Pessoal das corridas como dito (e redito), dia 19/09/2010 participei da Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar, na região do Parque Ibirapuera. Pois bem, nessa última parte faço as observações sobre a participação desse pobre escriba. Cheguei próximo das 07:00 ao Ibirapuera, com certa tranqüilidade. Deixei a viatura bem distante, na rua Abílio Diniz, ótima, pois não dava para esquecer o nome da rua (dono do Pão de Açúcar!!!). Além de que estava livre das pragas dos ‘flanelinhas’ que graçavam por todos os lados. Tempo frio sem ventania colaborou com todos, sendo excelente para correr (13°C segundo termômetros locais), assim aproveitei a distância até o local do evento para esquentar a ‘carcaça de frango’.

Achei que as tendas estariam nos lugares de todos os anos, na região fora da área central. As tendas ‘não cadastradas’ ficavam sempre longe, perto do ‘velho’ DETRAN. Parti a procura da tenda da equipe “CORRE BRASIL” e depois de quase 30 minutos de informações desencontradas, andando sem rumo pelo Parque, dou de cara com o colega Toninho, membro da nossa equipe. Pura sorte, pois foi como achar uma agulha dentro de um armazém de palha. Curiosidade TODAS as tendas foram montadas pela organização; TODAS do mesmo tamanho e TODAS brancas. De certo para não disputar com o marketing do Pão de Açúcar.

Fui com Toninho até a tenda da ‘CORRE BRASIL’ e encontrei diversos colegas. Normalmente eu deixo as tralhas das corridas prontas com dois ou três dias de antecedência, mas como estou afastado dos campos de batalha, ao retirar meu tênis reparei que estava sem os cadarços. Lavei o tênis, pus a secar e larguei direto dentro da sacola. Resolvi o caso e me vesti. Por sinal essa foi a última prova com a camiseta da PlayTeam, posto que me parece que definitivamente não voltará mais a operar. Tentei até o último suspiro.


Curiosidade é que o chip de marcação de tempo era descartável. Pela figura percebam que é um filete metálico revestido numa tira de plástico. Eu achei muito prático, mas deve ser um dos motivos de ter encarecido tanto a taxa de inscrição. Aguardei por um tempo e me dirigi a área de troca de corredores. Essa região era subdividida em 10 sub-áreas, representando cada qual o final do numeral da equipe. Minha equipe tinha numeral 48, assim fiquei posicionado na sub-área ‘8’. Já meu numeral era 48-8. Esse último ‘8’ separado pelo dígito representava minha posição dentro da equipe, ou seja, eu era o oitavo corredor da equipe, e fecharia a participação do “LOS HERMANOS”. Que responsabilidade para um ‘frango’ como eu.


Se nem eu me achava qualificado a pertencer à equipe, o pessoal de apoio muito menos. Percebam a saia justa que me meti. Chegando a área de troca de corredores, eu, todo pimpão, como oitavo elemento, tentei adentrar a dita área. Tentei, pois fui barrado! No momento estavam efetuando a troca dos corredores de final ‘6’. O camarada deu uma olhada de cima para baixo nesse que vos escreve, vendo a magreza combinada com a ‘barrigueza’ não deixou barato: Barrou o combatente, achando que eu estava bem adiantado. Expliquei a ele que minha equipe estava para finalizar, e o cara do staff não vislumbrou tal situação tendo em vista a compleixão do pobre escriba. Fiquei quase 10 minutos aguardando um ligando para lá e para cá, talvez confirmando minha afirmação.

Adentrei a área de troca e fiquei no aguardo do ‘japa’ Eduardo e nada... Pensei que o cara tinha passado direto, posto não ter me encontrado. Percebi também que muitos chegavam e não tinha ninguém para repassar a responsabilidade. As faltas dos corredores, como sempre, aconteceram. O próprio colega de nossa equipe, o Toninho, correu conosco e para equipe do filho. Outra coisa interessante foi ver diversas equipes com plaquinhas indicativas para que não houvesse desencontro dos corredores. Pode até ser comum, mas eu mesmo ainda não tinha visto.

Às 09:34 o combatente Eduardo passou a munhequeira para mim e saí em disparada (dentro das minhas possibilidades). Eram pouco mais de 4.000 metros que teria que percorrer. A responsabilidade era das grandes. Passei todo o percurso esbaforido e sequer uma reduzida para pegar água eu fiz. Toda hora pensava nos colegas... Quase no final da prova passei o colega Diego Ciarrochi, coisa que não acontece mais com freqüência, ele está a anos luz desse pobre escriba.

O momento mais importante da prova foi a poucos metros da linha de chegada foi encontrar todos no alambrado aos gritos incentivando o portuguesinho. Coisas que só acontecem em revezamento com amigos. Muito legal. Com essa ‘força’ arrisquei o sprint dos sprints e assim cruzei a linha com falta de ar e me segurei no alambrado. Socorrido pelo staff aleguei que estava bem e era só cansaço, mas não era. Essa falta de ar está constante e já me coloca receio.

O momento “MASTECARD” veio depois. O último corredor é que recebe todas as oito medalhas. Assim lá vai o portuguesinho junto aos ‘medalhões’ retirar a medalha (trocadilho infame eu sei). Tinha consciência que tínhamos ido muito bem, pois não havia muita gente retirando os brindes. Em volta gente de primeira linha. O capitão Marcão indicava que estaríamos entre 20° e 30° lugar. Tal afirmativa está muito além da minha compreensão, mas sabia, pela retirada das medalhas, que tinha certo fundamento. Agora falo a vocês: sair com as oito medalhas no peito, sendo que lá estavam somente os ‘profissas’, foi uma sensação muito consagradora (e constrangedora...). Até pra mim, que sou extremamente avesso a arroubos e qualquer tipo de ato de soberba, fez com que mexesse com ego. Peço desculpas públicas por isso.

A prova reuniu 5.425 equipes, formada com já dito, por grupos de dois, quatro e oito corredores e o circuito era composto de quatro trechos de 10.548,75 metros, nas avenidas Pedro Álvares Cabral, Rubem Berta e Vinte e Três de Maio. O diferencial era que o primeiro corredor corria mais que o último, conforme vocês podem perceber nas parciais de tempo, mais abaixo.

Retirar as medalhas e o kit de chegada com... uma barrinha de cereal. Abílio Diniz, dono de Supermercado, poderia ser menos mão-de-vaca, não é portuga! Assim ficamos mal falados pelos brazucas! A essa altura do campeonato para mim tudo era festa. Faltava-nos aguardar o resultado oficial: 16 ª colocação no geral com tempo de 2h:51:12s. Eis as parciais:

1 – Marco Antonio Oliveira ------> 6.396,63m --> 25m:05s
2 – Antonio Carlos Vieira --------> 5.274,38m --> 20m:20s
3 – Américo Gabriel Sales -------> 5.274,38m --> 20m:33s
4 – Leandro Mario da Silva ------> 5.274,38m --> 19m:58s
5 – Paulo Agusto V dos Santos --> 5.274,38m --> 22m:00s
6 – Leonardo Marostegam ------> 5.274,38m --> 20m:56
7 – Eduardo Kenji Hamasato -----> 5.274,38m --> s23m:15s
8 – Nadais ------------------------> 4.152,12m --> 19m:05s
TOTAL à 2h:51m:12s


6 Click aqui para comentários:

Jorge disse...

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Aeee Nadais parabéns por mais uma bela prova, legal a medalha no estilo camiseta, parabéns a vc e todos que participaram pelo que eu vi no seu email que me mandaste vcs ficarm em 16 lugar Parabéns...Também fiquei sabendo que a Playteam acabou que pena, quando isso acontece...Mas desejo que a nova Equipe que esteja correndo a CORRE BRASIL brilhe mais ainda...
Amigo o meu blog está participando do Concurso Peixe Grande, caso ainda vc não votou peço o seu voto, pois o meu blog está entre os 5 primeiros.

Bom fds e bons treinos,

Jorge Cerqueira
www.jmaratona.com

Djair disse...

Boa Portuga, parabéns!!
Ainda bem que se achou, pela ligação perdida no celular pensei que tinha errado o posto.
Você não foi o único a correr a prova da Maratona PA pela última vez com a camiseta da Play, infelizmente eu, Carlão e o Clóvis também optamos por isso. Infelizmente...
Feliz mesmos só nossas amizades.
Grande Santista, bola pra frente.

Anónimo disse...

é isso Nadais, não conseguiria pensar nessa prova sem sua participação.
me envie essa foto em alta resoluçao
abçs

marco antonio

Anónimo disse...

em tempo: os tempos do leonardo e do japa estão invertidos.
marco antonio

walmir disse...

Pois é Portuga, também estamos resistindo em usar as camisetas da Play. Até quando ??? Não sabemos ainda!!!Foram quase 5 anos e muitas amizades conquistadas.
um grande abraço,
Walmir ,Wesley e Marina

Djair disse...

Não resistí e usei na prova da Adidas domingo passado (Primavera 26/09/2010)
É....A laranjinha é diferenciada!!!

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