
Pessoal das corridas dia 04/06/2010, pós-feriadão cristão, participei a 1ª corrida GP Runners, no autódromo de Interlagos, zona sul da capital paulista. As inscrições eram feitas pelo sítio
www.ativo.com, com taxa de R$ 90,00, com opção de participação na prova de 10km ou de 5km. A previsão era de 3.000 participantes, mas menos de 800 combatentes enfrentaram o percurso difícil e os ventos gelados. A organização foi impecável (também por 90 pratas!) e estava a cargo da Revista Runner’s World, da editora Abril, e correu em paralelo com outro evento QRX - Quatro Rodas Experience. Pois bem, o circuito de Interlagos já é conhecido. Participei ali das provas Super 9k e de 40km em revezamento. Não ajudou muito pois estou a 10 dias sem treinar, não a descanso, mas de muito trabalho e estudo. Isso, entretanto, é outra estória.
O clima estava bem frio e pouco sol, com termômetros apontando 15°C. A largada se deu às 08:00, na reta dos boxes. O percurso era formado por 2 voltas no circuito, entretanto, como esse trajeto tem aproximadamente 4,5 quilômetros, a organização fez um ‘complemento’, esticando o trajeto, logo no começo do percurso. O problema era que esse trecho é bem inclinado e ficou bem esquisito correr inclinado para o lado. Para cima e para baixo, nas subidas e descidas, tudo bem, mas essa experiência, pelo menos para mim, foi muito inusitada.
A premiação foi em troféus para os três primeiros colocados, tanto para 10km quanto para 5km e... uma volta numa Ferrari F430.
Cheguei bem tarde ao local da prova, próximo das 07:40 e fui direto retirar o numeral e chip. Tudo bem organizado e com o baixo quórum, ficou ainda mais tranqüilo. Nesse interim encontrei o combatente Colucci. Alinhei e larguei, nem deu para curtir o local. Nessa momento percebi que havia esquecido o cronômetro, assim marquei o tempo inicial pela passagem no pórtico – saí com 15 segundos de prova. Logo de cara tivemos a tal ‘corrida inclinada’. Sem
controle do pace por quilômetro, corri por
controle da respiração. A subida de chegada na reta dos boxes alvejou o portuguesinho e, próximo à torre de número 17, andei por uns 100 metros, respirando e descansando. Por outro lado, devido ao tempo bem frio, passei batido em todos os postos de hidratação e dos dois postos de isotônico. Acho que ganhei alguns segundos. Fechei a primeira ‘perna’ em 24m:20s, que indicava 10km em 48m:40s. Indicava, eu disse...
Na segunda ‘perna’, com o corpo já castigado, a coisa ficou mais difícil. Dessa feita todos postos de isotônico e água foram visitados pelo combatente. A passagem pela ‘corrida inclinada’ parecia que estava em 90 graus e as tangências se tornaram obrigatórias. Nesse quesito percebi que muitos ‘mataram’ o percurso, invadindo a área separada por cones, que delimitavam o trajeto oficial. Paciência. A subida da reta dos boxes nem precisou se esforçar para detonar esse pobre escriba e, novamente, caminhei por uns 100 metros. Cruzei as linha de chegada com o cronômetro do pórtico marcando 50m:10s. Assim, descontando os 15 segundos da largada, terminei a prova em 49m:55s. Dentro das circunstâncias, foi muito bom.
Peguei uma garrafa de isotônico e fui retirar meu kit de chegada e encontrei com Marcelo Jacoto acompanhado de sua mãe, extremamente simpática. Trocamos uma conversa rápida e Jacoto comentou sobre meus treinos intergaláticos na USS Enterprise Vila Maria. Não foi falta de postagens Jacoto, mas sim falta de treinos mesmo. O combatente Jacoto é pessoa muito correta, e está dentro do meu ‘círculo’ de pessoas (isso também é outra estória). O kit final era composto de dois pacotes de 30g de grãos da Quaker. Como continha glúten, veneno para mim, foi dispensado (quem comeu não gostou). E foi só... A medalha bem feita e a camiseta muito boa, só que amarela e foi mais uma que virou presente. Ah! Teve também um squeeze, que veio bem a calhar.
A organização foi muito boa, com grande
staff (por noventa pratas tinha que ser mesmo). A Yescom faz no mesmo local a Super 9K, por R$ 30,00 (inscrições abertas para prova 09/07/2010). Isotônicos e água à vontade no percurso foi também um diferencial especial. Não temos isso nem na Track & Fields. Outra novidade foi envio por torpedo do tempo de prova (bruto), isso perto das 09:30. Mais um ponto para organização. O baixo quórum, contudo, não foi suficiente para testar ‘de verdade’ a organização. O trajeto é mesmo difícil, mas há de se ressaltar que, devido ser pista ser para automóveis, não tem os costumeiros buracos e outras irregularidades de piso que encontramos nas ruas comuns.
Interlagos é muito bom e com Ferrari fica especial. É interessante também termos provas fora do eixo USP-Ibirapuera. Ano que vem, estou dentro (com meia entrada de novo – R$ 45,00).