A prova teve como padrinho Nelson Prudêncio que deu a largada oficial da prova. Prudêncio conquistou ‘prata’ olímpica no México, em 1968, e ‘bronze’ em Munique, em 1972. Nos jogos do México Prudêncio disputou palmo a palmo com soviético Viktor Saneyev e o italiano Giuseppe Gentile. Durante a disputa os atletas quebraram o recorde 9 vezes em 4 horas (isso mesmo nove vezes). Nelson Prudência alcançou 17m:27cm, e por alguns minutos foi recordista mundial do salto triplo. O soviético alcançou 17m:37s e levou o ‘ouro’ e Prudêncio ficou com a ‘prata’. Juntamente com João do Pulo e Adhemar Ferreira da Silva se constituíram dos maiores saltadores brasileiros.
Voltemos a prova. O percurso principal de 10km é o mesmo do Circuito das Estações, nos arredores do estádio do Pacaembu, utilizando a avenida Pacaembú e o elevado Costa e Silva (minhocão). Na edição tivemos a inclusão de uma prova de 5km, para atletas que saem da caminhada para iniciarem no mundo das corridas. O clima estava frio e sem garoa, tudo bem propício para uma boa prova: frio, percurso conhecido, dificuldade média-baixa. Só faltava uma coisa: um bom corredor. Aí a coisa falhou...
Ao chegar ao local do evento os flanelinhas pareciam se multiplicar para todos os lados. Talvez por falta de corridas na capital, eles se concentraram todos nas imediações do Pacaembú. Parei a viatura pouco longe da concentração do evento, mas nada que causasse transtornos. Retirei meu chip traquilamente e aguardei o tiro de largada, determinado para às 08:00. Interessante é que, como o pessoal da elite largou às 07:00, e pudemos ver a disputa de camarote. Inusitada a situação.
Alinhei lá no final do pelotão, posto que estava pouco a vontade no evento. Já para levantar da cama foi um ‘parto’ e saí de casa em jejum total. Tudo isso por pura preguiça. Assim, não me senti na obrigação de tentar me acomodar mais à frente. Dada a largada o tumulto de sempre, devido ao pórtico estreito. Até perto do 2km muita muvuca e pessoal corria pior que eu! Como para descer todo santo ajuda, me empolguei. A primeira rampa, de poucos metros, derrubou alguns combatentes. Eu ainda estava 'pilhado'.
No elevado a coisa era mesmo de sempre, seguir numa toada satisfatória. Lá vi o primeiro colega do pelotão dos sumidos: Silvia Aguilar, treinadora feminina da PlayTeam, dos bons tempos. Nos cumprimentamos bem rapidamente e segui adiante. Ela, como sempre, muito sorridente. Faço o contorno no elevado, mais adiante encontro o Wilson, também da velha guarda da PlayTeam. Passando o 6km utilizo pela primeira vez o posto de hidratação. Com o tempo frio, nem precisei fazer uso antes disso (nem depois). Foi então a hora da subida da avenida Pacaembú. Na verdade nem é lá essas coisas, mas na atual conjuntura nadaiseana, causou preocupação. Emparelhei com uma garota que estava subindo relativamente bem, e tentei acompanhá-la o máximo possível, mas não deu. Paciência.
Cruzando o 9km já sentia o gostinho da chegada, mas não foi tão fácil assim. Aliás, nada fácil. A subida final ao redor do estacionamento do estádio do Pacaembú me deu trabalho. Tentei um sprint, mesmo que vergonhoso, entretanto as pernas já não mais respondiam, apesar do incentivo dos espectadores. Fechei a prova em 49m:32s, resultado ruim. Ainda não consegui chegar nos 47 minutos e alguma coisa, mas não desisti. Ao final da prova encontro outro combatente ‘das antigas’: Márcio de Oliveira, primeira atleta a despontar na PlayTeam. Ele, oficialmente, está ‘aposentado’ das contendas, mas ‘tira onda’ de vez em quando. Seu irmão, Marco Antonio Oliveira, continua a saga da família: 2009 foi vice-campeão no ranking da Corpore, na sua faixa etária.
Pois bem, a organização da prova foi eficiente, nenhum ponto de relevância a ressaltar. Marcação de quilometragem em todo percurso, trajeto bem protegido, postos de hidratação a cada 2km, etc. O pórtico apertado não é reclamação exclusiva dessa prova, mas de quase todas as provas. A camiseta e a medalha eu gostei, essa tinha a forma ovalada, tal qual o estádio do Pacaembú. Nem sei se é padrão para todas as 10 etapas, mas ficou bem harmonizado com a prova. O kit de chegada bem artificial, também acompanhando o movimento dos demais eventos em geral. Eu curto frutas, mas compreendo que para bem organizar uma prova, com tudo acertado com antecedência, o kit vira pré-fabricado: um iogurte pequeno, um isotônico de uva e uma caixa de 100g de bombons da Montevérgine (sem glútem!!!). E só. O isotônico da marathon sabor de uva, parecia suco artificial em pó (trauma de infância?). Talvez os outros sabores sejam melhores.
A organização alardeou recorde de 2.200 participantes, mas não percebi esse contingente todo. Também me pareceu que a maioria estava no nível desse pobre escriba. Talvez pela prova do Rio de Janeiro, que certamente atraiu bons atletas amadores. Indo para a viatura encontro outro ex-combatente das provas, hoje fotógrado, Marcelinho. Garoto gente boa, mas encerrou a carreira pedestrianística (mais um para dicionário nadaiseano) prematuramente, aos 18 anos. Prova boa, clima bom e encontro de velhos colegas. Foi mesmo uma boa manhã de domingo.
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Eis os resultado oficial da prova: 1. Luis Paulo da Silva Antunes, 30m:14s; 2. Giovani dos Santos, 30m:18s; 3. Valdir Sérgio de Oliveira, 30m:24s; 4. José do Nascimento Souza, 30m:31s; 5. Célio Falcão, 30m:40s; 6. José Rodrigues dos Santos, 30m:49s; 7. Sivaldo Santos Viana, 31m:05s; 8. Alequessandro Paula Silva, 31m:31s; 9. Benedito Donizetti Gomes, 31m:55s; 10. Domingos Jesus Freitas, 31m:55s. Os colegas melhores classificados na prova foram: Márcio Aparecido de Oliveira, 40m:14s e Reginaldo dos Santos Ilário Costa, 38m:56s.

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Nadais ñ vi vc depois da prova + vi vc encima do minhocão rsrsrs, valeu pelo grito de apoio.
Tamb�m n�o te vi portuga!!! desta vez resolvi o problema com os flanelinhas, cheguei antes deles, as 3 da manh� e estacionei a poucos metros do guarda volumes e ainda deu pra tirar uma soneca. v�rios ex combatentes da nossa querida Play!!! sem duvida, uma bela manh� de domingo.
abra�os, walmir gaya
Parabéns, combatente Nadais.
O sub-47 virá em breve.
Congratulações por mais uma 'batalha'.
Ass.: Guilherme.
Que prova boa hein NADAIS parabéns...O engraçado é que a CAIXA faz esse circuito em vários estados do Brasil e aqui no Rio não tem esse circuito sorte de vcs hein....Valeu...
Bons treinos,
Jorge Cerqueira
www.jmaratona.com
Nadais,
decisão esquisita mesmo essa da organização: 1h de diferença entre a Elite e o povão? Será que a elite reclamou que os pangarés atrapalhavam demais? rs
"Atleta de final de semana"? Esse locutor era um Tapir daqueles sem GPS e sem alça mesmo! Vai catar coquinho na esquina!
De qq forma, pra mim sub-50 min ainda é muito respeitável mas entendo a sua decepção. O negócio é continuar treinando que o resultado aparecerá!
Abs,
Shigueo
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