Pessoal das corridas dia 29/01/2011, no sábado, participei da 45ª Prova Pedestre de São Sebastião, no centro da cidade de Bom Jesus dos Perdões, distante, aproximadamente, 70km da capital paulista, entre Atibaia e Nazaré Paulista. Para chegar lá peguei a Rodovia Fernão Dias (BR-381) até primeira saída do 36km, onde há placa “PIRACAIA/JORDANÓPOLIS”, que me levou à Rodovia Dom Pedro I (SP-065), no 74km, depois pela saída 65km, peguei a avenida Santos Dumont, que corre paralela a “Dom Pedro”. Ao avistar um pórtico à direito, com duas estátuas de anjos, você está no centro de “Perdões”. Do pórtico já se vê a igreja Matriz, local da largada. No caminho foi um calor de matar, chuva rápida e forte, e tempo fechado. Tudo em pouco menos de uma hora. Na “Fernão Dias” temos um pedágio no 65,5km, no valor de R$ 1,30. Começarei a colocar essas referências de trajeto, pois eu, particularmente, sofro sem uma GPS, e assim fica arquivada tal informação para edições posteriores.Saí muito cedo para a prova e cheguei com mais de 2 horas de antecedência. Fui até o centro esportivo municipal, e retirei meu numeral e chip (numeral 243). As inscrições eram feitas pelo sítio da runnerbrasil. Com um sol para cada habitante da cidade, estacionei a viatura na sobra e passei o tempo lendo um livro: “Crítica a Razão Pura”, de Kant, posto ter um trabalho para entregar na segunda-feira, dia 31/01, na USP. Não tinha muito haver com o momento, mas tempo é mercadoria escassa para esse portuguesinho. Comprei refrigerante para tentar aplacar o calor. A largada estava marcada para às 17:00, assim às 16:45 saltei da viatura e fui me juntar ao bando de malucos que enfrentariam as “lombadas perdoenses”. O local da largada foi atrás da igreja matriz, no horário indicado. Então fomos eu e Kant...
O trajeto é complicado não há subidas invencíveis, entretanto TODAS minaram a resistência do combatente. Meu colega Fábio Namiuti afirmou que o percurso é tranquilo, mas eu sofri bastante com os 8,6km, sendo ida e volta em trajeto de 4,3km. Logo no início tivemos posto de hidratação e, com o solão, não foi tão antecipado. Aliás, durante todo o trajeto tivemos hidratação à contento. Foram muitas subidas e descidas e também com muitas curvas. A restrição ao tráfego foi relativa, posto que em alguns pontos tivemos veículos que ‘furaram’ e, pasmem, vieram a par dos corredores. Foram poucas ocasiões, mas ocorreram.
A primeira parte da prova, enquanto o combatente teve gás, foi razoável. Correndo aos sons dos ‘guinchos’ acho até que assustei alguns corredores, posto que meu maior problema não é, de todo, o condicionamento físico e sim a falta de fôlego. É só tentar acelerar mais um pouco e lá vem o ‘guinchamento’, pela respiração extremamente forçada. Fechei a primeira parte da prova, com 4,3km, em 20m:07s, excelente tanto pela quilometragem, quanto pelas pirambeiras enfrentadas. A segunda parte, o retorno, complicou muito, e o ritmo ficou prejudicado, com 4,3km em 21m:46s (Split ultra mega negativo), perfazendo um total de 41m:53s para os 8,6km, que corresponde a 4m:52s/km. Classifiquei-me em 112/191 no geral e 13/21 na categoria. Não foi péssimo, mas não foi bom.
Ao final da prova retornei a viatura e adentrei o centro esportivo, que disponibilizou vestiário e chuveiro quente. Mesmo com o clima a água quente ajudou a relaxar a musculatura (??) do combatente. Banho tomado, roupa trocada, subi novamente à praça da igreja matriz e jantei no estabelecimento pertencente à paróquia (pelo menos é o que me pareceu), com custo de R$ 6,00. Assim, totalmente saciado, voltei para Sampa, feliz com o prova. Foi uma boa viagem e uma boa corrida.
O kit de chegada continha um suco de frutas (Kapo), um pacote de cookies de 140g, uma maça (vermelhíssima), uma banana, 2 pequenos (pequenos mesmo) sachês com mel e copos de água. Englobou componentes razoáveis para a recuperação dos corredores. A camiseta não dá para usar em treinos, pois foi confeccionada para uso comum. Não tivemos medalhas mais uma lembrança que lembra um troféu. A organização foi muito boa, embora para uma prova tão tradicional (45 edições) poderiam dar maior proteção aos corredores nas ruas, mas foram ocorrências pontuais. Tivemos todas as marcações de quilometragem e postos de hidratação à contento. Controle de tempo por chip e possibilidade até de inscrição pouco antes da prova, mas com taxa de R$ 45,00 (para forasteiros). Foram 53 concluíntes mulheres e 191 homens.
Recomendo a prova a todos essa prova. É simples, mas respeita os corredores. Não é longe de São Paulo, não explora os corredores (apesar que a taxa de inscrição saiu de R$ 10,00 para R$ 35,00 em 4 anos -> 250% aumento) e a cidade é acolhedora, com cara de “interiorzão” (pessoal a cavalo eu vi aos montes). O kit de chegada é apropriado e a estrutura paralela da cidade ajuda, como vestiário e chuveiro do centro esportivo e refeitório da paróquia. Vale das uma escapada. Ano que vem eu volto.
Eis a classificação oficial: 1. Ederson Vilela Pereira, 25m:42s; 2. Edson Tibúrcio Alves, 26m:13s; 3 Antonio Pedro da Silva Sales, 26m:55s; 4. Glênio Caetano Rodrigues, 27m:26s; 5. Nelson Korb, 27m:44s. Problema: só saiu na listagem o tempo bruto.




