Pessoal das corridas dia 07/09/2010, feriadão de terça-feira, participei da 9ª edição do Troféu da Independência, no bairro do Ipiranga, zona sul da capital paulista. O evento faz parte das comemorações dos 188 anos da Independência do Brasil, declarado por Dom Pedro I em 07/09/1822 às margens do riacho do Ipiranga. Também se comemorou o 55° aniversário de José João da Silva, proprietário da JJS Eventos, organizadora da prova e ganhador da São Silvestre nas edições de 1980 e de 1985.
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As inscrições eram feitas no sítio www.ativo.com, com opção para corrida de 5km e 10km, com taxa final de R$ 60,00, mas limitada a 5.000 participantes no total (nem de longe esse quórum prosperou). A retirada do chip e numeral (n. 1344) poderia ser feita no dia 06/09 no Supermercado Carrefour na Rua Pamplona, 1704; ou no dia da prova, pouco antes da largada. Optei pela segunda, pois tirei a segunda-feira para trabalhar nas aulas de meus alunos. A semana que vem é Semana Jurídica na Universidade. Na semana seguinte provas bimestrais e na semana depois apresentação de seminário dos alunos. Logo tenho que encerrar os assuntos das aulas até sexta-feira.

Pois bem, a prova aconteceu nas imediações do Parque da Independência, Museu do Ipiranga, que também foi palco da Corrida dos Bombeiros da Corpore. Cheguei sob chuva, que pelo menos ajudou a espantar os ‘flanelinhas’. O percurso, bem simplificado, consiste em trafegar pela avenida Nazaré, rua Bom Pastor, avenida Dom Pedro I, avenida Ricardo Jafet, e novamente a avenida Nazaré, adentrando o Parque da Independência. Pauleira mesmo é a subida da avenida Nazaré, no mais é tranqüilo. Entretanto no meio do caminho tinha uma pedra, aliás várias, pois a chuva castigou os corredores, antes, durante e depois da prova.
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Bem que eu estranhei o baixo quórum, o pessoal estava lá para cima do parque se protegendo da chuva nas tendas das assessorias e nas copas das árvores. Pouco antes da largada os coredores desceram, ainda sob chuva fina, de uma vez só. Interessante. Fui alinhar, como sempre, atrás de todos, e a espera do tiro de largada foi um tormento. Trajado com camiseta de manga comprida, o final da mangas acumulavam água e o portuguesinho as torcia de tempos em tempos (prá que eu fazia isso eu não sei. Era como enxugar gêlo).

Além das mangas o pequeno luso também ‘torcia’ para a chuva amainar e o locutor parar de falar tanta bobagem. Que a chuva isso, que a chuva aquilo e que já já iria ser dada a largada, etc e tal. Felizmente a largada se deu pontualmente às 08:00 e deu fim a desastrada locução. Ainda dentro do parque trombei (literalmente) com o Laércio (aquele que junto com o Colucci me sacaneou na corrida do Butantã, mas ele é meu brother, deixo passar... ). Laércio participará da maratona de Berlim e já encomendei uma camiseta do evento. As únicas camisetas que guardo são as de mangas compridas e as das maratonas, todas as demais viram presentes e souvenirs para colegas. (Mayumi, ainda estou guardando aquela do "japão" para ti)

Eu e Laércio cruzamos o primeiro quilômetro pouco acima do 05m:30s e o segundo pouco acima do 05m:00s. Olhamos um para o outro e soltei; “Cara, essa prova já era, quase 11 minutos para percorrer dois quilômetros”. Laércio deu de ombros e percebi que estávamos lá para nos divertir e assim foi. Com isso a coisa inacreditavelmente melhorou: até o quilômetro sexto rodamos em torno de 04m:30s! Eu não consegui agüentar mais e o combatente seguiu em carreira solo. Nos 6km a organização ofereceu um sache de gel, devorado pelo pobre escriba e que exigiu um copo de água para descer. Eu tinha ido ‘puro’ para prova, sem café da manhã, pois tirei esses poucos minutos a mais para descansar. Acordei e saí.

Como a chuva não cansava de cair, restou a ela cansar o pequeno luso, assim a vista da placa do 9km foi maravilhosa. Torci a camiseta para diminuir o peso (eu sei, é muito hilário. O que não faz a falta de oxigênio no cérebro...) e me dispus a ir mais forte, posto também que o final da prova é em descida, que todo santo ajuda (eu precisava mesmo...). Fechei a prova em 49m:03s, classificado no geral em 300/1.037 e na categoria em 52/144, não foi bom eu sei, mas tirante a perda enorme no início, até que dava para ficar pouquinho abaixo dos 48 minutos. Bom, o primeiro biathlon ninguém esquece. Meu histórico ficou assim: 2010- 49m:03s; 2009-‘estourei joelho’; 2008- 45m:12s; 2007- 50m:37s. Depois de retirar o kit de chegada e antes de sair do parque encontrei o colega Sinésio.

O kit de chegada como nas últimas edições é ruim: uma barrinha de cereal e uma caixinha de chá verde, tudo do Carrefour. Um isotônico fechou a "comilança". A camiseta também fica a desejar e esse ano foi da cor "amarelo gema de ovo". A medalha foi pior que ano passado. ACHO EU que os dizeres deveriam ser destacados à tinta, pois não fica nítido. O sachê de gel oferecido foi providencial, mas depois me deu uma dor de barriga, e ACHO EU que foi o distinto, mas cabem reparos dos colegas. Outra coisa que me causou estranheza, foi que o tempo de 32m:10s travou no cronômetro do portal, não dando chance dos demais tentarem utilizá-lo como parâmetro. Eu pelo menos nunca tinha visto isso acontecer.
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A premiação em dinheiro diminuiu para os três primeiros, em relação ao ano passado: 1º R$ 1.500,00 (R$ 2.000,00-2009); 2º R$ 1.200,00 (R$ 1.500,00-2009); 3° R$ 800,00 (R$ 1.000,00-2009); 4° R$ 600,00; 5° R$ 400,00. Na faixa etária só medalhas especiais ao primeiro de cada categoria, sendo que o ano passado era para os três melhores. Tudo que foi dito foi para os corredores dos 10km. Para 5km foi troféu para o primeiro colocado, e só. O recorde da prova pertence a Luis Fernando de Almeida Paula, com 29m:08s, estabelecido em 2005, e continuou em pé. Nas duas últimas edições tivemos vitórias quenianas: em 2009 com Kipkemei Mutai, com 30m:25s; e 2008 com Joel Kiplagat, com 30m:27s. A classificação oficial ficou assim: 1. Francisco Barbosa dos Santos, 30m:23s; 2. Marcelo José da Silva, 30m:45s; 3. Ivanildo Dias de Souza; 30m:46s; 4. Antonio Pedro da Silva Sales, 30m:50s; 5. Fabio do Nascimento, 31m:26s. Os colegas melhores colocados foram: 125. Josias Claudino Bento, 44m:14s; 210. Laércio Pereira do Vale, 47m:08s; 159. Sinesio Padovezi, 45m:27s.

Por fim, como todo feriado de Independência do Brasil que comemora o fim do domínio de Portugal, me sinto relativamente um pária. Assim encerro o posto com a música que encaixa perfeitamente com o dia de hoje: “Lugar nenhum” dos Titãs. Coisas de um “tuga-tupiniquim”.







3 Click aqui para comentários:

satrijoe disse...

Que mal lhe pergunte Combatente Nadais: Há quantos anos você já vive no Brasil? De vez em quando, tem tido a oportunidade de voltar à sua terrinha?

Sub-50min é sempre uma boa marca! Parabéns.

Abs,
Shigueo

Fábio Namiuti disse...

É, combatente apátrida, se a medalha piorou, você melhorou em relação ao ano passado. Nas próximas, devidamente seco e drenado, a tendência é melhorar ainda mais.

E em Caçapava? Teremos a honra do seu bis?

Abraço!

Fábio

Superpinguim disse...

Olá Nadais!

Sempre gostei muito de Portugal, meus pais de criação eram todos portugueses e meu avô biológico, pai de minha mãe também era, também tive uma avó biológica mãe de meu pai que era espanhola, adicionando isso as várias misturas que aconteceram em terras tupiniquins.

Sou historiador auto-ditada desde os meus 7 anos de idade, a princípio sendo influenciado por livros de história e geografia com tendências "eurocentricas" como todos os jovens brasileiros da classe média da decada de 70 e 80, por esse motivo já tive minha fase "lusitanista-ufanista", eu compreendo bem o seu orgulho de ser "Tuga".

Com o conhecimento adquirico através de enciclopédias principalmente Trópico Ilustrado e Tesouro da Juventude (este altamente eurocentrico), Almanaque Abril (todos os anos) somando as profundas pesquisas da Wikipédia chequei a conclusão que o Titãs e sua mensagem é a mais correta de todas.

A própria história de toda a Peninsula Ibérica prova isso, afinal por la viveram e se procriaram inúmeros povos de diversos lugares como os fenícios, gregos, celtas, iberos, romanos, suevos, visigodos, árabes e berberes e somando ainda outros tantos povos imigrantes de todos os tempos.

A própria formação de Portugal e Espanha tem como "gene cultural, linguistico e religioso" o pequeno mas impenetravel Reino das Astúrias a única região de toda Peninsula Ibérica que não foi dominada na época pelo grande Califado Omiada, cuja capital era Damasco, foi lá no ano de 718 que começou a grande reconquista cristã que permitiu o surgimento de pequenos reinos e condados, do Reino das Astúrias surgiu os Reinos de Leão e Castela, de um condado dado de presente ao cruzado francês Henrique de Borgonha pelo rei de Castela Afonso VI é que surgiu o Condado Portucalense, só em 1139 é que Afonso I se auto-proclamou rei de Portugal, detalhe ele era filho do francês Henrique de Borgonha com a leonesa Teresa de Leão.

O povo na época estava tão confuso em escolher que rei obedecer, já pensou se essa música fosse composta na época, seria assim...

Eu não sou português, não sou leonês, não sou castelhano, nenhum reino me pariu...

Um grande abraço!!!

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