Pessoal das corridas dia 10/07/2011 participei da etapa de Santana do Circuito SESC de Corridas. Lembrando que no dia 26/07/2011 o bairro de Santana completará 229 anos de existência. As inscrições eram feitas pelo sítio da Webrun, com taxa de R$ 8,00 para associados SESC e R$ 16,00 para não associados (2010- R$ 8,00 e R$ 16,00; 2009- R$ 5,00 e R$10,00, respectivamente) Depois de um aumento de 60%, de 2009 para 2010, a taxa se estabilizou. Houve ainda opção para caminhada de 3km e uma prova infantil. Como sempre o viés das corridas do SESC é mesmo a oferta de uma atividade física de qualidade, dispensando percursos para 'fazer tempos bons' ou de longa quilometragem.

O numeral (1589) foi retirado no dia 09/07/2011, véspera da prova, entre 10:30 e 18:30, no próprio SESC Santana, localizado na avenida Luis Dumont Villares, 579, Santana. Lá encontrei o combatente Carlão e sua esposa, bem como o Ricardo Riso (agora se aventurando no triátlon), e conversamos bastante. Outra experiência positiva foi de ouvir a jornalista/corredora Yara Achôa dando suas impressões aos corredores sobre esse binômio tão interessante, em ao contrário de que ocorre com demais jornalistas esportivos, de outras modalidades, que sequer praticam o esporte que acompanham.

Para chegar ao local da prova foi muito simples e também muito rápido. Saindo daqui dos E. U. de Vila Maria (república autônoma encravada no Brasil, tal e qual o Vaticano na Itália) segui até o fim pela rua Maria Cândida desde o estádio Olímpico de Vila Maria (vulgarmente chamado de Parque do Trote), atravessando a fronteira próxima a Avenida Joaquina Ramalho. Ao final cruzei com a avenida Luis Dumont Villares, palco da contenda. Tudo isso se passou em menos de seis minutos. Brasil e E. U. de Vila Maria têm uma rusga sobre bairro de Santana. Moradores antigos atestam que o Brasil se apossou ilegalmente desse território (bairro de Santana), contrariando o Tratado de Dona Joaquina. O caso é similar ao do Uruguai com o Brasil, pela região fronteiriça com Rio Grande, ou a do Brasil com a Bolívia, pelo domínio sobre o Acre. Talvez ainda seja represália aos lusos, pois aqui temos a maior quantidade de 'tugas' por quilômetro quadrado, fora de Portugal.

Pois bem, o chip, como costume, foi entregue no dia e local da prova, através da 'senha' do numeral. A viatura ficou a uns 2 quarteirões da concentração, por pura preguiça de chegar mais cedo. Saí de casa às 07:40 e aportei no Sesc em cima da hora. Retirei meu chip e encontro os combatentes Laércio e  Cleber (vulgo Clebão), e lá fomos alinhar, pois já tardava a largada. Entretanto nem foi necessário, posto que a largada atrasou pelo menos uns 5 minutos. Conversa estava tão boa, que nem foi sentido o atraso, entretanto o frio não nos deixava 'esquecer' da largada. O locutor ameaçou um aquecimento bem esquisito, mas o ponto marcante mesmo foram as palavras de incentivo do Vanderlei Cordeiro de Lima. Esse é um dos poucos ícones do esporte de ‘pernas que correm’ que respeito (fora o GMGS, é claro...).


O percurso da presente peleja foi o seguinte: largada na avenida Luis Dumont Villares, 579 (em frente ao SESC), seguindo pela avenida Leôncio de Magalhães, dobrando primeira à direita temos a rua Nogueira Aciolli (uma forte subida de paralelepípedo), contornamos o Parque Domingos Luís, seguimos pela rua Pedro Cacunda (outra subida menos íngreme, mas bem maior que a anterior. Cuidado que engana...) e adentramos a avenida Luís Dumont Villares até chegada no SESC. Nesse último trecho temos um ‘grampo’, formado na rua Viri, para que se completasse essa ‘perna’ em 3km. A prova completa de 6km compõe-se em duas voltas nesse circuito.

O clima estava frio e corri respirando forte o ar gélido da manhã, que deixou o portuguesinho com pulmões prejudicados (acompanhando o restante do corpo), mesmo correndo com blusa de manga comprida, e a parte de cima do abrigo de nylon, que me deu alguma proteção. Fomos então pari passu, eu e o combatente Laércio, com o Clebão mais atrás. A subida, logo de cara na primeira ‘perna’, deu para agüentar, entretanto percebi que a ‘maionese ameaçava desandar’. Por que? Porque um camarada com roupa de homem-aranha, óculos de sol, mochila nas costas e dando 'tchauzinho' para a galera, passou por mim como manteiga no pão. A humilhação estava feita. Tentei acompanhar o ‘aracnídeo’, mas não deu. Do mesmo modo o Laércio não se conteve com a humilhação lusa e também sumiu na poeira.

Como no ano passado, as subidas do trajeto castigaram um pouco o portuguesinho, e fui como, novamente, uma romiseta tentando subir a rodovia dos Imigrantes. O frio não obrigou o luso a utilizar qualquer posto de hidratação, sendo que faltando uns 2 quilômetros tirei o abrigo e o amarrei na cintura. Corri só pensando no ‘homem-aranha’ e cronometrei somente o primeiro quilômetro: 05m:30s, entretanto consegui um pace menos ruim depois disso e fechei a prova em 29m:57s, ou seja, um sub 5m:00s/km. Em 2010 também não foi muito bom, quando terminei em 29m:47s.

No fim retirei meu kit de chegada contendo um isotônico, uma maçã, uma barrinha de cereal e um sanduíche. A camiseta, que foi entregue antes, junto com o numeral, não é ruim, pelo contrário, mas ainda peca na côr. A medalha é que veio bem diferente. Como o mote das corridas em geral aos poucos vem acompanhando a linha ecológica, veio fabricada de papelão. A própria entrega das ‘prendas’ finais não vieram em sacos plásticos de costume. Se for para o bem do planeta, sem problemas, não é mesmo? Agora é treinar pelo menos duas vezes na semana rodagens leves e duas na academia, sem muita força. Vamos indo... Em tempo: o garmim 405 ainda continua inoperante...

6 Click aqui para comentários:

G.M. disse...

Essa da Romiseta subindo a Imigrante foi ótima, Combatente Nadais!
Parabéns por mais 6 km na caderneta.
Uma boa semana para você.
Ass.: Guilherme.

Regis..."amocorrer" disse...

Nadais,,,senscaional....romiseta subindo a imigrantes....ri muito..fora isso..parabéns por mais uma prova completada!

Anónimo disse...

Parabéns pelo excelente pace, pois o percurso foi difícil, eu também fui humilhada pelo aracnídeo, adorei o relato.

Anónimo disse...

prezado a sua aventura com o homen aranha foi realmente muito inusitada,parabens ! quanto ao material da medalha, se trata de mdf um tipo de madeira ecologica certificada .
Morato

Vivendo a Vida Correndo disse...

Parabéns pelo resultado, não conhecia esta prova, precisamos ter mais prova com um preço mais atrativo assim.
Uma ótima semana e bons treinos.
Um abraço
Fernando Moura
www.vivendoavidacorrendo.blogspot.com

Rinaldo disse...

Olá Nadais,

Aquele Homem-aranha realmente estava se destacando na paisagem, parecia até que a São Silvestre tinha chegado mais cedo neste ano!

Parabéns pela prova!

Claudio Rinaldo
http://numerodepeito.blogspot.com/
http://cicloviadigital.blogspot.com/

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