Retornando ao kit de entrada, a curiosidade era que o numeral era feito de pano, ou material têxtil semelhante, muito simples. Aliás como toda a prova. Outro ponto diferente é a ausência de chip, que ao final percebi que nem foi necessário. A lista de combatentes não chegou a 300, e a prova, como dito, era uma típica “corta-mato” (ou cross-country como dizem por aqui), logo não houve mesmo a necessidade de muita frescura. A organização esteve a cargo do Rotary Clube de Ribeirão Pires que informou que a verba seria destinada para obras assistências da entidade. A premiação consistiu somente em troféus: aos 10 primeiros no geral e 5 primeiros nas faixas etárias.
Saí de Sampa já com garôa forte, que me deixou um pouco apreensivo com a condução do trajeto da corrida. Minha única experiência em “corta-mato” não foi lá muito boa. Foi na Corrida das Torres, no litoral paulista. Por muito pouco não caí (e vi gente caindo) nas ribanceiras, posto que a trilha se deu, em grande parte, nas beiradas dos morros. Entretanto, como diz o hino luso, vamos “às armas...”, ou o brazuca “filho teu não foge a luta”. Depois da dificuldade para chegar ao local do evento, tudo passou a ser mais tranqüilo. O local continha espaço suficiente para estacionar as viaturas. A retirada dos “panos numerados” sem tumultos. Nesse ínterim encontrei com os calegas Americo Gabriel Salles; Alberto Lu Pei Yuan; Leandro Mário da Silva; Max Stewers Oliveira; Fábio Rogério Silveira Namiuti; Marcelo Jacoto, Luis Fernando Pagliusi
A largada foi a uns 200 metros da concentração ao som dos escapamentos das motos de cross, bem interessante. Fui alinhar com o colega Luis Fernando e a largada se deu com um pouco de atraso (não marquei...). Logo de cara uma subida de paralelepípedos um pouco íngreme com um trecho de terra bem enlameada. Até aí tudo ia bem, mas mais adiante começou a “trilheira” propriamente dita. Somente havia espaço para um corredor de cada vez, logo as filas de corredores a minha frente (e atrás também) eram constantes. No meio do percurso tivemos o “trecho ferroviário” da prova. Ora correndo sobre os trilhos, que castigaram o combatente, posto que ou as pedras estavam acima do nível dos dormentes dos trilhos, dificultando a pisada, ora estavam bem abaixo, obrigando a pisar sobre os dormentes, impingindo passadas curtas ou muito largas, cansando os guerreiros. A solução era ficar às margens dos trilhos, mas também era por pouco tempo, pois o percurso interrompia-se de tempos em tempos, e lá subia o portuguesinho aos trilhos. Esse vai e volta aos trilheiros cansou ainda mais o combatente...
A segunda inserção na mata foi mais pesada, posto que os corredores já estavam cansados, e eu exausto. Os joelhos começaram a arder e as pernas já não respondiam ao trajeto determinado pelo cérebro. Saímos da mata e voltamos ao trecho urbano de terra. O estômago roncando era a única manifestação positiva da carcaça. A partir dali eu não tive mais condição de acompanhar os demais corredores (ou aventureiros...). As subidas se tornavam invencíveis e andei muito mais que trotei (nem se aventou a possibilidade de correr!). Sem gás, nenhum foi só esperar o término da prova. Perto do final passamos ao lado de uma padaria que lançava o cheiro do frango assado. Confesso que se tivesse levado dinheiro, de certo faria um pit-stop para assegurar o lanchinho da volta.
Fora essas duas fases trilheiras tivemos uma parte “urbana”, pequena mas tivemos. O problema foi que a interrupção do tráfego se deu com a prova em andamento, e em alguns pontos ficamos à mercê do bom senso dos motoristas, que não é lá muita garantia. Terminei a contenda com tempo líquido de 2h:06m:19s, logo asseguro que o percurso não continha sequer 20km. Aliás a marcação de quilometragem foi deficiente. Destaco a até mesmo que faltaram muitas marcações de quilometragem. Kit de chegada continha uma banana, um pacote de bolachas, um garrafa de suco. A medalha bem simples, ornando com a prova. A camiseta ainda não apreciei. O problema da falta de chip foi resolvido com uma “aproximação de tempo”, posto que a entrega do “pano-numeral”, resultou em marcação de tempo manual. O meu deu uma diferença de quase um minuto.
O maior presente mesmo foi acabar bem acabado e bem enlameado. Passei o resto do dia e o dia seguinte inteiro com dores nas pernas, mas valeu! A volta teve a boa companhia do Marcelo Jacoto, que havia chegado de Portugal em entregou uma prenda ao portuguesinho. Vamos a próxima meia maratona...

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Coisa para os bravos, combatente Nadais. Parabéns pela participação e pelo belo resultado, dado as muitas circustâncias adversas.
Ass.: Guilherme.
Satisfação em revê-lo, grande combatente Nadais! Parabéns pela participação e bom resultado nessa prova, que de fácil nada teve. Abraço e até as próximas!
Parabens Nadais, realmente foi uma prova bem dificil, terminei cheio de lama, mas valeu a pena gostei. os resultado ta no site da ativo.com e as fotos que são gratuitas esta no site da costama.com.br, e so acessar o link fotos. abraços!!!
Eu participei dessa prova e foi a melhor de todas até agora, simples, barata e totalmente livre de frescuras. Ano que vem estarei lá., presente!!!
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