
Pessoal das corridas dia 23/08/2009, domingo, participei da 7ª edição da Corrida Corpore Duque de Caxias, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. As inscrições eram feitas pelo sítio
www.corpore.org.br e a retirada do kit e chip se deu no dia e local do evento (numeral 1042). Essa prova está inserida nas comemorações do Dia do Soldado, 25 de agosto, data de aniversário de Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro. Tivemos forte presença dos militares no evento, sendo que houve premiação à parte para corporação.
Nessa semana continuei com o antiinflamatório a cada 12 horas e nenhuma atividade física. Lá se vão 3 semanas de descanso forçado, somente com as provas semi-abandonadas. Pensei em um trote leve no sábado, mas o medo falou mais alto. Usei o sábado para colocar as atividades profissionais em dia.
Tempo fechado, temperatura baixa e boa umidade do ar. O percurso já conhecido do Parque Ibirapuera, para 10 quilômetros. Aparentemente estava descansado. Um panorama perfeito para iniciar a volta às ruas. Cheguei atrasado, por acordar em
marcha lenta e uma dificuldade (cada vez maior) de achar local para estacionar. Somente consegui uma vaga bem longe do parque. Aproveitei o trajeto, do carro para local da prova, para fazer o aquecimento. Retirei meu chip e numeral e fui direto para o local de largada. A poucos metros de lá chegar ouvi o disparo do canhão. Já tinha sido dada a largada.
Entrei um pouco mais atrás no bloco de largada, mas nada que incomodasse muito. O caso é que fica um tumulto generalizado até o primeiro quilômetro, ainda mais que fica o pessoal dos 10km e 5km todos juntos. Pois bem, antes do primeiro quilômetro, se junta a mim o Laércio, combatente de todas as horas, e o Cilo, ambos da PlayTeam. E assim fomos lado a lado. Perto dos 5km dou uma
sapiada no cronômetro: 22m:38s, ou seja, 8 segundos da média histórica desse portuguesinho de 04m:30s/km. Estava muito bom para ser verdade.
Começam então as rampas da av. Rubem Berta, que não são lá preocupantes, mas no estado de treinamento que me encontrava eram sim temidas. Em resumo, bem grosseiramente, se resumiam assim: de 4,5km a 5,0km, sobe; de 5,0km a 6,0km, desce; de 6,0km a 6,5km, sobe; de 6,5km a 7,0km, desce e de 7,0km a 8,0km, sobe. O maior desnível tem 15 metros, bem tranqüilo. Perto do 6km começo a sentir um incômodo no joelho. É o de sempre, parece que tem uma bolinha de ferro bem pequena, um pouco abaixo da rótula, que fica incomodando. Começo a sentir a velha falta de ar, essa que já me acompanha desde início das corridas. Nem
encano mais.
Cruzo o 8km e outra
sapiada no cronômetro: 37m:08s, ou seja, estou com 1m:08s
acima do par, como se diz no golfe. O incômodo no joelho sumiu, mas a falta de ar continua. Os combatentes Laércio e Cilo me alcançaram e puseram ‘pilha’ no português. Eles me puxaram e incentivaram bastante, acho até que os atrapalhei. Fecho os 10km com 46m:02s, correspondente a média de 04m:36s/km, classificado em 784/4.219 no geral masculino e 117/610 na faixa etária. Excelente para o contexto do mês (ou do ano...). Bem se corintias e são paulo vivem cantando nos estádios que voltaram, ainda me resta alguma chance.
No final tivemos gatorade (ele voltou também!), sanduíche de peru, maçã, banana, uma barra de cereal, um iogurte. A camiseta nem vi, ficou no saco plástico, pois já tem destino certo. A medalha continua estranha... A organização da Corpore estava, como sempre, bem feita, com a participação dos soldados do exército. É difícil comentar sobre a organização da Corpore pois eles já tem um
know-how suficiente e uma filosofia voltada para atender o corredor como consumidor, que adquire seus serviços. Pequeníssima ressalva é que a premiação demorou muito e não teve uma platéia a altura. Acho que deveriam rever isso. Acho eu.
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Fui à tenda da PlayTeam e encontrei diversos colegas. Marcão, P.A., Luis Galera, José Maria, Toninho, Reginaldo, Anderson Bos, Rogério Lagos, Colluci, Elton, Carina, Silvia, Leandro e Leonardo (não, não são esses que está pensando), dentre tantos. Foram quase 100 atletas da PlayTeam que concluíram as provas, contando nos 10km e 5km. Destaque como sempre para as meninas: Angelina das Graças Rafael ficou em terceiro no geral dos 10km, com 37m:32s e Jéssica Messias Levadinha, em segundo na sua faixa etária – F1819 – com 43m:19s. Aliás nem consegui conversar direito com Jéssica e seu pai-treinador Álvaro. A menina dele tem futuro, podem anotar aí.
Pela PlayTeam os melhores classificados (sub-40) foram Marciano Jorge da Silva, 32m:21s; Jedir Santana Ramos, 34m:21s; Jose da Silva Xavier, 35m:43s; Norberto Teofilo Cabral, 36m:40s; Jose Maria dos Santos, 36m:59s; Geraldo Nascimento Oliveira, 37m:06s; Reginaldo dos Santos Ilário, 37m:29s; Jailson Ribeiro Lima, 38m:02s; Marco Antonio de Oliveira, 38m:36s; Antonio Carlos Vieira (Toninho), 39m:20s; Antônio Fernandes da Costa, 39m:22s; Paulo Augusto Viana Santos (P.A.), 39m:25s; Leandro Mario da Silva, 39m:29s. O grupo dos sub-40 cada vez aumenta mais!
A classificação oficial ficou assim: 1. Sivaldo Santos Viana, 30m:55s; 2. Rafael dos Santos, 31m:03s; 3. Fabio Luiz Rodrigues Santos, 31m:11s; 4. Ivanildo Dias de Souza, 31m:15s; Naval Freitas, 31m:33s.
Por fim a equipe PlayTeam recebeu novamente o troféu transitório de melhor equipe por classificação por atletas. Não sei bem como é essa conta, mas continuamos na frente, isso é o que interessa. Assim como dia de hoje foi dia das zebras nos pódios, com Rubens Barriquello subiu no lugar mais alto do Grande Prêmio da Europa de Fórmula 1, também tivemos um estranho no ninho no pódio, posto que esse portuguesinho foi também ao posto número um para receber o referido troféu pela PlayTeam. Fiquei muito feliz com essa honra. Foi mesmo um dia muito diferente. Dá-lhe Rubinho, você voltou!!! Passa a fórmula para mim...