Pois bem, na tarde de hoje fiz uma rodagem leve de 7,5km para não deixar o corpo se acomodar. O treino se deu com sol a pino, no parque do Trote. Cheguei A largada está prevista para às 18:40, ao lado do estádio do Pacaembú, entretanto se deu às 19:00. Esse atraso, segundo me foi informado, foi a pedido da CET, para tentar organizar o trânsito, que aliás estava infernal a quilômetros do local do evento.
A área de largada foi ao lado do estacionamento do estádio do Pacaembú, e estava dividida em baias identificadas por cores na pulseira: vermelho, amarelo, verde e vermelho. A divisão era pelo pace do corredor, independente do percurso escolhido. Já a diferenciação de percurso era visível pela cor do numeral de peito: branco, amarelo e outra que não percebi. Tudo bem organizado, não é mesmo? Errado! Devido ao atraso da largada, até às 18:45 não havia sido liberada a as tais baias coloridas aos corredores. Assim quando se abriu a porteira, toda essa ‘organização foi por terra. Ficou impossível ao pessoal do staff impedir entrada de qualquer furão. Ficou tudo misturado.
Minha opção era de correr abaixo de 60 minutos e, pasmem, essa escolha me encaminhou para pelotão vermelho, logo atrás dos atletas de elite. Assim aberta a porteira, como disse, me postei a poucos metros da linha de largada. Já que estava uma bagunça geral, não me vi impedido de ficar por ali. Apesar do que não iria atrapalhar mesmo, caso percebesse que estava sendo inconveniente. A bagunça continuou até o retorno no fim da avenida Pacaembú. Tudo por que não tínhamos uma qualidade boa de corredores (podem jogar pedras...) e estávamos todos misturados, por percurso e por pace, entretanto me chamou à atenção a quantidade de casais, senhoras e muitos fazendo o percurso com carrinhos de bebês. Nessa situação a prova satisfez a sua vocação. Explico.
A organização, em diversas matérias pagas, divulgou a filosofia da prova. “Primeiro, ser democrática e permite corredores de todas as idades e níveis, desde iniciantes aos mais experientes, que utilizam a competição como treinos para outras provas com distâncias maiores. Segundo, por ser disputada em um horário alternativo, sendo opção para aqueles que não gostam de correr debaixo de sol forte e com altas temperaturas, como acontece com a maioria dos eventos”. Isso sim foi alcançado. Parabéns a Yescom.
Entretanto o percurso ficou muito complicado. Para descer foi tudo bem, a avenida estava liberada em todas as faixas. Para subir complicou, foram duas faixas para pedestres e uma para veículos. Em alguns trechos ficaram 1,5 faixa para corredores e 1,5 faixa para veículos. Eu não entendi: 1,0 faixa transita um veículo e 1,5 transita... um veículo! Apertaram os corredores sem necessidade. Ressalta-se que na primeira volta eram TODOS os corredores na pista, assim o pessoal do staff pediu insistentemente os para corredores irem para esquerda da pista e outros para direita, para, talvez, tentar reorganizar a coisa. Quando tivemos as passagens do pessoal da elite, foi até engraçado: eles correram na contramão, ou seja, correram no canto da faixa direita no sentido da descida. Hilário.
A minha aventura nos 12km não foi tão interessante: corri ao lado de um corredor que não tinha o braço direito, e lá fui eu tentando acompanhá-lo até o fim. A primeira passagem de 4km foi também ao lado de uma corredora, que se postou a par de mim na largada. Depois ela sumiu e fiquei para trás. Cruzamos o 4km, eu e meu parceiro corredor. Na segunda passagem outra corredora, agora uma nissei, que utilizei como parâmetro. Da mesma forma antes de completar os 8km ela sumiu e eu e meu parceiro cruzamos os 8km.
Na última descida meu parceiro estava mais inteiro e se distanciou. Corri sozinho a última perna da prova. Do começo ao fim corri com a respiração bem forçada e logo de cara a coxa da perna esquerda começou a incomodar, ma consegui suportar os 12km desse jeito. Na derradeira volta corri com a respiração tão forçada que parecia um chiado, muito feio. Era correr assim ou diminuir o ritmo. Continuei com o chiado e tentei manter o pace.
Cruzei a linha de chegada em 57m:31s, isso no percurso do Pacaembú e com todas as voltas de 4km abaixo de 20minutos. Senti falta de ar, que me preocupou muito, mas depois que acalmei melhorou. Ano passado fiz em 56m:19s, mas no ‘planinho’ da USP. Estou satisfeito. Treinei ontem e hoje, e corri razoavelmente, tendo em vista ao condicionamento desse pobre escriba.
Encontrei com 3 colegas: Max Stewers e Edinéia, mas não consegui falar com eles; e o Renílson no final da prova, que ficou em terceiro nos 12km. Nós cruzamos juntos, no mesmo segundo, o pórtico: ele nos 12km e eu ao completar os 8km. Ele me apresentou outro baiano de Euclides da Cunha: Quirino. Ele me disse que corria com Renilson na Bahia, e ficava sempre à frente dele, mas casamento e filhos, fez com que interrompesse sua carreira esportiva (ipsis literis). Agora ele está voltando a treinar e tentará a sorte em Sampa.
Pela organização o ponto negativíssimo foi o caos no trânsito e a muvuca com a mistura dos corredores de diversos percursos com pouco espaço para todos. O problema é que não se tem como resolver isso. Pelo menos na minha percepção sem base de conhecimento específico. Do resto achei muito boa. As inscrições se iniciaram com R$ 30,00, sem a exploração que se abate nas organizações em geral. Aliás, se perceberem bem a Yescom tem cobrado taxa de inscrições satisfatórias, se forem feitas com antecedência. As provas noturnas em geral cobram acima de R$ 70,00. A camiseta e medalha, eu também gostei. Oferecer prova noturna aos praticantes da corrida, também é de se louvar. Tivemos postos de hidratação suficientes e bom isolamento com os veículos. O kit de chegada continha uma maça, uma barrinha de cereal e caixa de bombons da Montevérgine. Não tivemos isotônicos, mas foram dispensáveis.
Bom, agora é descansar que irei enfrentar a meia maratona de São Bernardo do Campo, daqui a algumas horas. Ou vai ou racha... A classificação oficial ficou assim: 1. Gilson Rodrigues de Miranda, 37m:40s; 2. Adriano Bastos, 37m:45s; 3. Renílson Vitorino da Silva, 37m:46s; 4. José Rodrigues da Fonseca, 38m:13s; 5. Edmílson de Cassio Horácio, 38m:48s. Somente achei um colega que completou a prova, Clóvis Claudino Bento, com tempo de 52m:03s. Outra curiosidade o colega de Renílson, de Euclides da Cunha, Quirino ficou em 20 lugar. Êta baiano porreta.























