Pessoal das corridas dia 07/08/2011 participei da etapa São Paulo do Circuito Meia Maratona Asics, denominada Golden Four Asics. Esse circuito é composto por quatro meias maratonas: São Paulo, Rio de Janeiro (26/06), Belo Horizonte (27/07) e Brasília (06/11). A idéia, dito pela organização, é aplicar a experiência da empresa em provas no estrangeiro para o Brasil. As inscrições eram feitas pelo sítio www.golden4asics.com.br com taxa de R$ 95,00, limitada a 5.000 inscritos e exclusivamente para percurso de 21km, sem outras opções. A premiação foi da seguinte forma: 1º R$ 4.000,00; 2º R$ 2.500,00; 3º R$ 2.000,00; 4º R$ 1.000,00; 5º R$ 500,00.

A entrega do chip descartável e numeral se deu no sábado que antecede a prova das 8:00 às 18:00 na GOLDEN FOUR ASICS EXPO montada na FECOMERCIO, localizado na rua Plínio Barreto, 285, bairro da Bela Vista, pista lateral na avenida Nove de Julho, a poucos metros do túnel Nove de Julho (mais paulista que isso só se fosse correr na avenida Paulista e retirar o kit no MASP!). Haviam muitas atividades paralelas à entrega do numeral e chip, mas nem fiquei para conferir. Ao retirar a camiseta da prova o inscrito poderia gravar seu nome nela (ou algo que achasse conveniente). Essa é uma maneira inteligente de criar um vínculo entre a camiseta (propaganda da marca) e o corredor.

A largada se deu ponte Estaiada, ao lado do complexo da Rede Globo e a chegada no Jockey Clube de São Paulo, localizado avenida Lineu de Paula Machado, próximo a USP. A organização disponibilizou, a custo de R$ 15,00, a locomoção entre os dois pontos, outra opção era ir de trem ou de ônibus, entretanto eu optei por ir de carro. Encontrei a Jacke na ponte Cidade Jardim, ao lado do local de chegada, onde deixou seu carro. Ainda esperava encontrar o Rogério Tavares, mas esse mudou de planos. Para chegar ao local da prova foi pegar a marginal do rio Tiête e Pinheiros, sucessivamente. Estacionei a viatura próxima ao prédio da “Vênus platinada” e os ‘flanelinhas’ pululavam ao montes, assim me afastei um pouco da ‘zona de guerra’ para local mais ‘livre’. Isso já era próximo das 6:45, ou seja, em cima da hora de largar.

No trajeto da viatura até a área de largada, verifiquei que havia esquecido o chip, assim retornei a viatura e para minha surpresa (ou não...) o batalhão de flanelinhas simplesmente havia desaparecido. Assim, feito a coleta da taxa de guarda dos veículos, eles sumiram, deixam os carros a toda sorte. A largada se deu pontualmente às 07:00, entretanto só cruzei a linha 10 minutos depois, posto a contingência do chip. Larguei bem tranqüilo em ritmo de treino. O céu limpo dava sinais que o calor ia ser uma variável relevante na prova. Havia também analisado o percurso e percebi, sem muito apuro, que não haveria problema com a altimetria, logo era dosar o ritmo, pois uma coisa é correr à noite no frio em percurso totalmente plano e medindo 8km, como a corrida de sábado passado. Outra era uma meia maratona sob o sol e, ainda mais, que não fiz qualquer treino durante a semana.

Fiz um pace médio próximo de 5:00m/km e assim foi. A organização foi muito bem em vários quesitos. Primeiramente a cada 3km tivemos posto de isotônicos E de água, que veio bem à calhar. Eu não dispensei nenhum e me ajudou bastante. O inconveniente é que a cada posto de isotônico eu andava uns 30/40 passos para poder beber com tranqüilidade, mas não fez uma diferença tão grande no final. Levei comigo 2 sachês de gel: um para 9km e outro para 15km. Como de costume emparelhei com alguns corredores para tentar não entrar na ‘zona de conforto’ e consegui manter um pace consistente variando entre 5m:05s e 5m:10s/km, que também não lá essas coisas. No meio do caminho encontrei o Fabio Namiuti e trocamos algumas poucas palavras. Ele me pareceu um pouco cansado, mas a viajar de SJC até Sampa na madrugada e largar às 07:00, com um sol daqueles na ‘moleira’ não é mole (desculpe o trocadilho...). O Marcelo Jacoto eu avistei bem à frente de mim e nem tentei alcançá-lo.

Conforme os ‘coelhos’ iam gradativamente fugindo ia elegendo outros. Assim o segunda parte da prova, infelizmente, não foi como a primeira (12km em 1 hora cravados) e terminei a prova em 1h:48m:55s, que dá pace médio de 5m:11s/km. Não é ruim, mas poderia ser melhor, entretanto descontando a perda de 15 segundos a cada 3km, até que me contentei. Ao final me dirigi a tenda dos ‘twittersrun’ e encontrei o Colucci, o P.A., Marcão, Clóvis, Carlão, dentre tantos colegas. O Marcão faturou a medalha especial para os “TOP100”, ou seja, ficou entre os 100 primeiros no geral. Não é para qualquer um! Fiquei na expectativa de ver o colega Namiuti, mas acho que o perdi na multidão. Esperamos também o Rogério Tavares também não apareceu. A Jacke, que havia deixado o carro na chegada, me deu carona até o local da largada, onde deixei o meu.

A organização foi muitíssimo boa e fez jus às 95 pratas cobradas. Como já comentei em post’s anteriores, correr a maratona de São Paulo por R$ 55,00 e querer uma corrida sem falhas é ter pensamento poliano, que me desculpem. Após a prova tivemos isotônico, bananas, um sanduiche e uma barrinha de cereal. A camiseta, como dito, era bem feita e customizada e a medalha bem desenhada. Foi dado aos inscritos um vaucher para um almoço de massas, que, segundo a organização, se daria a partir das 12:00, entretanto não tenho conhecimento de como se deu tudo isso. Todo o percurso bem demarcado e isolado, ressalva para o trecho dentro da USP, com infindáveis quebras de direção e vai-e-voltas cansativos. A curiosidade, que não tem especificamente nada haver com diretamente com essa corrida, é que vi grande quantidade de corredores com tatuagens no corpo, grandes e muito coloridas. Muito interessante...

Fiquei com as pernas incomodadas até terça-feira, mas hoje, quarta-feira, tudo voltou ao normal. Dessa vez o fôlego não foi o problema, como da corrida anterior, ainda mais que amainei bem o ritmo. Essa semana, eu tive o retorno às aulas, tanto para ministrar quanto para assistir, o que reduz muito o tempo ‘livre’ (se é que tenho algum...) para treinar, entretanto vou tentar, pelo menos, fazer dois treinos por semana: quintas e sábados pela manhã. Outra novidade interessante é que a Jacke conseguiu ‘transportar’ o meu GARMIN 405 da Polônia para Brasil. Agora pelo menos consigo ler o menu do equipamento. Vamos ver então como funciona o ‘brinquedo’. Boa semana a todos!

3 Click aqui para comentários:

Jacke Gense disse...

Grande Nadais.. voou como sempre...
Agora quero ver usar esse super companheiro.. Garmin.. vai viciar nele :)

bjs

Vivendo a Vida Correndo disse...

Parabéns pela prova.
Um abraço e bons treinos !!!
Fernando Moura
www.vivendoavidacorrendo.blogspot.com

satrijoe disse...

Nadais,

eu não posso acreditar que chegamos a tirar uma foto juntos lá na tenda e eu não tive a oportunidade nem de te cumprimentar decentemente. Que lamentável...

Passada a frustração, parabéns pela bela prova, apesar do pequeno esquecimento na largada. Pelo visto não afetou muito o espírito, né? Também gostei da prova. Vou escrever meu relato nestes próximos dias.

E qual será o próximo desafio?

Abraços e bom fim de semana,
Shigueo

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