Pessoal das corridas, dia 25/04/2010 participei da 9ª edição da Meia Maratona de Santo André, região do ABC, da Grande São Paulo, aproximadamente 20 quilômetros da capital paulista. O evento fez parte da comemoração do aniversário da cidade, por isso teve forte apoio da prefeitura local. Para chegar preferi seguir pela avenida do Estado, avenida dos Estados e avenida Dom Pedro II até chegar à avenida Pereira Barreto. As inscrições eram feitas pelo sítio www.ativo.com e retirei meu numeral e chip no local e data do evento (numeral 1521). Cheguei ao Shopping ABC e estacionei no cruzamento da avenida Portugal com travessa Portugal. Assim, estava tudo em casa.

A largada se deu em frente ao Shopping ABC, às 09:10, com o problema de sempre: o aperto da passagem pelo portal de largada, bem estreito. O percurso foi perverso, sendo que mais da metade do trajeto foi de longas subidas e descidas, não muito fortes, mas contínuas, mas algumas eram para derrubar os combatentes. O calor intenso também foi preponderante na aferição de desempenhos. Ressalva para parabenizar a prefeitura em isolar o percurso dentro da área bem central da cidade. Foi uma tarefa das maiores.

O quórum não foi o esperado pela organização, mas foi de respeito, tanto para uma meia maratona, quanto para o percurso que exige dos corredores, quanto da proximidade da execução da Maratona de São Paulo, tendo em vista que nessa há diversas opções de trajeto, e assim tende a atrair mais corredores. Alguns, acho eu, optaram pelo próximo fim de semana.

Com boa premiação (1º R$ 3.000,00; 2º R$ 2.500,00; 3º R$ 2.100,00; 4º R$ 1.700,00; 5º R$ 1.300,00) tivemos a presença dos quenianos, que não vieram para brincadeira, mas optaram para correr os 10km. A vitória foi de Jacob Kiprotich, com tempo de 29m:10s. Nos 21km o recorde da prova pertence a Grande Marílson Gomes dos Santos, com 1h:02m:57s, em 2008.

Em 2009 não havia tapete na largada para marcação de tempo líquido, logo o resultado foi pelo tempo bruto. Em 2010 teve o tal tapete na largada, mas novamente só vieram os tempos brutos. Em 2009, com joelhos inchados e pés com bolhas, terminei com tempo líquido de 1h:52m:14s. Foi um sofrimento só... Em 2010 a coisa não mudou muito, MAS parecia que ia ser melhor, mas não foi.

Os pontos de hidratação estavam posicionados a cada 3km, com água fresca e gelada, muito necessário, tanto que antes dos 4km já corria sem camisa. Faltou, creio eu, um gel no meio do percurso (até porque eu esqueci de levar o meu...). As subidas para meu descondicionamento físico ficaram cada vez mais difíceis. Completei os 10km em 52m:15s, e a segunda parte foi ainda pior. Assim 2010 fechei os 21km em 1h:58m:13s, pela primeira vez esse ano bastante cansado, com dores nas pernas. Nada de falta de ar, só (?) cansaço e fadiga. O kit de chegada com caixinha de suco, banana, maça e sanduiche de frios, foi bem melhor que ano passado. Bebi água à cântaros bem como o isotônico oferecido pela organização.

Os pés com bolhas no peito esquerdo e um corte razoável no osso lateral, acima do calcanhar do direito. Isso ocorreu devido estar correndo cambaleando nos últimos quilômetros. Os calcanhares “batiam” no tênis do outro pé, assim fazendo cortes no local. Sangrava pouco, pelo menos. Cheguei a casa, almocei bem e depois me pesei. Aí me surpreendi. ANTES da prova estava com peso pouco acima de 67kg e, DEPOIS de comer e beber à vontade, me pesei: 65,4kg. Dá para perceber que a prova foi “punk”. Os incômodos no corpo perduraram até quinta-feira, mas decidi correr a maratona de Sampa. É isso aí: "seco, mas não morto..."

Em 2010 os primeiros 5 colocados não estiveram dentre os 3 primeiros das últimas edições, e os tempos foram bem altos, talvez reflexo da concentração nos 10km, devido a boa premiação, e do forte calor: 1. Rogério Ferreira, 1h:09m:35s; 2. Marcelo José da Silva, 1h:09m:36s; 3. Edson Pereira Souza, 1h:10m:21s, 4. Fábio Luiz Rodrigues Santos, 1h:10m:36s; 5. Antonio José da Costa, 1h:10m:50s. Encontrei o Carlão no final da prova, mas curiosamente seu nome não constava na listagem de tempos, que aliás saiu faltando nome das equipes na maioria...


Pessoal das corridas dia 26/04/2010 tivemos mais uma edição da maratona de Antuérpia, cidade da Holanda. A vitória foi do queniano Nahashon Kimaiyo, com tempo cravado de 2h:12m:00s, estabelecendo novo recorde da prova. Ele foi seguido de seus compatriotas Luke Kipkosgei, com 2h:14m:37s e Dimas Lotira, 2h:17m:08s. Depois deles vieram os ‘nativos’ Gino Van Geyt, com 2h:17m:42s e Koen Neven, 2h:22m:37s. Kimaiyo estava eufórico com a vitória e declarou: "É fantástico ganhar minha primeira maratona. Eu já havia vencido uma maratona no Quênia, mas não era o mesmo nível. Espero continuar com essa fase". Mais um queniano a engrossar o pelotão de frente...

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas de 08/05 a 09/05/2010 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
5ª Corrida das Torres – Bertioga/SP
Circ. Corridas do SESC – Sorocaba/SP
Circ. Corridas Fila Night Run - Sambódromo

DOMINGO
Corrida Corpore Graacc - Ibirapuera
Maratona de Praga/ Tchecoslováquia
2ª Corrida do Trabalhador em Osasco/SP
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo - Campo Limpo

Pessoal das corridas em 25/04/2010 tivemos a 25ª edição da maratona de Hamburgo. A cidade está localizada no norte da Alemanha, aproximadamente 50 km do mar Báltico. A cidade é famosa pelos seus ilustres músicos como Felix Mendelssohn e Johannes Brahms. As inscrições estavam disponíveis pelo sítio www.marathon-hamburg.de, com taxa de 63 euros, com participação de mais de 16.000 atletas. Nas últimas edições os quenianos reinaram, mas o nome da prova é de um corredor ibérico Julio Rey vencedor em 2001, 2003, 2005 e 2006 (2007, não participou da prova e optou por correr a maratona de Paris), sendo que em 2006 estabeleceu o atual recorde da prova com 2h:06m:52s, aliás também o seu recorde espanhol.

Em 2004 o brazuca Vanderley Cordeiro de Lima brilhou nessa prova, venceu a prova com 2h:09m:39s, sua melhor performance desde 2001. Em 2009 os lusófonos fizeram bonito, pois o brasileiro José Telles de Souza ficou em 3° lugar, com tempo de 2h:14m:46s; o portugues José Moreira, ficou em 4° lugar, com 2h:14:57s e o portugues Antonio Sousa, ficou 8° lugar, com 2h:18m:03s. Em contrapartida em 1995 o ‘hermano’ Antonio Silo venceu com 2h:09m:57. Êta provinha fajuta, até argentino ganha...

Em 2010 a vitória coube ao queniano Wilfred Kibet Kigen, com tempo de 2h:09m:22s, bem longe do recorde da prova e de sua melhor marca pessoal. O retrospecto de Kigen tem muita relevância e todas na Alemanha: 2008- 2° lugar maratona de Hamburgo, com 2h:07m:48s; 2007- lugar na maratona de Hamburgo, com tempo de 2h:07m:33s; 2006- lugar na maratona de Frankfurt, com 2h:09m:06s; 2005- lugar na maratona de Frankfurt, com 2h:08m:29s; 2004- lugar maratona de Hamburgo, com 2h:11m:52s.

Assim a prova decaiu bem em técnica. Talvez por essa “chuva” de maratonas nesse fim de semana, muitos atletas de ponta, talvez, não deram opção para Hamburgo. Assim nada a comentar. Eis a classificação oficial: 1. Wilfred Kigen (QUE), 2h:09m:22s; 2. Urige Arado Buta (NOR), 2h:09m:27s; 3. Zerea Beyene Beraki (ERI), 2h:10m:06s; 4. Justus Kipchirchir Kiprono (QUE), 2h:10m:16s; 5. Matthew Kosgei Kibowen (QUE), 2h:10m:57s; 6. Ignacio Cáceres (ESP), 2h:12m:49s; 7. Regis Bordier (FRA), 2h:22m:31s; 8. Alvaro Jimenez (ESP), 2h:23m:48s; 9. Vincent Nothum (LUX), 2h:27m:35s; 10. Magnus Kreth (ALE), 2h:28m:27s.

Pelo lado lusófono temos os portugueses melhores classificados foram: 766. Felipe Faustino, 3h:10m:52s; 3082. Alberto Pimenta, 3h:39m:03s; 6441. Jorge Carvalho, 4h:05m:18s; 7342. Carlos Fernandes, 4h:13m:25s; 7735. Rui Rainho, 4h:17m:38s; 7860. Tomas Pinto Leiria, 4h:18m:58s; 8072. Paulo Cândido, 4h:21m:26s; 8652. Antonio Martins, 4h:28m:08s; 8685. Carlos Ambrósio, 4h:28m:28s; 8686. Antonio Guilherme Rodrigues, 4h:28m:29s. Pelo lado brazuca: 2715. Rodrigo Tupynamba, 3h:35m:25s; 3429. Adelino Gregório de Miranda Alves, 3h:42m:18s; 3548. Bruno Brito da Rocha, 3h:43m:10s; 4111. Wladimir Laine, 3h:47m:33s.

Pessoal das corridas dia 25/04/2010 tivemos a 33ª edição da Maratona de Madri, na Espanha. As inscrições estavam abertas no sítio www.maratonmadrid.org, com última taxa de 50 euros, com 10.000 corredores de 49 países. O percurso é difícil, sendo toda em região urbana que inclui Puerta del Sol, Plaza Mayor, Palacio Real. Acrescente-se a tudo isso o clima quente que normalmente há na prova. Em 2008 o anúncio de chamada em artigo no jornal "Bienviendo la peor Maraton del mundo", devido ao forte calor e dificuldade no percurso, tanto que os tempos no percurso são altos.

Se o percurso é complicado, o clima quente, a premiação também não fica atrás, pois é bem complexa: 1°. € 8.000; 2°. € 4.000; 3°. € 2.400; 4°. € 1.500; 5°. € 1.000; 6°. € 600; 7°. € 400; 8°. € 300; 9°. € 200; 10°. € 100. Os bônus são os seguintes: € 5.000 por quebra do recorde da prova, 2h:11m:30s; por faixa de tempo: 2h:13m:30s- € 1.000; 2h:13m:00s- € 1.500 2h:12m:00s- € 4.000; 2h:11m:s- € 6.000; 2h:10m:00- € 7.000; 2h:09m:00- € 10.000; 2h:08m:00- € 25.000; 2h:07m:00- € 40.000 e € 100.000 pela quebra de recorde mundial. Quem se classificar entre 11 a 100 recebe inscrição grátis para ano que vem.

Em 2008 tivemos finalmente a vitória de um corredor nativo desde 2001 quando do triunfo de José Ramón Rey. O madrilenho Chema Martinez, venceu com tempo de 2h:12m:42s. O resultado foi tão impressionante que o colocou com a 4ª melhor tempo da prova. Ressalta-se que a prova é nitidamente africana. Em 2009 o vencedor foi Khalid Kamal Yaseen, com 2h:14m:31s, barenita por opção, mas queniano de nascença, abdicando do nome de Peter Ndeqwa. Dos 10 classificados, 8 quenianos, 1 eritreu e 1 barenita (queniano). Nos quatro últimos anos nas 10 melhores colocações, foram 37 africanos, 1 francês e dois espanhóis.

Em 2010 tivemos a vitória do queniano Thomson Kibet Cherogony com tempo de 2h:11m:27s. De quebra estabeleceu o novo recorde da prova, derrubando a marca do queniano Joseph Ngolepus, com 2h:11m:30s, estabelecido em 2006. O histórico de Cherogony é bem modesto: em 2009 ficou em 11° lugar na maratona de Roma/Itália, em 2h:14m:03s; 2008 ficou em 7° lugar na maratona de Reims/França 2h:10m:45s (sua atual melhor marca pessoal); e 2007 12° lugar na maratona de Amsterdam, em 2h:11m:11s. Tem uma indicação que ele venceu a maratona noturna de Bilbao, em outubro de 2009, mas não consegui confirmação oficial.

Feliz com a vitória Cherogony declarou: "Eu me senti muito bem durante toda a corrida, mas o calor durante os últimos quilômetros [24º C no fim] fez com que um esforço final ficasse realmente difícil. Os altos e baixos do percurso também dificultaram o meu tempo final, mas tenho certeza que sou capaz de correr de 2h:07m em um curso plano. Enfim, esta é a minha segunda vitória na Espanha nos últimos seis meses, pois venci a Maratona de Bilbao outubro do ano passado, então estou satisfeito "

Eis a classificação oficial: 1. Thomson Cherogony (QUE), 2h:11m:27s; 2. Dickson Chumba (QUE), 2h:11m:54s; 3. Jonathan Kipkosgei (QUE), 2h:13m:06s; 4. David Toniok (QUE), 2h:14m:45s; 5. Miguel Ángel Gamonal (ESP), 2h:17m:27s; 6. Rachid Nadij (ESP), 2h:18m:01s; 7. Pablo López (ESP), 2h:18m:43s; 8. Yousef Aakou (ESP), 2h:19m:44s; 9. Asier Cuevas (ESP), 2h:20m:30s; 10. Kahsay Kidane (ERI), 2h:21m:23s.

Agora fora a maratona tivemos outro evento, uma corrida de 10km. Até aí nada de importante, mas tivemos a participação importante. O recordista mundial da maratona, o etíope Haile Gebrselassie venceu a prova, com tempo “só” de 28m:56s.

Pessoal das corridas em 25/04/2010 tivemos a 30ª edição maratona de Londres. Essa prova, juntamente com as de Boston (EUA), Berlim (ALE), Chicago (EUA) e Nova York (EUA), formam a Super Séries de maratonas que ao final premia o atleta com maior número de pontos, nas cinco provas. Os campeões, masculino e feminino, dividirão um prêmio de um milhão de dólares. As inscrições eram feitas pelo sítio www.london-marathon.co.uk. A largada se deu às 09:00 em Greenwich Park e com chegada San James Park, próximo ao Palácio de Buckingham.

Em 2009 Sammy Wanjiru, campeão olímpico em Pequim, venceu a prova com tempo de 2h:05m:10s. Além da vitória Wanjiru quebrou o recorde da prova e estabeleceu a sua melhor marca pessoal. O recorde anterior era de 2h:05m:15s, estabelecido em 2008 pelo compatriota Martin Lel. Aliás, Lel até 2008 vinha nadando de braçadas em Londres, com três vitórias em quatro edições 2005/2007/2008 e sem contar que em 2006 perdeu a prova por míseros dois segundos. O desempenho desse queniano foi relevante, pois pela primeira vez em quase cinco anos, alguém, que não fosse Haile Gebrselassie, tinha corrido abaixo de 2h:06m.

Em 2010 o etíope Tsegaye Kebede venceu com tempo de 2h:05m:18s. Com esse feito interrompeu-se a série de sete vitórias quenianas seguidas, de 2002 a 2009. Como se percebe não houve a quebra do recorde (2h:05m:18s), mas ficou bem perto disso. Kebede, medalha de bronze em Pequim, ficou em segundo em 2009, com tempo de 2h:05m:20s, perdeu para Sammy Wanjiru. Já Wanjiru, medalha de ouro em Pequim, abandonou a disputa pela ponta ainda nos 25km, alegando dores nas costas. Nada como um dia após o outro. Em terceiro ficou outro medalhista de Pequim (prata), o marroquino Jaouad Gharib, com tempo de 2h:06m:55s.

No histórico da prova destaque, pelo lado brazuca, para Grande Marílson Gomes dos Santos - GMGS, pela oitava colocação em 2007, com 2h:08m:37s; e, pelo lado luso, para Antonio Pinto que venceu em 1992, 1997 (quebra de recorde) e 2000 (quebra de recorde) e foi terceiro em 2001, com 2h:09m:36s. Em 2010 destacamos a 6ª colocação de GMGS que fechou a prova com 2h:08m:46s. Ficou em nove segundos atrás de sua marca de 2007, mas foi uma boa colocação tendo em vista que a sua frente ficaram atletas de altíssimo nível (e deixou para trás outros tantos – vide classificação oficial).

Quem acompanha nossa página sabe da admiração que tenho por GMGS. Se ele fosse português, francês, espanhol, alemão ou até mesmo estadunidense, seria endeusado no seu país natal. O tratamento que a mídia e, por conseguinte, nós brasileiros damos ao nosso melhor corredor é inaceitável. A comparação com Ronaldo da Costa então nem tem sentido. A consistência de Marílson é infinitamente superior a todos seus antecessores (... e mesmo de seus contemporâneos). A época de Ronaldo da Costa o rigor que os órgãos tinham com os atletas não era nem sombra do que se tem agora. De certo GMGS vai quebrar a marca de Ronaldo, mas mesmo se não o fizer, todos estaremos em dívida com ele, posto que não o alçamos à categoria que merece. Parabéns ao Grande Marílson Gomes dos Santos pelo seu desempenho, hoje e ontem.

Bom, voltando a Londres, eis a classificação oficial: 1. Tsegaye Kebede (ETI), 2h:05m:19s; 2. Emmanuel Mutai (QUE), 2h:06m:23s; 3. Jaouad Gharib (MAR), 2h:12m:03s; 4. Abderrahime Bouramdane (MAR), 2h:07m:33s; 5. Abel Kirui (QUE), 2h:08m:04s; 6. Marílson Gomes dos Santos, 2h:08m:46s; 7. Zersenay Tadese (ERI), 2h:12m:03s; 8. Andrew Lemoncello (ING), 2h:13m:40s; 9. Yonas Kifle (ERI), 2h:14m:39s; 10. Andi Jones (ING), 2h:16m:38s.

Não tivemos nenhum português na prova desse ano, mas alguns combatentes brazucas perfilaram pelas ruas de Londres. Ei-los: 112. Heleno Ribeiro, 2h:36m:07s; 560. Alexandre Pereira, 2h:52m:38s; 1352. Flávio Santos, 3h:04m:48s; 3422. André Alcantara, 3h:26m:59s; 4399. William Ferreira, 3h:34m:05s; 5359. Marcelo Pinho, 3h:41m:01s; 7551. Caio Ribeiro, 3h:53m:46s; 7929. Marcelo Teixeira, 3h:55m:34s; 8139. Miguel Gimenes, 3h:56m:25s.

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas de 01/05 a 02/05/2010 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
Circ. Corridas de Guararema/SP
Circ. Corridas de Itapetininga/SP
39ª Corrida do Trabalhador – Bauru/SP
12ª Prova Pedestre UNIMED - Jundiaí/SP
2ª Corrida Night Run - Presidente Alves/SP
5ª Corrida do Trabalhador Sindeepres – Pq. Ecológico


DOMINGO
Maratona de São Paulo
Maratona da Europa - Itália
Maratona de New Jersey - EUA
Maratona de Vancouver - Canadá
8ª Corrida Evangélica de Suzano/SP
Corrida do Trabalhador - Campinas/SP

Pessoal das corridas, dia 25/04/2010 teremos a 9ª edição da Meia Maratona de Santo André, região do ABC, da Grande São Paulo, aproximadamente 20 quilômetros da capital paulista. O evento faz parte da comemoração do aniversário da cidade, por isso terá forte apoio da prefeitura local. Para chegar lá uma opção é seguir pela Avenida Salim Farah Maluf, Avenida Professor Luis Ignácio de Anhaia Mello; Avenida dos Estados; Avenida Dom Pedro II até chegar à Avenida Pereira Barreto. As inscrições eram feitas pelo sítio www.ativo.com, com taxa de R$ 45,00 (ano passado era R$ 35,00). Há opções de participação nos 10km, com taxa de R$ 40,00 (ano passado R$ 30,00). A retirada do numeral e chip pode ser feito no Shopping ABC nos dias 24/04 das 10:00 às 18:00 e 25/04 até às 08:00.

A largada está prevista para às 09:00, em frente ao Shopping ABC, na Avenida Pereira Barreto, 42. O percurso, saindo do referido Shopping, passa pela Avenida Ramiro Colleoni, Avenida D. Pedro II até a divisa com São Caetano, retornando pelo lado oposto até a Rua Catequese, Avenida Perimetral, Avenida Pirelli, atingirão a divisa com Mauá e, depois, seguirão em pista contrária até o Shopping. Segundo a organização o trajeto não contempla diferenças de altimetria significativas, entretanto em 2009 não foi o que percebi. O percurso foi perverso, sendo que mais da metade do trajeto é feita de longas subidas e descidas, não muito fortes, mas contínuas.

Haverá a entrega de troféus, para ambas as distâncias, do 1º ao 5º colocado no geral e do 1º ao 3º colocado nas categorias. Em dinheiro a premiação será: na geral dos 21km: 1º R$ 3.000,00; 2º R$ 2.500,00; 3º R$ 2.100,00; 4º R$ 1.700,00; 5º R$ 1.300,00; e na geral dos 10km: 1º R$ 2.000,00; 2º R$ 1.800,00; 3º R$ 1.500,00; 4º R$ 1.000,00; 5º R$ 800,00. Em 2009 não havia tapete na largada para marcação de tempo líquido, logo o resultado foi pelo tempo bruto. Outra coisa, aviso aos navegantes que o kit de chegada não foi lá essas coisas, logo venha com “reforço”.

No retrospecto da prova uma curiosidade: a 1ª edição foi vencida pelo Grande Marilson dos Santos - GMGS, com 1h:03m:27, que era o recorde da prova até 2008, quando novamente GMGS destruiu essa marca vencendo com 1h:02m:57s, cruzando a linha de chegada com quase um quilômetro a frente do queniano Joshua Kiprugut Kemei. GMGS se tornou o único atleta que faturou mais de uma vez a prova e também encerrou a hegemonia de 4 anos do Cruzeiro. Desde então não tivemos atletas cruzeirenses na prova. Pela PlayTeam, em 2009, os melhores colocados foram Clóvis Claudino Bento, 1h:32m:23s e Carlos Alexandre Batista Ribeiro (Carlão), 1h:36m:12s. Em 2009, com joelhos inchados e pés com bolhas, terminei com tempo líquido de 1h:52m:14s. Foi um sofrimento só... Domingo estou lá de novo.

Vamos então à classificação das últimas edições: 2009- 1. Francisco Barbosa dos Santos, 1h:05m:58s; 2. Geovani dos Santos, 1h:06m:07s; 3. José Magno dos Santos Mota. 2008- 1. Marilson Gomes dos Santos, 1h:02m:57s; 2. Joshua Kiprugut Kemei, 1h:06m:02s; 3. Israel dos Anjos, 1h:07m:04s. 2007- 1. Márcio Ribeiro da Silva, 1h:05m:01s; 2. Marcos Alexandre Elias, 1h:06m:11s; 3. Everton Ludivice Moraes, 1h:06m:26s. 2006- 1. Luis Paulo da Silva, 1h:05m:53s; 2. Domingos Nonato da Silva, 1h:05m:57s; 3. Leonardo Vieira Guedes, 1h:07m:15s. 2005- 1. Leonardo Vieira Guedes, 1h:05m:45s; 2. Domingos Nonato da Silva, 1h:06m:01s; 3. Alan Wendel Bonfim, 1h:06m:13s. 2004- 1. Élson Alex Gracioli, 1h:05m:33s; 2. Rildo Alves dos Santos, 1h:05m:40s; 3. Wellington Correia Fraga, 1h:06m:15s. 2003- 1. Paulo Vitor Lunkes, 1h:03m:58s; 2. Israel dos Anjos, 1h:04m:11s; 3. Aleudo Francisco dos Santos, 1h:04m:54s. 2002- 1. Marilson dos Santos, 1h:03m:27s; 2. Valdenor Santos, 1h:05m:21s; 3. Clodoaldo Silva, 1h:05m:33s.

Pessoal das corridas dia 21/04/2010, feriadão nacional, participei da 2ª Corrida e Caminhada da Paz, na cidade de Jandira, interior de São Paulo, a aproximadamente 27 km da capital e situa-se entre Barueri e Cotia. Para chegar lá foi extremamente simples: seguir pela Rodovia Castelo Branco, sair na alça de acesso à Jandira, quilômetro 32 e seguir pela Avenida de acesso que termina em frente ao local da prova. Foram 2 pedágios: um na ida e outro na volta (R$ 2,80 cada). As inscrições eram feitas pelo sítio www.runnerbrasil.com.br, com taxa de R$ 20,00 (ano passado R$ 25,00!), limitada a 1.000 inscrições (ano passado 500). Não chegamos essa quantidade, nem de longe, sendo que ainda se fez inscrições minutos antes da largada. O quórum foi baixo. Talvez pelo feriado, sendo que ano passado a prova ocorreu no final de março, num domingo normal. Talvez pelo percurso dificílimo que qualifica uma de minhas provas “matadoras”, como a Corrida de Natal de Cotia e da Corrida de Aniversário de Francisco Morato.

A retirada do chip e numeral se deu no dia e local do evento. A premiação será assim: no geral será 1º- R$ 500,00; 2º- R$ 300,00; 3º- R$ 200,00; 4º- R$ 150,00; 5º- R$ 100,00; por faixa etária: 1º- R$ 100,00; 2º- R$ 50,00; 3º- R$ 30,00; e por equipes 1º- R$ 500,00; 2º- R$ 300,00; 3º- R$ 200,00. ; 4º- R$ 150,00; 5º- R$ 100,00. Do mais a organização coube a prefeitura local. Assim tivemos os mesmos problemas do ano passado, a seguir relatado. O percurso de nove quilômetros é demolidor. As lombas são infinitas, tanto que cabe uma comparação entre Nova York e Jandira. A primeira é a cidade que nunca dorme (The City That Never Sleeps) a segunda é a cidade que nunca se anda no plano ( The City That Never Walks in the Plane).

Pois bem, antes das provas sempre me preparava com antecedência, com alimentação adequada, hidratação na noite anterior e um bom sono. Entretanto como estou no meu período sabático de provas, a coisa se modificou radicalmente. Fim de semana passado fiz um longo de 20km na véspera da prova. Não contente com o resultado, para esse evento piorei mais a situação. Chegando em casa depois das aulas, me deparei com uma bela feijoada. Isso era por volta da 23:00. Não me fiz de rogado, tracei a “feijuca” numa boa e fui dormir, sem preocupação. Acordei na quarta-feira cedo tomei um café da manhã normal e sai para Jandira.

Cheguei no local da prova bem cedo (estão vendo, não estou mais chegando em cima da hora!), estacionei dentro da praça, com vagas á vontade, e retirei meu numeral e chip. Percebi que a movimentação não era grande. Decidi fazer um pequeno aquecimento (quem sabe melhoraria a digestão da feijoada) e encontrei a Walquiria, corredor de primeira linha. Fizemos o aquecimento juntos até onde agüentei. Com o calor da manhã fiquei bem aquecido, mesmo. A largada como sempre é bem simplória: ficamos atrás de um risco no chão a espera do sinal de estouro da boiada. O tapete de marcação de quilometragem é só no final da prova, logo os tempos são determinados pelo bruto, ou seja, não pelo líquido. Uma muvuca foi estabelecida para largada do pessoal do feminino, logo a largada do masculino, como sempre, atrasou 10 minutos. Eu estava bem tranqüilo, pois já sabia das rampas que esperavam o combatente.

Se fosse só as rampas ainda ia, mas a organização padece sempre dos mesmos erros. Sendo uma prova local de baixo quórum e com organização da prefeitura tudo está sujeito a “chuvas e trovoadas”. Apesar de que no local da largada/chegada haver um contingente considerável da guarda civil , durante o percurso estivemos a mercê dos carros e até mesmo dos pedestres. Não que não havia ninguém, mas eram somente alguns no apoio e para o zigue-zague com sobe-e-desce na região nem de longe foram suficientes. Tivemos postos de hidratação nos 3km, 6km e 8km, sem qualuer ressalva. E conforme previsto no regulamento. Alguns copinhos estavam em temperatura ambiente, mas a quase totalidade estava fria. Ainda bem pois ano passado o tempo estava fechado, mas 2010 o sol deu as caras.

Falando em regulamento, em alguns sítios informavam que o trajeto era de 10km e outros de 9km. Nem mesmo os particiapantes que eu perguntei tinham certeza do tamanho do percurso. Outra curiosidade, pertinente aos participantes, era que havia muita, mas muita gente boa, de primeira linha. Só de passar o olhar percebia-se tal situação. Tinha gente até de Sorocaba, Mogi Guaçú, e Praia Grande, até da ACRIMET. Esse pessoal nem vem de tão longe para brincar de montanha russa em Jandira. Também pelo estacionamento se percebi tal situação. Das vans da secretarias de várias cidades saiam corredores aos montes. Sinceridade: Fiquei com receio de ser empurrado pela ambulância, no final da prova.

Pois bem, dada a largada de cara me lanço a subir. Até que achei que não iria tão mal (apesar da feijoada). Estava me sentindo bem. Aos poucos fui selecionando meus coelhos, mas para minha surpresa um a um eles desapareciam à minha frente. O que durou mais foi um corredor com a camisa da torcida jovem do Grêmio de Porto Alegre. As descidas como as subidas eram “matadoras”. O primeiro posto de hidratação estava tão mal posicionado e tão pequeno que passei direto. Quase retornei para pegar um copinho dágua, mas achei que era humilhante e fui de peito estufado para batalha.

Em algumas parte do trajeto, como relatei, os corredores ficaram reféns dos carros e dos pedestres, alguns desses xingavam aos brados. Não sei se eram dirigidos aos corredores ou a prova, ou a ambos. Ao final da prova resolvi dar uma de Usain Bolt e fiz uma diferença substancial sobre o último coelho. A tocada, anormal para um magricelo, rendeu. Ao cruzar linha de chegada reduzi e senti falta de ar, bem forte. Pensei mesmo que ia apagar. Por sorte o professor Augusto estava posicionado ao lado do pórtico e me socorreu. Deitei à sombra e quando a pulsação cedeu e a respiração normalizou me senti melhor. Como corri sem cronômetro, lembro-me de que no pórtico havia algo de 45:30s, ou próximo disso. Como estava faltando oxigênio no cérebro, fiquei na dúvida. No resultado oficial veio a confirmação: 45m:39s, com a seguinte classificação no geral 161/231 e 23/32 na categoria. Ano passado, nos mesmos 9km fechei em 45m:13s. Logo não foi muito mal. Só eu mesmo de PlayTeam e CorreBrasil. A Walquiria Milaine correu por outra equipe e se classificou em quinto no geral feminino com tempo de 35m:39s e em segundo por equipes.

O kit de chegada dessa vez tinha algo a mais que a medalha e camiseta, do ano passado. Veio uma banana e uma maça. A camiseta continua de algodão, imprópria para atividade física. A medalha por incrível que pareça, muito bonita. Vai entender. A prova ainda tem muito a evoluir. Há necessidade de se profissionalizar o evento. Pelo menos no quesito do percurso. Não tinha que aliviar, mas cercar mais o trajeto, com devida proteção. Estabelecer uma marcação de quilometragem mais confiável, posto que essa se deu a um pôster marcando o quilômetro segurado por uma pessao do apoio. Sei lá, me parece que a marcação de 30 passo para cá ou 30 passos para lá é simplesmente passível de erros, posto que não é fixo. Não sei se fui claro a todos.

Por fim estamos próximo ao sofrimento mor do semestre: "marvada" está aí. Agora não dá para fazer mais nada. Próximo domingo participarei da meia maratona de Santo André e no outro a “marvada” da Maratona de São Paulo. O resultado oficial foi o seguinte: 1. Célio Falcão, 28m:03s; 2. Ivanildo Dias de Souza, 28m:07s; 3. Aleudo Francisco dos Santos; 4. Marcos José C. Silva, 31m:54s; 5. Alexandre Segundo dos Santos, 32m:00s.
Só para constar, cheguei em casa e tracei novamente outra feijoada, bom afinal era quarta-feira...

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas de 24/04 a 25/04/2010 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

DOMINGO
Maratona de Madrid - Espanha
Maratona de Londres - Inglaterra
Maratona de Hamburgo - Alemanha
Corrida Center Norte 10km – Carandirú
Circ. Corridas de São Paulo - Tiradentes
Circ. Corridas Santista– Santos/SP
4ª Corrida de Aniversário - Cotia/SP
5ª Prova Pedestre Cidade de Marília/SP
Circ. Corridas de Pindamonhangaba/SP
Circ. Corridas das Praias – Itanhaém/SP
Circ. Corridas do SESC - São Carlos/SP
30ª Mini Maratona do Trabalhador – Americana/SP
9ª Meia Maratona Shopping ABC – Santo André/SP
Circ. Corridas da Longevidade Bradesco – Campinas/SP

Pessoal das corridas dia 19/04/2010, feriado em Boston, tivemos a 114º Maratona de Boston, capital do estado de Massachusetts, extremo leste dos EUA. Essa prova integra a World Major Marathon Series (WMM) e é a maratona mais antiga do mundo, tendo a primeira edição se dado em 19/04/1897. As inscrições poderiam ser feitas pelo sítio www.bostonmarathon.com, com taxa de US$ 110 para residentes e US$ 150 para estrangeiros, tendo 25.000 inscritos. A largada se deu em duas ondas: uma às 10:00 (pré-qualificado abaixo de 3h:35m e elite masculina) e outra às 10:30, ambos saindo da Main Street e findando na John Hancock Tower, em Copley Square.

Em 2008 o queniano Robert Kipkoech Cheruiyot venceu com folga, com tempo de 2h:07m:46s, perfazendo sua quarta vitória, sendo que três consecutivas (2003, 2006, 2007 e 2008). Também era dele o recorde da prova, com 2h:07m:14s estabelecidos em 2006. Além de Cheruiyot fazer ‘barba e cabelo’, os quenianos exterminaram seus adversários, com a presença majoritária no pódio. O retrospecto dos quenianos era avassalador com 14 vitórias nas últimas 16 contendas. As exceções dessa seqüência se deram em 2005, com o etíope Hailu Negussie, e a grande "zebra" de 2001, com a vitória do coreano Bong-Ju Lee, sendo o único não africano a vencer desde 1991.

Em 2009 os estadunidenses tentaram quebrar essa hegemonia queniana, posto que desde 1983 eles não tinham um ‘nativo’ vencedor, feito consagrado por Greg Meyer. Assim os estadunidenses levaram seu melhor maratonista, Ryan Hall, entretanto de nada adiantou a pressão dos yankees. A vitória coube ao etíope Deriba Merga que cruzou a linha de chegada quase um minuto a frente de Rall (3° lugar na prova). O estadunidense liderou o início da prova, mas não suportou o ritmo dos africanos, entretanto foi o único não africano entre os doze primeiros.

Em 2010 a prova voltou a sorrir para o Quênia, com vitória de Robert Kiprono Cheruiyot, com tempo de 2h:05m:52s, que ainda quebrou o recorde da prova, que estava em mãos de Robert Kipkoech Cheruiyot, com tempo de 2h:07m:14s estabelecidos em 2006. Ué? É minha gente, parece que é a mesma pessoa, mas não, e nem parentes são. O novo campeão tem apenas 21 anos e o antigo recordista tem 31 anos. Mais uma curiosidade entre nomes, é que, devido à conversão ao islamismo do “veterano” Cheruiyot acarretou a mudança de seu nome para Omar Ahmed. Ainda não conseguiu fazer “pegar” seu novo nome, mas com a proeminência do “jovem” Cheruiyot acho que agora vai.

O feito do “jovem” Cheruiyot é excelente, e tem muito a crescer nas maratonas, pois em 2010 somente os quatro primeiros colocados de Rotterdam foram melhores que o campeão de Boston. Levem-se em conta que o percurso de Rotterdam é um uma pista de boliche comparado com o trajeto em Boston. O campeão Cheruiyot com a vitória faturou US$ 150.000 e um bônus de US$ 25.000, e usará essa verba para... comprar vacas, posto que ele se denomina um “fazendeiro”. Haja pasto!

Já o estadunidense Ryan Hall, que terminou em terceiro no ano passado, ficou em quarto em 2010, com tempo de 2h:08m:41s, e se torna o mais rápido estadunidense em toda história de Boston. A frente de Hall ficaram dois etíopes Tekeste Kebede (quarto de 2009), com 2h:07m:23s e Deriba Merga (campeão de 2009), com 2h:08m:39s, segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Eis o resultado oficial: 1. Robert Cheruiyot (QUE), 2h:05m:52s; 2. Tekeste Kebede (ETI), 2h:07m:23s; 3. Deribe Merga (ETI), 2h:08m:39s; 4. Ryan Hall (EUA), 2h:08m:41s; 5. Meb Keflezighi (MAR), 2h:09m:26s; 6. Gashaw Asfaw (ETI), 2h:10m:53s; 7. John Komen (QUE), 2h:11m:48s; 8. Moses Kigen Kipkosgei (QUE), 2h:12m:04s; 9. Jason Lehmkuhle (EUA), 2h:12m:24s; 10. Alejandro Suarez (MEX), 2h:12m:33s.

Pelo lado luso temos alguns concluintes: Pedro A. Mestre, 2h:53m:32s; Manuel Vaz, 2h:59m:30s; Miguel Rio-Tinto, 2h:59m:30s; Antonio Chaves Costa, 3h:13m:55s; Manuel Pietra, 3h:17m:38s; Alfredo M. Azevedo, 3h:22m:23s; Rui M. Guedes, 3h:35m:04s; Jorge Brito Pereira, 3h:37m:04s; José C. Rodrigues, 3h:37m:31s; Pedro Araujo e Sá, 3h:38m:31s; Luis G. Borges, 3h:42m:59s; Antonio S. Morais, 3h:44m:40s; Nuno Clemente, 3h:51m:59s.

Do mesmo modo pelo lado brazuca: Luis Felipe Wright, 2h:53m:58s; Octavio Cintra, 2h:58m:31s; José C. Vasconcellos, 2h:59m:57s; Marcelo B. Carraresi, 3h:11m:57s; Ully Ribeiro Jr., 3h:15m:44s; Fernando Elicagaray, 3h:16m:47s; Márcio M. Bonilha Filho, 3h:17m:37s; Marcio Sturmer, 3h:18m:08s; Carlos Franceschini, 3h:19m:16s; Marcos Tilkian, 3h:19m:19s; João L. Marinho, 3h:19m:34s; Marcelo A. Rassekh, 3h:19m:43s; Lindomar G. de Farias, 3h:22m:57s; Luiz M. Moraes, 3h:23m:06s; Antonio Faciola, 3h:23m:18s; Carlos C. Coelho, 3h:23m:26s; Fernando O. Castelo Branco, 3h:24m:12s; Saron A. Luz, 3h:24m:15s; Paulo R. de Sousa, 3h:27m:33s; Amauri M. Silva, 3h:28m:12s.

Pessoal das corridas dia 18/04/2010, participei da 5ª Corrida de Aniversário da Cidade de Caçapava, região do Vale do Paraíba, distante cerca de 120 km da capital paulista. Para chegar lá segui pela Rodovia Presidente Dutra (Via Dutra) até km 127, onde há a saída para Caçapava. Peguei o trevo que passa sobre a rodovia e continuando, sempre em frente, pela Av. Cel. Manoel Inocêncio, cheguei na Praça da Bandeira, onde tivemos a largada. Muito simples. Foram 6 pedágios na Dutra: 3 na ida e 3 na volta (R$ 2,10; R$ 2,10 e R$ 2,80). As inscrições eram feitas pelo sítio www.corridasderua.com, com taxa de R$ 20,00, com opção de 5km e 10km. A retirada do numeral e chip foi no dia e local da prova (numeral 1155). Me atrapalhei nessa retirada, posto que vi uma fila de pessoas retirando seus numerais, me posicionei sem perguntar de que se tratava. Era fila exclusiva para os da “Jonhson”. Alertado, me dirigi ao local correto. A fila, separando os corredores por grupos de numerais, facilitou bem, ainda mais que o numeral já havia sido informado com antecedência, pelo sítio acima.

Pois bem, no sábado fiz meu primeiro treino em quase três meses: uma rodagem leve de 20km, em duas fases. Rodei 10km com Marcos, P.A. e Sidney, pessoal que vai para maratona de Porto Alegre e sub-39m:00s nos 10km. Sofri uns 3km depois “os liberei” para treinar de verdade. Fechei essa primeira parte e me hidratei. A segunda parte, os 10km restantes, fiz com Edinéia, que também roda forte e sempre belisca premiações no geral feminino. Ela teve dó do combatente e foi suave. Faltando uns 2km revelei que não agüentaria mais o ritmo (que ritmo?) e ela disparou à frente. Fechei mais esses 10km e desabei no espaço da equipe CorreBrasil, sob direção do professor Augusto. Encontrei outros colegas e conversa vai, conversa vem, demos boas risadas. Mais informações sobre a Corre Brasil clique --> aqui <--. O professor Augusto é uma pessoa muito séria e com experiência significativa.

Retornando ao domingo e a Caçapava, estacionei o carro a algumas quadras da concentração, me dirigi rapidamente ao local de retirada de chip e numeral, conforme descrito acima. Ainda era cedo, 08:00, e fiquei a caminhar pela praça para, quem sabe, encontrar algum conhecido. Lêdo engano. Da Playteam só vieram Djackson e Fernando. Entretanto a praça da Bandeira estava repleta de aparelhos do exército, como caminhões, tendas com equipamentos e o canhão, esse foi alvo (canhão como alvo?) de uma situação hilária, descrita mais a frente. Com clima quente fiquei ressabiado em esquentar e “ferver o radiador” antes do tempo. O cansaço da puxada do sábado ainda estava presente nas pernas. Assim foi alongar o mais tempo possível para tentar soltar os músculos (bem, tecnicamente são músculos...).

Chegando a baia de largada, em frente ao Fórum (já não basta em dia útil...) encontrei um corredor que revelou que acompanha essa página simples desse simples corredor (digo, corredor pré-iniciante). Agradeci a ele, mais cometi a enorme gafe de não perguntar seu nome. Como estava próximo da hora da largada, nem me apercebi da mancada. Assim, peço desculpas ao ilustre e paciente leitor, que já sofre percorrendo essas linhas, e nem precisa passar por essa desfeita. Cada vez mais encontro leitores que se agradam com essas palavras. Cada vez mais me vejo impulsionado a melhorar as informações. Cada vez mais acho que como corredor sou... um escritor mediano. Agradeço a todos vocês que tem paciência e carinho comigo.

A largada atrasou aproximadamente 10 minutos, posto que houve inicialmente a largada do pessoal dos 5km. Essa informação não foi previamente dada aos corredores. Evento que tem como objeto a marcação dos segundos dos participantes, deve, no mínimo, cumprir com os horários estabelecidos. Esse é meu pensamento. Enquanto estava conversando com alguns corredores, aguardando a largada dos 5km, ressoou o estrondo do canhão. Assutando a todos. Acho eu, que esse ano o pessoal do exército caprichou na carga do canhão. Na largada dos 10km já estavamos mais atentos e o tiro não nos assustou... tanto. A presença maciça do exército na organização e no apoio foi fundamental. A cidade ajuda muito, pois tem locais interessantes e os habitantes do Vale do Paraíba, em geral, são muito hospitaleiros. Eu sempre ponho as corridas do “Vale” em primeira opção. Só não vou nessas provas quando ocorrem situações muito propícias a não ir.

O percurso de 10km (9.980m) se compõe de uma única volta na região urbana da cidade. A altimetria para um combatente em fase decrescente com eu, traz sofrimento, mas, tecnicamente, são três subidas sem grandes dificuldades. O que casou algum incômodo, pelo menos para mim, foi a falta de marcação de quilometragem para os 10km, aliada a efetiva marcação para pessoal dos 5km. Eu me confundi. Por outro lado, como estreei um relógio novo, me enrolei todo com o equipamento e não consegui zerar o cronômetro (eu sei, vergonhoso) corri sem “tempo” marcado. Assim ficamos no 0 x 0.

Durante o trajeto tivemos 3 postos de hidratação, mas com água em temperatura ambiente. Em alguns locais a rua era disputada entre corredores e carros. Essas duas ocorrências não se apresentaram na edição do ano passado. Acho que cabe uma atenção melhor, pois um acidente com corredor por insolação (olha que estava forte o calor...) ou por atropelamento (muitos motoristas estavam impacientes), maculará definitivamente uma prova que tem tudo para ser de primeira linha. TALVEZ a maior presença das secretarias municipais resolveria. A prova tem patrocinadores de porte (Caixa Econômica Federal, Pernambuncanas e Carrefour), item muito difícil de se conseguir para eventos esportivos. Cabe uma maior atenção da organização, pois é coisa fácil de resolver.

No meio da prova encontro um corredor participando com seu cachorro. Pensei: “Tô perdendo para ele, mas é um de 4 pernas”, relembrando a prova de Osasco do ano passado, onde “tomei uma surra” de um cachorro de três pernas. Hilário. Continuando com as piadas, informo que fechei os 10km com tempo de 48m:09s. Não foi bom, longe disso, mas pelo andar da carruagem foi razoável. Ano passado fechei com 44m:28s e tinha rodado quase 80km na semana da prova, logo a rodagem não foi o fator preponderante. Pela Playteam tivemos, nos 10km: Djackson Vieira da Silva, com 44m:57s (piorou, pois ano passado fez 40m:12s. Te cuida Djackson) e Fernando Neves da Silva, 49m:45s (combatente sempre na linha de frente); e nos 5km, Julio Mine, com 26m:01s. Aliás, o Fernando me acompanhou, segundo ele, até o 7km, conforme me relatou no fim da prova. Como já disse em minhas crônicas, tem dia que até “preá vira coelho”.

Não percebi se houve premiação em dinheiro, mas troféus tinham aos montes e para todas as categorias. A curiosidade é que, no geral, dos cinco primeiros, três repetiram suas colocações do ano passado. A classificação oficial ficou assim: 1. Cláudio José Ferreira, 31m:50s (bi-primeiro 2009/2010); 2. Raimundo dos Santos Mourão, 32m:46s; 3. Adailton Miguel de Lima, 33m:00s (bi-terceiro 2009/2010); 4. Antonio Carlos de Jesus, 33m:45s (bi-quarto 2009/2010); 5. Hefer Cardoso de Freitas, 33m:46s.

O kit de chegada continha uma banana, uma maça (excelentes...), uma barrinha de cereal e uma caixa pequena de suco. Com exceção da barrinha (contém glútem, para mim é veneno) todos os itens foram devorados quase que instantaneamente e foram como “entrada” de outro “lanchinho” que trouxe, mais consistente. Apesar de meu tipo físico beirando a um africano (mas com barriga de europeu - no ofense), eu como muito bem. A camiseta e a medalha foram simples e, como sempre, bem feitas. O ponto negativo de maior relevância foi não encontrar o colega Namiuti. Paciência. Como ele mesmo disse: nos encontramos na “marvada”, dia 02/05/2010. Espero recepcionar esse valeparaibense que sempre recepcionou bem esse saopaulense.

Percorrendo a listagem de resultados outra coisa que me chamou a atenção, foram os nomes das equipes. Algumas bem engraçadas, mas têem tudo a ver com um esporte alegre e descontraído que é a corrida pedestre. Eis alguns interessantes: “AVULSO”, “AUTÔNOMO”, “NÃO TEM”, “SOU INDIVIDUALISTA”, “SOZINHO”, “SEM”, “JOE DOE”, “COIOTES”, “LIGEIRINHO”, “PÉ DE BOI”, “ULTRALENTOS”, “VELOZES & CURIOSOS”, “VAMO QUE VAMO”, “ARRASTA-PÉ”, “EQUIPERNETAS”, “100 PODIUM”, “FLYING FROG”, “TATI E GUTO”, “CASAL 20”, “MACHADINHOS LOVE” e “PIMPOLHO”. Acho que todos que fazem parte dessas equipes são mesmo “100 JUÍZO”. Para finalizar as videocassetadas desse fim de semana e não é que encontro outro cachorro de três pernas chegando da prova, próximo a minha casa! Ainda vou ter um cachorro desses. Acho que é meu destino. Quem souber de um cachorro de tres pernas disponível no mercado, se possível, peço que me avisem. Valeu!

Pessoal das corridas dia 18/04/2010 tivemos a execução da 27ª edição da Maratona de Viena, na cidade de Viena, capital da Áustria. As inscrições poderiam ser feitas pelo site www.vienna-marathon.com, com última taxa de 69 euros, para maratona e 49 euros para meia-maratona. Nessa edição tivemos também um número recorde de participantes: 32.940 atletas provenientes de 108 nações. A retirada de numeral e chip se deu entre 16/04 e 17/04 das 10:00 às 18:00 no Messe Wien. A premiação total consistia em 64.500 euros, sendo 15.000 euros ao vencedor. E falando em vencedor, não podia dar outra coisa: mais um queniano venceu.

O percurso, relativamente rápido, se deu entre os arranha-céus do complexo das Nações Unidas sobre o rio Danúbio e leva ao longo do Reichsbrücke para o parque Prater Viena. No centro da cidade, os atletas se depararam com impressionantes edifícios históricos como a Secessão, da Ópera de Viena, os museus de História Natural e Belas Artes, o Parlamento, a Câmara Municipal, e do Teatro Burgtheater.

Sob uma temperatura inicial de 8°C e tempo ensolarado o queniano Henry Sugut venceu a prova em 2h:08m:40s, entretanto o recorde da prova, pertencente ao compatriota Abel Kiriu de 2h:07m:38s (único sub-2h:08 na história da prova), continuou intacto. Sugut é novato na modalidade, mas em sua estréia em 18/10/2009, na maratona de Reims, ficou em terceiro lugar com tempo de 2h:10m:45. A “zebra queniana” nem era cotado para ficar entre os 5 primeiros. Assim a marca em Viena se constitui sua nova marca pessoal na modalidade. Nada mal. "Estou muito feliz e muito orgulhoso por ter vencido essa corrida. Da próxima vez, espero melhorar ainda mais a minha melhor marca pessoal", disse Henry Sugut que levou para casa 15.000 euros pela vitória.

Outro queniano, Joseph Lomala Kimosop, ficou em segundo lugar com 2h:09m:32s, também melhorando sua marca pessoal, que era de 2h:11m:44s, estabelecida na maratona de Veneza em 25/10/2009 (tem somente três maratonas no currículo e todas na Itália). Em terceiro ficou o etíope Mesfin Adimasu, com tempo de 2h:09m:41s, quase igualando sua melhor marca, de 2h:09m:32s, na maratona de Roterdam, Holanda, em 05/04/2009.

Entretanto o melhor de todas as colocações foi o décimo lugar do português Hermano Ferreira, com tempo de 2h:13m:28s. Essa é a melhor colocação de um atleta portugues desde 2007, quando da conquista do 8º Luís Jesus, 2h:13m:00s. Hermano era estreante na modalidade e vinha de uma crescente bem sólida, tendo como marcas recentes muito significativas: de 1h:02m:53s na meia maratona de Saint Denis em 18/10/2009 e de 29m:13s, em prova de 10km de Ribeira Brava, ilha da Madeira, em 06/06/2009. Hermano, com a marca obtida em Viena, está classificado para Campeonato de Atletismo Europeu a ser disputado em Barcelona, Espanha, em julho desse ano. Hermano Ferreira junta-se ao seleto grupo de atletas portugueses nessa competição, como José Moreira, Luís Feiteira, Fernando Silva e Alberto Chaíça. Parabéns de além mar para Hermano Ferreira!

Eis a classificação oficial: 1. Henry Kemo Sugut (QUE), 2h:08m:40s; 2. Joseph Lomala Kimosop (QUE), 2h:09m:32s; 3. Mesfin Adimasu (ETI), 2h:09m:41s; 4. Henryk Szost (POL), 2h:10m:27s; 5. Adam Draczynski (POL), 2h:10m:49s; 6. Paul Kimugul (QUE), 2h:10m:56s; 7. Felix Limo (QUE), 2h:11m:34s; 8. Oleg Kulkov (RUS), 2h:11m:51s; 9. Jonathan Kiptoo (QUE), 2h:13m:04s; 10. Hermano Ferreira (POR), 2h:13m:28s.

Pessoal das corridas dia 19/04/2010, feriado em Boston, teremos a 114º Maratona de Boston, capital do estado de Massachusetts, extremo leste dos EUA. Ali se localizam duas grandes universidades: Harvard e MIT. Pelo viés esportivo temos lá o Boston Red Socks (baseball, argh!!!); New England Patriot (futebol -??- americano). Essa prova integra a World Major Marathon Series (WMM) e é a maratona mais antiga do mundo, tendo a primeira edição se dado em 19/04/1897. As inscrições poderiam ser feitas pelo sítio www.bostonmarathon.com, com taxa de US$ 110 para residentes e US$ 150 para estrangeiros. As vagas já estão esgotadas desde janeiro, ao atingir 25.000 participantes, entretanto não é só pagar a taxa de inscrição, há uma pré-qualificação de tempo. Se você quer participar da edição de 2011, as oportunidades iniciam em setembro.

A largada se derá em duas ondas: uma às 10:00 (pré-qualificado abaixo de 3h:35m e elite masculina) e outra às 10:30, ambos saindo da Main Street e findando na John Hancock Tower, em Copley Square. Em 2008 o queniano Robert Cheruiyot venceu com folga, com tempo de 2h:07m:46s, perfazendo sua quarta vitória, sendo que três consecutivas (2003, 2006, 2007 e 2008). Também é dele o recorde da prova, com 2h:07m:14s estabelecidos em 2006. Além de Cheruiyot fazer ‘barba e cabelo’, os quenianos também exterminam seus adversários, com a presença majoritária em todos os pódios.

Em 2009 os estadunidenses tentaram quebrar a hegemonia queniana, posto que desde 1983 não temos um ‘nativo’ vencedor, feito consagrado por Greg Meyer. Assim levaram seu melhor maratonista, Ryan Hall. Entretanto de nada adiantou a pressão dos yankees. A vitória coube ao etíope Deriba Merga que cruzou a linha de chegada quase um minuto a frente de Rall (3° lugar na prova) e ainda faturou US$ 150.000. O estadunidense liderou o início da prova, mas não suportou o ritmo dos africanos, entretanto foi o único não africano entre os doze primeiros. A curiosidade é de que Merga recentemente havia vencido a meia-maratona de Nova Delhi, na Índia, com quebra de recorde, em novembro de 2008, e também havia vencido a maratona de Houston, nos EUA, com 2h:07m:52s, em janeiro de 2009, ou seja, ganhou duas maratonas nos EUA em 3 meses. É muita humilhação aos gringos...

Não pensem que só os estadunidenses sucumbiram ao etíope, pois Merga também desbancou os quenianos, que tinham um retrospecto avassalador: haviam vencido 14 das 16 últimas edições. As exceções dessa seqüência se deram em 2005, com outro etíope, Hailu Negussie, e a grande "zebra" de 2001, com a vitória do coreano Bong-Ju Lee, sendo o único não africano a vencer desde 1991. Mas não foi só isso, Merga quebrou a sequência vitoriosa de Robert Cheruiyot que buscava o pentacampeonato, mas o queniano ‘abandonou’ a disputa pela ponta no meio do percurso.

Eis o resultado oficial de 2009: 1. Deriba Merga (ETI), 2h:08m:42s; 2. Daniel Rono (QUE), 2h:09m:32s; 3. Ryan Hall (EUA), 2h:09m:40s; 4. Tekeste Kebede (ETI), 2h:09m:49s; 5. Robert Kiprono Cheruiyot (QUE), 2h:10m:06s; 6. Gashaw Asfaw (ETI), 2h:10m:44s; 7. Solomon Molla (ETI), 2h:12m:02s; 8. Evans Cheruiyot (QUE), 2h:12m:45s; 9. Stephen Kiogora (QUE), 2h:13m:00s; 10. Timothy Cherigat (QUE), 2h:13m:04s.

Eis agora a relação dos últimos 17 vencedores: 1991- Ibrahim Hussein (QUE), 2h:11m:06s; 1992- Ibrahim Hussein (QUE), 2h:08m:14s; 1993- Cosmas Ndeti (QUE), 2h:09m:33s; 1994- Cosmas Ndeti (QUE), 2h:08m:15s; 1995- Cosmas Ndeti (QUE), 2h:09m:22s; 1996- Moses Tanui (QUE), 2h:09m:15s; 1997- Lameck Aguta (QUE), 2h:10m:34s; 1998- Moses Tanui (QUE), 2h:07m:34s; 1999- Joseph Chebet (QUE), 2h:09m:52s; 2000- Elias Lagat (QUE), 2h:09m:47s; 2001- Lee Bong-Ju (COR), 2h:09m:43s; 2002- Rodger Rop (QUE), 2h:09m:02s; 2003- Robert Cheruiyot (QUE), 2h:10m:11s; 2004- Timothy Cherigat (QUE), 2h:10m:37s; 2005- Hailu Negussie (ETI); 2006- Robert Cheruiyot (QUE), 2h:07m:14s; 2007- Robert Cheruiyot (QUE), 2h:14m:13s; 2008- Robert Cheruiyot (QUE), 2h:07m:46s; 2009- Deriba Merga (ETI), 2h:08m:42s.

Pela minha pesquisa temos 71 brasileiros inscritos (maioria de São Paulo) e 21 portugueses (maioria de Lisboa). Fiquemos de olho nos atletas lusófonos. Dos 20 atletas de elite teremos 4 etíopes (incluindo Deriba Merga – numeral 1); 8 quenianos (incluindo Gilbert Yegon – numeral 5 e Robert Cheruiyot - numeral 6); 2 marroquinos (incluindo Abderrahim Goumri – numeral 4); 1 zimbabuano; 1 mexicano e 4 estadunidenses (incluindo Ryan Hall - numeral 3).

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas de 19/04 a 21/04/2010 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SEGUNDA
Maratona de Boston - EUA

TERÇA
Prova Pedestre de Caraguatatuba/SP

QUARTA
Circ. Corridas de Osasco/SP
Corrida da Paz – Jandira/SP
6ª Corrida dos Inconfidentes – Itupeva/SP
2ª Corrida Pedestre de Tiradentes – Itararé/SP
1ª Corrida do Exército Brasileiro – Piracicaba/SP

Pessoal das corridas dia 18/04/2010 teremos a 27ª edição da Maratona de Viena, na cidade de Viena, capital da Áustria. Viena é capital da música clássica, e terra de nascimento de Haydn, Mozart, Mahler, Beethoven, Schubert, Brahms, Strauss, dentre outros, desse modo, ao participar da maratona, você tem inúmeras opções de lazer e cultura. Em 2009 houve uma programação cultural extensa, contendo até um concerto da Orquestra Filarmônica de Viena, com peças de Joseph Haydn. A edição de 2006 a organização homenageou o 250° aniversário de Wolfgang Amadeus Mozart. A Áustria está encravada bem no meio da Europa e faz fronteiras com diversos países, como Itália, Suíça, Alemanha, Hungria, Eslováquia, entre outras.

As inscrições poderiam ser feitas pelo site www.vienna-marathon.com, com última taxa de 69 euros, para maratona e 49 euros para meia-maratona. A prova começou a ser disputada em 1984 com 794 participantes e esse ano a expectativa é de ter mais de 25.000 participantes. A retirada de numeral e chip se dará entre 16/04 e 17/04 das 10:00 ás 18:00 no Messe Wien. O prêmio ao vencedor é de 15.000 euros, sendo que serão distribuídos no total 64.500 euros.

Os melhores resultados das pelejas, nessas 26 edições, estão assim: 8 vitórias quenianas, 3 portuguesas, 3 autríacas, 2 polonesas, 2 tanzanianas, 2 tchecas, 2 etíopia, e alguns outros com só uma vitória. O histórico dos portugueses em Viena é muitíssimo interessante, posto a presença constante no pódio, mas aí vieram os quenianos... 1993- 1º lugar de Carlos Patrício, com 2h:11m:00s; 1994- 1º Joaquim Silva, 2h:10m:42s; 1995- 2º Henrique Crisóstomo, 2h:15m:38s; 1997- 2º Fernando Couto, 2h:12m:57s; 2001- 1º Luís Novo, 2h:10m:28s; 2004- 3º Luís Jesus, 2h:11m:24s; 2007- 8º Luís Jesus, 2h:13m:00s; 2008- 15º João Serralheiro, 2h:23m:09s; 23º Luís Feiteita, 2h:32m:34s e desistência de Luís Jesus. Em 2009 o português melhor classificado foi José Santos, com o tempo de 2h:30m:31s. Não tivemos brasileiros em destaque... ainda.

O percurso, relativamente rápido, se dá entre os arranha-céus do complexo das Nações Unidas sobre o rio Danúbio e leva ao longo do Reichsbrücke para o parque Prater Viena. No centro da cidade, os atletas se deparam com impressionantes edifícios históricos como a Secessão, da Ópera de Viena, os museus de História Natural e Belas Artes, o Parlamento, a Câmara Municipal, e do Teatro Burgtheater, mas o melhor é contemplar a residencia imperial na Heldenplatz.

Em 2008 o vencedor da peleja foi o queniano Abel Kiriu, com tempo de 2h:07m:38s, a primeiro sub-2h:08 na prova. Além disso, quebrou o recorde da prova que perdurava três anos, que era de 2h:08m:20s, estabelecido pelo marroquino Lahucine Mrikik, na edição de 2006. Em 2007 Kiriu ficou em segundo lugar na badaladíssima maratona de Berlim, com tempo de 2h:06m:51s.

Em 2009 o vencedor da contenda foi o queniano Gilbert Kipruto Kirwa, com tempo de 2h:08m:21, nada mais nada menos que o terceiro mais rápido da prova. Perde para o compatriota Abel Kirui e do marroquino Lahoucine Mrikik, com tempos já citados acima.

Pessoal das corridas em 11/04/2010 tivemos a execução da 10ª edição da maratona de Milão, cidade ao norte da Itália, perto da fronteira com a Suíça. As inscrições eram feitas pelo sítio www.milanocitymarathon.it, com última taxa de 80 euros, que atraiu 7.336 competidores, tanto na maratona, quanto meia maratona e maratona em revezamento. O chip e numeral estavam disponíveis para retirada de 08/04 a 10/04 das 10:00 às 20:00 no Marathon Village. Essa prova era realizada em novembro, mas, a pedido das autoridades locais, a partir desse ano realizar-se-á em abril, assim a edição de novembro de 2009 não foi realizada. A edição de 2011 já está marcada: 10 de abril.

A organização intitula a prova como “a mais rápida da Itália”. A largada estava prevista para às 09:20 em Rho-Pero, na parte Norte de Milão, com temperatura de 13° C, ideal para uma maratona, mas o vento soprava forte e pode ter prejudicado algum atleta. O recorde da prova pertence ao queniano Duncan Kibet na vitória de 2008, com tempo de 2h:07m:53s (sua melhor marca pessoal), derrubando o anterior que era de seu compatriota Benson Kiptchumba Cherono de 2h:07m:58s, estabelecidos em 2006. Aliás, a prova é tipicamente queniana, sendo que nas nove edições anteriores foram 7 vitórias quenianas, 1 tanzaniana e 1 portuguesa. Isso mesmo, em 2005 o português Helder Ornelas faturou a prova com tempo de 2h:10m:00s, atualmente sua melhor marca pessoal na modalidade.

Em 2010 não foi diferente e novamente um queniano faturou a prova: Jafred Chirchir Kipchumba, com tempo de 2h:09m:15s, estabelecendo assim sua melhor marca na modalidade. Sua marca anterior era de 2h:10m:42s, quando da sexta colocação na maratona de Viena, Áustria, em abril de 2009; entretanto essa é sua primeira vitória em maratonas. Desse modo o score queniano aumentou para oito vitórias em dez anos de maratonas em Milão. "Eu não esperava ganhar a prova, pois foi a minha quarta maratona", disse um Kipchumba. Tivemos a presença de um brasileiro e um luso no evento: 1.433- Rozinei da Silva, 3h:37m:17s e 807- Carlos Lourenço, coms 3h:24m:10s, respectivamente, mas até australianos, albaneses, israelenses e até japoneses estiveram participando.

Eis o resultado oficial: 1. Jafred Chirchir Kipchumba (QUE), 2h:09m:15s; 2. Charles Kamathi Waweru (QUE), 2h:11m:24s (quarto em 2007); 3. Teferi Balcha Kebede (ETI), 2h:11m:35s; 4. Abebe Negewo Degefa (ETI), 2m:13m:04s; 5. Robert Cheboror (QUE), 2h:13m:46s; 6. Merga Sentayehu Ejigu (ETI), 2h:15m:38s; 7. Elijah Sang Kipruto (QUE), 2h:16m:03s; 8. William Todoo Rotich (QUE), 2h:17m:28s; 9. Abdelkebir Lamachi (MAR), 2h:19m:53s; 10. Ahmed Ezzobayry (FRA), 2h:19m:53s.

Pessoal das corridas dia 11/04/2010 tivemos a execução da 8ª maratona de Zurich, na Suíça. As inscrições eram feitas pelo site www.zurichmarathon.ch, com última taxa de 68 euros, com 4.500 participantes. A retirada dos chips e numerais foram feitas 09/04 das 11:00 às 20:00; das 10/04 das 10:00 às 19:00 e 11/04 das 06:00 às 08:00, no Pavilhão de Eventos, no local da prova. A largada se deu às 08:30. O percurso é muito tranqüilo. Pela altimetria, disponibilizada pela organização, temos uma elevação entre 2km e 5km de mais de 50 metros; dos 5km a 10km só descida; e finalmente dos 10km até o fim só retas (não entendo como os tempos são altos?!). A maioria do trajeto está à margem leste do lago de Zurique, um dos mais limpos do mundo.

O destaque da prova é o suíço Viktor Röthlin, com duas vitórias (2004 e 2007) e um vice (2003) e dono do recorde da prova, com 2h:08m:19s (o único a conseguir correr abaixo do 2h:10m em Zurich). A prova é bem democrática, sendo que nas 7 edições tivemos o seguinte score de atletas vencedores: 1 eritreu, 1 russo, 2 suíço, 2 etíopes, 1 queniano. Em 2010 o vencedor foi o queniano, dessa feita David Kiprono Langat, com tempo de 2h:11m:03s e com isso faturou 10.000 francos suíços.

Eis o resultado oficial: 1. David Kiprono Langat (QUE), 2h:11m:03s; 2. Stanley Leleito (QUE), 2h:11m:36s (vencedor 2005 - 3° 2008); 3. Daniel Kiptum (QUE), 2h:14m:00s (vencedor maratona Taiwam 2009); 4. Tuwei Kiprop Koriri (QUE), 2h:14m:32s; 5. Hailu Begashaw (ETI), 2h:16m:14s; 6. Zewdu Tewodros (ETI), 2h:17m:51s; 7. Dereje Tefera (ETI), 2h:20m:01s; 8. Ançay Tarcis (SUI), 2h:20m:53s; 9. Awadah Hussein (LIB), 2h:21m:16s; 10. Patrick Wieser (SUI), 2h:21m:25s.

Pessoal das corridas dia 11/04/2010 tivemos a execução da 34ª edição da maratona de Paris, na França. As inscrições eram feitas pelo sítio www.parismarathon.com, com última taxa de 90 euros, limitada a 40.000 participantes, com atletas de mais de 100 países. A retirada no numeral e chip se deu nos dias de 08/04 a 10/04 a partir das 9:00 às 20:00, sala 5 da Expo Marathon, no Parque das Exposições em Paris. A largada se deu às 08:45. O percurso é um dos mais bonitos do planeta (quase como o de Lisboa e Porto, mas quase...), com início no Champs Elysees, em frente ao Arco do Triunfo, seguindo para o Parque Boulevard e Praça do Concorde, passando pelo Museu do Louvre, e seguindo para o leste da cidade, junto as margens do Rio Sena e retornando pela Catedral de Notre Dame, Torre Eiffel e na Avenida Foch, ao lado do Arco do Triunfo. Destaco que a prova não tem elevações significativas.

No retrospecto luso temos as vitórias portuguesas vêm de Manuel Matias em 1988, com tempo de 2h:13m:53s (fazendo dupla com Aurora Cunha, com tempo de 2h:34m:56s); Luis Soares em 1992 com 2h:10m:03s (naturalizou-se francês); Domingos Castro em 1995, com tempo de 2h:10m:06s; e Henrique Chrisostomo em 1996 com 2h:12m:18s. Cabe destacar que depois dessa última vitória lusa, somente uma única vez um europeu faturou a contenda: em 2002 com o francês Benoît Zwierzchlenski, que foi vice no ano seguinte. Sem essa exceção, desde 1996 só os africanos mandam em Paris.

Em 2009 a vitória coube ao queniano Vincent Kipruto, de 21 anos, com tempo de 2h:05m:47s, o único sub-2h:06m da história da disputa, e estabeleceu novo recorde para prova, superando o anterior que pertencia ao compatriota Mike Rotich em 2003, com tempo 2h:06m:33s. O Quênia dominou a prova, sendo que das 13 primeiras posições tivemos 10 quenianos, 2 etíopes e 1 marroquino, e que 12 primeiros tempos foram abaixo de 2h:10m. A prova foi tão rápida que os 4 primeiros obtiveram tempo suficiente para quebrar o recorde da prova.

Em 2010 a vitória coube ao etíope Tadesse Tola, de 22 anos, que faturou a prova em 2h:06m:41s, seguido pelos quenianos Alfred Kering Kipsang, 2h:07m:11s, e Wilson Kipsang, 2h:07m:13s. O tempo do etíope é a terceira melhor marca do ano em maratonas. "É muito gratificante para minha segunda maratona", disse Tola. Foi a segunda participação em maratonas desse etíope, que terminou em nono lugar na Maratona de Chicago, com em 2h:15m:48s, em 2009. Ou seja, um desconhecido.

Eis a classificação oficial: 1. Tadesse Tola (ETI), 2h:06m:23s (melhor marca pessoal); 2. Alfred Kering (QUE), 2h:07m:09s (melhor marca pessoal); 3. William Kipsang (QUE), 2h:07m:10s (estréia em maratonas); 4. Benjamin Kiptoo (QUE), 2h:07m:13s (melhor marca pessoal); 5. Daniel Kiprugut (QUE), 2h:08m:01s (melhor marca pessoal); 6. Muluguta Wami (ETI), 2h:08m:32s (melhor marca pessoal); 7. Zambala Yegeze (ETI), 2h:08m:48s; 8. Hailu Mekonnen (ETI), 2h:09m:01s (melhor marca pessoal); 9. Francis Kibiwott (QUE), 2h:09m:26s; 10.Vincent Kiplagat (QUE), 2h:09m:38s.

Outro destaque foi a oitava colocação da atleta portuguesa Monica Rosa que estreou na modalidade e fechou com 2h:37m:09s, entretanto insuficiente para alcançar a classificação (2h:35m:00s) para Campeonatos da Europa de Atletismo, que se disputam na última semana de julho em Barcelona.

Os melhores brazucas em Paris foram: 51. Cícero Marcos de Lima, 2h:30m:31s; 345. Ibere Dias de Castro, 2h:48m:31; Edgar Pereira da Silva, 2h:53m:23s; 658. Jair Pavão, 2h:55m:42s; 834. Luis Sérgio dos Santos, 2h:57m:32s; 1088. Reginaldo de Oliveira Santos, 2h:59m:28s; 1188. Francinaldo Marcolino da Silva, 2h:57m:03s.

Pelos ‘tugas’ temos: 57. José Jarmela, 2h:32m:46s; 94. Simplicio Pacheco Rui Miguel, 2h:36m:50s; 87. Romão Nunes Miguel Manteigas, 2h:36m:21s; 135. Luis Mota, 2h:40m:19s; 142. João Ferreira. 2h:40m:10s; 238. João Antonio Gomes, 2h:44m:39s; 391. Luis Manoel Lopes, 2h:49m:43s; 560. Fernando Faustino, 2h:53m:25s; 616. Alberto Faria Soares, 2h:54m:36s; 716. Jorge Lopes da Conceição, 2h:55m:12s; 768. Antonio Moreira, 2h:56m:50s; 864. Mark Velhote, 2h:57m:43s; 902. Sanpedro Aires, 2h:58m:54s; Felix Jose Manuel, 2h:58m:14s; Conceição Mendonça Duarte, 2h:59m:05s; 1127. Antonio Martins Dias, 2h:59m:54s; 1135. Casemiro Fernandes, 3h:00m:06s; 1143. Joaquim Ferreira Nunes, 3h:00m:10s.

Pessoal das corridas dia 11/04/2010 tivemos a execução da 30ª edição da maratona de Roterdam, na Holanda. As inscrições eram feitas pelo sítio www.fortismarathonrotterdam.nl, com última taxa de 55 euros, com mais de 20.000 participantes, com opção de participação na prova de 5km e 10km. A prova é conhecida pela sua rapidez e pelo percurso plano. Em 2009 a vitória coube ao queniano, Duncan Kibet, com tempo fantástico de 2h:04m:27s, quebrando também o recorde da prova, que pertencia a William Kipsang, 2h:05m:49s, estabelecido em 2008. Na edição de 1985 o português Carlos Lopes, com tempo de 2h:07m:12s, estabeleceu o recorde mundial para a maratona. Em 1997 o português Domingos Castro venceu a prova com 2h:07m:51s. Quanto ao brazucas fica o registro que Vanderley Cordeiro de Lima ficou em 3ª colocação, com 2h:08m:34s, na edição de 2000, e José Telles ficou em 12ª colocação, de 2008.

Em 2010 a vitória coube ao queniano Patrick Macau Musyoki (vencedor meia maratona de Haia – Holanda - 2010) com tempo de 2h:04m:47s (melhor marca pessoal), seguido pelos compatriotas Geoffrey Kiprono Mutai (bicampeão da maratona de Eindovem – Holanda – 2008/2009), com 2h:04m:54s (melhor marca pessoal), e Vincent Kipruto (vencedor maratona de Paris 2009 – novo recorde), com tempo de 2h:05m:13s (melhor marca pessoal). Essa foi 12ª vitória consecutiva do Quênia. Macau estreou em maratonas ano passado nessa mesma prova, ficando em quarto lugar, com tempo de 2h:06m:14s. Uma excelente evolução. Aliás, evolução da própria prova, posto que os quatro primeiros correram abaixo de 2h:05m:30s e quase todos os 10 primeiros estabeleceram suas melhores marcas pessoais.

Depois dos queanianos vieram o etíope Feyisa Lelisa (vencedor maratona de Dublin – Irlanda - 2009), 2h:05m:22s (melhor marca pessoal); os queniano Bernard Kiprop Kipyego, 2h:07m:01s (estréia em maratonas); Francis Kiprop, 2h:07m:01s (melhor marca pessoal); Daniel Rono (vice maratona Roterdam 2008), 2h:09m:49s; Elias Chelimo Kemboi (quarto Maratona Paris – 2009), 2h:10m:29s e o holandês Koen Raymaekers, 2h:11m:09s (melhor marca pessoal).

Pelo lado luso tivemos uma esquadra invencível, capitaneada por José Capela, que terminou a prova em 2h:47m:29s: Ricardo Franco, 2h:55m:37s; João Cancelinha Oliveira, 2h:57m:57s; João Dias, 2h:59m:14s; Aprígio Chaves, 3h:08m:26s; Adão Marcos, 3h:08m:55s; Rui Barbosa, 3h:13m:40s; José Esteves, 3h:14m:11s; João Teixeira, 3h:17m:29s; José Felisbino Oliveira, 3h:20m:38s; Álvaro Pinto, 3h:24m:09s; Carlos Maia, 3h:30m:23s; Milton Melo, 3h:32m:52s; Nuno Barradas, 3h:36m:26s; Antonio Taborda, 3h:38m:23s; Antonio Franco, 3h:40m:02s; Nuno Almeida, 4h:02m:37s.

Pelo lado brazuca temos a participação de Luiz Felippe Guida Leitao, 3h:15m:55s; Marcus Vinicius Rubortone, 3h:32m:44s; Pedro Luiz Cerize, 3h:31m:57s; Marcelo Correia, 3h:45m:09s; Selma Nakakubo, 3h:52m:46s. Pela dificuldade da distância foi um batalhão brasileiro de respeito.

Pessoal das corridas, no dia 11/04/2010 participei da 11ª edição da Meia Maratona Internacional da Corpore, com inscrições. As inscrições eram feitas pelo sítio www.corpore.com.br, com taxa de R$ 50,00 para associados e R$ 65,00 para não associados (em 2009 foram de R$ 40,00 e R$ 50,00 respectivamente). A retirada do kit e chip foi 09/04 e 10/04 no Ginásio do Ibirapuera (1005 e 67,5kg). O percurso se deu nos arredores da USP. A largada se deu às 07:30 na Avenida da Raia da USP, passando nas imediações do Parque Villa-Lobos, alamedas de Alto de Pinheiros e região da Jockey Club, retornando a USP. A altimetria é tranqüila, sendo que só há possíveis dificuldades nos trechos do início onde se atravessa o rio Pinheiros pelo viaduto e no final próximo ao 16km, a subida da avenida Politécnica. O resto é mamão com açúcar.

Esse fim de semana completei mais de 60 dias sem treinos, mas mesmo assim não desisti da contenda. Domingo passado ia para São Roque, participar da Corrida de Aleluia, mas o trabalho não deixou. Não é do meu feitio “amarelar”, entretanto responsabilidade profissional chama mais alto. Sai de casa para chegar próximo às 07:00 na USP, mas me atrapalhei tanto com os bloqueios nas imediações que resolvi largar o carro no lado contrário da Ponte Cidade Universitária, ao lado da estão do trem de mesmo nome. Quem conhece sabe que é uma esticada boa.

Chegando à USP fui à busca das tendas, em especial do Corre Brasil do professor Augusto. A área das tendas também era bem no fundo da avenida da Raia. Até chegar, me trocar, e guardar os apetrechos havia dado a largada. Cruzei a linha de largada com 10 minutos de atraso. Encontrei o Colucci que parecia que não estava muito a fim de correr. Esse sentimento também me contaminou. Muito esquisito. Sabe aquele pensamento: “what a hell I’m doing here?”.

O pórtico marcava 14°C e o tempo estava fechado, nublado e com frio. Emiti em ritmo lento, e fechei o 10km em 52m:50s, sem respiração forçada e coisa e tal. Depois dos 12km tomei meu gel e isotônico, e no 14km cansei. Começaram as dores nos joelhos e o pace subiu (mais?). A subida da Politécnica mesmo sendo de dificuldade mínima, deu trabalho ao combatente. A respiração forçada acarretou incômodo no diafragma. Nos três quilômetros finais ficou complicado. Um sanpaulino, todo paramentado, correndo na ponta dos pés (estranho...) estava à minha frente uns 100 metros. Tentei alcançá-lo mas não deu. Ele cruzou a linha de chegada uns 10 metros a minha frente. E pasmem... estava tocando a música do “rebolation” . É muita humilhação. A volta ao carro parecia interminável, como a prova. Meu histórico nessa prova é seguinte: 2008- 01m:43m:51s; 2009- 01:43:32.41, em 2010, o resultado de 1h:55m:03s, determina que estou ladeira abaixo...


Acabei a prova com bolhas no peito do pé esquerdo e bem cansado. As dores no joelho sumiram, pelo menos isso. Água à vontade e sem nenhum inconveniente durante prova. O kit final continha iogurte, mini pão com peito de peru, uma barrinha de cereal, um torrone grande, uma maça e uma banana. A medalha parecidíssima com a do ano passado. A camiseta nem vi, pois já virou presente. A organização da Corpore foi excelente, só a logística da chegada, largada e das tendas que ficou complicado. Ficou “ruim” para chegar, mas “bom” para participar da prova.

Por fim foi excelente o encontro de alguns combatentes que a tempos não via: Rogério Lagos, Reginaldo, Toninho, Sidney, P.A., Marcão, Karina Park, Laércio Pereira, Luis Pagliusi, Prof. Augusto e Régis. Outros encontros legais foram com a Yara Achoa (sumida...), Mayumi (que agora enxerga...), Vinícius (que tem sócio portugues!), Paulo (do Serasa) e o Colucci (do meião assassino). Aliás Colucci protagonizou uma cena hilária. Ele trocou seu meião do Sanpaulo com outra colega e no meio da conversa a garota teve uma câimbra forte. Isso era, talvez, um sinal do que ia acontecer no Morumbi (rs). Encontrei a Walquiria Milaine indo a caminho de mais um pódio.

O resultado oficial ficou assim: 1. Mathew Kiptoo Cheboi (QUE), 1h:03m:49; 2. Kiprop Mutai (QUE), 1h:04m:19s; 3. Solonei Rocha da Silva, 1h:05m:18s; 4. Edson Tiburcio Alves, 1h:05m:53s; 5. Marcos Alexandre Elias, 1h:05m:53s; 6. Francisco Barbosa dos Santos, 1h:06m:25s; 7. Adriano Bastos, 1h:06m:36s; 8. Fabiano Gomes dos Santos, 1h:07m:08s; 9. Marildo José Barduco, 1h:07m:12s; 10. Renílson Vitorino da Silva, 1h:07m:33s. Dá-lhe Renílson!

O recorde da prova ainda pertence ao tetracampeão Franck Caldeira (2003/2004/2005/2007) com 1h:03m:59s, estabelecidos em 2007. Em 2008 Kiprono Mutai chegou bem perto, 1h:04m:06s. O recorde brasileiro na meia maratona continua nas mãos do Grande Marílson Gomes dos Santos, com incríveis 59m:33s, obtido em 2007 no Campeonato Mundial de Meia Maratona em Udine, Itália. Essa marca só perde no planeta para os africanos. Acho que o recorde, em solo brasileiro, pertence ao próprio Franck Caldera, da meia maratona Praia Grande de 2004, com o tempo de 1h:02:m29s. A conferir.

Pela PlayTeam, Corre Brasil e amigos temos os melhores classificados: José Maria dos Santos, 1h:21m:58s; Reginaldo dos Santos, 1h:23m:22s; Marco Antonio de Oliveira, 1h:25m:23s; Américo Gabriel Salles, 1h:27m:00s; Jefferson Santos Andrade, 1h:27m:02s; Antônio Fernandes da Costa, 1h:27m:32s; Sidney Gonçalves da Silva, 1h:28m:33s; Eduardo Kenji Hamasato, 1h:28m:47s; Leandro Mario da Silva, 1h:30m:27s; Adalberto Pessoa de Araujo, 1h:32m:48s e Elson Akio Otake, 1h:35m:27s.

Por fim pretendo fazer alguns treinos em especial uns “longões” de fim de semana na USP. Vamos ver, pois o convite dos amigos foi feito e aceitei. Próximo tiro: 18/04/2010 – Corrida de Aniversário de Caçapava – 10km. Imperdível. Ah! tem a semi final do campeonato paulista contra sanpaulinos na Vila Belmiro. Imperdível (rs)

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas de 17/04 a 19/04/2010 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
Circ. Corridas de Montanhas - etapa São Sebastião/SP

DOMINGO
Maratona de Viena - Áustria
5ª Corrida de Aniversário de Caçapava/SP
Corrida Mais Vida Boldrini – Campinas/SP
Circ. Corridas de Limeira - 3ª etapa – Limeira/SP
Circ. Corridas Série Delta - 1ª etapa - Ribeirão Preto/SP
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo - etapa Jaçanã
1ª Prova de Pedestre de Alumínio/SP
Run for Wather – Jockey Club

SEGUNDA
Maratona de Boston - EUA

Pessoal das corridas em 03/04/2010 tivemos a execução da 41ª edição do Two Oceans Marathon, uma ultra maratona de 56km, na cidade de Cape Town, em Durban, na África do Sul. O evento é um “aperitivo” para a Comrades, programada para 30/05/2010, com percurso entre Peitermaritzburg e Durban. As inscrições eram feitas pelo sítio www. twooceansmarathon.org.za, com opção de meia maratona e com registro de mais de 21.000 corredores. O corredor lesotiano Lebopo Mabuthile venceu a prova com tempo de 3h:06m.18s. Na seqüência vieram mais dois compatriotas Moeketsi Mosuhli e Teboho Sello. O vencedor da Comrades de Stephen Muzhingi do Zimbábue, ficou com 4º lugar. Dos 10 primeiros lugares tivemos 5 corredores de Lesoto. Mas isso não se consubstancia como uma hegemonia lesotiana, pelo contrário, a única outra vitória de Lesoto foi em longínquos 1979 com Vincent Rakabaele, com tempo de 3h:08m:56s, que na época estabeleceu o recorde da prova. Agora, o atual recorde da prova é do sul-africano Thompson Magawana, que venceu em 1988 com tempo de 3h:03m:44s.

Que país é esse de Lesoto que nunca vi corredores de lá? Pois bem, Lesoto é um país encravado na África do Sul, com algumas características semelhantes ao Quênia, com o relevo: 80% de seu território está acima dos 1.800 metros e é o único país do mundo que tem toda sua área acima de 1.000 metros. Situações extremamente propícias para uma formação genética de corredores. Daqui a pouco aparecem os lesotianos a disputarem com os quenianos e etíopes. O restante dos povos ficará a espreitar as provas...

Em 2010, no feminino, tivemos mais uma vez as russas irmãs gêmeas Elena e Olesya Nurgalieva subiram ao pódio, dessa vez em primeiro e segundo. Aliás, a Rússia domina a prova feminina, sendo que desde 2001 somente uma vez não tivemos vitória russa: em 2003 com a húngara Simona Staicu. Assim, foram nove vitórias russas em dez edições. As maiores responsáveis são essas gêmeas Nurgalieva, com cinco vitórias em sete edições: 2004, 2005, 2008, 2009 e 2010, sendo que, quando não venceram, em 2007 ficaram em terceiro e quarto lugares, e em 2006 uma delas ficou em segundo.

Eis o resultado oficial: 1. Lebopo Mabuthile (LES), 3h:06m:18s, 2. Moeketsi Mosuhli (LES), 3h:07m:29s, 3. Teboho Sello (LES), 3h:07m:44s, 4. Stephen Muzhingi (ZIM), 3h:10m:35s, 5. Lebopo Warinyane (LES), 3h:10m:51s, 6. Mike Fokoroni (ZIM), 3h:11m:38s, 7. Moisés Njodzi (ZIM), 3h:12m:14s, 8. Ntloseu Mpesela (LES), 3h:13m:37s, 9. Nkosiyazi Sibanda (ZIM), 3h:15m:01s, 10. Ngunuza Sandile (AFS), 3h:15m:42s.

Pessoal das corridas dia 11/04/2010 teremos a 8ª maratona de Zurich, na Suíça. Zurique se localiza na região nordeste do país e é o centro financeiro da Suíça e uma das bolsas de valores mais importantes da Europa. Mesmo sendo um pequeno país, passa longe de ser homogêneo, tanto que lá se falam 4 idiomas, mas com predominância do alemão. Cada região, chamado de Cantão, tem uma grande independência, mas o mais curioso é que lá se aplica a democracia direta, ou seja, os cidadãos são frequentemente chamados a se manifestar por diversos temas relevantes através de referendos.

As inscrições eram feitas pelo site www.zurichmarathon.ch, com última taxa de 68 euros. A retirada dos chips e numerais podem ser feitas 09/04 das 11:00 às 20:00; das 10/04 das 10:00 às 19:00 e 11/04 das 06:00 às 08:00, no Pavilhão de Eventos, no local da prova. O percurso é muito tranqüilo. Pela altimetria, disponibilizada pela organização, temos uma elevação entre 2km e 5km de mais de 50 metros; dos 5km a 10km só descida; e finalmente dos 10km até o fim só retas (não entendo como os tempos são altos?!). A maioria do trajeto está à margem leste do lago de Zurique, um dos mais limpos do mundo. Coisa da Suíça, não é mesmo?
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O histórico da prova é mais democrático que as comuns, mas tem o destaque do suíço Viktor Röthlin, com duas vitórias (2004 e 2007) e um vice (2003) e dono do recorde da prova, com 2h:08m:19s, em 2007. Aliás o úinico que correu abaixo do 2h:10m. Ano passado venceu um ‘nativo’, pois o eritreu Abraham Tadese reside na Suíça a 5 anos, logo correu 'em casa'. Os representantes brazucas tiveram o seguinte desempenho: Othmar Suppiger (São Paulo/SP), 3h:58m:09s e Francis Pereira (Vitória da Conquista/BA), 3h:45m:43s. Não houve portugueses na prova.

Eis o retrospecto do evento: 2009- 1. Abraham Tadese (ERI), 2h:10m:09s; 2. Oleg Kulkow (RUS), 2h:10m:12s; 3. Tesfaye Eticha (ETI), 2h:10m:21s; 4. Teferi Wodajo (ETI), 2h:10m:47s; 5. Dagim Getnet Yeshitela (ETI), 2h:11m:36s. 2008- 1. Oleg Kulkov (RUS), 2h:11m:15s; 2. Edwin Kibowen (QUE), 2h:11m:50s; 3. Stanley Leleito (QUE), 2h:13m:40s. 2007- 1. Viktor Röthlin (SUI), 2h:08m:19s; 2. Sammy Kurgat (QUE), 2h:11m:35s; 3. Paul Lomol (QUE), 2h:13m:16s. 2006- 1. Eticha Tesfaye (ETI), 2h:12m:39s; 2. Alfonse Yatich (QUE), 2h:12m:54s; 3. Disdery Hombo (TAN), 2h:18m:13s. 2005- 1. Stanley Leleito (QUE), 2h:10m:16s; 2. Eric Nzioki (QUE), 2h:10m:33s; 3. Getuli Amnaay (TAN), 2h:10m:44s. 2004- 1. Viktor Röthlin (SUI), 2h:09m:55s; 2. Eticha Tesfaye (ETI), 2h:13m:58s; 3. Jonathan Wyatt (NZL), 2h:15m:06s. 2003- 1. Eticha Tesfaye (ETI), 2h:10m:58s; 2. Viktor Röthlin (SUI), 2h:11m:05s; 3. Fekadu Degefu (ETI), 2h:13m:56s.
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Na listagem de participantes de 2010 temos oito brasileiros: José Euclésio Santos; Othmar Suppiger (?); Eduardo Souza Lima; Alberto Magno Garcia; André Coutinho (Jandira); Geogia Coutinho (Jandira); Linck Ceres Santos(Porto Alegre); Fernando Smith Filho. Pelos lusos temos 12 combatentes: Maria Grare; Armindo Gonçalves; Eduardo Correira; Alvaro Almeida; Abel Cardoso; Rui Vilar; Rui Antunes; Fernando Leite; Felipe Lemos; Antonio Morais; Manuel Mendes; Hugo Rebelo. Dá-lhes tugas e brazuca!!!

Pessoal das corridas dia 11/04/2010 teremos a execução da 30ª edição da maratona de Roterdam, na Holanda. A cidade fica a 60km de Amsterdã, capital holandesa. Roterdam foi totalmente destruída na segunda guerra mundial, logo sua estrutura foi totalmente reformulada, tornando-se uma linda cidade, e assim é famosa pela sua arquitetura de vanguarda. As inscrições eram feitas pelo sítio www.fortismarathonrotterdam.nl, com última taxa de 55 euros, com expectativa de mais de 20.000 participantes. Há ainda a opção de participar de uma prova de 5km e 10km. A curiosidade da prova é que ela se inicia às 11:00, bem tarde para os padrões comuns. Em 2007 o calor foi tanto que houve interrupção da prova.
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A prova é conhecida pela sua rapidez e pelo percurso plano. Em 2009 a vitória coube ao queniano, Duncan Kibet, com tempo fantástico de 2h:04m:27s, quebrando também o recorde da prova, que pertencia a William Kipsang, 2h:05m:49s, estabelecido em 2008. O tempo estabelecido por Kibet foi terceiro melhor do mundo em maratonas, só perdendo para as duas marcas de Haile Gebrselassie: 2:03:59 em Berlim/2008 e 2:04:26 em Berlim/2007. Falando em Haille fica o registro de uma vitória dele na Holanda, mas de Amsterdã, em 2005, com tempo de 2h:06m:20s.
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Cabe outra pequena observação sobre a maratona de Roterdã, as recordações especiais ao povo luso, sendo que em 1985, o português Carlos Lopes, com tempo de 2h:07m:12s, estabeleceu o recorde mundial para a maratona. Em 1997 o português Domingos Castro venceu a prova com 2h:07m:51s. Quanto ao brazucas fica o registro que Vanderley Cordeiro de Lima ficou em 3ª colocação, com 2h:08m:34s, na edição de 2000, e José Telles ficou em 12ª colocação, de 2008.

Retornando ao queniano Kibet, percebo que ele tem um histórico impressionante, em 09/2008 terminou em segundo lugar na maratona de Berlim, atrás do etíope Haile Gebrselassie, que estabeleceu naquela ocasião o atual recorde mundial (nada mal, hein?); e em 11/2008 venceu a maratona de Milão. Duas super provas em menos de 2 meses. Já o histórico da prova também pende aos quenianos que contemplam 11 vitórias consecutivas em Roterdã.

Eis o resultado das últimas edições: 2009- 1. Ducan Kibet (QUE), 2h:04m:27s; 2. James Kwambai (QUE), 2h:04m:27s; 3. Abel Kirui (QUE), 2h:05m:04s; 4. Patrick Makau (QUE), 2h:06m:14s. 2008- 1 William Kipsang (QUE), 2h:05m:49s; 2 Daniel Rono (QUE), 2h:06m:58s; 3 Charles Kamathi (QUE), 2h:07m:33s; 4 Richard Limo (QUE), 2h:08m:43s; 5. Paul Kirui (QUE), 2h:09m:46s. 2007- 1. Paul Kirui (QUE), 2h:07m:52s; 2. Dechase Chala (ETI), 2h:08m:31s; 3. Robert Cheboror (QUE), 2h:09m:13s; 4. Jonathan Kosgei (QUE), 2h:09m:22s; 5. Jackson Koech (QUE), 2h:09m:42s.

Pessoal das corridas dia 11/04/2010, teremos a execução da 34ª edição da maratona de Paris, na França. As inscrições eram feitas pelo sítio www.parismarathon.com, com última taxa de 90 euros, limitada a 40.000 participantes, com expectativa atletas de mais de 100 países. A retirada no numeral e chip será dias de 08/04 a 10/04 a partir das 9:00 às 20:00, sala 5 da Expo Marathon, no Parque das Exposições em Paris. As cores dos numerais representam a faixa de tempo em que o corredor estima terminar a prova: de vermelho (03:00) ao rosa (mais de 04:30).
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A largada está prevista para às 08:45. O percurso é um dos mais bonitos do planeta (quase como o de Lisboa e Porto, mas quase...), com início no Champs Elysees, em frente ao Arco do Triunfo, seguindo para o Parque Boulevard e Praça do Concorde, passando pelo Museu do Louvre, e seguindo para o leste da cidade, junto as margens do Rio Sena e retornando pela Catedral de Notre Dame, Torre Eiffel e na Avenida Foch, ao lado do Arco do Triunfo. Destaco que a prova não tem elevações significativas, mas que podem dificultar a vida dos combatentes: entre 8km e 12km (diferença de quase 30 metros) e entre 30km e 34km (diferença de quase 20 metros). Assim, caros corredores, não se enebriem com tanta beleza.

Em 2010 a vitória coube ao queniano Vincent Kipruto, de 21 anos, com tempo de 2h:05m:47s, o único sub-2h:06m da história da disputa, e estabeleceu novo recorde para prova, superando o anterior que pertencia ao compatriota Mike Rotich em 2003, com tempo 2h:06m:33s. O Quênia dominou a prova, sendo que das 13 primeiras posições tivemos 10 quenianos, 2 etíopes e 1 marroquino, e que 12 primeiros tempos foram abaixo de 2h:10m. A prova foi tão rápida que os 4 primeiros obtiveram tempo suficienta para quebrar o recorde da prova.

Dentre os 100 melhores qualificados tivemos 2 brasileiros: 30° colocado para Vanderlei Cordeiro, com 2h:20m:31s e 99° lugar para José Santana da Silva e Souza, com 2h:36m:52s; mas nenhum português. Entretanto os lusos têm história na prova. As vitórias portuguesas vêm de Manuel Matias em 1988, com tempo de 2h:13m:53s (fazendo dupla com Aurora Cunha, com tempo de 2h:34m:56s); Luis Soares em 1992 com 2h:10m:03s (naturalizou-se francês); Domingos Castro em 1995, com tempo de 2h:10m:06s; e Henrique Chrisostomo em 1996 com 2h:12m:18s. Cabe destacar que depois dessa última vitória lusa, somente uma única vez um europeu faturou a contenda: em 2002 com o francês Benoît Zwierzchlenski, que foi vice no ano seguinte. Sem essa exceção, desde 1996 só os africanos mandam em Paris.

A seguir um resumo dos últimos resultados: 2009- 1. Vincent Kipruto (QUE), 2h:05m:47s; 2. Bazu Worka (ETI), 2h:06m:15s; 3. David Kiyeng (QUE), 2h:06m:26s; 4. Yemane Adhane (ETI), 2h:06m:30s; 5. Rachid Kisri (MAR), 2h:06m:48s 2008- 1. Tsegaye Kebede (ETI) 2h:06m:40s; 2. Moses Kimeli Arusei (QUE) 2h:06m:50s; 3. Josea Rotich (QUE), 2h:07m:24s; 4. Gudisa Shentema (ETI), 2h:07m:34s; 5. David Kemboi (QUE), 2h:08m:34s; 2007- 1. Mubarak Shami (QAT), 2h:07m:19s; 2. Gashaw Melese (ETI), 2m:09m:53s; 3. Daniel Rono (QUE), 2h:10m:28s; 4. Elias Kemboi (QUE), 2h:10m:44s; 5. Omar Jamila (MAR), 2h:10m:44s. 2006- 1. Gashaw Melese (ETI), 2h:08m:00s; 2. Kenei Kiprotich (QUE), 2h:08m:51s; 3. Bernard Barmasai (QUE), 2h:08m:55s; 5. David Langat (QUE), 2h:08m:58s. 2005- 1. Salim Kipsang (QUE), 2h:08m:04s; 2. Paul Biwot (QUE), 2h:08m:18s; 3. Gashaw Melese (ETI), 2h:09m:25s; 4. Peter Chebet (QUE), 2h:10m:12s; 5. Daniel Cheribo (QUE), 2h:10m:15s. 2004- 1. Ambesa Tolosa (ETI), 2h:08m:56s; 2. Raymond Kipkoech (QUE), 2h:10m:08s; 3. Paulo Biwott (QUE), 2h:10m:30s; 4. Gashaw Malese (ETI), 2h:10m:34s; 5. Robert Cheruiyot (QUE), 2h:10m:38s. 2003- 1. Mike Rotich (QUE), 2h:06m:32s; 2. Benoit Zwierzchlewski (FRA), 2h:06m:36s; 3. Wilson Onsare (QUE), 2h:06m:47s; 4. Driss El Himer (FRA), 2h:06m:48s; 5. David Ruto (QUE), 2h:08m:21s. 2002- 1. Benoit Zwierzchlewski (FRA), 2h:08m:18s; 2. Pavel Loskutov (EST), 2h:08m:53s; 3. Migidio Bourifa (ITA) 2h:09m:07s; 4. Robert Cheruiyot (QUE) 2h:09m:39s; 5. Rachid Ziar (ARG), 2h:09m:54s.