
Pessoal das corridas dia 07/11/2010 tivemos a execução da sétima edição da prova pedestre mais bonita do planeta: Maratona do Porto, na cidade de mesmo nome, em Portugal. A cidade é a segunda maior de Portugal, e se localiza ao norte do país.
A região é onde tenho meus ascendentes, tanto de pai como de mãe. Famosa pelos vinhos, o Porto também tem atrações turísticas maravilhosas. Voltando ao esporte temos na cidade o grande Futebol Clube do Porto, onde jogou o luso-brasileiro “Deco”. O clube tem 24 títulos nacionais e 2 campeonatos mundiais: 1987 e 2004. Nessa última conquista estava na equipe o brasileiro Diego, que havia sido campeão no grande esquadrão do Santos Futebol Clube, meu time de coração.
As inscrições eram feitas pelo sítio
www.runport.pt, com opção de participação na maratona e corridas de 14km e de 6km, com últimas taxas de 60 €; 20 € e 7,5 €, respectivamente. A largada se deu às 09:00, no Palácio de Cristal e chegada no Parque da Cidade, na avenida da Boavista. A prova bateu o recorde de participantes em maratonas no país, com 1180 atletas, desbancando o recorde anterior que pertencia a prova de Lisboa do ano passado, com 1152 participantes. Desse modo o epíteto de “Maior Maratona de Portugal” agora é de fato e de direito.
A premiação foi de 1. 3.000 €; 2. 2.000 €; 3. 1.500 €; 4. 1.000 €; 5. 750 €; 6. 500 €; 7. 400 €; 8. 300 €; 9. 250 € e 10. 200 €, com extra de 1.000€ para marca abaixo de 2h:12m; 2.000€ abaixo 2h:11m; 5.000€ abaixo de 2h:10; 7.000€ abaixo de 2h:09m:30s e 10.000€ abaixo de 2h:09m. Tal extra nem foi gasto, pois os tempos finais foram desanimadores.
Pois bem, se a organização conseguiu seus objetivos, os atletas deixaram a desejar. O pessoal do pelotão dianteiro fechou a primeira metade da prova em 1h:05m que resultaria em uma marca muito boa ao final, entretanto as condições climáticas desfavoráveis da segunda metade foram decisivas. O forte calor reinou ante ao princípio de chuva que se fazia prever antes do início da prova.
A decepção com o resultado tem seus fundamentos, pois
o recorde da prova pertence ao queniano Lawrence Saina com 2h:09m:52s, estabelecido em 2006, e é também o recorde da modalidade em terras portuguesas. O vencedor foi Alex Kirui com tempo de 2h:14m:25s, um dos piores tempos da história da prova. O registro positivo foi o segundo lugar obtido pelo português Paulo Gomes, veterano de 37 anos, com tempo de 2h:15m:09s, que talvez seja marca necessária para chancelar sua passagem para campeonatos internacionais representando Portugal. O atleta do Quênia venceu com tanta facilidade, que Paulo Gomes, correndo só posto que Kirui estava tão à frente, em determinado momento da prova estava convencido que era o primeiro colocado, mas na passagem dos 40km, ‘percebeu’ que estava em segundo.
“Acabei bem e com um bocadinho mais de ajuda e noutras condições podia ter baixado quase um minuto”, relatou o atleta português.
Desse modo a foto dessa postagem é digna para Paulo Gomes.
A calssificação final ficou assim: 1º Alex Kirui (QUE), 2h:14m:25s;
2º Paulo Gomes (POR), 2h:15m:09s; 3º Anthony Ndungu (QUE), 2h:15m:39s; 4º Kimutai Keter (QUE), 2h:19m:03s; 5º Talam Kipsang (QUE), 2h:20m:54s; 6º Bedada Tola (ETI), 2h:23m:55s; 7º Antonio Fernandes (POR), 2h:24m:25s;
8º Luis Silva (POR), 2h:24m:53s; 9º Thomas Kipkosguei (QUE), 2h:25m:57s;
10º Gil Ferreira (POR), 2h:26m:37s.
Pelo lado brasileiro tivemos somente um concluinte: Nilson de Lima que fechou em 3h:27m:22s.