Pessoal das corridas na telinha da TV temos a novela que retrata, em termos, a Índia, com sua sociedade dividida em castas, tradição que sobrevive a mais de 3.000 anos, instituída pela criação da humanidade pelo deus Brahma.Cada casta representa uma parte do corpo de Brahma: boca – os brâmanes que representam os sacerdotes, filósofos e professores; braços – os Xátrias, os militares e governantes; estômago – os Vaisias, os comerciantes e agricultores; pés – os Sudras, os artesãos, operários e camponeses.
Pois bem, à margem da sociedade existem os dalits, que não nasceram do deus Brahma, considerados a poeira sob seus pés. Assim os dalits são chamados de "intocáveis" e pertencem à fatia mais desfavorecida da sociedade indiana.
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Nas corridas também temos nossas castas e... nossos dalits. Talvez não sejamos representados pelas partes do corpo de nenhum deus conhecido, nem tão pouco divididos em seres superiores ou inferiores, mas sim... diferentes.
Assim os pés representam os mais favorecidos que largam na frente, longe das demais castas. Eles são admirados e destinados ao sucesso. Temos alguns exemplos deles na PlayTeam como Renílson Vitorino, Angelina Graça, Jéssica Levadinha e Walquiria Milaine. Aos poucos essa casta vai recebendo mais iluminados com o trabalho do Prof. Augusto.
Temos a boca que representa os combatentes que também encontraram seu lugar na sociedade pedestrianista, com muito esforço e dedicação. Fundada pelo Márcio Oliveira, estabelecem ‘provas particulares’ e disputam metro a metro dentro de seus pares. Apesar de serem especiais, dão oportunidade a novos adeptos, desde que estejam dispostos a treinar muito forte. Logo ascendem aos dos ‘pés’. Temos muitos desses aqui conosco, como, dentre tantos, liderada pelo Márcio Oliveira (irmão do fundador), seguida por Reginaldo Santos, Leandro Silva, José Maria, Antonio Fernandes e José Xavier.
Outra casta bem delimitada é do coração. Esses guerreiros estão bem próximos aos da ‘boca’, e é uma casta bem acessível. Não há disputa entre eles, mas também treinam com muito afinco. Estão em diversas provas curtindo os eventos de olho no cronômetro. Grupo majoritário na PlayTeam, alguns que representam bem essa casta como Carlos Batista (Carlão), Leonardo Marostegam (Léo), Paulo Sérgio Viana, Américo Salles, dentre outros. Essa é a casta que mais cresce na sociedade PlayTeam.
Os braços são aqueles que se aventuram nos triátlons. Não satisfeitos em correr, passam a nadar e pedalar. São por enquanto minoritários, mas sua casta continua recebendo adeptos de peso. São respeitados por sua disciplina e sem alarde vão se multiplicando, como Marcelo Mauro (MM), Thaigo Rolemberg (AquaPlay), Sérgio Rogério (Sergin) , Flávio Hernandes (Flavião) e Diego Ciarrocchi.
Por fim temos o estômago, esses que vêm as provas como encontro de amigos. Esse grupo curte treinar, curte comer bem, mas o bate-papo com os colegas é essencial. Alguns levam ao pé da letra sua casta e requisitam o churrasco e a cerveja gelada. Sempre muito bem humorados cativam a todos, como Nelson Gomes (Nelsão), Cleber (Clebão), Laércio Pereira e Walmir Gaya.
Fora desses grupos, temos também o dalit das corridas. Esse não tem vez alguma. Nas provas não recebo copinhos de água, com medo de que eu contamine os demais corredores com minha lerdeza. Tento inúmeras vezes fazer uma inscrição na prova, mudo o sobrenome, entretanto quando sou identificado, meu numeral normalmente vem com uma tarja preta, para alertar os demais atletas. Não adianta, minha casta é meu destino. Quando cruzo a linha de chegada (quando consigo ir até o fim), percebo os demais se esquivando para não se poluírem com minha lentidão. Parafraseando: “A vida de um dalit da corrida não é fácil”. Hare baba!
Nas corridas também temos nossas castas e... nossos dalits. Talvez não sejamos representados pelas partes do corpo de nenhum deus conhecido, nem tão pouco divididos em seres superiores ou inferiores, mas sim... diferentes.
Assim os pés representam os mais favorecidos que largam na frente, longe das demais castas. Eles são admirados e destinados ao sucesso. Temos alguns exemplos deles na PlayTeam como Renílson Vitorino, Angelina Graça, Jéssica Levadinha e Walquiria Milaine. Aos poucos essa casta vai recebendo mais iluminados com o trabalho do Prof. Augusto.
Temos a boca que representa os combatentes que também encontraram seu lugar na sociedade pedestrianista, com muito esforço e dedicação. Fundada pelo Márcio Oliveira, estabelecem ‘provas particulares’ e disputam metro a metro dentro de seus pares. Apesar de serem especiais, dão oportunidade a novos adeptos, desde que estejam dispostos a treinar muito forte. Logo ascendem aos dos ‘pés’. Temos muitos desses aqui conosco, como, dentre tantos, liderada pelo Márcio Oliveira (irmão do fundador), seguida por Reginaldo Santos, Leandro Silva, José Maria, Antonio Fernandes e José Xavier.
Outra casta bem delimitada é do coração. Esses guerreiros estão bem próximos aos da ‘boca’, e é uma casta bem acessível. Não há disputa entre eles, mas também treinam com muito afinco. Estão em diversas provas curtindo os eventos de olho no cronômetro. Grupo majoritário na PlayTeam, alguns que representam bem essa casta como Carlos Batista (Carlão), Leonardo Marostegam (Léo), Paulo Sérgio Viana, Américo Salles, dentre outros. Essa é a casta que mais cresce na sociedade PlayTeam.
Os braços são aqueles que se aventuram nos triátlons. Não satisfeitos em correr, passam a nadar e pedalar. São por enquanto minoritários, mas sua casta continua recebendo adeptos de peso. São respeitados por sua disciplina e sem alarde vão se multiplicando, como Marcelo Mauro (MM), Thaigo Rolemberg (AquaPlay), Sérgio Rogério (Sergin) , Flávio Hernandes (Flavião) e Diego Ciarrocchi.
Por fim temos o estômago, esses que vêm as provas como encontro de amigos. Esse grupo curte treinar, curte comer bem, mas o bate-papo com os colegas é essencial. Alguns levam ao pé da letra sua casta e requisitam o churrasco e a cerveja gelada. Sempre muito bem humorados cativam a todos, como Nelson Gomes (Nelsão), Cleber (Clebão), Laércio Pereira e Walmir Gaya.
Fora desses grupos, temos também o dalit das corridas. Esse não tem vez alguma. Nas provas não recebo copinhos de água, com medo de que eu contamine os demais corredores com minha lerdeza. Tento inúmeras vezes fazer uma inscrição na prova, mudo o sobrenome, entretanto quando sou identificado, meu numeral normalmente vem com uma tarja preta, para alertar os demais atletas. Não adianta, minha casta é meu destino. Quando cruzo a linha de chegada (quando consigo ir até o fim), percebo os demais se esquivando para não se poluírem com minha lentidão. Parafraseando: “A vida de um dalit da corrida não é fácil”. Hare baba!

























