Voltando a prova, as inscrições eram feitas pelo sítio www.corpore.org.br, com última taxa de R$ 50,00 para sócios e R$ 70,00 para não sócios, com opções de 25km; 12,5km e 4 km. A retirada do numeral e chip foi no Jockey Clube de São Paulo, localizado na avenida Lineu de Paula Machado, 1.263, nos dias 29/05, sábado, das 09:00 às 18:00 e 30/05, momentos antes da prova. Quem não retirou seu kit no sábado, como eu fiz, sofreu bastante, pois a fila para tanto estava imensa, causando tumulto e perda da hora de largada para muitos corredores.
Alguns levantaram a lentidão no procedimento, outros que o staff era pequeno, outros pela pouca quantidade de corredores que o fizeram no sábado e, também não se deve relevar, que a prova, ao contrário da quase totalidade que ocorrem em São Paulo, não largava às 08:00, mas sim às 07:00. É muita mudança, não é mesmo? Entretanto, novamente, por ser evento Corpore, foi também inaceitável. Outro fator de atraso nas retiradas dos chips e numerais foi o problema de estacionar. Muita gente perdeu tempo aguardando vaga no próprio Jockey Clube. Novamente dei sorte, pois colegas Carlão e Laércio me alertaram por telefone da celeuma que havia se formado, tanto pelo estacionamento, quanto para retirada do chip e numeral. Assim procurei local para estacionar longe dessa bagunça. Deu certo.
A largada prevista para às 7:00 atrasou 10 minutos, situação totalmente irregular, tratando-se de Corpore, TALVEZ foi em decorrência das atribulações narradas no parágrafo anterior. TALVEZ foi uma maneira da Corpore amenizar o prejuízo dos corredores. A conferir. O percurso esse ano teve alterações, posto que a USP não liberou o local para a prova, foi o mote para a largada ter se dado no Jockey Clube, pois sempre havia sido na USP. O trajeto não continha dificuldades relevantes, ao contrário, era quase todo muito tranqüilo, mas 25 quilômetros são 25 quilômetros.
A semana não foi de treinos, mas de muito trabalho. Pensei até em alterar a distância para 12,5km, mas deixei essa decisão para tomar durante a prova. Estou preocupadíssimo com a falta de treinos, não pela ‘performance’ (?!), mas sim por estar com receio de me lesionar e aí desarranjar o que estar andando direito. Temendo pelo pior e apagar no meio da prova (lembranças da maratona de Sampa!) tomei um café reforçado. Bom, nem preciso dizer que foi outra bola fora...
Pois bem, como dito antes, avisado pelos colegas das ocorrências me arranjei logo e cheguei com folga ao local de largada. A baia de largada era dividida em cores e a minha era ‘preta’, como indicava a fita de pulso. Fui indo, fui indo e a minha baia era... a última. Paciência, nem era importante, mas indicava que a ‘coisa ia ficar preta’ mesmo. O clima estava frio bem propício para uma prova de média distância. Com o atraso de 10 minutos, lá vai o portuguesinho. O trajeto compreendia 2 voltas de 12,5km constituído, resumidamente, em percorrer a avenida Lineu de Paula Machado (Jockey Clube), avenida Afrânio Peixoto, rua Alvarenga, ponte da Cidade Universitária e avenida professor Alfonso Rodrigues.
Como larguei lá nos retardatários (que era meu lugar mesmo...) os 3 primeiros quilômetros foram em ritmo de festa, mas acho eu que me ajudou a terminar o percurso de 25km, pois não faltou (muito) gás para o final. Fechei os primeiros 10km em 51m:18s, bem tranqüilo sem utilizar os postos de hidratação. Tanto pelo frio quanto pelo ritmo. Poucos antes de avistar a indicação da primeira perna dos 12,5km, tomei a decisão de ir para ‘quebrar’ e enfrentar os 25km. Tomei meu gel e me hidratei. Ao todo foram somente 4 postos de hidratação utilizados, todos na ‘segunda perna’. Pouco antes de chegar à ponte da Cidade Universitária, o combatente Guilherme Maio me ultrapassa (ultra mesmo!). A partir dos 19km os joelhos começaram a arder e comecei a passar mal por, pasmem, dor de barriga. Devia ter aprendido com a corrida da 10k Tribuna, em Santos. Tomei leite e fui correr e também tive dor de barriga no meio da prova.
Nessa altura já corria meio desengonçado e a sola do pé esquerdo parecia estar machucada pelo atrito (estava mesmo...). A desarmonia dos movimentos era tanto que quase atropelei um fotógrafo e trombei com um cavalete da CET. O pior é que eu os vi, mas não consegui desviar. Hilário!!! Passei a marcação dos 21km em 1h:51m:20s, minha melhor marca na distância das últimas 3 provas (meia de santo André, meia da Corpore e a presente). Avistando o Jockey Clube veio aquela sensação de alívio, pensando que terminava por ali mesmo, mas dentro do clube tinha ainda um trecho que, na presente situação, parecia um quilômetro. Nesse ponto encontrei o Thiago Rollemberg colega que ajudou o combatente na sua primeira maratona. Terminei os 25km em 2h:12m:02s. As marcas parciais apontam para mesma tocada: 10km à 51m:18s à pace 05m:06s/km; 21km à 05m:18s/km; 25km à 2h:12m:02s à 5m:17s/km. Quem sabe consigo treinar para essa média para uma maratona... Tirei o tênis e as solas dos pés estavam bem destratadas, sem pele. Depois de despedir do Guilherme e do José Maria começaram as câimbras nas panturrilhas. Do mais foi chegar o mais rápido em casa, pela dor de barriga que cada vez aumentava. Que vexame!!!
A prova de 25km teve 1.277 concluintes, sendo 1.077 no masculino e 200 no feminino. Alguns colegas da PlayTeam e Corre Brasil tiveram o seguinte desempenho: Jose Maria dos Santos, 1h:40m:26s; Djackson Vieira Silva, 1h:53m:31s; Carlos Alexandre Batista Ribeiro (Carlão), 2h:00m:22s; Sinésio Padovezi, 2h:06m:53s; Guilherme Maio, 2h:12m:44s; Elizeu Faria Lamblem, 2h:13m:12s; Mario Augusto Pavani, 2h:17m:53s; Halison David Romano, 2h:23m:12s; Carlos Renato Guimarães Cordeiro, 2h:27m:38s; Luís Eduardo Brandão Machado, 2h:28m:10s; Laércio Pereira do Vale, 2h:29m:25s. Destaque para colega Juliana Ferrari, namorada de Thiago Rollemberg, que foi até final e terminou em 2h:56m:25s. Rogério Lagos e Anderson Bos estavam inscritos, mas não os vi na listagem final. Mais um item a conferir.
A organização da Corpore, tenho comigo, não foi como as inúmeras outras. Ainda é a melhor organizadora de eventos pedestres, posto que se preocupar com o corredor como ‘cliente consumidor’. TALVEZ essas inúmeras mudanças provocaram tantos inconvenientes, entretanto são todos facilmente sanáveis. O percurso bem isolado, postos de hidratação à vontade, o local da chegada foi excelente e muita informação aos participantes. A medalha bem bonita, mas talvez o desenho não tenha sido devidamente analisado: forma de um intestino, em vista da parceria com a campanha de prevenção de doenças referenciais. A camiseta boa como sempre. O kit final com isotônico, maçã, banana, sanduiche de frios, torrone, iogurte diet e uma barrinha de cereal.
O resultado oficial ficou assim: 1. Marcos Antonio Pereira, 1h:19m:35s; 2. Sivaldo Santos Viana, 1h:20m:57s; 3. Naval Freitas, 1h:22m:39s; 4. Waldecir Del Monte dos Santos, 1h:24m:30s; 5. Fábio Ramos dos Santos, 1h:26m:56s. Então me aguardem na GP Runners, próximo dia 04/06/2010, no autódromo de Interlagos. Aquilo sim é sofrimento...

3 Click aqui para comentários:
Combatente Nadais,
Sempre uma satisfacao reencontrar-lhe.
Nao sabia da enfermidade que lhe acomete.
Mas voce parece lidar muito bem com a situacao.
Parabens pela prova!
Ass.: Guilherme.
Parabéns, combatente! Mais uma batalha vencida. Minha admiração por superar as dificuldades que essa doença traz, sobretudo a um praticante deste esporte em especial. Tenho você como uma referência de garra e determinação.
Abraço e boa semana!
Fábio
parabéns!!!! 25km são sempre 25km, você tem razão, e os enfrentou muito bem! eu também estava lá!!! só que bem mais atrás, rsrsrs! foi a minha primeira prova da corpore, então achei praticamente tudo perfeito, comparando com outras organizadoras, rsrsrs! peguei o kit no sábado, bem tranquilo, não sabia que no domingo ia ficar tão confuso! quanto ao congestionamento... cheguei ao jóquei às 6h e só consegui estacionar às 6h45, do lado de fora mesmo!
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