Pessoal das corridas dia 21/04/2010, feriadão nacional, participei da 2ª Corrida e Caminhada da Paz, na cidade de Jandira, interior de São Paulo, a aproximadamente 27 km da capital e situa-se entre Barueri e Cotia. Para chegar lá foi extremamente simples: seguir pela Rodovia Castelo Branco, sair na alça de acesso à Jandira, quilômetro 32 e seguir pela Avenida de acesso que termina em frente ao local da prova. Foram 2 pedágios: um na ida e outro na volta (R$ 2,80 cada). As inscrições eram feitas pelo sítio www.runnerbrasil.com.br, com taxa de R$ 20,00 (ano passado R$ 25,00!), limitada a 1.000 inscrições (ano passado 500). Não chegamos essa quantidade, nem de longe, sendo que ainda se fez inscrições minutos antes da largada. O quórum foi baixo. Talvez pelo feriado, sendo que ano passado a prova ocorreu no final de março, num domingo normal. Talvez pelo percurso dificílimo que qualifica uma de minhas provas “matadoras”, como a Corrida de Natal de Cotia e da Corrida de Aniversário de Francisco Morato.

A retirada do chip e numeral se deu no dia e local do evento. A premiação será assim: no geral será 1º- R$ 500,00; 2º- R$ 300,00; 3º- R$ 200,00; 4º- R$ 150,00; 5º- R$ 100,00; por faixa etária: 1º- R$ 100,00; 2º- R$ 50,00; 3º- R$ 30,00; e por equipes 1º- R$ 500,00; 2º- R$ 300,00; 3º- R$ 200,00. ; 4º- R$ 150,00; 5º- R$ 100,00. Do mais a organização coube a prefeitura local. Assim tivemos os mesmos problemas do ano passado, a seguir relatado. O percurso de nove quilômetros é demolidor. As lombas são infinitas, tanto que cabe uma comparação entre Nova York e Jandira. A primeira é a cidade que nunca dorme (The City That Never Sleeps) a segunda é a cidade que nunca se anda no plano ( The City That Never Walks in the Plane).

Pois bem, antes das provas sempre me preparava com antecedência, com alimentação adequada, hidratação na noite anterior e um bom sono. Entretanto como estou no meu período sabático de provas, a coisa se modificou radicalmente. Fim de semana passado fiz um longo de 20km na véspera da prova. Não contente com o resultado, para esse evento piorei mais a situação. Chegando em casa depois das aulas, me deparei com uma bela feijoada. Isso era por volta da 23:00. Não me fiz de rogado, tracei a “feijuca” numa boa e fui dormir, sem preocupação. Acordei na quarta-feira cedo tomei um café da manhã normal e sai para Jandira.

Cheguei no local da prova bem cedo (estão vendo, não estou mais chegando em cima da hora!), estacionei dentro da praça, com vagas á vontade, e retirei meu numeral e chip. Percebi que a movimentação não era grande. Decidi fazer um pequeno aquecimento (quem sabe melhoraria a digestão da feijoada) e encontrei a Walquiria, corredor de primeira linha. Fizemos o aquecimento juntos até onde agüentei. Com o calor da manhã fiquei bem aquecido, mesmo. A largada como sempre é bem simplória: ficamos atrás de um risco no chão a espera do sinal de estouro da boiada. O tapete de marcação de quilometragem é só no final da prova, logo os tempos são determinados pelo bruto, ou seja, não pelo líquido. Uma muvuca foi estabelecida para largada do pessoal do feminino, logo a largada do masculino, como sempre, atrasou 10 minutos. Eu estava bem tranqüilo, pois já sabia das rampas que esperavam o combatente.

Se fosse só as rampas ainda ia, mas a organização padece sempre dos mesmos erros. Sendo uma prova local de baixo quórum e com organização da prefeitura tudo está sujeito a “chuvas e trovoadas”. Apesar de que no local da largada/chegada haver um contingente considerável da guarda civil , durante o percurso estivemos a mercê dos carros e até mesmo dos pedestres. Não que não havia ninguém, mas eram somente alguns no apoio e para o zigue-zague com sobe-e-desce na região nem de longe foram suficientes. Tivemos postos de hidratação nos 3km, 6km e 8km, sem qualuer ressalva. E conforme previsto no regulamento. Alguns copinhos estavam em temperatura ambiente, mas a quase totalidade estava fria. Ainda bem pois ano passado o tempo estava fechado, mas 2010 o sol deu as caras.

Falando em regulamento, em alguns sítios informavam que o trajeto era de 10km e outros de 9km. Nem mesmo os particiapantes que eu perguntei tinham certeza do tamanho do percurso. Outra curiosidade, pertinente aos participantes, era que havia muita, mas muita gente boa, de primeira linha. Só de passar o olhar percebia-se tal situação. Tinha gente até de Sorocaba, Mogi Guaçú, e Praia Grande, até da ACRIMET. Esse pessoal nem vem de tão longe para brincar de montanha russa em Jandira. Também pelo estacionamento se percebi tal situação. Das vans da secretarias de várias cidades saiam corredores aos montes. Sinceridade: Fiquei com receio de ser empurrado pela ambulância, no final da prova.

Pois bem, dada a largada de cara me lanço a subir. Até que achei que não iria tão mal (apesar da feijoada). Estava me sentindo bem. Aos poucos fui selecionando meus coelhos, mas para minha surpresa um a um eles desapareciam à minha frente. O que durou mais foi um corredor com a camisa da torcida jovem do Grêmio de Porto Alegre. As descidas como as subidas eram “matadoras”. O primeiro posto de hidratação estava tão mal posicionado e tão pequeno que passei direto. Quase retornei para pegar um copinho dágua, mas achei que era humilhante e fui de peito estufado para batalha.

Em algumas parte do trajeto, como relatei, os corredores ficaram reféns dos carros e dos pedestres, alguns desses xingavam aos brados. Não sei se eram dirigidos aos corredores ou a prova, ou a ambos. Ao final da prova resolvi dar uma de Usain Bolt e fiz uma diferença substancial sobre o último coelho. A tocada, anormal para um magricelo, rendeu. Ao cruzar linha de chegada reduzi e senti falta de ar, bem forte. Pensei mesmo que ia apagar. Por sorte o professor Augusto estava posicionado ao lado do pórtico e me socorreu. Deitei à sombra e quando a pulsação cedeu e a respiração normalizou me senti melhor. Como corri sem cronômetro, lembro-me de que no pórtico havia algo de 45:30s, ou próximo disso. Como estava faltando oxigênio no cérebro, fiquei na dúvida. No resultado oficial veio a confirmação: 45m:39s, com a seguinte classificação no geral 161/231 e 23/32 na categoria. Ano passado, nos mesmos 9km fechei em 45m:13s. Logo não foi muito mal. Só eu mesmo de PlayTeam e CorreBrasil. A Walquiria Milaine correu por outra equipe e se classificou em quinto no geral feminino com tempo de 35m:39s e em segundo por equipes.

O kit de chegada dessa vez tinha algo a mais que a medalha e camiseta, do ano passado. Veio uma banana e uma maça. A camiseta continua de algodão, imprópria para atividade física. A medalha por incrível que pareça, muito bonita. Vai entender. A prova ainda tem muito a evoluir. Há necessidade de se profissionalizar o evento. Pelo menos no quesito do percurso. Não tinha que aliviar, mas cercar mais o trajeto, com devida proteção. Estabelecer uma marcação de quilometragem mais confiável, posto que essa se deu a um pôster marcando o quilômetro segurado por uma pessao do apoio. Sei lá, me parece que a marcação de 30 passo para cá ou 30 passos para lá é simplesmente passível de erros, posto que não é fixo. Não sei se fui claro a todos.

Por fim estamos próximo ao sofrimento mor do semestre: "marvada" está aí. Agora não dá para fazer mais nada. Próximo domingo participarei da meia maratona de Santo André e no outro a “marvada” da Maratona de São Paulo. O resultado oficial foi o seguinte: 1. Célio Falcão, 28m:03s; 2. Ivanildo Dias de Souza, 28m:07s; 3. Aleudo Francisco dos Santos; 4. Marcos José C. Silva, 31m:54s; 5. Alexandre Segundo dos Santos, 32m:00s.
Só para constar, cheguei em casa e tracei novamente outra feijoada, bom afinal era quarta-feira...

2 Click aqui para comentários:

Fábio Namiuti disse...

Esse é o combatente que eu conheço, o Nadais Corre-Todas. Capaz de voltar mesmo para refazer provas mais simples. Sem frescurinhas. Um dos nossos, enfim. Um legítimo maluco do asfalto. Parabéns!

Regis..."amocorrer" disse...

mais do que merecido a feijoada pós prova, belo resultado, parabéns..Regi

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