Pessoal das corridas dia 30/05/2010 tivemos 86ª edição da Ultra Maratona Comrades, na África do Sul. Fora a mística que a envolve essa prova, há ainda que acrescentemos dois títulos mundiais: a de mais antiga ultramaratona e a maior em participantes. A distância de 89km foi em trecho em ‘descida’, saiu de Pietermaritzburg para cidade portuária de Durban, ao sul de Jonhanesburgo, capital da África do Sul.Explicando: a Comrades é executada entre a capital da província de Kwazulu-Natal, em Pietermaritzburg e da cidade costeira de Durban. Um ano o trajeto é de subida e no outro de descida, invertendo a largada e chegada. As incrições eram feitas pelo sítio www.comrades.com.

Em 2009 a vitória coube ao zimbabuano Stephen Muzhingi, com tempo de 5h:23m:26s, o segundo tempo mais rápido da história, perdendo apenas para a marca do 'russian machine' Leonid Shvetsove detentor do recorde de 5h:20m:41s, estabelecido em 2007. Muzhingi tem uma história ascendente na Comrades, sendo sétimo em 2007 e terceiro em 2008, e em outras provas obteve o quarto lugar no Two Oceans Marathon 2009, com 3h:11m:00s.

Em 2010 a vitória foi novamente do zimbabuano Stephen Muzhingi, tornando-se bicampeão da prova, com tempo de 5h:29m:01s, cerca de cinco minutos mais lento que a vitória do ano passado. Depois de terminar Muzhingi disse aos repórteres: "Houve muita pressão sobre mim para vencer".

Eis o resultado oficial: 1. Stephen Muzhingi (ZIM), 5h:29m:00s; 2. Ludwick Mamabolo (AFS), 5h:35m:28s; 3. Sergio Motsoeneng (AFS), 5h:35m:57s; 4. Mthembu Bongmusa (AFS), 5h:37m:48s; 5. Fanie Matshipa (AFS), 5h:39m:52s; 6. Fusi Nhlapo (AFS), 5h:40m:25s; 7. Claude Moshiywa (AFS), 5h:43m:03s; 8. Petros Sosibo (AFS), 5h:45m:57s; 9. Peter Molapo (AFS), 5h:46m:18s; 10. Leboka Noto (AFS), 5h:48m:44s.

No feminino a Rússia continua dominando a prova desde 2003, com as gêmeas Olesya Nurgalieva (vencedora 2007, 2009) e Elena Nurgalieva (vencedora de 2003, 2004, 2006, 2008, 2010). A única exceção foi em 2005 com a compatriota Tatyana Zhirkova. Esse ano as gêmeas correram juntas até o final e cruzaram a linha de chegada com 1 segundo de diferença. Um segundo em 89km? Estava combinado. Parabéns às russas. Assim são pelo menos oito vitórias russas consecutivas, isso que eu chamo de um país dominar uma prova, e fazem isso na África!!!

Na listagem de resultados oficial não consta a nacionalidade dos atletas, mas deu para ‘pescar’ alguns lusófonos que são sub-9horas. Lá vai. Manuel Machado, 6h:49m:46s; Marco de Freitas, 7h:10m:18s; Fernando Fernandes, 7h:19m:08s; Fernando Freitas, 7h:24m:41s; Ornaldo Lima, 7h:45m:29s; Tiago Dionísio, 8h:17m:19s; Walter Rocha, 8h:21m:31s; Cristovão da Silva, 8h:27m:15s; Filipe da Lomba, 8h:27m:58s; Carlos Cunha, 8h:36m:55s; José Cerqueira da Silva, 8h:36m:55s; Pedro Bonfim, 8h:36m:55s; Sergio Quaresma, 8h:37m:07s; Luis Souza Pires, 8h:44m:46s; Pedro Amorim, 8h:51m:05s; Ariovaldo Branco, 8h:52m:03s; Sérgio Dias, 8h:53m:02s; Antonio Costa, 8h:57m:08s; Joaquim de Freitas, 8h:59m:17s. Quem souber mais dos ‘tugas’ e brazucas complementamos a lista.

Pessoal das corridas dia 30/05/2010 participei da Corrida Corpore 25k, nas imediações da USP/Jockey Clube. O evento promoveu a campanha de apoio ao intestino saudável para alertar os atletas sobre o forte impacto na qualidade de vida dos pacientes com doenças inflamatórias. Aliás, dia 29/05 foi dia mundial da Saúde Digestiva. Quem acompanha a saga desse escriba luso, sabe que tenho doença crônica desse tipo, chamada de doença celíaca, uma inflamação proveniente da alergia do intestino à aveia, cevada, centeio, trigo e embutidos em geral (salsicha, salame, mortadela...). A doença foi descoberta aos 17 anos de idade, numas tantas idas e vindas ao hospital das Clínicas. Tal diagnóstico modificou drasticamente meu cotidiano. Faço essa dieta, que não é nada fácil, e consigo ter vida comum. Esse mês tivemos até reportagem na televisão sobre esse mal e seu impacto no cotidiano, mais precisamente na vida dos adolescentes. Nada de Mac Donalds, cachorro quente, pizza, cerveja, dentre tantas proibições. Complicado, não é mesmo?

Voltando a prova, as inscrições eram feitas pelo sítio www.corpore.org.br, com última taxa de R$ 50,00 para sócios e R$ 70,00 para não sócios, com opções de 25km; 12,5km e 4 km. A retirada do numeral e chip foi no Jockey Clube de São Paulo, localizado na avenida Lineu de Paula Machado, 1.263, nos dias 29/05, sábado, das 09:00 às 18:00 e 30/05, momentos antes da prova. Quem não retirou seu kit no sábado, como eu fiz, sofreu bastante, pois a fila para tanto estava imensa, causando tumulto e perda da hora de largada para muitos corredores.

Alguns levantaram a lentidão no procedimento, outros que o staff era pequeno, outros pela pouca quantidade de corredores que o fizeram no sábado e, também não se deve relevar, que a prova, ao contrário da quase totalidade que ocorrem em São Paulo, não largava às 08:00, mas sim às 07:00. É muita mudança, não é mesmo? Entretanto, novamente, por ser evento Corpore, foi também inaceitável. Outro fator de atraso nas retiradas dos chips e numerais foi o problema de estacionar. Muita gente perdeu tempo aguardando vaga no próprio Jockey Clube. Novamente dei sorte, pois colegas Carlão e Laércio me alertaram por telefone da celeuma que havia se formado, tanto pelo estacionamento, quanto para retirada do chip e numeral. Assim procurei local para estacionar longe dessa bagunça. Deu certo.

A largada prevista para às 7:00 atrasou 10 minutos, situação totalmente irregular, tratando-se de Corpore, TALVEZ foi em decorrência das atribulações narradas no parágrafo anterior. TALVEZ foi uma maneira da Corpore amenizar o prejuízo dos corredores. A conferir. O percurso esse ano teve alterações, posto que a USP não liberou o local para a prova, foi o mote para a largada ter se dado no Jockey Clube, pois sempre havia sido na USP. O trajeto não continha dificuldades relevantes, ao contrário, era quase todo muito tranqüilo, mas 25 quilômetros são 25 quilômetros.

A semana não foi de treinos, mas de muito trabalho. Pensei até em alterar a distância para 12,5km, mas deixei essa decisão para tomar durante a prova. Estou preocupadíssimo com a falta de treinos, não pela ‘performance’ (?!), mas sim por estar com receio de me lesionar e aí desarranjar o que estar andando direito. Temendo pelo pior e apagar no meio da prova (lembranças da maratona de Sampa!) tomei um café reforçado. Bom, nem preciso dizer que foi outra bola fora...

Pois bem, como dito antes, avisado pelos colegas das ocorrências me arranjei logo e cheguei com folga ao local de largada. A baia de largada era dividida em cores e a minha era ‘preta’, como indicava a fita de pulso. Fui indo, fui indo e a minha baia era... a última. Paciência, nem era importante, mas indicava que a ‘coisa ia ficar preta’ mesmo. O clima estava frio bem propício para uma prova de média distância. Com o atraso de 10 minutos, lá vai o portuguesinho. O trajeto compreendia 2 voltas de 12,5km constituído, resumidamente, em percorrer a avenida Lineu de Paula Machado (Jockey Clube), avenida Afrânio Peixoto, rua Alvarenga, ponte da Cidade Universitária e avenida professor Alfonso Rodrigues.

Como larguei lá nos retardatários (que era meu lugar mesmo...) os 3 primeiros quilômetros foram em ritmo de festa, mas acho eu que me ajudou a terminar o percurso de 25km, pois não faltou (muito) gás para o final. Fechei os primeiros 10km em 51m:18s, bem tranqüilo sem utilizar os postos de hidratação. Tanto pelo frio quanto pelo ritmo. Poucos antes de avistar a indicação da primeira perna dos 12,5km, tomei a decisão de ir para ‘quebrar’ e enfrentar os 25km. Tomei meu gel e me hidratei. Ao todo foram somente 4 postos de hidratação utilizados, todos na ‘segunda perna’. Pouco antes de chegar à ponte da Cidade Universitária, o combatente Guilherme Maio me ultrapassa (ultra mesmo!). A partir dos 19km os joelhos começaram a arder e comecei a passar mal por, pasmem, dor de barriga. Devia ter aprendido com a corrida da 10k Tribuna, em Santos. Tomei leite e fui correr e também tive dor de barriga no meio da prova.

Nessa altura já corria meio desengonçado e a sola do pé esquerdo parecia estar machucada pelo atrito (estava mesmo...). A desarmonia dos movimentos era tanto que quase atropelei um fotógrafo e trombei com um cavalete da CET. O pior é que eu os vi, mas não consegui desviar. Hilário!!! Passei a marcação dos 21km em 1h:51m:20s, minha melhor marca na distância das últimas 3 provas (meia de santo André, meia da Corpore e a presente). Avistando o Jockey Clube veio aquela sensação de alívio, pensando que terminava por ali mesmo, mas dentro do clube tinha ainda um trecho que, na presente situação, parecia um quilômetro. Nesse ponto encontrei o Thiago Rollemberg colega que ajudou o combatente na sua primeira maratona. Terminei os 25km em 2h:12m:02s. As marcas parciais apontam para mesma tocada: 10km à 51m:18s à pace 05m:06s/km; 21km à 05m:18s/km; 25km à 2h:12m:02s à 5m:17s/km. Quem sabe consigo treinar para essa média para uma maratona... Tirei o tênis e as solas dos pés estavam bem destratadas, sem pele. Depois de despedir do Guilherme e do José Maria começaram as câimbras nas panturrilhas. Do mais foi chegar o mais rápido em casa, pela dor de barriga que cada vez aumentava. Que vexame!!!

A prova de 25km teve 1.277 concluintes, sendo 1.077 no masculino e 200 no feminino. Alguns colegas da PlayTeam e Corre Brasil tiveram o seguinte desempenho: Jose Maria dos Santos, 1h:40m:26s; Djackson Vieira Silva, 1h:53m:31s; Carlos Alexandre Batista Ribeiro (Carlão), 2h:00m:22s; Sinésio Padovezi, 2h:06m:53s; Guilherme Maio, 2h:12m:44s; Elizeu Faria Lamblem, 2h:13m:12s; Mario Augusto Pavani, 2h:17m:53s; Halison David Romano, 2h:23m:12s; Carlos Renato Guimarães Cordeiro, 2h:27m:38s; Luís Eduardo Brandão Machado, 2h:28m:10s; Laércio Pereira do Vale, 2h:29m:25s. Destaque para colega Juliana Ferrari, namorada de Thiago Rollemberg, que foi até final e terminou em 2h:56m:25s. Rogério Lagos e Anderson Bos estavam inscritos, mas não os vi na listagem final. Mais um item a conferir.

A organização da Corpore, tenho comigo, não foi como as inúmeras outras. Ainda é a melhor organizadora de eventos pedestres, posto que se preocupar com o corredor como ‘cliente consumidor’. TALVEZ essas inúmeras mudanças provocaram tantos inconvenientes, entretanto são todos facilmente sanáveis. O percurso bem isolado, postos de hidratação à vontade, o local da chegada foi excelente e muita informação aos participantes. A medalha bem bonita, mas talvez o desenho não tenha sido devidamente analisado: forma de um intestino, em vista da parceria com a campanha de prevenção de doenças referenciais. A camiseta boa como sempre. O kit final com isotônico, maçã, banana, sanduiche de frios, torrone, iogurte diet e uma barrinha de cereal.

O resultado oficial ficou assim: 1. Marcos Antonio Pereira, 1h:19m:35s; 2. Sivaldo Santos Viana, 1h:20m:57s; 3. Naval Freitas, 1h:22m:39s; 4. Waldecir Del Monte dos Santos, 1h:24m:30s; 5. Fábio Ramos dos Santos, 1h:26m:56s. Então me aguardem na GP Runners, próximo dia 04/06/2010, no autódromo de Interlagos. Aquilo sim é sofrimento...

Pessoal das corridas dia 23/05/2010 tivemos a maratona de Copenhagem, Dinamarca, terra do escritor Hans Christian Andersen. Copenhagen é conhecida como uma das cidades com melhor qualidade de vida do mundo e a mais engajada com a proteção do meio ambiente. Cerca de 36% da população vai diariamente ao trabalho de bicicleta, com previsão de subir para 40% até 2012 e 50% em 2015. Aqui, em terras brazilis, a gente solta fogos com qualquer ciclovia estreita. A gente chega lá... As inscrições eram feitas pelo sítio www.copenhagenmarathon.com, com última taxa de 85 euros e previsão de 15.000 participantes. A retirada dos kits se deu nos dias 19/05 a 21/05 na Expo Marathon A largada foi às 09:30 em frente ao edifício da Biblioteca Real de Black Diamond.
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O percurso aparentemente é bem tranqüilo, com cerca de 8 km executado ao longo do rio. O ponto alto se dá em torno da marca dos 20 km, onde a rua chega a 10 metros acima do nível da largada. Ou seja, muito plano. Encontrei dentre os concluintes os lusos: Carlos Neves Porfírio, 3h:29m:35s; Ernesto José Ferreira, 3h:19m:09s; João Ralha, 3h:57m:05s e Luísa Ralha, 4h:22m:02s, mas nenhum brazuca. Pelos nativos o nome da prova é Torben Juul que está sempre entre os ponteiros. Aparentemente o recorde da prova pertence ao japones Toyokazu Yoshimura com tempo 2h:18m:04s estabelecido em 2009. Um dos dois que conseguiram fazer 2h:21m nos últimos 7 anos. A conferir.

Eis os últimos resultados: 2010- 1. Kleis Mikkel (DIN), 2h:22m:29s; 2. Alan O'Shea, (IRL), 2h:22m:52s; 3. Nielsen Bjørn Marc (DIN), 2h:25m:50s; 4. Torben Juul (DIN), 2h:29m:52s; 5. Steen Riis-Petersen (DIN), 2h:30m:11s. 2009- 1. Toyokazu Yoshimura (JAP), 2h:18m:04s; 2. (ITA), 2h:19m:02s; 3. Jonah Kemboi (QUE), 2h:21m:40s; 4. Martin Parkhøi (DIN), 2h:24m:06s; 5. Janes Mateus (GBR), 2h:26m:36s. 2008- 1. Julius Mutai (QUE), 2h:21m:05s; 2. Martin Parkhøi (DIN), 2h:24m:57s; 3. Casper Dahl Hunnerup (DIN), 2h:26m:06s; 4.Torben Juul Nielsen (DIN), 2h:26m:48s; 5. Steen Petersen (DIN), 2h:27m:17s. 2007- 1. Julius Mutai (QUE), 2h:23m:24s; 2. Torben Juul Nielsen (DIN), 2h:27m:09s; 3. Peder Troldborg (DIN), 2h:28m:16s. 2006- 1. Torben Juul Nielsen (DIN), 2h:24m:08s; 2. Thomas Sondergaard (DIN), 2h:24m:22s; 3. Josphat Kiprotich Mutai (QUE), 2h:27m:47s; 4. Yannick Djouadi (FRA), 2h:31m:36s; 5. Philip Larsen (DIN), 2h:33m:16s. 2005- 1. William Kiprotich (QUE), 2h:21m:14s; 2. Steen Petersen (DIN), 2h:26m:15s; 3. Peder Troldborg (DIN), 2h:26m:51s; 4. Lukasz Gurfinkiel (DIN), 2h:29m:45s; 5. Kristian Karstoft (DIN), 2h:30m:29s. 2004- 1. Torben Juul Nielsen (DIN), 2h:23m:10s; 2. Peder Troldborg (DIN), 2h:23m:48s; 3. Jens Lennert Henrik (DIN), 2h:24m:55s; 4. Hans Mygind (DIN), 2h:26m:56s; 5. Jesper Werling (DIN), 2h:27m:14s.

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas de 29/05 a 30/05/2010 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
Maratona de Revezamento Bertioga/SP
Circ. Corridas de Montanhas - etapa São Bento Sapucaí/SP

DOMINGO
Maratona de Otawa - Canadá
Ultra Maratona Comrades – África do Sul
5ª Ultra Maratona de Cubatão/SP
25km Corpore - Jockey Clube São Paulo
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo - etapa Perus
XIII Prova Pedestre “Geninho” – Tremembé/SP
Circ. Corridas Santista Pedestrianismo – Santos/SP
5ª Corrida Seven Nights – São José do Rio Preto/SP
Circ. Corridas da Longevidade Bradesco - etapa Bauru/SP

Pessoal das corridas, dia 23/05/2010, tivemos a 27ª edição da Maratona Internacional de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. As inscrições eram feitas pelo site do www.corpa.esp.br, com opções de participação, além da maratona, corrida rústica de 10km e na maratona em revezamento (com 2, 4 ou 8 pessoas), sendo que o total de participantes máximo, somadas as três modalidades, 4.500 atletas. A retirada do chip e numeral se deu entre dias 20/05 e 22/05. A premiação atraiu, como sempre, atletas de primeira linha. O recorde da prova pertence a Luis Carlos da Silva, com 2h:12m:59s, estabelecido na edição de 1994.

Em 2009 a fatura foi passada por Adriano Bastos, com 2h:16m:19s, conseguindo duas façanhas: 1) vencer três maratonas em menos de quatro meses: janeiro/2009 na Disney, abril/2009 em Santa Catarina e em maio/2009, Porto Alegre; 2) estabelecer sub 2h:17m, algo que não acontecia desde 2004. Em 2010 um combatente realizou outra grande façanha. Solonei Rocha da Silva venceu (2h:15m:45s) a contenda e desbancou atletas destacados como Claudir Rodrigues, tricampeão da prova (2002/2004/2006), 3° colocado em 2007, 2° colocado em 2003 e 2010 (2h:20m:10s); e Adriano Bastos, campeão em 2009, 3° colocado em 2010 (2h:20m:20s).

Fiquei curioso pelo retrospecto do Solonei Rocha da Silva e fiquei muito impressionado. O atleta é uma máquina: 29/11/2009- 5° colocado na 10Km Panamericana, com 30m:20s, com três quenianos à sua frente; 6/12/2009- 9° colocado na Pampulha, 54min05s, com 3 quenianos e 3 cruzeirenses à sua frente; 26/02/2010- 1° colocado Festival Meio-Fundo 10km, 29m:39s; 21/03/2010- 4° colocado na 15km de Barueri, com 45m:22s, com 1 queniano à gente; 11/04/2010- 3° colocado na Meia Maratona da Corpore, com 1h:05m:17s, com 2 quenianos à sua frente; 21/04/2010- 1° colocado (equipe) Maratona de Revezamento Brasília; 16/05/2010- 3° colocado na 10kmTribuna, com 29m:23s, com Marílson do Santos e três quenianos à sua frente; 23/05/2010- 1° colocado Maratona de Porto Alegre, 2h:15m:45s.

Mais tarde veremos o desempenho dos colegas amadores...

Pessoal das corridas, diário de bordo, data estelar [-28] 03105.00, direto do USS Enterprise Vila Maria, informo à tripulação da nave que hoje os prometidos 20km não se realizaram. Foram somente 15km e em velocidade de cruzeiro 05m:30s/km. Entretanto a rodagem se deu ao sol de meio-dia, à pino. O portuguesinho chegou em casa parecendo um 'frango assado' de terceira classe: só a carcaça e todo queimado. Na minha batalha dos quilômetros elevei meus pensamentos aos combatentes que irão percorrer a "marvada" em Porto Alegre. Espero que todos se divirtam e alcancem seus objetivos. Que as notícias sulistas venham logo, recheadas de estórias interessantes. Vamos ver se amanhã, pelo menos o portuguesinho tem mais 25km percorridos. Vida Longa e Próspera a todos e Keep Running... em especial aos colegas maratonistas.

Pessoal das corridas sei que esse modesto espaço tem sua preferência pelas corridas pedestres. Entetanto diante de tamanha felicidade, esse pobre escriba santista quebra tal regra e publica uma charge retirada do sítio do UOL, com referência a classificação, em 19/05/2010, do Santos Futebol Clube às finais da Copa do Brasil - 2010. Não adiantou o deboche do presidente do grêmio e dos jornalistas locais. Esse desrespeito motivou ainda mais os jogadores santistas, do mesmo modo que as infelizes declarações do presidente do são paulo, juvenal juvênio (e que também se deu mal), na reta final do Campeonato Paulista, vencido pelo Peixe. A impresa gremista já estava se adiantando discutindo como seria as finais... com o grêmio lógico. Mas como quem morre na véspera é perú, o 'tubarão' santista não deixou por menos e destruiu a imortalidade dos gremistas. Desse modo eis a charge mencionada. Que cada um faça sua leitura.
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Pessoal das corridas, diário de bordo, data estelar [-28] 03095.00, direto do USS Enterprise Vila Maria, informo à tripulação da nave que, hoje fiz mais uma rodagem de 10km (mais as 'barrigais...). O gap de inatividade de segunda-feira até quarta-feira se deveu ao excesso de compromissos. Entretanto a ‘visita’ a academia, no domingo à noite, também rendeu alguns imprevistos, posto que a parte de trás das coxas próximo à parte de trás do joelho ficou com alguns incômodos. Na academia foram somente 3 séries de 10 movimentos de flexão e extensão de pernas, coisa básica, mas a ‘motor de dobra’ ainda não está preparado para tanto. Nem mesmo o engenheiro-chefe da nave Sr. Scotty para dar jeito no equipamento. Tudo bem, mas como diria Dr. Soran: "Normal é o que todo mundo é, e você não é" (Star Trek - Generation). Perfeito. E por falar em normalidade, nesse fim de semana vou tentar algo... anormal: sábado à 20km e domingo à 25km. A conferir. Vida Longa e Próspera a todos e Keep Running...

Pessoal das corridas, dia 23/05/2010, teremos a 27ª edição da Maratona Internacional de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. As inscrições poderiam ser feitas pelo site do www.corpa.esp.br, com taxa de R$ 55,00. As opções de participação do evento são, além da maratona, na corrida rústica de 10km e na maratona em revezamento (com 2, 4 ou 8 pessoas), sendo que o total de participantes máximo, somadas as três modalidades, é de 4.500 atletas. A retirada do chip e numeral se dará entre dias 20/05 e 22/05 das 09:00 às 19:00, na Win Sports, localizada da Av. Nilo Peçanha 2.397.

A largada prevista para às 07:00, no Parque da Harmonia, na Av. Augusto de Carvalho. A organização gaba-se que a prova tem um dos percursos mais bonitos do país, saindo do Parque Maurício Sirotsky, passando pela Prefeitura Municipal e Marco Zero da cidade, Usina do Gasômetro, orla do Guaíba, Shopping Praia de Belas, Estádio Gigante da Beira-Rio, passando pelo Parque dos Açorianos, Rotula do Papa, Viaduto Tiradentes e Estação dos Bombeiros. Serão 14 postos de hidratação a partir do 4km, a cada 3 quilômetros, tendo ainda sete posto de isotônico. A conferir.

A premiação se dará da seguinte forma: Para o geral teremos troféus e premiação em dinheiro ao 1º R$ 6.000,00; 2° R$ 3.000,00; 3º R$ 2.500,00; 4º R$ 2.000,00; 5º R$ 1.500,00; 6º R$ 1.000,00; 7º R$ 700,00; 8º R$ 600,00; 9º R$ 500,00; 10º R$ 500,00. Por categoria cabem troféus do 1º ao 5º colocados. O recorde da prova pertence a Luis Carlos da Silva, com 2h:12m:59s, estabelecido na edição de 1994. Outra curiosidade é que desde 2004 não temos um sub 2h:17m, isso tomando como paradigma o recorde de Luis Carlos.

Em 2009 a fatura foi passada por Adriano Bastos, com 2h:16m:19s, conseguindo a façanha de vencer três maratonas em menos de quatro meses: janeiro/2009 na Disney, abril/2009 em Santa Catarina e em maio/2009, Porto Alegre. Em 2010 teremos uma remessa consistente de combatentes. Nem vou elencar agora todos, pois de certo ficarei em falta com colegas.

A classificação das últimas edições: 2009- 1. Adriano Bastos, 2h:19m:20s; 2. José Pereira da Silva, 2h:21m:25s; 3. Giliard Altair Pinheiro, 2h:22m:17s; 4. Laírton da Silva, 2h:22m:48s; 5. Gustavo Caurio, 2h:22m:55s. 2008- 1. José Pereira da Silva, 2h:20m:53s; 2. Lairton da Silva, 2h:21m:55s; 3. Vilmar Gonçalves de Camargo; 4. Marcelo Cosmo Dias, 2h:25m:53s; 5. Glenio Caetano Rodrigues, 2h:26m:44s. 2007- Marcos Alexandre Elias, 2h:18m:37s; 2. Caetano Joaquim dos Santos, 2h:20m:13s; 3. Claudir Rodrigues, 2h:21m:10s; 4. José Vianei Pazzato, 2h:22m:32s; 5. Vilmar Gonçalves de Camargos, 2h:22m:45s. 2006- 1. Claudir Rodrigues, 2h:18m:20s; 2. Eliésio Miranda da Silva, 2h:18m:36s; 3. Vilmar Gonçalves de Camargo, 2h:20m:23s; 4. Jean Carlos da Silva, 2h:20m:50s; 5. Raimundo Nonato Sousa Aguiar, 2h:21m:19s. 2005- 1. José Gutemberg Ferreira, 2h:17m:46s; 2. Vilmar Gonçalves Camargos, 2h:20m:32s; 3. Diamantino Silveira dos Santos, 2h:23m:56s; 4. Lindomar Modesto de Oliveira, 2h:24m:13s; 5. José Afonso Silva, 2h:24m:17s. 2004- 1. Claudir Rodrigues, 2h:15m:52s; 2. Antonio Ferreira da Silva, 2h:17m:04s; 3. Rildo Alves, 2h:18m:36s; 4. Antonio Carlos Pereira Gomes, 2h:21m:46s; 5. Fabiano da Silva Guimarães, 2h:23m:16s.

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas de 22/05 a 23/05/2010 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

Sábado
5ª Corrida das Torres - Santos/SP
Circ. Corridas Alphaville Running - 2ª etapa - Barueri/SP

Domingo
Maratona de Porto Alegre - Porto Alegre/RS
Maratona de Copenhagem - Dinamarca
Meia Maratona D’ouro - Portugal
Santana Parque Run – Santana
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo - etapa Itaim Paulista
Circ. Corridas Athenas SP - 1ª etapa - Transamérica Expo Center.
Circ. Corridas do Bar do Mané - 3ª etapa - Guaratinguetá/SP
Circ. Corridas SESI - etapa São José dos Campos/SP
Corrida do Batom (feminina) - Campinas/SP
Corrida de Nova Odessa - Nova Odessa/SP
3ª Corrida do Trabalhador - Sertãozinho/SP
5ª Prova Pedestre de Amparo - Amparo/SP
Desafio Pedras e Trilhas - Atibaia/SP
2ª Corrida Superação - Americana/SP
Campari Run 10 km - Sorocaba/SP

Pessoal das corridas, diário de bordo, data estelar [-28] 03075.00, direto do USS Enterprise Vila Maria, informo à tripulação da nave que, agora a noite, ‘visitei’ a academia. Nada como o sofrimento para colocar um combatente no seu devido lugar. Os pesos estavam... bem pesados. Foi só uma série de 3 movimentos de extensão e flexão de pernas com pesos. Foi pouco, mas deu para perceber que há um longo caminho a ser percorrido. Nem com velocidade de ‘dobra’ não dá para voltar tão cedo ao ponto de partida. Ainda bem que engenheiro-chefe da nave Sr. Scotty me deu apoio: "fica tranquilo rapaz, nós já fomos até onde nenhum homem jamais esteve. Você chega lá". É isso aí. Vida Longa e Próspera a todos e Keep Running...

Pessoal das corridas dia 16/05/2010 participei da 25ª edição da Corrida 10km Tribuna FM, na cidade de Santos, litoral paulista. As inscrições eram feitas pelo sítio www.triesportes.com.br, com perspectiva de 15.000 participantes. É gente para caramba. A retirada do chip e numeral poderia ser feita nos dias 11 e 12/05 em São Paulo e dias 13 e 14/05 em Santos. A premiação foi para os 20 primeiros colocados no geral, mas com ampla vantagem ao primeiro colocado R$ 25.000,00, depois o degrau vai lá para baixo com o segundo levando ‘apenas’ R$ 7.000,00 e as demais colocações descendo sucessivamente. O percurso é excelente sem diferenças altimétricas e sem zigue-zagues constantes, ou seja, trajetos com retas planas bem compridas.

Desci o litoral com colega Carlão. Nos encontramos às 05:30 no metro Carandirú e fomos pela Rodovia Anchieta. Antes das 07:00 já estávamos em Santos, no local da chegada. Encontramos com Djair, que havia retirado o chip e numeral do Carlão. Como estava cedo fomos até padaria fazer uma ‘boquinha’. Eu tomei somente um café-com-leite e me dei por satisfeito. Fomos até o local da largada a pé mesmo. O Carlão quis levar seus pertences ao guarda-volume da prova, entretanto ao chegarmos ao local da largada esse já havia ido para o local da chegada. Resultado: Carlão correu com a sacola nas costas.

A largada se deu pontualmente às 08:45 em frente ao prédio do Jornal 'A Tribuna'. O problema era a presença da televisão, combinada com pessoal se aglomerando à frente para sair na telinha. Caracterizo como uma ‘São Silvestre da baixada santista’. Com a fuga do Carlão atrás do guarda-volumes, fomos eu e Djair alinhar. Encontramos no caminho o colega Renílson, aquecendo forte. Só de olhar já fiquei cansado... Parece-me que ele terminou em 26ª colocação. Contando com Marílson, os quenianos & Cia, ele foi muito bem. Na baia da elite outro combatente de todas as horas: Reginaldo Hilário. Ele estava bem empolgado, vejamos depois o resultado. Outro ótimo encontro foi com a Mayumi, como sempre super sorridente. Ela registrou o momento com uma fotografia, que se não queimou com minha feiúra (kkk) deve estar disponível no seu blog, também muito bem humorado.

O recorde da prova pertence a Vanderlei Cordeiro, com 28m:01s estabelecido em 1997. O cara da prova, entretanto, é nosso Grande Marilson Gomes dos Santos, com um retrospecto impressionante nesses últimos sete anos, digno de um verdadeiro campeão: vencedor em 2003, 2005 2006 e 2009, vice em 2004 e 2007. Em 2010 não deu outra: Marílson faturou pela quinta vez, liderando de ponta a ponta, com tempo de 28m:18s, e tornou-se pentacampeão da prova, deixando para trás os quenianos Emmanuel Bett, com 28m:49s e Mathew Kiptoo Cheboi (2° em 2009), com 28m:55s, classificados em segunda e terceira colocações respectivamente. Marílson é casado com uma santista (e também atleta) Juliana Paula Gomes. Só falta ele torcer para o Santos Futebol Clube!

Pois bem, descendo do Olimpo para o asfalto, alerto aos combatentes que fiz três treinos nos últimos três dias. Uma mudança radical de comportamento. Ontem até arrisquei uns tiros (de calibre 22, mas foram tiros...). Sem qualquer incômodo larguei com expectativa razoável de fechar essa prova em algo próximo de 48 minutos. Não estava cansado ou coisa que valha, mas não tinha ainda condições de me aventurar. Dada a largada, a muvuca de sempre com a festa de corredores mais lentos (pior, mais lentos que eu!), que ficam á frente para sair na TV dá essa bagunça nos primeiros quilômetros. Até o segundo foi uma bagunça. Eu fui pelo canto da rua, tentando me esgueirar entre os demais corredores.

Por falta de atenção não percebi as 3 primeiras placas de marcação de quilometragem, mas nos 4km estava abaixo dos 20 minutos, bem apropriado para a bagunçada que havia passado. Aí o sol começou a incomodar um pouco, pois até aquele momento o tempo não estava quente, tanto que passei batido no primeiro posto de hidratação, tentando recuperar a perda do começo. Nesse interim senti um 'desconforto intestinal', de certo devido o tal café com leite antes da prova. Que vacilo...

Com postos de hidratação a cada 2km, água não seria meu prejuízo. Nos 8km tirei a camiseta, posto estar bem molhada e incomodando, e tentei não decair o ritmo, que já não era lá essas coisas. O último quilômetro parecia que era dois. O que ficou legal nessa fase, no momento que adentrei a avenida Vicente de Carvalho, foi uma banda tocando a música 'Rock and Roll' do Led Zepplin. Deu até um 'gás'. Fechei com 47m:42s, dentro das expectativas iniciais, mas creio que dava para ser um pouco melhor. Senti muita falta de ar durante a prova, enquanto o restante do corpo não reclamava de nada. Por um lado foi bom, pois o ritmo não foi suficiente para cansar. Agora é continuar treinando para melhorar a resistência. Velocidade, por enquanto, só assistindo Fórmula 1 na TV. Meu retrospecto ficou assim: 2010- 47m:42s; 2009- 45m:26s; 2008- lesionado; 2007- 52m:44s. Na área de concentração da chegada encontrei diversos outros colegas: Bento (fazia tempo que não o via), Sinésio, Laércio, Professor Augusto, dentre outros. Dali mesmo, eu e o Carlão, saímos com a viatura para o planalto. Antes das 11:30 já estávamos em Sampa.

Eis o resultado oficial: 1. Marílson Gomes dos Santos, 28m:18s; 2. Emmanuel Kipkemei Bett (QUE), 28m:49s; 3. Matheww Kipkmei Cheboi (QUE), 28m:55s;4. Kiprop Mutai (QUE), 29m:09s; 5. David Benedito de Macedo, 29m:10s; 6. Solonei Rocha da Silva, 29m:23s; 7. Domingos Nonato, 29m:35s; 8. José Magno dos Santos Mota, 29m:41s; 9. Paulo Alves dos Santos, 29m:42s; 10. Francisco Barbosa dos Santos, 29m:45s; 11. Gilberto Silvestre Lopes, 29m:50s; 12. Marcos Antonio Pereira, 29m:51s; 13. Paulo Roberto Almeida Paula, 29m:54s; 14. Célio Falcão, 29m:56s; 15. Marcelo José da Silva, 30m:03s; 16. Gilmar Silvestre Lopes, 30m:11s; 17. Sergio Celestino da Silva, 30m:14s; 18. Edson Tibúrcio Alves, 30m:16s; 19. Adriano Pacheco, 30m:23s; 20. José Telles de Souza, 30m:28s. Outro destaque foi a performance da nossa colega Walquíria Milaine Martins, da Corre Brasil, em 20 colocação, com tempo de 37m:30s. Parabéns Wal!
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Pessoal das corridas, diário de bordo, data estelar [-28] 03070.00, direto do USS Enterprise Vila Maria, alerto que fiz meu quarto treino do semestre (terceiro seguido!). Foi novamente uma rodagem de 10km, mas dessa vez sub-50m:30s. A diminuição do tempo no percurso, em relação a ontem, foi que a cada volta de 2,5km fiz um tiro "full" de 300 metros. Também ao término um bom alongamento combinado com exercícios abdominais (barrigais) e de costas, com mesma quantidade de movimentos que no dia anterior. Terminei ofegante e com as pernas pesadas. Como digo, meu VO2 não é máximo, mas mínimo.

Dormi como uma pedra essa noite. Foram quase nove horas seguidas de sono. A tempos não tenho isso. Acordei tarde e mudei os planos de fazer treino na USP. Espiei pela janela e tempo estava fechado e clima frio. Primeira Tenente Uhura (oficial-chefe de comunicações) informa a todos na nave possibilidade de presença Klingon na USP. Essa não. Pensei em descansar mais um pouco e 'furar' o treino de hoje. Então me aparece McCoy (médico chefe da USS Enterprise ) com seu usual mau humor e o 'phazer' ajustado para 'estontear'. Brada aos quatro cantos: "seu %$#&?>#@, vai treinar sim!!". Todos no 'deck' da nave correram para ver o que acontecia. Lá fui eu treinar... É isso aí. Vida Longa e Próspera a todos e Keep Running...

Pessoal das corridas, diário de bordo, data estelar [-28] 03065.00, direto do USS Enterprise Vila Maria, alerto que fiz meu terceiro treino do semestre (Pasmem!). Foi novamente uma rodagem de 10km, mas dessa vez sub-53. Não é nada, não é nada... tá bom, não é nada mesmo (rss). Também ao término um bom alongamento combinado com exercícios abdominais (barrigais) e de costas, com mais movimentos qeu no dia anterior. Devagar se está indo. Como diria Spock, em um dos episódios de Star Trek: "Foi sempre mais fácil destruir do que criar". É isso aí. Vida Longa e Próspera a todos e Keep Running...

Pessoal das corridas, diário de bordo, data estelar [-28] 03060.00, direto do USS Enterprise Vila Maria, alerto que fiz meu segundo treino do semestre. Foi uma rodagem de 10km em quase 60 minutos. Tudo bem tranqüilo. Após esse trote suave, fiz um bom alongamento combinado com exercícios abdominais (ou barrigais no meu caso) e de costas. Caso o Capitão Kirk estivesse presente diria o mesmo que disse a Spock em um dos episódios: “Você parece muito bem para um homem que foi totalmente destruído”. É isso aí. Vida Longa e Próspera a todos e Keep Running...

Pessoal das corridas nesse domingo dia 16/05/2010, teremos a 25ª edição da Corrida 10 KM Tribuna FM, na cidade de Santos, litoral paulista. Ir para baixada de São Paulo, só mesmo pelas rodovias Anchieta ou Imigrantes, mas alerto para o alto valor do pedágio, R$ 17,80, o mais caro do estado de São Paulo. As inscrições eram feitas pelo site www.triesportes.com.br, com última taxa de R$ 47,00 e limitadas a 15.000 participantes. Como sempre as inscrições se esgotam rapidamente. A retirada do kit foram nos dias 11 e 12/05 no prédio da Caixa Cultural, na Praça da Sé, 111, centro da capital paulista, das 10:00 às 16:00 e ainda em Santos na Expo Esportes 2010, feira de artigos esportivos, localizada no ginásio Municipal de Esportes Antonio Guenaga, Praça Engenheiro José Rebouças, s/nº nos dias 13 e 14/05 das 12:00 às 21:00 e no dia 15/05, das 09:00 às 18:00.

A largada se dará às 08:45 em frente ao prédio do Jornal 'A Tribuna' na Rua João Pessoa, passando no túnel Rubens Ferreira Martins, pelas avenidas Luiz La Scala Júnior, Ana Costa, Francisco Glicério, Afonso Pena, Almirante Cochrane (Canal 5), Bartolomeu de Gusmão (sentido José Menino, pista da praia), Vicente de Carvalho e finalizando na Praça das Bandeiras, no Gonzaga, que é na esquina da Av. Ana Costa com Av. Presidente Wilson.


A premiação será para 20 primeiros colocados no geral, masculino e feminino, e aumentou um ‘tiquinho’ para segunda metade dos premiados: 1°. R$ 25.000,00; 2.° R$ 7.000,00; 3.° R$ 5.000,00; 4.° R$ 3.100,00; 5.° R$ 2.500,00; 6.° R$ 2.000,00; 7.° R$ 1.800,00; 8.° R$ 1.700,00; 9.° R$ 1.600,00; 10.° R$ 1.500,00; 11.° R$ 1.400,00; 12.° R$ 1.300,00; 13.° R$ 1.200,00; 14.° R$ 1.100,00; 15.° R$ 1.000,00; 16.° R$ 900,00; 17.° R$ 800,00; 18.° R$ 700,00; 19.° R$ 600,00; 20.° R$ 500,00. Já os cinco primeiros por categoria ganharão troféus.

Essa prova se parece com uma ‘São Silvestre da baixada santista’ com muita festa, portanto preparem-se. Percurso, entretanto é totalmente plano ao nível do mar. Se o tempo ajudar dá até para fazer uma boa marca. Prova boa, mídia boa e premiação boa, resulta nos melhores atletas participando. O recorde da prova pertence a Vanderlei Cordeiro, com 28m:01s estabelecido em 1997. O cara da prova, entretanto, é nosso Grande Marilson Gomes dos Santos, com um retrospecto impressionante nesses últimos sete anos, digno de um verdadeiro campeão: vencedor em 2003, 2005 2006 e 2009, vice em 2004 e 2007. Temos também a presença destacada do angolano João Batista N`Tyamba, com três vitórias, um segundo lugar e um terceiro e um quarto, também um excelente cartel. Continuando com GMGS, além desse retrospecto em Santos, soma-se ao cardápio de vitórias do brasileiro, o bicampeonato da Maratona de Nova Iorque (2006 e 2008) e bicampeonato da São Silvestre (2003 e 2005).

Eis as últimas classificações: 2008- 1. Joseph Kibiwott Ngetich (QUE), 28m:47s; 2. Joshua Kiprugut Kemei (QUE), 28m:50s; 3. Ubiratan Jose dos Santos, 29m:00. 2007- 1. Lawrence Kiprotich (QUE), 28m:06s; 2. Marilson Gomes dos Santos, 28m:20s; 3. Ubiratan José dos Santos, 29m:04s. 2006- 1. Marilson Gomes dos Santos; 28m:27s; 2. Clodoaldo Gomes da Silva, 29m:30s; 3. Amos Mayo (QUE), 29m:32s. 2005- 1. Marilson Gomes dos Santos, 28m:30s; 2. João Batista N`Tyamba (ANG), 28m:52s; 3. Clodoaldo Gomes da Silva, 29m:24s. 2004- 1. Benson Cherono (QUE), 28m:10s; 2. Marilson Gomes dos Santos, 28m:27s; 3. João Batista N’tyamba (ANG), 28m:31s. 2003- Marilson Gomes dos Santos, 28m:18s; 2002- 1. João Batista N’tyamba (ANG), 28m:50s. 2001- 1. João Batista N’tyamba (ANG), 28m:24s. 2000- 1. João Batista N’tyamba (ANG), 28m:27s.

Voltando aos mortais, meu retrospecto está assim: 2009- 45m:26s; 2008- lesionado; 2007- 52m:44s. A listagem da prova é um pouco complicada e incompleta, assim não dá para destacar algum colega conhecido, que correu a edição do ano passado. Esse ano eu vou, só não posso ser pior que 2007. Pelo menos, em 2009 o Vanderley Cordeiro de Lima se achegou na largada e ficou ao nosso lado (isso mesmo, ao nosso lado – confira na foto), e quase que ele pediu um autógrafo meu. Deve ter ficado constrangido, nem precisava. Acho que ele até passaria como meu irmão. Que acham?

Pessoal das corridas dia 09/05/2010 tivemos a execução da 6ª edição da maratona de Genebra, cidade suíça. As inscrições eram feitas pelo sítio www.genevemarathon.ch, com última taxa de 60 euros, com opção de correr a meia maratona (domingo) e corrida de 6km (sábado), com limite total de inscritos de 5.000, somando-se as duas modalidades. Entretanto tivemos cerca de 3.500 participantes. O evento é patrocinado pela UNICEF, sendo que 5% da renda bruta auferida no evento é enviado aos cofres da entidade. Esse ano a verba alcançou 25.000 francos. A organização tem uma meta ambiciosa: aumentar a Maratona de Genebra para adentrar o Top 15 maiores maratonas na Europa.

O percurso da maratona é de “duas pernas” no circuito da meia maratona, como dito, disputado simultaneamente. A largada e chegada foi em frente do hotel Presidente Wilson, na Avenida Wilson. A pPremiação é a seguinte: 1. 1.250 euros; 2. 1.000 euros; 3. 750 euros; 4. 500 euros; 5. 250 euros. Há ainda um bônus para o vencedor de 4.000 euros para sub 2h:10m; 2.000 euros para sub 2h:12m; 1000 euros para sub 2h:13s e 500 euros para quebra do recorde da prova 2h:14m:23s pertencente ao etíope Tesfaye Eticha estabelecido na edição de 2008. Aliás Eticha é tetra-campeão da prova (2005/2006/2007/2008). A prova por sinal é totalmente dominada pela Etiópia, com vitória em todas as edições. Vejamos o retrospecto de vitórias: 2005- Tesfaye Eticha (ETI), 2h:15m:29s; 2006- Tesfaye Eticha, 2h:15m:31s; 2007- Tesfaye Eticha (ETI), 2h:18m:36s; 2008- Tesfaye Eticha (ETI), 2h:14m:23s; 2009- Tsige Germa (ETI), 2h:19m:49s e 2010- Teshomi Temerate (ETI), 2h:20m:30s.

A classificação oficial do evento ficou assim: 1. Teshomi Temerate (ETI), 2h:20m:30s; 2. Tsige Germa (ETI), 2h:27m:07s; 3. Hailu Begashaw (ETI), 2h:32m:25s; 4.Michellier Laurent (FRA), 2h:33m:12s; 5. Nicolas Bulliard (SUI), 2h:39m:23s; 6. Remo Ratschob (SUI), 2h:40m:13s; 7. Nicolas Fournier (FRA), 2h:41m:01s; 8. Eusébio Bochons (SUI), 2h:41m:50s; 9. Padraig Mac Criostail (IRL), 2h:41m:55s; 10.Graham Hedger (ING), 2h:47m:27s; 11. Antonio Teixeira (POR), 2h:48m:19s.

Tivemos também outros atletas lusófonos: Sérgio Lourenço (POR), 2h:58m:05s; Jose Filipe Sousa (POR), 3h:35m:35s; Daniel Heuser Prestes (BRA), 3h:27m:10s; Zogbi Luciano (BRA), 3:54.12 Ernan Carvalho Costa Neto (BRA), 4h:15m:45s.

Pessoal das corridas dia 02/05/2010 tivemos a 11ª edição da maratona da Europa, executada em Triesta, nordeste da Itália. A cidade faz fronteira com a Eslovénia e é banhada pelo Mar Adriático. As inscrições eram feitas pelo sítio www.bavisela.it, com última taxa de 45 euros, com opção de participar pela meia maratona ou corrida de 7km. Tivemos mais de 12.000 atletas inscritos. O percurso não me parece perverso, ao longo do Golfo de Trieste, mas esse ano os atletas pareceram que “passearam” em Trieste. Pois bem, a prova começa em Gradisca d'Isonzo, uma antiga fortaleza construída pelos venezianos no final do século XV, depois os atletas passam pelo maior cemitério militar da Itália, referente aos soldados mortos na I Guerra Mundial, depois na cidade de Monfalcone, o castelo e as falésias de Duino e do Castelo de Miramare. DepoiDepois correm ao longo da Riviera até a chegada na praça principal de Trieste, Piazza Unità d'Italia, situado à beira-mar.

O histórico da prova diz tudo. Em 2005 um nativo faturou a prova com Migidio Bourifa, com 2h:10m:48s, seguido pelo compatriota Sergio Chiesa, com 2h:14m:00s e do queniano Eliap Kiplagat Kurgat, com 2h:16m:05s. Em 2006 o queniano Ben Chebet venceu com tempo de 2h:16m:22s, seguido pelos italianos Maurizio Leone, com 2h:17m:51s e Migidio Bourifa, com 2h:18m:56s. Em 2007 venceu um nativo, Ottavio Andriani , com tempo de 2h:10m:57s, seguido pelos quenianos Joseph Nguran, com 2h:11m:28s e Noah Kiplagat Serem 2h:11m: 35s. Em 2008 a vitória sorriu ao queniano Wilson Chelala com um tempo de 2h:10m:57s, seguido pelos compariotas David Chirco Maiyo, 2h:11m:02s e Stephen Biwot Kipkosgei, com 2h:11m:21s. Em 2009 foi a vez de outro queniano Justus Kipchirchir Kiprono, que venceu com tempo de 2h:14m:47s e no feminino tivemos uma fatura brasileira com Nadir Sabino de Siqueira, em 2h:47m:02s. Em 2010 foi a vez de mais africano, mas não queniano. O etíope Adem Zekerijavenceu com tempo ainda mais alto que seus antecessores: 2h:24m:05s. Que será que está acontecendo em Trieste? Os africanos estão 'piorando' a prova?

Eis a classificação oficial: 1. Adem Zekerija (ETI), 2h:24m:05s; 2. Philemon Kipketer Serem (QUE), 2h:24m:40s; 3. Mario Franco Plesnik (ITA), 2h:29m:55s; 4. Gianmarco Pitteri (ITA), 2h:32m:36s; 5. Paul Massarenti (ITA), 2h:32m:56s; 6. Alessandro Leban (ITA), 2h:36m:09s; 7. Antonio Di Luca (ITA), 2h:36m:14s; 8. Luigi Manfrin (ITA), 2h:42m:26s; 9. Reinhold Pototschnik, 2h:44m:28s; 10. Francesco Tuveri (ITA), 2h:46m:00s.

Pessoal das corridas dia 09/05/2010 temos uma prova muito importante do calendário mundial de atletismo: Corrida do Dia das Mães. Esse evento tem participantes de todas as nações, raças e credos. Apesar de ser uma prova onde só temos participação de elite feminina, os marmanjos são os que mais se empenham nessa prova. A prova não tem limite de idade, nem se disputa por categorias. O pré-requisito é amar incondicionalmente os filhos. Fácil, não é mesmo?

Nessa época em que os corredores se preocupam em cuidar da alimentação, consultando nutricionistas, lembremo-nos daquelas que nos alimentaram com seus próprios corpos...

Nessa época em que os corredores buscam assessorias esportivas e personal trainners, lembremo-nos daquelas que foram nossas primeiras treinadoras, em nossos primeiros passos...

Nessa época em que os corredores procuram ajuda de coelhos, lembremo-nos daquelas que nos acompanharam bem de perto por nove meses...

Nessa época em que os corredores vão com tamanha vontade cruzar a linha de chegada, lembremo-nos daquelas que estavam lá tantas e tantas vezes aguardando nossa chegada...

Assim nesse domingo façamos aquele sprint até nossas mães e as beijemos com carinho, aquelas que nos vêem como uma das maiores medalhas da vida...

Pessoal das corridas dia 02/05/2010 tivemos mais uma edição da maratona de Vancouver, Canadá. As inscrições eram feitas pelo sítio www.bmovanmarathon.ca, com opção de meia maratona e corrida de 8km e última taxa de 130 dólares canadenses. Tivemos a presença de mais 14.000 de 28 países. O recorde da prova continua nas mãos (ou nos pés) do australiano Garry Henry, com tempo de 2h:13m:14s, estabelecidos em 1980. Entretanto o nome recente da prova é o queniano Thomas Omwenga, com três vitórias 2010/2008/2007. O maior vencedor da prova é o alemão Ulrich Steidl, com 5 vitórias consecutivas de 2000 a 2004. A premiação é baixa para o vencedor, US$ 2.000, desse modo a prova não tem alto nível técnico. Eis o resultado oficial e percebam a diferença entre o queniano e os demais: 1. Thomas Omwenga (QUE), 2h:16m:55s; 2. Jason Terauchi-Loutitt (CAN), 2h:25m:47s; 3. Graeme Wilson (CAN), 2h:28m:17s. P.S.: a prova foi tão mixuruca que nem foto para registro encontrei…

Pessoal das corridas dia 09/05/2010 teremos 16ª edição da maratona de Praga, capital da República Tcheca. As inscrições eram feitas pelo sítio www.praguemarathon.com, com última taxa de 80 euros, com opção de participar da meia maratona. A expectativa é de mais de 5.000 participantes na maratona. Largada da prova será na Praça da Cidade velha, às 09:00, com provável temperatura perto de 18°C. O recorde da prova pertence ao queniano Patrick M. Ivuti, com tempo de 2h:07m:48s na edição de 2009. O desempenho de Ivuti foi tão impressionante, pois ele é o único atleta a correr a prova abaixo dos 2h:10m nos últimos 10 anos. Outro fato importante a destacar, na edição do ano passado, foi a quinta colocação do portugues Luis Feiteira, com tempo de 2h:11m:57s. Outro momento luso de destaque foi a vitória em 2007 de Helder Ornelas, 2h:11m:49s. A vitória de Ornelas é a única vitória de um “não africano” nas quinze edições disputadas até agora. São 11 vitórias quenianas, 1 portuguesa, 1 tanzaniana, 1 etíope e um do Catar (na verdade é queniano de nascença com ‘antigo nome’ de Richard Yatiche). Seria ele um catarinense?

Eis as últimas classificações: 2009- 1. Patrick M. Ivuti (QUE), 2h:07m:48s; 2. Stephen K. Kibiwott (QUE), 2h:07m:54s; 3. Kenneth Mungara Mburu (QUE), 2h:10m:29s; 4. Mykola Antonenko (UCR), 2h:10m:54s; 5. Luis Feiteira (POR), 2h:11m:57s. 2008- 1. Kenneth Mungara Mburu (QUE), 2h:11m:06s; 2. Eliah Sang (QUE), 2h:12m:15s; 3. Simon Njoroge Kariuki (QUE), 2h:13m:24s; 4. Bett Hillary Kiplagat (QUE), 2h:13m:38s; 5. Paul Kipkemboi Ngeny (QUE), 2h:14m:56s. 2007- 1. Helder Ornelas (POR), 2h:11m:49s; 2. Luka K. Chelimo (QUE), 2h:12m:36s; 3. Paulo C. Gomes (POR), 2h:12m:51s; 4. Joseph M. Riri (QUE), 2h:13m:50s; 5. Thomas Chemitei (QUE), 2h:17m:31s. 2006- 1. Hassan Mubarak Shami (CAT), 2h:11m:11s; 2. David Kemboi Kiyeng (QUE), 2h:11m:42s; 3. Joseph Kiprotich Ngeny (QUE), 2h:13m:57s; 4. Steven Cheptot Matebo (QUE), 2h:16m:37s; 5. Pavel Faschingbauer (TCH), 2h:17m:13s.

Pessoal das corridas eis o resumo de corridas de 15/05 a 16/05/2010 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

Sábado
Maratona da China – China

Domingo
25ª 10km Tribuna FM - Santos/SP
2ª Corrida Rotary Jaú - Jaú/SP
15ª Volta da FEG - Guaratingueta/SP
Circ. Corridas de Limeira - 4ª etapa - Limeira/SP
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo - etapa Cidade Ademar
Circ. Corridas de Pinda - 3ª etapa – Pindamonhangaba/SP
Circ. Corridas Série Delta - 1ª etapa – São José dos Campos/SP
17ª Corrida Aniversário de Lençóis Paulista - Lençóis Paulista/SP

Pessoal das corridas dia 02/05/2010 participei da minha 4ª “marvada”, mais conhecida como 16ª edição da maratona de São Paulo, na capital paulista. As inscrições eram feitas pelo site www.maratonadesaopaulo.com.br, com opção de participação de 10km, 25km e a “marvada”, com últimas taxas de R$ 50,00; R$ 60,00 e R$ 65,00, respectivamente, e limitada a 8.000; 2.000 atletas e 5.000 atletas, também respectivamente. A entrega do chip e numeral foi no Ginásio Poliesportivo do Ibirapuera, Rua Abílio Soares, 1300, ao lado do Parque Ibirapuera, dias 29 e 30/04 das 12:00 às 20:00 e no dia 01/05 das 08:00 as 16:00. A premiação era de primeira linha: 1° R$ 18.000,00; 2° R$ 8.000,00; 3° R$ 6.000,00; 4° R$ 5.000,00; 5° R$ 3.000,00; 6° R$ 1.800,00; 7° R$ 1.500,00; 8° R$ 1.300,00; 9° R$ 1.200,00; 10° R$ 1.000,00. Havia também um bônus para o vencedor da prova que terminasse abaixo de 2h:11m:18s à R$ 20.000,00; 2h:13m:00s à R$ 10.000,00 e 2h:15m:00s à R$ 5.000,00. Esse foi o intróito de mais uma maratona, digo mais uma “marvada”, e olha que essa foi muita “marvada”, aliás a mais “marvada” de todas.

Na virada do ano tinha a expectativa de participar da maratona de Porto Alegre, entretanto o transcorrer dos meses, diversas coisa legais aconteceram e como a lei da física (que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar) também se aplica na vida desse portuguesinho, dentre essas diversas coisas excelentes, infelizmente a parte física (não que eu tenha assim... um físico) ficou bastante prejudicada. Nesses últimos 60 dias, fora as corridas, foi somente um treino: 20km na USP, num dos raros sábados livres. Assim a maratona de Porto Alegre se mostrou um sonho irrealizável. Desse modo, mais racional, optei em passar vergonha em terras mais próximas. No mínimo chegaria mais cedo em casa.

As últimas provas deixaram claro que o descondicionamente era cada vez mais evidente. A alimentação já estava menos regrada e o corpo a cada corrida ficava reclamando mais e mais. Ganhei alguns poucos quilos que, milagrosamente, se esvaíram no final de semana passado, com a sofrida meia maratona de Santo André. Terminada a prova andreense e depois de me alimentar e hidratar, a balança acusava 64,5kg contra 67,4kg do dia anterior. Esse peso se manteve durante toda semana, sem qualquer mudança alimentar. Para um “frango” era muita coisa, acho que mais de 5% de perda.

Pois bem, arrumei todos os apetrechos na noite anterior. Nas últimas maratonas, as tralhas estavam prontas com uma semana de antecedência. Acho até que, no meu íntimo, torcia para que algo ocorresse para ter mais uma desculpa para não me meter nessa enrascada. Separei dois pacotes com 2 sachês de gel, um gatorade, um pacote de sal (de restaurante), isso para cada uma das duas sacolas. Um dilatador nasal e um garrafão de água me acompanharam também. Utilizei todos o presente de corredor Antonio, que me enviou de sua participação na maratona de Sevillha: calção, camiseta e boné. Infelizmente, meu caro Antonio, não honrei seu brinde. Fica para próxima colega “tuga”.

Retirei o kit de largada, que continha um jogo de dilatador nasal, um pacote de café, um sachê de capuccino, uma pastilha de SUUM (esquisito o troço!) e uma infinidade de panfletos de propagandas de todos os tipos (acho que não esqueci nada...). Agora, o cartaz "PISA FUNDO" foi hors concours. Levei para casa só de sarro. A camiseta com marca da Adidas, só que azul clara, a pior cor de camiseta. Esse pessoal do “marquetingui” não deve fazer uma prospecção básica de opinião com os participantes de corridas pedestres. Também recebemos uma outra camiseta para incentivar doações de sangue. Muito legal. A retirada do numeral e chip foi muito tranqüila, penso que até demais. Não teve aquela quantidade de pessoas circulando como nos anos anteriores.

Cheguei razoavelmente cedo, mas tive que deixar a viatura bem distante, para evitar o assédio dos "flanelinhas". Infelizmente esse ano não tive apoio de uma equipe, com a desestrutração da Playteam. Nessas horas que você percebe como é bom estar em grupo, tudo fica mais fácil (ou menos difícil em se tratando de uma maratona). Assim logo, logo estarei engajado em outro grupo, caso não tenhamos mais a reabilitação da PlayTeam. Consegui encontrar o local da tenda da equipe Corre Brasil do prof. Augusto, que já citei em postagens anteriores. Lá guardei minhas coisas e troquei de roupa e vesti o uniforme de Sevilha, cor verde limão. Deixei com uma colega os dois pacotes de gatorade e saches de gel: um para 23km e outro para 33km. Ali ela já estaria para dar apoio a outros colegas. Desse modo correria mais tranqüilo, sem “peso” adicional. Também estava ajustado uma companhia do 21km até o final. Tudo combinado!

Nesse ínterim me alertam que às 08:00 sairia a última leva de ônibus para a largada. Eram 07:50. Cumprimentei os colegas Marcão e Sidney, dentre tantos e fui embora. Na fila encontro com Diego, atleta de triátlon super gente boa, acompanhado de sua noiva (quase esposa dia 31/07/2010, domingo, casório com churrascada. Todos os corredores de São Paulo estão convidados). Mariana ficou como apoio do noivo, assim se despediu na porta do ônibus. Chegamos a avenida Roberto Marinho e fomos em direção ao bloco mais à frente possível. No caminho encontrei Namiuti, mas como estava bem em cima da hora, fiquei devendo a ele uma atenção que merece. Fica para próxima Namiuti!

Percebo no caminho que os numerais brancos (maratonas) são bem raros. Alinhamos eu, Diego e Laércio (figuraça!!!). Dada a largada, às 09:00, num sol de rachar moringa, lá vai o combatente, só com calção, tênis, camiseta e boné (tudo de Sevilha) me acompanhando, num ritmo alucinante de ... 06:30 no primeiro quilômetro. Como falei tem que largar muuuuito lá na frente, mas como “tempo” não era a meta final, e sim chegar razoavelmente inteiro, até que não piorou a situação. O problema também é que largaram, todos juntos, o pessoal do 42km, 21km e 10km e sem separação de baias. ACHO EU que como o quórum da maratona não foi lá essas coisas, o pessoal dos 10km e 25km "engordaram" o público para sair na "telinha" da Globo. Assim, com esse amontoado de corredores tão diferentes, houve certo tumulto na saída. Eu estava me sentindo bem, com o ritmo lento. Os únicos incômodos do começo foram os túneis, pois no interior estava bem abafado e pesado. Ao sair o ar ficava mais leve e fresco. Do mesmo modo também não era nada desafiador pelo menos por enquanto.

O script era de 15km a 5:30/km, mais 15km a 06:00/km e depois... vamos ver como fica. Os primeiros 10km foram em 58m. O 21km foi em 1h:55m. Ou seja, tudo muito além do esperado. Empolguei para primeiro sub 4h! Mas como alegria desse portuguesinho sempre dura muito pouco, o imponderável começou a se manifestar. Antes dos 21km tirei a camiseta, posto que o calor estava de derreter os cabelos e fiquei a procurar meu “coelho” da metade final da prova e... nada. Como estava me sentindo um queniano, no momento não achei que fosse prejuízo. Adentrei a USP e procuro meu staff com os sachês de gel e isotônico e ... nada. Aí comecei a me preocupar.

Não tinha um sache de gel, um sal, nem mesmo uma bala Juquinha tinha comigo. Temi pelo pior. Ao meu lado um corredor “apagou” andando. Amparado pelos demais, a única coisa que consegue balbuciar é de que quer continuar. A cena mexe com qualquer um. Dentro na USP mais corredores dão sinal que foram alvejados pela “marvada”. Não tem jeito, a “marvada” não perdoa. A subida da avenida Politécnica se torna uma barreira imensa a ser vencida, e isso era no 25km, onde houve um esvaziamento significativo de corredores no asfalto. Ou tinha muita gente para correr os 25km, ou era pessoal da maratona que estava “abortando” a missão de combate. Ou os dois... Foi uma prova “War of Territory”, do nossos roqueiros brazucas “Sepultura”. Cada metro foi uma disputa do "balacobaco".

Nova entrada na USP, cruzei o 33km e também nada de meu apoio. Correr os 42km “puro” só com apoio da organização não era bem meu plano de vôo. E foi assim que se deu. Os joelhos começaram a arder e a sola dos pés começaram a incomodar, parecia que havia areia no tênis. O estrago só percebi no fim com a retirada dos tênis: pés sangrando e com bolhas estouradas, mas, pelo menos nesse ano, as unhas vão ficar nos dedos. Ano passado perdi 3 unhas na maratona. Já é uma evolução nadaiseana. No meio da prova lembro que os copos de isotônicos eram enchidos na velocidade menor que os corredores chegavam, logo uma fila de dois ou tres corredores se formavam normalmente, ou desistia de se hidratar. Imagino que quem veio mais atrás, penou. Devem ter sofrido muito. Saindo da USP encontramos uma anjos da guarda que disponibilizaram pedaços de melancia e mixirica. Carreguei em frutas em todos os apoadores. Não passei um em branco. Esse foi meu único alimento nos últimos 36km! Estava com uma fome tremenda...

Antes, na marca de 32km, verifiquei o cronômetro: 3h:00m cravados. Assim o sonho de um dia chegar em 4h:00m se desfez como fumaça. Se bem que meu objetivo era não passar das 4h:30, pela falta de treino e condicionamento do corpo. Com a falta de apoio aí tudo que veio foi lucro. As virilhas também começaram a arder, pelo fato de ter esquecido passar a vaselina. Não dava para piorar mais. A entrada e saída dos túneis era um desafio danado. Perto dos 40km tive início de náuseas e os joelhos começaram a queimar. Assim foi anda, trota, anda, trota até quase o final. Cruzando a marca de 41km tive comigo que iria trotando e nada de andar. Foi bem difícil, confesso. Cruzei a linha de chegada com 4h:18m, no oficial 4h:17m:52s, ou seja, percorri os últimos 10km em 1h:18m, minha melhor marca pessoal de lerdeza. Essa ficará na história desse corredor pré iniciante. Pela primeira vez cruzei a linha da maratona de São Paulo sozinho, nenhum colega... Um grupo de corrida faz falta nessas horas...

Durante o último quilômetro acompanhei (a pulso, como diria o baiano) uma moça que corria toda de preto, num ritmo pouco melhor que o meu. Ao cruzar a linha uns 5 metros a minha frente teve que ser amparada pelos paramédicos e levada de maca. Parei. Sentei. Pensei. Depois de tudo isso, estar em pé sem ter tido qualquer apoio, ir sem nada, foi uma vitória. Sem ser piegas. Estava tudo (forte calor, falta de preparo físico e nenhum apoio) delineado para ocorrer uma catástrofe comigo. Tirando as dôres de sempre estava até que bem saudável. Tinha tanta partes assadas, que na verdade era “frango assado”, literalmente. As partes internas dos pés estavam em carne viva, e o peito do pé bem prejudicado. A pele do osso saliente do fêmur, no final da perna direita, estava bem arranhado. Do mesmo jeito que a prova da semana passada, posto que um pé batia no outro, e o tênis de um pé machucava aquele osso do outro pé.

Outra percepção sobre o quórum da maratona foi de que ao chegar trocamos o chip por 2 sacolas, com conteúdos idênticos. Isso não só para mim, para todos na minha fila. Se não foi pré definido, é porque pouca gente cruzou a linha em maratona. Cada sacola continha 1 torrone, 1 barrinhas de cereal, 1 pão de mel, 1 banana, uma maça. Na barraca ao lado isotônico. A medalha bem feita. Sai do Ibirapuera, tomei um banho, com corpo ardendo de assaduras e vermelhidão do forte calor, e fui para casa de meu irmão tentar outra vitória: final do campeonato paulista de futebol. Com resultado do Santos Campeão Paulista de 2010. O Santos poderia peder por um gol de diferença. Com três jogadores explusos do Santos, a contenda foi dramática e terminou com a vitória de 3 X 2 para o vice campeão, com direito a eles chutarem uma bola na nossa trave nos minutos finais. Haja coração! Troféu levantado e faixa de campeão no peito junto com a medalha da maratona. Tudo vale a pena, se a alma não é pequena, nas palavras do português Fernando Pessoa.

Só temo pelos vários corredores que foram derrubados pela “marvada” (e o calor que a Globo continua a enfiar “guela a baixo” à todos corredores). Espero que nessa altura estejam todos em suas casas, com mais um “causo” para contar aos amigos. Parabéns a todos os combatentes, dos 42km, dos 25km e 10km. Mais uma maratona se foi. Mais uma boa estória escrita. Mas ainda não consegui dominar a “marvada”. Quem sabe em julho no Rio de Janeiro. Quem sabe. Até a próxima contenda.