi invadida pelos EUA em 1898 e anexada pelos estadunidenses em 1900. Isolada no meio do Oceano Pacífico, entre Japão e os Estados Unidos (aproximadamente 5,5 mil km do Japão e 3,5 mil dos EUA) tornou-se um ponto militar estratégico para os EUA e seu 50° e último estado. A curiosidade interessante que é a terra natal do presidente Barak Obama.Pois bem, com essa característica entende-se porque a maratona de Honolulu é tão popular no Japão, sendo que dois terços dos participantes são japoneses e três dos quatro patrocinadores da prova são empresas japonesas (verifique na foto de chegada o logotipo da Japan Air Lines - JAL). A afinidade entre o evento e a terra do sol nascente fez com que a organização mantivesse um escritório no Japão e que os prospectos fossem escritos em inglês e japonês, mas também pudera: 42% da população tem origem asiática, sendo quase metade disso japonesa.
As inscrições eram feitas pelo sítio http://www.honolulumarathon.org/, com última taxa de US$ 225. Para participar da dessa maratona basta somente pagar a taxa de inscrição, sem pré-seleção, não há limite de tempo para terminar o percurso, e nem mesmo limite para inscritos, quesitos inexistentes em outras provas desse mesmo porte, inclusive no Japão. Assim a atratividade é enorme. A largada foi de madrugada, às 05:00. Que coisa maluca!
Em 2006 o etíope Ambesse Tolossa quebrou a seqüência de 10 vitórias consecutivas dos quenianos, mas depois tudo voltou ao normal. Aliás, o feito do etíope foi histórico, pois o segundo colocado, o queniano Jimmy Muindi, havia vencido, nada mais nada menos que as três últimas corridas, sendo campeão em 1999, 2000, 2003, 2004 e 2005 e, na ‘entre safra’, havia sido 3° em 2001 e 2° em 2002 e esse 2° em 2006.
Em 2007 Jimmy foi à forra e voltou a vencer, conseguindo assim 6 vitórias em Honolulu (fora o segundo lugar em 2006). Para fechar o histórico formidável de Jimmy é dele o recorde da prova de 02h:11m:12s, estabelecido em 2004. Ele é o cara em Honolulu. Em 2008 os ventos sopraram para outro queniano, Patrick Ivuti, que faturou com 2h:14m:35s, tendo Jimmy Miundi ficado em quarto lugar.
Esse ano Ivuti não deixou por menos e venceu novamente, com tempo de 2h:12m:14s e levou para casa US$ 40.000 pela vitória e mais US$ 6.000 como bônus de tempo sub 2h:13m, e ainda estabeleceu o terceiro melhor tempo da história da prova. Os outros são do fenômeno Miundi: 2004- 2h:11m:12s e 2005- 2h:12m:00s. Se Ivuti quebrasse o recorde poderia levar US$ 16.000 em bônus, fora os US$ 40.000 da vitória. Ano que vem o campeão terá a chance de igualar o tricampeonato de Jimmy Miundi (2003/2005/2005) e engordar seu caixa substancialmente.
Falando novamente em Jimmy Miundi, destaco que ele ficou em quarto lugar, com 2h:17m:17s (US$ 6.000) e mais três quenianos completaram o pódio: 2° Nicholas Chelimo, com 2h:13m:10s (US$ 16.000); 3° William Chebon, 2h:14m:59s (US$ 10.000); 5° Gilbert Chepkwony, 2h:18m:48s (míseros US$ 3.000! rss); 6. Brandon Laan (EUA), 2h:25m:41s; 7. Satoshi Kato (JAP), 2h:25m:56s; 8. Samuel Mwangi (QUE), 2h:27m:36s; 9. Joseph Nganga (QUE), 2h:27m:56s; 10. Yasukazu Miyazato (JAP), 2h:28m:34s. Nunca houve um vencedor português ou brasileiro nessa prova.

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