Pessoal das corridas retirei meu kit da São Silvestre, no ginásio de esportes do Ibirapuera. Meu numeral é 7856. Tudo calmo sem muvuca, mas com as figuras de sempre. Encontrei o Lampião acompanhado de seu capanga, todos devidamente paramentados e gritando palavras de ordem. Um indígena, também devidamente uniformizado, cruzou comigo na calçada antes que eu adentrasse o ginásio. Estranhei muito, acho que o gene português não guarda lembranças positivas. Sei lá. Ah! Outra figurinha carimbada: um cara vestido de esqueleto. Não sei como consegue andar daquele jeito. Depois, dentro do ginásio, a situação se normalizou e encontrei somente aqueles mais ‘comportados’ que pintaram os cabelos, barbas e etc. Coisas básicas na São Silvestre.

O kit cada vez mais pobre, como disse a colega Adriana da PlayTeam: 80 gramas de café e um dilatador nasal. O que acho que melhorou foi a camiseta. Essa eu escolherei a dedo para presentear. Por falar em PlayTeam, como nos últimos anos haverá concentração na casa do Sr. Paulo Romani. Quem sabe capto algumas energias positivas (quiçá físicas) para encarar a ‘danada’. Alea jacta est...

Pessoal das corridas dia 31/01/2009, véspera de ano novo, teremos a 85ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, no centro de São Paulo. Eu chamo essa prova de “danada”, que junto com a “marvada”, a maratona de São Paulo, e a “bandida”, que é a meia-maratona de São Paulo fazem a “trinca anual de sofrimento” do portuguesinho. Essa é a prova pedestre mais antiga do Brasil e uma das mais antigas do planeta, sendo uma das poucas que forma disputadas ininterruptamente. As inscrições eram feitas pelo site www.yescom.com.br, limitada a 20.000 participantes e última taxa de R$ 80,00. O numeral e chip podem ser retirados nos dias 27, 28 e 29/12, das 09:00 às 19:00, e no dia 30/12, das 09:00 às 17:00 no Ginásio Poli Esportivo Mauro Pinheiro, localizado a Rua Abílio Soares, 1300, próximo ao Parque do Ibirapuera. A premiação é a seguinte: R$ 28.000,00; 2. R$ 14.000,00; 3. R$ 7.000,00; 4. R$ 5.000,00; 5. R$ 4.000,00; 6. R$ 2.000,00; 7. até 8. R$ 1.000,00. Vou te falar, com o dólar em baixa é uma premiação interessantíssima!

A largada masculina será às 16:47 em frente ao Masp (Avenida Paulista, 1578) e a chegada ocorrerá em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero (Avenida Paulista, 900). O percurso é o mesmo das últimas temporadas, com total de 15 quilômetros, metragem oficial desde 1991. Aliás, nesse ano o queniano Paul Tergat, em sua primeira participação no evento, registrou o recorde da prova, com 43m:12s. Depois disso, ele venceu mais quatro vezes (1996, 1998, 1999 e 2000) e é o maior vencedor da categoria masculina. A segunda melhor marca é do compatriota Simon Chemwoyo, com 43m:20s, em 1993. Pelo lado brasileiro, temos o Grande Marílson Gomes dos Santos – GMGS, com 43m:49s, estabeleceu o terceiro melhor tempo na prova, na sua vitória de 2003.

Entretanto na atualidade o cara é queniano James Kipsang Kwambai, o atual campeão, que já confirmou presença e vai atrás do bicampeonato. Kwambai tem um retrospecto recente bem interessante: venceu, em 13/09/2009, a meia-maratona de Roterdã, na Holanda, com 59m:09s; ficou em segundo lugar, 05/04/2009, na Maratona de Roterdã (perdeu o primeiro lugar por centésimos de segundo), com 2h:04m:27s, terceira melhor marca da história, perdendo somente para os recordes mundiais de Haile Gebrselassie, estabelecidos em Berlim. Falando em Berlim e Haile, em 28/09/2008, Kwambai ficou em segundo lugar, atrás somente de Haile que, na ocasião, bateu o recorde mundial. Nada mau não é mesmo?

Ano passado, além da vitória de Kwambai, também tivemos outro destaque: a despedida de Vanderlei Cordeiro, que terminou a prova com 52m:11s, em 102° lugar. "Com certeza foi a vitória (que eu nunca tive)", disse Vanderlei. “Vai ficar marcado não só para mim, mas também para todos os brasileiros, pois sei que contribui com a minha parte para o atletismo", arrematou o atleta. Outras curiosidades foram que não tivemos atletas brasileiros no pódio, fato que não acontecia desde 1998, e também a 11ª vitória do Quênia contra 10 dos brasileiros.

Pelo lado dos tugas temos as vitórias de Carlos Lopes em 1982, com 39m:41s (13,5km) e 1984 com 36m:43s (12,6km) e Manuel Faria em 1956, com 21m:58s (7,4km) e em 1957 com 21m:37s (7,4km). Recentemente tivemos o 2.037° lugar de Carlos Nadais, com 1h:10m:44s, no ano passado. Uma queda considerável no nível do atletismo português. Paciência...

A classificação oficial de 2008 foi a seguinte: 1. James Kwambai (QUE), 44m:42s; 2. Evans Cheruyot (QUE), 45m:15s; 3. Kiprono Chemwolo Mutai (QUE) , 45m:28s; 4. Joseph Marco (TAN), 45m:37s; 5. William de Jesus (COL), 45m:47s; 6. Nicholas Kiprutto Koech (QUE), 45m:42s. Já pelo lado da PlayTeam os melhores colocados foram: José Maria dos Santos, 1h:01m:32s; Marco Antonio de Oliveira, 1h:02m:19s; Leandro Mario da Silva, 1h:02m:25s; José Márcio Rodrigues da Silva, 1h:03m:35s; Reginaldo dos Santos Ilário Costa, 1h:04m:29s; Paulo Augusto Viana dos Santos (P.A.), 1h:06m:27s; Antonio Carlos Vieira, 1h:08m:51s.

Pois bem, vamos dar uma relembrada no percurso da “danada”:

1º e 2º km: se o corredor não sair no pelotão de elite, é muito difícil que ele consiga correr no ritmo desejado até o final do primeiro quilômetro. É muito provável que ele seja atrapalhado pela grande massa e por todo aquele monte de gente fantasiada e com faixas. É impressionante como se vê de tudo por ali. Este ano provavelmente teremos muitos “Obamas” e outros personagens mais! Completa-se o primeiro quilômetro já na famosa Av. Consolação, bem em frente à Faculdade de Belas Artes. Começa então a descida de dois quilômetros entre ela e a também tradicional Av. Ipiranga.O velho ditado diz que, “para baixo todo santo ajuda”, mas deve-se descer com bastante cuidado para evitar o desgaste excessivo que poderá sentir mais para frente.

3º e 4º km: descemos a Avenida Ipiranga, passamos em frente a Praça da República e seguimos pela Av. São João. São mais dois quilômetros de descidas, que deixam a falsa impressão que a prova é a maior moleza. Todo cuidado com a empolgação excessiva é pouco, pois há muita prova pela frente.

5º km: um pouco depois da entrada do Elevado Costa e Silva começa a parte de subida da prova. Para quem não poupou energias ou não costuma treinar em subidas pode começar a sentir o grande problema aqui!

6º km: ainda no Elevado, vale lembrar que este trecho não tem muita sombra e o calor pode atrapalhar. Boné é bem vindo.

7º km: aqui o corredor encontra a rua Margarida e outras pequenas ruas cheias de curvas, além de um pedaço da avenida Pacaembu. Mas logo vêm mais uma subidinha considerável.

8º e 9º km: na avenida Norma Gianalti e avenida Rudge, o corredor consegue recuperar um pouco o fôlego já que é um trecho mais plano, porém com pouca sombra.

9º e 10º km: ainda na avenida Rudge, chegamos a um ponto bem crítico, que é o Viaduto Rudge. É um dos piores trechos devido à inclinação e falta de sombras. Muita gente diminui o ritmo por ali e depois não consegue mais recuperá-lo. Muito se fala da subida da Brigadeiro, mas este é um dos trechos que não pode ser menosprezado.

11º e 12º km: Esse trecho passa bem pelo centro de São Paulo. No Viaduto do Chá encontramos mais uma pequena subida que termina em uma das mais tradicionais faculdades de Direito do país, a São Francisco.

13º e 14º km: finalmente chegamos a tão temível subida da Av. Brigadeiro Luis Antônio, onde para os profissionais normalmente as primeiras colocações são definidas e para os amadores, começa o maior desafio. São praticamente 2,5 quilômetros de subida.

14º e 15º km: continuamos subindo e alcançamos o trecho de subida mais íngreme da prova quando passamos por baixo do Viaduto Treze de Maio, onde o corredor pergunta várias vezes para si mesmo o que está fazendo ali. Porém, o bom deste trecho é que tem muita sombra e muita gente incentivando e lá você sabe que falta pouco para terminar.Finalmente alcançamos a parte plana da Brigadeiro ao som de milhares de gritos e assobios, onde o corredor já pode imaginar o que o espera 500 metros a frente. Curva da Brigadeiro com a Paulista e lá está a tão esperada faixa de chegada. Arquibancadas lotadas dos dois lados da avenida, pessoas gritando e vibrando, fogos de artifício, pose para chegada, e finalmente: missão cumprida.

Alguns choram, se abraçam, comemoram e dão risada sozinhos com a gostosa sensação de dever cumprido. Outros terminam dizendo que nunca mais voltarão, mas passados alguns minutos já se pegam fazendo planos para a próxima edição!

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas do final de ano 31/12/2009 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

QUINTA-FEIRA
Corrida de São Miguel de Juquehy
Corrida de Santo Onofre de Araraquara
02ª São Silvestre de Lisboa - Portugal
85ª Corrida Internacional de São Silvestre - São Paulo
54ª Corrida de São Silvestre de Brotas
12ª Corrida de São Silvestre de Schmitt - SJRP
64ª Corrida de São Silvestre de Avaré
57ª Corrida de São Silvestre Antonio Paulo Filho
47ª Corrida de São Silvestre de Iguape
04ª Corrida de São Silvestre de Artur Noqueira
61ª Corrida de São Silvestre de Jaboticabal
Corrida de São Silvestre de Cerqueira Cesar
Corrida de São Silvestre de Rincão
Corrida de São Silvestre de Santa Cruz da Conceição
Corrida de São Silvestre de São Roque
Corrida de São Silvestre de Embú-Guaçú
Corrida de São Silvestre de São Lourenço da Serra
Corrida de São Silvestre de Piracaia

Pessoal das corridas dia 20/12/2009 tivemos a 34ª Corrida de São Silveira, na cidade de Barueri, distante 25km da capital paulista. Para chegar lá foi seguir pela marginal do rio Tiête, depois pela rodovia Castelo Branco, pelo trecho ‘não pedagiado’ e pegar a saída 26A, passar por baixo da rodovia, na direção do centro de Barueri. Continuando passei pela estação ferroviária, câmara dos vereadores e do boulevard e seguir a avenida dos Romeiros até chegarmos ao local da prova, ao lado da estação ferroviária de Jardim Silveira.

As inscrições eram feitas gratuitamente em www.barueri.sp.gov.br e os chips foram retirados na data e local da prova, tendo 1.500 inscritos. A prova a partir de 2001 utiliza chip de cronometragem, quando então o queniano David Che­ruyot, com o tempo de 24m:29s, estabeleceu o recorde da prova. Em 2007 deixaram a gratuidade e cobraram R$ 30,00 dos ‘estrangeiros’, como resultado esvaziou-se a prova. Consegui informação extra oficial dos atletas concluintes por edição: 2005- 622; 2006- 805; 2007- 323; 2008- 748 e 2009- 1.012.

Peguei um trânsito complicado na rodovia Castelo Branco, mas consegui chegar à tempo de retirar meu numeral e chip tranquilamente, lembrando novamente que havia 1.500 inscritos (numeral 156). Nesse interím encontrei diversos colegas. Pela PlayTeam vi o P.A., Carlão, Riso, Reginaldo, Américo, Walmir Gaya e sua família, e encontrei também o Joel, antigo empregado de uma empresa que prestei serviços à aproximadamente 3 anos. Ele correu junto com pai, muito interessante. Fiz um aquecimento leve com o Reginaldo, pensando em não gastar as poucas calorias desse pequeno corpo lusitano. A largada se deu pontualmente às 09:00 ao lado da estação ferroviária de São Silveira.
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A prova tem percurso de 8,5km com grau de dificuldade relevante. Pelo que apurei esse ano inverteram o sentido da prova e de cara tivemos uma subida e uma descida razoáveis. Com o forte calor que fez não desperdicei nenhum posto de hidratação. Até o 3km corri abaixo dos 5m:00s/km, entretanto o pior estava por vir. Próximo ao 3,5km até quase os 6km foram de subidas verdadeiras e ‘falsas’. Entre 4km e 7km corria ‘alto’. Depois, por volta do 7km, uma descida bem íngreme. Fui para tentar tirar a diferença e emparelhei com outro corredor que me deu alerta para não ir forte e tomar cuidado, mas nem precisava de tanto. No meio dela, fiquei imaginando que antes ela era uma subida, e já cansei. Por fim agora sim a tão falada subida final, perto do 8km, mas que não prejudicou o já prejudicado ritmo. Fechei com tempo líquido de 44m:20s (meu cronômetro) e 44m:50s (só bruto na listagem oficial), assim me classifiquei em 484/848 no geral e 61/96 na faixa etária.

Pela PlayTeam temos os melhores classificados: 61. Paulo Sérgio Viana, 31m:48s; 96. Reginaldo dos Santos Ilário da Costa, 33m:22s; 132. Américo Gabriel Salles, 34m:37s; 225. Leandro Mario da Silva, 37m:32s; 252. Carlos Alexandre Batista Ribeiro (Carlão), 38m:25s.

O vencedor da prova foi o queniano Nicholas Koech, o mesmo que venceu, a duas semanas, a Volta da Pampulha. O cara é mais fominha que o Nadais e o Jorge Maratonista... juntos! E tem mais: a queniana vencedora no feminino da Pampulha, Pasalia Chepkorir, também faturou a prova. Pronto uma dupla de elite de fominhas. Só faltava esse pessoal quebrar o recorde da prova... Também, me parece que a premiação foi fator relevante: 1. R$ 5.000,00; 2. R$ 3.000,00 e 3. R$ 2.000,00. Dá para engordar a ceia de natal consideravelmente.

Eis o resultado oficial: 1. Nicholas Kiprutto Koech (QUE), 24m:59s; 2. Joseph Marco (QUE), 25m:16s; 3. João Ferreira de Lima, 25m:31s; 4. Damião Ancelmo de Souza, 25m:51s; 5. David Benedito Macedo, 25m:58s; 6. Francisco Barbosa dos Santos, 26m:10s; 7. Sérgio Celestino da Silva, 26m:23s; 8. Jaílson Araujo dos Anjos, 26m:53s; 9. Gilson Rodrigues Miranda, 27m:17s; 10. Fernando Ananias da Silva, 27m:19s.

No kit de chegada veio uma barra de cereal e um isotônico I9, mas alguns, aleatoriamente, retiraram gatorade, que pelo calor que estava veio muito bem a calhar. A medalha simples, mas indicando os dados da prova. A camiseta dentro dos padrões normais. Resumindo: uma prova de regular para cima na organização, ótima no quesito percurso desafiador, e muito boa no kit e atendimento.
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O que ficou complicado foi a volta para São Paulo. Já havia o problema da lentidão da rodovia Castelo Branco pelas obras do novo viaduto, com o bloqueio de diversas ruas pela execução da prova, a coisa complicou bastante. Consegui chegar até a saída da rodovia Castelo Branco, mas parei logo no tráfego pois estava muitíssimo lento, sem conseguir determinar a causa. Assim foi até a marginal do rio Tietê. A coisa ali estava ainda mais complicada. Tudo parado. Demorei mais de duas horas para chegar em casa, num trecho que no domingo pela manhã gastaria por volta de 20 minutos. São Paulo ainda vai parar de verdade... De venir a San Silvestre!!!

Para ler esse post acho conveniente faze-lo com a trilha sonora do Iron Maiden: run to the Hills.



Pessoal das corridas dia 13/12/2009 tivemos a 40ª edição da maratona White Rock Dallas, em Dallas, norte do estado do Texas, nos Estados Unidos. Essa cidade me lembra o seriado com mesmo nome, do vilão "JR", e o assasinato do presidente Kennedy. Tétrico eu sei... As inscrições eram feitas pelo sítio www.runtherock.com, com opção de meia maratona, maratona de revezamento e corrida de 5km, batendo esse ano o recorde de 20.000 inscritos. A largada e chegada foram na Victory Plaza, no American Airlines Center, arena do time de basquete Dallas Maverick, entretanto quem manda no esporte é o time de futebol americano Dallas Cowboys, a terceira franquia esprtiva mais cara do mundo. Retornando ao asfalto, informo que parte do percurso é entorno do Lago White Rock (razão do nome da prova), utilizado pelos texanos com uma grande área de lazer. Um dado interessante da prova é que ela é classificatória para maratona de Boston.

Pois bem, a vitória coube ao queniano Edward Tabut, com tempo de 2h:16m:53s e assim faturou US$ 3.000 (US$ 2.000 pela vitória e US$ 1.000 bônus por sub 2h:18m), e mais um prêmio, não informado, por disputar a prova com tênis ‘stinger’ do patrocinador do evento. O tempo de Tabut tornou-se sua melhor marca pessoal (anterior era de 2h:18m:34s no 3° lugar em Miami em janeiro/2009), sendo que das 3 maratonas que participou venceu duas. Nada mal...

O objetivo de Tabut era, no entanto, a quebra do recorde da prova e faturar mais US$ 10.000. Tal marca continua nas mão do compatriota Moises Kororia, de 2h:12m:04s, estabelecidos em 2006. "Eu estava me sentindo bem em boa parte da corrida, mas em torno do lago, estava ventando muito, por isso o ritmo diminui por lá", disse ele.

O segundo lugar foi para compatriota Moisés Kororia (atual recordista), com 2h:20m:29s, seguido por outro queniano Khalid Enguady, com 2h:22m:28s e dos estadunidenses Keith Pierce, 2h:22m:53s e Logan Sherman, 2h:23m:53s, esse residente em Dallas (seria ele um dallense?).

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas do final de semana de 26/12 a 27/12/2009 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

DOMINGO
10ª Corrida Pedestre do Jardim Alegria
2ª São Silvestre de Lisboa

Pessoal das corridas dia 13/12/2009 aconteceu a 35ª edição da maratona de Honolulu, ilha do Havaí, nos Estados Unidos. Essa pequena ilha foi invadida pelos EUA em 1898 e anexada pelos estadunidenses em 1900. Isolada no meio do Oceano Pacífico, entre Japão e os Estados Unidos (aproximadamente 5,5 mil km do Japão e 3,5 mil dos EUA) tornou-se um ponto militar estratégico para os EUA e seu 50° e último estado. A curiosidade interessante que é a terra natal do presidente Barak Obama.

Pois bem, com essa característica entende-se porque a maratona de Honolulu é tão popular no Japão, sendo que dois terços dos participantes são japoneses e três dos quatro patrocinadores da prova são empresas japonesas (verifique na foto de chegada o logotipo da Japan Air Lines - JAL). A afinidade entre o evento e a terra do sol nascente fez com que a organização mantivesse um escritório no Japão e que os prospectos fossem escritos em inglês e japonês, mas também pudera: 42% da população tem origem asiática, sendo quase metade disso japonesa.

As inscrições eram feitas pelo sítio http://www.honolulumarathon.org/, com última taxa de US$ 225. Para participar da dessa maratona basta somente pagar a taxa de inscrição, sem pré-seleção, não há limite de tempo para terminar o percurso, e nem mesmo limite para inscritos, quesitos inexistentes em outras provas desse mesmo porte, inclusive no Japão. Assim a atratividade é enorme. A largada foi de madrugada, às 05:00. Que coisa maluca!

Em 2006 o etíope Ambesse Tolossa quebrou a seqüência de 10 vitórias consecutivas dos quenianos, mas depois tudo voltou ao normal. Aliás, o feito do etíope foi histórico, pois o segundo colocado, o queniano Jimmy Muindi, havia vencido, nada mais nada menos que as três últimas corridas, sendo campeão em 1999, 2000, 2003, 2004 e 2005 e, na ‘entre safra’, havia sido 3° em 2001 e 2° em 2002 e esse 2° em 2006.

Em 2007 Jimmy foi à forra e voltou a vencer, conseguindo assim 6 vitórias em Honolulu (fora o segundo lugar em 2006). Para fechar o histórico formidável de Jimmy é dele o recorde da prova de 02h:11m:12s, estabelecido em 2004. Ele é o cara em Honolulu. Em 2008 os ventos sopraram para outro queniano, Patrick Ivuti, que faturou com 2h:14m:35s, tendo Jimmy Miundi ficado em quarto lugar.

Esse ano Ivuti não deixou por menos e venceu novamente, com tempo de 2h:12m:14s e levou para casa US$ 40.000 pela vitória e mais US$ 6.000 como bônus de tempo sub 2h:13m, e ainda estabeleceu o terceiro melhor tempo da história da prova. Os outros são do fenômeno Miundi: 2004- 2h:11m:12s e 2005- 2h:12m:00s. Se Ivuti quebrasse o recorde poderia levar US$ 16.000 em bônus, fora os US$ 40.000 da vitória. Ano que vem o campeão terá a chance de igualar o tricampeonato de Jimmy Miundi (2003/2005/2005) e engordar seu caixa substancialmente.

Falando novamente em Jimmy Miundi, destaco que ele ficou em quarto lugar, com 2h:17m:17s (US$ 6.000) e mais três quenianos completaram o pódio: 2° Nicholas Chelimo, com 2h:13m:10s (US$ 16.000); 3° William Chebon, 2h:14m:59s (US$ 10.000); 5° Gilbert Chepkwony, 2h:18m:48s (míseros US$ 3.000! rss); 6. Brandon Laan (EUA), 2h:25m:41s; 7. Satoshi Kato (JAP), 2h:25m:56s; 8. Samuel Mwangi (QUE), 2h:27m:36s; 9. Joseph Nganga (QUE), 2h:27m:56s; 10. Yasukazu Miyazato (JAP), 2h:28m:34s. Nunca houve um vencedor português ou brasileiro nessa prova.

Pessoal das corridas nesse domingo dia 13/12/2009 participei da 43ª Corrida Pedestre Sargento Gonzaguinha, no bairro do Canindé, zona norte da capital paulista. As inscrições eram feitas pelo site www.yescom.com.br e os kits e chips foram retirados no sábado dia 12/12/2009, no CCFO/PM (numeral 3813). O evento é parte das comemorações do 178º aniversário da Polícia Militar do Estado de São Paulo e 99º do CCFO - Centro de Capacitação Física e Operacional da Polícia Militar do Estado de São Paulo (antiga Escola de Educação Física da PM - a primeira do Brasil, criada em 1910). Assim o ano que vem comemorar-se-á seu centenário. A prova também homenageia o policial militar sargento Luiz Gonzaga Rodrigues, o ‘Gonzaguinha’ que conseguiu dois vice-campeonatos na São Silvestre na década de 1950 e campeão brasileiro e recordista em diversas provas de meia-distância. A prova tem sua relevância, pois conta com a mesma metragem da corrida de São Silvestre e serve de comparativo para aferir a futura performance para dia 31 de dezembro. Outro ponto é que a prova qualificou 10 atletas para pelotão de elite da São Silvestre: 5 mulheres e 5 homens.

A largada se deu às 08:00, na Avenida Cruzeiro do Sul, 548, em frente ao mencionado CCFO/PM e chegada na sua pista de atletismo. O percurso de 15km, exatamente aferido (15.007 metros), é todo plano, sendo que a altimetria acusa pontos de altura máxima e mínima de 740m e 735m, respectivamente. Percorremos a Av. Cruzeiro do Sul e a Marginal Tietê entre a ponte Cruzeiro do Sul e próximo a ponte da Casa Verde; a Rua Olavo Fontoura até próximo a Praça Campos de Bagatelle; atravessamos a ponte da Casa Verde; passamos pela Av. Rudge, retornamos à Marginal Tietê passando sob a ponte das Bandeiras e ponte Cruzeiro do Sul até ao estádio de futebol do Canindé, da nossa associação Portuguesa de Desportos. Pequeno traçado dentro do bairro do Canindé e chegamos novamente à Av. Cruzeiro do Sul. Adentramos o Centro de Educação Física e percorremos parte da pista de atletismo até pórtico de chegada. Esse finalzinho tem história.

Pois bem, ano passado fiz minha melhor marca nos 15km nessa prova, com 1h:08m, mas esse ano as coisas não estão indo tão bem, por falta de dedicação a parte física. A largada é bem perto de casa, uns 15 minutos no máximo de carro, entretanto com tantas obras na marginal Tiête, as chuvas que castigaram essa manhã, combinado com tantas barreiras de trânsito, cheguei com 15 minutos depois da largada. O pessoal da organização já havia retirado os pinos que seguravam o tapete de verificação do chip e estavam para retirar o dito cujo. Num lampejo de Usain Bolt consegui marcar minha largada (bom, pelo menos eu espero...).

Com chuva, frio, sem aquecimento e minha falta de dedicação, fui para a corrida como um treino para São Silvestre. Passei no 2km em exatos 10 minutos. Cruzei com a Karina colega da PlayTeam. O 4km fechei em 20 minutos baixos. Praticamente uma cópia do Luis Feiteira (“sou um relógio ao marcar ritmo”, disse ele na última maratona). E assim foi até o 8km. Nesse interim cruzei com Sr. Rodolfo Lucena, nos cumprimentamos e continuei na labuta. Fiquei menos atento depois do 9km e fechei os 10km em 50m:27s, mas mesmo assim dentro do script. Tomei meu gel e meu primeiro copo de água (passei direto nos postos de hidratação).

Fiz uma retrospectiva da prova e percebi me sentindo bem, a cobra não picou meu joelho e estava sem dores no corpo, somente a dificuldade de respiração de sempre. E lá foi o combatente... No último quilômetro passei a sentir incômodos no diafragma, de tanto tentar manter a respiração forte, mas quando então um dos integrantes do staff da prova grita: “vai que falta 400 metros!!”. Foi a senha para o portuguesinho esquecer tudo e tentar uma investida final. Adentrei a pista do CCFO/PM e sentei a pua. Aí meus amigos, que vem a história. Os corredores antes saltitantes, pulando as poças de água etc. e tal, para ficarem limpos durante os 14.950 metros, se deparam com uma pista toda feita de um pó preto, grosso como grafite, num lamaçal impressionante. Ficamos todos inteiramente sujos de lama preta, que não saía de jeito nenhum. Hilário...

Bem, terminei a prova em 1h:16m:22s (05m:06s/km). Para quem chegou atrasado, não ia nem ter como marcar o tempo, posto que já estavam retirando o tapete; para quem nem corria, quanto mais treinava a tempos; foi uma boa prova-treino. Longe dos 1h:08m do ano passado, mas acabei sem qualquer incômodo, tudo tranqüilo. A chuva terminou junto com minha prova.

A organização foi razoável. Tivemos uma excelente retaguarda do pessoal da policia militar; não houve necessidade de postos de hidratação; todos os pontos bem informados; o kit de saída foi insatisfatório: uma maçã, uma barrinha de cereal e um micro (isso mesmo) torrone. A camiseta desse ano veio amarela gema-de-ôvo, não dá para usar. A medalha simples sem ressalvas. O que complica todo ano na prova é a saída dos corredores, pois temos que passar por corredores estreitos e compridos que circulam toda a pista de atletismo (aquela toda enlameada de pó preto). Deve ter um jeito de resolver isso, pois como dito, ano que vem comemora-se o centenário da instituição. Quem viver verá.

O pódio ficou recheado de ‘cruzeirenses’. A classificação oficial ficou assim: 1. Frank Caldeira, 45m:40s; 2. Cristiano Machado, 46m:23s; 3. Marcos Elias, 47m:08s; 4. Jailson Araújo dos Santos, 47m:13s; Valdison das Neves Silva, 47m:27s. Desse modo o recorde da prova continua pertencente a Rômulo Wagner da Silva, com 44m:20s, estabelecidos em 2002.
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Pela PlayTeam o destaque é de Renilson Vitorino da Silva que se classificou em sexto no geral, logo terá assento no pelotão da elite da São Silvestre. Parabéns Renílson. Os outros melhores classificados foram: José da Silva Xavier, 51m:19s; José Maria dos Santos, 58m:05s; Leandro Mario da Silva, 59m:02s; Reginaldo dos Santos Ilário Costa, 58m:27s; Antonio Fernandes da Costa, 1h:02m:22s; Clovis Claudino Bento, 1h:02m:28s; Carlos Alexandre Batista Ribeiro, 1h:04m:23s; Jefferson Santos Andrade, 1h:05m:05s; Felipe Henrique Maldonado, 1h:05m:42s. Próximo tiro: Corrida de São Silvestre 15km - São Paulo/SP.

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas do final de semana de 19/12 a 20/12/2009 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
10km Green Tracks – Ibiúna/SP
54ª Corrida de Natal - Cotia/SP
São Silvestre Ecológica – Campo Largo/SP
Corrida Corpore de Natal – Pq. Ibirapuera
Corrida Superação – Americana/SP

DOMINGO
Maratona de Taiwan - China
11ª Prova Pedestre São José – Campo Limpo
34ª Corrida de São Silveira – Barueri/SP
Circ. de Corrida das Estações - Pacaembú
Circ. de Corrida da Caixa - Heliópolis
Circ. de Corridas "Bar do Mané" – Guaratinguetá/SP
Corrida da Virada – Votuporanga/SP
1ª corrida do Minério- Salto de Pirapora/SP
Corrida de 9.8 km – Guarujá/SP
60ª São Silvestre - Brodowski/SP

Pessoal das corridas dia 06/12/2009 tivemos a mais fantásticas das provas pedestres de rua: Maratona de Lisboa, na cidade de Lisboa, capital de Portugal. Participaram na maratona cerca de 1200 concorrentes, que correram um novo percurso, com partida e chegada ao Estádio 1.º de Maio e uma parte final muito difícil, com uma longa subida entre a zona de Marvila e o Recinto.

As inscrições eram feitas pelo sítio www.lisbon-marathon.com, com opção maratona (€ 70,00 estrangeiros e € 40,00 portugueses) e meia-maratona (€ 40,00 estrangeiros e € 20,00 portugueses). O recorde da prova pertence ao polonês Zbigniew Nadolsfki, com um tempo de 2h:08m:55s, estabelecido em 1994. A vitória esse ano sorriu para português Vasco Azevedo que já havia vencido a dois anos atrás. A ausência dos africanos determinou uma queda no nível da prova, posto que essa época está repleta de provas mais badaladas (mas não tão importantes como Lisboa).

Eis a classificação oficial: 1. Vasco Azevedo (POR), 2h:20m:42s; 2. Oleksiy Rybalchenko (UCR), 2h:22m:16s; 3. Mark Dalkins (ING), 2h:30m:25s; 4. Gil Ferreira (POR), 2h:30m:32s; 5. Custódio António (POR), 2h:34m:29s; 6. Filipe Nunes (POR), 2h:37m:38s; 7. Miguel Fernandez (ESP), 2h:38m:28s; 8. John McFarlane (ING), 2h:38m:34s; 9. Baltazar Sousa (POR), 2h:39m:40s; 10. Martim Nunes (POR), 2h:40m:18s.

Eis os patrícios que participaram desse fabuloso evento: Antonio Almeida Nuno Fernando José Capela Carlos Lopes

Pessoal das corridas em 06/12/2009 teremos a 63ª edição da maratona de Fukuoka, na região norte da ilha de Kyushu, no Japão. As inscrições eram feitas pelo sítio www.fukuoka-marathon.com, com última taxa de 5000 iens. A cidade é cercada de montanhas, mas o percurso é excelente, muito rápida. Lembro que desde 1997 os campeões vencem com tempo abaixo de 2h:10m.

Nos último quatro anos tivemos provas excepcionais: Em 2006 o recordista mundial Haile Gebrselassie venceu com 2h:06m:52s, faltando um segundo para quebrar o recorde da prova. Em 2007 Samuel Wanjiru, o bicampeão da maratona de Londres (2009/2008), venceu com 2h:06m:39s e quebrou o recorde da prova. Em 2008 o etíope Tsegaye Kebede, bronze maratona de Pequim e vice na maratona de Londres 2009 e campeão maratona de Paris 2008, venceu com 2h:06m:10s com novo recorde.

Esse ano o jovem etíope de 22 anos, Tsegaye Kebede, venceu novamente, agora com tempo de 2h:05m:18s, tornando-se bicampeão da prova. O tempo de Kebede é recorde em Fukuoka, sua melhor marca pessoal (anterior Londres/2009 com 2h:05m:20s) e o nono melhor tempo da história em maratonas. Não é para qualquer um. "Eu sou capaz de correr mais rápido. Estou muito, muito feliz com isso", disse Kebede

O mais importante destacar não são os feitos dos etíopes, quenianos ou mesmo japoneses, mas sim o sexto lugar do português Luis Feiteira que fechou a prova com 2h:13m:07s. A expectativa do luso em quebrar sua marca pessoal de 2h:11m:57s, estabelecido agora em maio em Praga. A chance era excelente posto que concluiu metade da prova em 64m51s, bastante factível. Entretanto Feiteira reclamou muito do frio e do isolamento a partir do 30km, e não conseguiu seu intento. Feiteira com esse tempo se classificou para campeonato europeu em Barcelona. A melhor colocação de um português em Fukuoka se deu em 1989 com a vitória de Manuel Matias, com 2h:12m:54s.

O resultado oficial é o seguinte: 1. Tsegaye Kebede (ETI), 2h:05m:18s; 2. Tekeste Kebede (ETI), 2h:07m:52s; 3. Dmytro Baranovskyy (UCR), 2h:08m:19s; 4. Dereje Tesfaye (ETI), 2h:08m:36s; 5. Evans Cheruiyot (QUE), 2h:09m:46s; 6. Luis Feiteira (POR), 2h:13m:07s; 7. Oleg Kulkov (UCR), 2h:13m:49s; 8. Harun Njoroge (JAP), 2h:14m:17s; 9. Tadashi Shitamori (JPN), 2h:14m:42s; 10. Vitaliy Shafar (UCR), 2h:15m:07s.

Pessoal das corridas dia 06/12/2009 tivemos a 7ª edição da maratona de Beirute, capital do Líbano. O país tem fronteiras com Israel e Síria (países com grande histórico de litígios com Líbano) bem como com o mar Mediterrâneo. As inscrições eram feitas pelo sítio www.beirutmarathon.org, com opção da maratona (US$ 50), corrida de 10km (US$ 25) e outra de 5km (US$ 17), com 30.000 participantes, mas somente 550 maratonistas.

A prova começou a ser disputada em 2003 e desde sua inauguração somente africanos, mais precisamente etíopes e quenianos, vencem e ainda faturam os 5 primeiros lugares, com uma única exceção em 2005, quando tivemos um ‘estrangeiro’ no grupo, o sul-africano Piet Jacobs. Esse ano não foi diferente, pois o jovem etíope de 20 anos, Mohammed Temam, venceu com tempo de 2h:16m:13s, em sua terceira maratona disputada. Temam não conseguindo, entretanto, quebrar o recorde estabelecido ano passado pelo compatriota Alemayehu Shumye com 2h:12m:47s.

A prova se iniciou às 07:00, com 13°C, sob os olhos atentos de um expectador especial, o ex-recordista mundial na maratona, o queniano Paul Tergat. Eis o resultado oficial: 1. Mohammed Temam (ETI), 2h:16m:12s (US$ 3.000); 2. Eston Ngira (QUE), 2h:18m:26s (US$ 2.000); 3. Abraham Yilma (ETI), 2h:18m:34s (US$ 1.500); 4. Stephen Maina (QUE), 2h:22m:30s (US$750); 5. Stanley Mayo (QUE), 2h:26m:25s ( $500). O melhor libanês foi Al Batal Sleiman, em sexto lugar com tempo de 2h:26m:43s.

Pessoal das corridas dia 06/02/2009 tivemos mais uma edição da maratona de Cingapura, na cidade-estado de Cingapura. As inscrições eram feitas pelo sítio www.singaporemarathon.com. Ano passado o queniano Luke Kibet venceu com tempo recorde de 2h:13m:01s. Esse ano ele faturou novamente a prova e também quebrou o recorde da prova, com 2h:11m:24s, faturando US$ 35.000.

Kibet foi seguido pelos compatriotas Johnstone Chepkwony, 2h:11m:32s, que levou US$ 19.000; e Vincent Krop, 2h:11m:49s, que levou US$ 10.000, ou seja, TODOS os três africanos quebrariam o recorde anterior da prova. Kibet com essa vitória se igualou, em bicampeonatos, com compatriota Amos Matui que faturou as edições de 2005/2006.

Por falar em Matui ele também venceu as provas de 2005/2006 com recordes. O histórico de recordes em Cingapura é constante. Desde 2004 eles vêem sendo quebrados sucessivamente pelos quenianos. Em 2004 Philip Tanui venceu com 2h:17m:02s derrubando a marca de 2h:18m:30s do sueco Tommy Persson que perdurava 20 anos (1984). Em 2005 Amos Matui venceu com 2h:15m:55s. Em 2006 Matui se superou, com 2h:15m:01s. Em 2007 Elias Mbogo estabeleceu a marca de 2h:14m:23s. Em 2008 Luke Kibet cravou 2h:13m:01s. Agora em 2009 o queniano se superou e peulverizou o anterior, vencendo com 2h:11m:24s.

"Para vencer uma corrida não é brincadeira, correr 42 quilômetros, é uma corrida difícil. Estou esperando os organizadores da corrida me chamarem para o próximo ano. Quero vir aqui pela terceira vez", disse Kibet. Brincando ou não, acho que o queniano que continuar com a supremacia do Quênia na prova, agora com oito vitórias consecutivas, que se iniciou com Joseph Riri, que venceu em 2002 e não houva masi vitórias de ‘estrangeiros’.

Eis o resultado dessa edição, com um intruso tanzaniano no meio de nove quenianos: 1. Luke Kibet (QUE), 2h:11m:25s; 2. Johnstone Chepkwony (QUE), 2h:11m:51s; 3. Vincent Krop (QUE), 2h:11m:51s; 4. John Kelai (QUE), 2h:13m:14s; 5. Leonard Mucheru (QUE), 2h:15m:18s; 6. Duncan Koech (QUE), 2h:15m:54s; 7. Robert John Stephen (TAN), 2h:16m:40s; 8. Vincent Kipsos (QUE), 2h:19m:26s; 9. Stanley Rono (QUE), 2h:19m:52s; 10. Sammy Tum (QUE), 2h:20m:52s.

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas do final de semana de 12/12 a 13/12/2009 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
8ª Corrida de São Nicolau - Piracicaba/SP
Circ. de Corridas Alphaville Running - 5ª etapa – Barueri/SP

DOMINGO
Maratona de Dallas – EUA
Maratona de Honolulu - EUA
I Corrida Palmeiras Arrancada Heróica – Jockey Club
12ª Prova Run&Fun - Corrida Esporte Solidário - USP
Circ. de Corridas das Praias - 6ª etapa – Guarujá/SP
Corrida SEOROSA 6K - Campinas/SP
Prova Pedestre Sargento Gonzaguinha - Pari
10km de Itápolis – Itápolis/SP
3ª Corrida na Lama - Lindóia/SP
3ª Volta Pedestre de Pirassununga – Pirassununga/SP
Barretos Run Indoor 2.009 - Barretos/SP
Corrida Pedestre de Mococa – Mococa/SP

Pessoal das corridas no dia 06/12/2009 teremos a 7ª edição da maratona de Beirute, capital e maior cidade do Líbano. O país tem fronteiras com Israel e Síria (países com grande histórico de litígios com Líbano) bem como com o mar Mediterrâneo. Com grande tradição cultural, o Líbano foi o berço da civilização fenícia. Beirute está assentada sobre a baía de São Jorge no mar Mediterrâneo e já foi chamada de ‘Paris do oriente’ e o Líbano como ‘suíça árabe’.

As inscrições eram feitas pelo sítio www.beirutmarathon.org, com opção da maratona (US$ 50), corrida de 10km (US$ 25) e outra de 5km (US$ 17). Detalhe o sítio tem tradução em português. O numeral e chip será entregue entre 2/12 a 5/12, das Souk Beirute, no centro. A largada terá inicio às 07:00 para maratona, 08:00 para corrida de 5km e 10:00 para corrida de 10km. Apesar de ser uma maratona, pelos relatos de corredores percebi que o evento principal é a corrida de 10km. A premiação não é lá essas coisas, mas a organização distribui dinheiro a inúmeras situações, para incentivar a prática do esporte. Na geral da maratona estamos assim: 1. US$ 3.000; 2. US$ 2.000; 3. US$ 1.500; 4. US$ 750 e 5. US$ 500. Há bônus de US$ 1.000 para quebra do recorde da prova, 2h:12m:27s, e de US$ 1.000 para o atleta libanês que quebrar o recorde nacional de 2h:20m:24s.

A prova começou a ser disputada em 2003 e desde sua inauguração somente africanos, mais precisamente etíopes e quenianos, vencem e ainda faturam os 5 primeiros lugares, com uma única exceção em 2005, quando tivemos um ‘estrangeiro’ no grupo, o sul-africano Piet Jacobs. Ano passado o etíope Alemayehu Shumye (5° Frankfurt 2009 – 10° Zurich 2009 – 18° Roma 2009) venceu com direito a quebre de recorde.

Eis o resultado de todas as edições, com muitos sobrenomes conhecidos: 2008- 1. Alemayehu Shumye (ETI), 2h:12m:47s; 2. Michael Kipkorir (QUE), 2h:16m:15s; 3. Hussein Adem (ETI), 2h:16m:44s; 4. Ibrahim Limo (QUE), 2h:17m:38s; 5. Peterson Wachira (QUE), 2h:18m:00s. 2007- Tamrat Girma Elanso (ETI), 2h:19m:46s; 2. David Kiplagat Kuino (QUE), 2h:21m:48s; 3. Abraham Yilma Belete (ETI), 2h:21m:54s; 4. Debele Teklemedhin Senbeta (ETI), 2h:22m:38s; 5. Michael Kipkorir Chelimo (QUE), 2h:22m:38s. 2006- 1. Moses Kemboi (QUE), 2h:17m:27s; 2. Eric Kiptoon (QUE), 2h:19m:55s; 3. Abraham Belete (ETI), 2h:20m:18s; 4. Ernest Kibor (QUE), 2h:20m:49s; 5. David Kellum (QUE), 2h:25m:18s. 2005- 1. Francis Kamau (QUE), 2h:19m:20s; 2. Eshet Bekele (ETI), 2h:19m:38s; 3. Piet Jacobs (AFS), 2h:20m:26s; 4. David Kiplagat (QUE), 2h:20m:38s; 5. Paul Rugut (QUE), 2h:28m:34s. 2004- 1. Eshetu Bekele (ETI), 2h:17m:31s; 2. David Kiplagat (QUE), 2h:17m:59s; 3. Fikadu Degefu (ETI), 2h:19m:15s; 4. Abraham Assefa (ETI), 2h:20m:57s; 5. Philemon Kemei Kimaiyo (QUE), 2h:21m:37s. 2003- 1. Paul Rugut (QUE), 2h:17m:04s; 2. James Karanja (QUE), 2h:17m:37s; 3. Fekadu Degefu (ETI), 2h:17m:43s; 4. Benson Matheka (QUE), 2h:17m:54s; 5. Amos Gitagama (ETI), 2h:19m:45s.