A largada se deu em frente ao Shopping ABC, às 09:10, com o problema de sempre: o aperto da passagem pelo portal de largada, bem estreito. O percurso foi perverso, sendo que mais da metade do trajeto foi de longas subidas e descidas, não muito fortes, mas contínuas, mas algumas eram para derrubar os combatentes. O calor intenso também foi preponderante na aferição de desempenhos. Ressalva para parabenizar a prefeitura em isolar o percurso dentro da área bem central da cidade. Foi uma tarefa das maiores.
O quórum não foi o esperado pela organização, mas foi de respeito, tanto para uma meia maratona, quanto para o percurso que exige dos corredores, quanto da proximidade da execução da Maratona de São Paulo, tendo em vista que nessa há diversas opções de trajeto, e assim tende a atrair mais corredores. Alguns, acho eu, optaram pelo próximo fim de semana.
Com boa premiação (1º R$ 3.000,00; 2º R$ 2.500,00; 3º R$ 2.100,00; 4º R$ 1.700,00; 5º R$ 1.300,00) tivemos a presença dos quenianos, que não vieram para brincadeira, mas optaram para correr os 10km. A vitória foi de Jacob Kiprotich, com tempo de 29m:10s. Nos 21km o recorde da prova pertence a Grande Marílson Gomes dos Santos, com 1h:02m:57s, em 2008.
Em 2009 não havia tapete na largada para marcação de tempo líquido, logo o resultado foi pelo tempo bruto. Em 2010 teve o tal tapete na largada, mas novamente só vieram os tempos brutos. Em 2009, com joelhos inchados e pés com bolhas, terminei com tempo líquido de 1h:52m:14s. Foi um sofrimento só... Em 2010 a coisa não mudou muito, MAS parecia que ia ser melhor, mas não foi.
Os pontos de hidratação estavam posicionados a cada 3km, com água fresca e gelada, muito necessário, tanto que antes dos 4km já corria sem camisa. Faltou, creio eu, um gel no meio do percurso (até porque eu esqueci de levar o meu...). As subidas para meu descondicionamento físico ficaram cada vez mais difíceis. Completei os 10km em 52m:15s, e a segunda parte foi ainda pior. Assim 2010 fechei os 21km em 1h:58m:13s, pela primeira vez esse ano bastante cansado, com dores nas pernas. Nada de falta de ar, só (?) cansaço e fadiga. O kit de chegada com caixinha de suco, banana, maça e sanduiche de frios, foi bem melhor que ano passado. Bebi água à cântaros bem como o isotônico oferecido pela organização.
Os pés com bolhas no peito esquerdo e um corte razoável no osso lateral, acima do calcanhar do direito. Isso ocorreu devido estar correndo cambaleando nos últimos quilômetros. Os calcanhares “batiam” no tênis do outro pé, assim fazendo cortes no local. Sangrava pouco, pelo menos. Cheguei a casa, almocei bem e depois me pesei. Aí me surpreendi. ANTES da prova estava com peso pouco acima de 67kg e, DEPOIS de comer e beber à vontade, me pesei: 65,4kg. Dá para perceber que a prova foi “punk”. Os incômodos no corpo perduraram até quinta-feira, mas decidi correr a maratona de Sampa. É isso aí: "seco, mas não morto..."
Em 2010 os primeiros 5 colocados não estiveram dentre os 3 primeiros das últimas edições, e os tempos foram bem altos, talvez reflexo da concentração nos 10km, devido a boa premiação, e do forte calor: 1. Rogério Ferreira, 1h:09m:35s; 2. Marcelo José da Silva, 1h:09m:36s; 3. Edson Pereira Souza, 1h:10m:21s, 4. Fábio Luiz Rodrigues Santos, 1h:10m:36s; 5. Antonio José da Costa, 1h:10m:50s. Encontrei o Carlão no final da prova, mas curiosamente seu nome não constava na listagem de tempos, que aliás saiu faltando nome das equipes na maioria...























