Pessoal das corridas mudei o script da nossa página. Com a anuência do combatente Fábio Namiuti utilizo suas impressões da Prova General Salgado, em Taubaté, para nossos leitores. Eu sou fã da prova, entretanto não pude ir ao evento. Recomendo a todos participar em 2011. Eis a classificação oficial de 2010: 1. Luiz Paulo da Silva Antunes, 30m:26s; 2. Gilmar Silvestre Lopes, 30m:31s; 3. Jacob Kemboi Kiprotich (QUE), 31m:00s; 4. Ednelson dos Reis Santana, 31m:25s; 5. Alessandro de Souza, 31m:34s. Não houveram PlayTeam na prova. Vamos à prova...
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"Chegamos bem cedo ao 5º BPM/I, local da chegada. Como sempre, o esquema foi deixar os carros ali por perto (a rua lateral, ao contrário do ano passado, estava liberada) e tomar o caminho da Av. do Povo, onde a largada seria dada. A comitiva tinha além de mim, Janete e Dudu, também os meus tios, participando da primeira edição da caminhada (boa iniciativa!) e os casais Toninho/Ana e Jorge/Samira. A indefinição climática era a tônica do dia. No caminho, ora nublado, ora chuvoso, ora com sol ameaçando abrir, ficava difícil saber qual seria a opção para a hora da corrida. Antes dela, a chuva caiu forte e deixou Janete e Dudu presos no carro, sem poder assistir à largada.

Todo relax, deixei tão para a última hora os cinco minutinhos de aquecimento que, quando vi, só faltavam dois. Aí pedi desculpas para o Acacio, hoje só de bike (em abril segurem a fera, que está de volta!) e fui alinhar. Já tinha tanta gente que tive medo de ter que largar lá na rabeira. Mas consegui abrir caminho e chegar até um lugar mais condizente. A chuva tinha parado e até o sol resolvera aparecer, mas a Janete não. Pedi para o meu tio tirar uma foto para comprovar que eu estava lá, desejei boa prova aos vizinhos de grid Orlando (e o irmão, estreando hoje nas corridas), Souto, Paulo Gallo, Bruno, Fabios Matheus e Vilhena. E até o Alexandre, no "lugar errado", dizendo que hoje ia só na base do trotinho. Com seis minutos de atraso, na minha marcação, a massa começou lentamente a se mexer. Ao passarmos no tapete foi como se recebêssemos uma descarga elétrica, um pouco de velocidade adicional para todos.

Não havia sido divulgada a informação, mas tudo indicava que o percurso, mudado no ano anterior para tornar a prova mais rápida, iria ser mantido. A começar pela placa seis ao lado da largada, como em 2009. E isso se confirmaria. Fui desviando de um monte de gente e ganhando posições a granel enquanto subia a Av. Kennedy e seguia rumo à praça da CTI. Via na alça de mira curta o Paulo e o xará, que diziam ter metas parecidas com a minha, na casa de 48 minutos. Mas pareciam começar em um ritmo muito forte, difícil de acompanhar. Sem outros coelhos confiáveis à vista, optei por correr no meu autopace. Logo cheguei à primeira esquina, com a Av. Tiradentes; e em seguida à praça com outras sete. A placa um nela passou com exatos 4’52’’. Descontando a subidinha nem tão forte e nem tão longa, mas um pouco de cada coisa, um ritmo inicial razoável. A partir dali eu sabia que teria um longo trecho plano e tratei de aproveitar para apertar o passo.

Na Nove de Julho encontrei rapidamente com o João, trocamos incentivos e segui tentando ganhar ritmo. Quase ao lado da rodoviária velha já estava o primeiro posto de hidratação, antes mesmo do Km 2. O sol, convidado indesejável, já tinha feito a temperatura subir bem, menos um pouco que o previsto pela meteorologia na véspera, mas mais do que parecia que seria ao amanhecer. Joguei sem dó quase um copo no cocuruto e bebi os 10% restantes. A segunda placa veio para animar: 4’42’’ foi o tempo nela, sem qualquer sensação de desconforto aparente.

Ao final do retão, viramos à direita duas vezes, pegamos a lateral da chamada Praça da Eletro e seguimos novamente reto pela Rua Duque de Caxias, paralela à reta anterior. A volta não era tão planinha quanto a ida. Uma rampinha suave, mas sempre incômoda, logo surgiu, quebrando o ritmo e mostrando que a coisa não seria tão fácil quanto parecia. A placa três passou ainda com boa marca, de 4’49’’, mas com nítida impressão de que não seria moleza sustentar ritmos deste naipe dali para frente. Ao longe eu via duas camisetas idênticas à minha. Uma do velho parceiro Toninho, de tantas e tantas provas, inclusive algumas edições anteriores dessa própria. Outra, um pouco mais à frente, do Brazilino, correndo com muita desenvoltura, muito mais solto que na Meia de SP. O primeiro eu alcancei na volta ao trecho plano, logo depois dele trombar com um bebum em pleno calçadão (já tinha visto muitos deles em corridas, mas nunca de tão perto assim!). O outro seguia forte, como referência de ritmo.

Percebi que a quarta placa demorou um pouco mais a chegar e não foi só impressão: ela veio na descidinha, com já altos 5’15’’. Restava saber quanto disso se devia à queda de rendimento e quanto à falha no posicionamento, já que seguramente o ritmo não tinha baixado tanto assim. Logo à frente, uma chicane, com curvas à direita e à esquerda para o contorno da Praça de Santa Terezinha. Como no ano passado, tive dificuldade de pegar ali meu segundo copo d’água. Ainda bem que dessa vez havia mais opções de distribuidores. Mesmo com um falhando, consegui pegar com o seguinte, sem necessidade de parar e, pior, como na edição anterior, até voltar andando para não ficar a seco.

A reta da Dr. Emilio Winther era curta, logo vinha mais uma dobrada à direita para voltar à Av. Tiradentes, uma descida bem gostosa e que serviu para uma ligeira recuperação. 5’06’’ foi o pace do quilômetro e 24’46’’ a parcial de metade da prova. Os auspiciosos 48’ de antes da corrida já pareciam meio inalcançáveis, mas um sempre bem-vindo sub-50’, nem tanto. A única preocupação era conhecer o percurso e saber que a segunda metade não era nem um pouco tranquila como a primeira. Muito pelo contrário... Duas perguntas básicas vinham à minha cabeça:

a) por que eu tinha feito esse danado de treino de 30,5 Km na quinta-feira? (resposta simples: porque o que interessa, na verdade, é a maratona!)

b) por que eu não tinha feito a inscrição para os 5 Km???

Mas o negócio era não desanimar. Quando eu parecia que ia dar uma rateada, o Toninho me chamava à razão e não me deixava ficar muito para trás. Era uma ajuda e tanto! Voltamos ao ponto de partida, passando na parte descoberta ao lado da avenida do carnaval. O ritmo praticamente estava sendo mantido, com 5’09’’ no sexto quilômetro. Ao final da reta, no entanto, acabava a alegria do corredor de planície. Já vinha a primeira parte da rampa, ao lado da Dutra, antes de um me engana que eu gosto em descida, e da subida propriamente dita começar. Em 2009 ela tinha sido surpresa, ninguém sabia que ela existia, até o treino simulado no percurso previamente anunciado não passava por ela. Dessa vez, ela já estava devidamente catalogada. Mas isso não queria dizer mais fácil. Marechal Arthur da Costa e Silva é mesmo nome de logradouro que gosta de esculhambar minhas corridas, Minhocão que o diga. O pace do Km 7 foi de 5’21’’, daqueles de desanimar. O do Km 8 até melhorou um pouco, com 5’11’’. Mas botaram, juntos, a perder a meta de fechar a prova com tempo começando com quatro.

Para esse trecho final da prova, incluindo a lomba, ganhamos, além dos muitos caminhantes, também a companhia do Michel, que disse ter começado forte e quebrado no Km 4. Seguia firme, ainda que soubesse que não daria pra repetir o ótimo tempo do ano passado. Ameaçou dar uma caminhada no longo (mais de mil e trezentos metros) trecho em subida, mas ajudou a ditar um bom ritmo logo que a coisa voltou a se estabilizar no plano. Faltou a placa para averiguar o tamanho do estrago. Pelas medidas dos GPS’s, ela deveria estar na esquina ou bem próxima disso. Se alguém viu, não me contou. Entramos praticamente juntos na penúltima reta, onde em 2009 eu havia encontrado o Jorge para ajudá-lo no final da prova dele, após concluir a minha. O sprint sugerido pelo Michel era temeridade, mas deu pra voltar a correr com gosto, alargando a passada e corrigindo a postura meio caída de morro acima. Depois da última curva e da chegada à Av. Independência, novamente ele propôs acelerar, dessa vez para alcançar o Brazilino, logo mais à frente. Ele conseguiria. Eu seria mais conservador. Para evitar qualquer incidente, cheguei na boa, diminuindo até, para pisar no tapete da chegada praticamente junto com o Toninho.

Quem me viu chegando, como o Sylvio, comentou que eu não estava com uma expressão das mais alegres. Não sou de esconder o que sinto. Apesar de ter baixado o meu tempo da edição anterior em louváveis 15 segundos (51’13’’ líquidos, contra os 51’28’’ de 2009), não concluí a prova satisfeito comigo mesmo. Não com o resultado em si. Na realidade, como sempre menciono, pela sensação de não ter rendido o que poderia. Mas foi coisa momentânea. O bode, se existiu, logo cedeu lugar à alegria de estar ali, assistido pela minha esposa e pelo meu filho, ao lado dos meus companheiros de equipe e grandes amigos, fazendo pela quinta vez seguida uma prova muito agradável, de boa estrutura, praticando o esporte que eu gosto e que me dá, de tempos em tempos, a oportunidade de desafiar meu grande adversário: eu mesmo.

O kit pós-prova, para fazer jus à tradição, veio no capricho. Além da camiseta (de boa qualidade, mas não tão bonita como a anterior) e da amostra de protetor solar entregues na véspera, recebemos frutas, torrone, pão de mel, barra de cereal, suco e iogurte. A medalha, item no qual a prova também sempre se destacou, veio bonita, de bom tamanho, em cores, com data e logomarca do evento. Só faltou mesmo, para ficar completa, indicar a distância (ou modalidade, já que houve também a caminhada) disputada. Distribuição tranquila, com filas curtas e três ou quatro opções de “corredores” de entrega.

O cafezinho depois da prova, novamente sob chuva (o sol foi sob encomenda e com duração estritamente durante), foi modesto e vapt-vupt, quem a gente encontrou pelo caminho chamou para participar. O Fabio Matheus, apesar de ter estacionado perto da largada, por conta da kitaiada toda, ainda arrumou tempo de dar um tchau e traçar um sanduba".

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Fábio Namiuti disse...

Valeu, Nadais, obrigado por postar o resumo (sim, amiguinhos, acreditem, é um RESUMO!) do meu relato da General Salgado. Tirando a sua ausência (15K na faixa em Barueri realmente foi canto da sereia demais), a prova foi praticamente impecável. Fica pra uma próxima ocasião.

Abraço e bom final de semana.

Fábio Namiuti

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