
Pessoal das corridas 12/12/2010 participei da 44ª Corrida Pedestre Sargento Gonzaguinha, no bairro do Canindé, zona norte da capital paulista. As inscrições eram feitas pelo site
www.yescom.com.br, com última taxa de R$ 45,00, e os kits e chips foram retirados no sábado dia 11/12/2010, no CCFO/PM (
numeral 3177). O evento é parte das comemorações do 179º aniversário da Polícia Militar do Estado de São Paulo e 100º do CCFO - Centro de Capacitação Física e Operacional da Polícia Militar do Estado de São Paulo (antiga Escola de Educação Física da PM - a primeira do Brasil, criada em 1910).
A prova também homenageia o policial militar sargento Luiz Gonzaga Rodrigues, o ‘Gonzaguinha’ que conseguiu dois vice-campeonatos na São Silvestre na década de 1950 e campeão brasileiro e recordista em diversas provas de meia-distância. A prova tem sua relevância, pois conta com a mesma metragem da corrida de São Silvestre e serve de comparativo para aferir a futura performance para dia 31 de dezembro. Outro ponto é que a prova qualificou 10 atletas para pelotão de elite da São Silvestre: 5 mulheres e 5 homens. A premiação foi bem ‘mixuruca’: R$ 3.000,00 para primeiro, R$ 2.000,00 para segundo e R$ 1.000,00 para terceiro e só.
.
A largada se deu às 08:00, na Avenida Cruzeiro do Sul, 548, em frente ao mencionado CCFO/PM e chegada na sua pista de atletismo. O percurso de 15km, exatamente aferido (15.007 metros), é todo plano, sendo que a altimetria acusa pontos de altura máxima e mínima de 740m e 735m, respectivamente. Percorremos a Av. Cruzeiro do Sul e a Marginal Tietê entre a ponte Cruzeiro do Sul e próximo a ponte da Casa Verde; a Rua Olavo Fontoura até próximo a Praça Campos de Bagatelle; atravessamos a ponte da Casa Verde; passamos pela Av. Rudge, retornamos à Marginal Tietê passando sob a ponte das Bandeiras e ponte Cruzeiro do Sul até ao estádio de futebol do Canindé, da nossa associação Portuguesa de Desportos. Pequeno traçado dentro do bairro do Canindé e chegamos novamente à Av. Cruzeiro do Sul. Adentramos o Centro de Educação Física e percorremos parte da pista de atletismo até pórtico de chegada.
Estava um pouco debilitado, pois desde sábado estou com ‘desarranjo’, por ter quebrado minha dieta de celíaco. Tomei um gole de cerveja, com meus alunos (a saideira do ano letivo) e foi suficiente. Os celíacos são aqueles caras chatos que obrigam as empresas de alimentos a informarem se o alimento “contem glúten” nos rótulos dos produtos. Qualquer pitada de aveia, trigo, centeio e cevada (... cerveja) é fatal. Como já havia mais de 5 anos de abstinência total, o “esperto” se achou no direito de sorver um gole de cerveja. Deu no que deu. Hoje, domingo ainda estou um pouco estragado, mas até segunda-feira melhora.
pois bem, em 2008 fiz minha melhor “Gonzaguinha”: 1h:08m. Em 2009 cruzei o tapete de largada uns 15 minutos depois da saída oficial, e a chuva caiu forte. Saí com a organização já retirando o tapete do asfalto e terminei em 1h:16m. Esse ano foi diferente, umas para pior e outras para melhor. Estacionei do lado contrário da ponte Cruzeiro do Sul, sem problemas. Cheguei no local da prova, por volta das 07:30, e encontrei os colegas Colucci, Carlão, Clóvis e Laércio. Ficamos mais para o final do pelotão da largada (que é meu lugar de direito). O calor já se mostrava forte. Aliás tenho comigo que foi a “Gonzaguinha” mais quente que participei. Dada a largada o Carlão e Clóvis debandaram à frente. Devido estar desabituado a correr, esqueci o cronômetro em casa. Percebi isso somente quando todos os colegas olharam para os seus na saída e eu “necas”, contudo não fez tanta falta. O combatente Laércio pagou a penitência de correr comigo até próximo do 7km. Para mim foi ótimo, pois fiz um ritmo bem razoável (para as condições atuais).
O calorão não perdoou ninguém. O primeiro posto de hidratação foi próximo a 3,5km, o que debilitou muita gente. O próximo, já perto dos 7km, acabou de alvejar mais combatentes. A quantidade de pessoas estendidas no chão foi impressionante. Algumas tiveram que ser atendidas por paramédicos. A Yescom havia melhorando muito sua organização, mas nessa prova, a falha foi imperdoável. Lamentável. Eu, acostumado a passar batido em todos os postos nas últimas provas, usei e abusei de todos, sem exceção.
Ao utilizar o segundo posto de hidratação, lá foi o Laércio embora e pude finalmente, reduzir e andar até o final da avenida. Foram aproximadamente uns 300 metros andando e bebendo água, o que me fez bem... instantaneamente, pois o corpo acusou a fadiga de material (como diria Namiuti) e pediu a todo momento um folga. Foram mais 3 “andadas” e que deu por encerrada a disputa da peleja, com uma derrota acachapante. No meio do caminho fui mega-ultrapassado pelo colega Guilherme Maio e, para encerrar com “chave de ouro”, o Carlão, que havia se machucado e não iria nem participar da prova, foi só trotando, me puxou (ou empurrou?) entre próximo dos 10km até 11km, mas também não teve paciência e sumiu à frente, ou seja, humilhação em cima de humilhação.
Dos 11km até os 14km se deram as outras 3 “andadas”, mas consegui ir até o final. Adentramos o CCFO/PM e percorremos a pista de atletismo, com piso de pó de carvão, que pelo calorão, não incomodou como no ano passado. Em 2009 saímos todos com os tênis e canelas “pretas” pelo carvão. Menos mal. Como estava sem cronômetro não tenho a minima idéia do tempo no percurso, mas pelo menos não cheguei machucado ou cansado. No final encontrei os colegas na tenda da “Corre Brasil”, como Luis; Eduardo; Reginaldo; José Maria e Karina dentre outros.
A organização da Yescom foi razoável. Tivemos uma excelente retaguarda do pessoal da policia militar; mas não houve de postos de hidratação a contento, que aliás poderia acarretar uma catástrofe (sem meias palavras); o kit de saída foi insatisfatório: duas maçãs, uma barrinha de cereal e um micro (isso mesmo) torrone (2009 foi igual, mas com uma maça só). nada de isotônicos. A camiseta foi melhor que de 2009, amarelo gema-de-ôvo, mas de 2010 é branca e mais bem desenhada. A medalha também melhorou muito, pois a do ano passado foi horrível.
Retornando à prova, temos que é dos cruzeirenses. A saga cruzeirense está assim: Em 2000 a vitória coube a Romulo Vagner, com 45m:10s. Em 2001 mais um cruzeirense Valdenor Pereira dos Santos 44m:30s. Em 2002 tivemos o bicampeonato de Romulo Vagner com tempo de 45m:00s. Em 2003 Marílson quebrou a escrita faturando com 44m:23s. Em 2004 tivemos mais um bicampeão cruzeirense, com Valdenor Pereira dos Santos, que venceu com 44m:44s. Em 2005 tivemos a exceção de nacionalidade, a vitória do queniano Rugut Nahashon com 45m:06s. Em 2006 João Ferreira de Lima retomou o bastão cruzeirense faturando com 45m:43s. Em 2008 e 2007 foi a vez de outro bicampeão cruzeirense, Luiz Paulo da Silva Antunes venceu com 45m:48s e 45m:43s, respectivamente. Em 2009 Franck Caldeira de Almeida confirmou a escrita vencendo com 45m:40s. Em 2010 novamente Grande Marílson dos Santos derrubou os cruzeirenses vencendo a prova. Não adianta GMGS só corre no Brasil para vencer.
A classificação oficial ficou assim: 1. Marílson dos Santos, 44m:24s; 2. Israel dos Anjos, 46m:10s; 3. Valdir Sérgio Oliveira, 46m:42s; 4. Luis Paulo da Silva Antunes, 46min50s; 5. Rafael Santos de Novais, 47m:06s; 6. José Saraiva Frazão Júnior, 47m:33s; 7. Gladson Alberto Silva Barbosa, 47m:53s; 8. Fábio Nascimento, 47m:58s; 9. Ivanildo Dias de Souza, 48m:01s; 10. Cláudio Ferreira, 49m:31s.
.
A semana que vem irei correr a meia maratona de Alphaville. Se vou conseguir cumprir eu não sei. Para finalizar peço desculpas aos leitores pelo abandono temporário da nossa página. Foram inúmeras atividades acadêmicas e profissionais que me impediram de atualiza-la. Entretanto acho que muitos nem sentiram falta e pensaram: "UFA! até que enfim esse portuga sumiu de vez!!". Valeu!
Eis a relação dos amigos da Corre Brasil e Playteam: