O trânsito estava todo congestionado para quem vinha de Santana para Pacaembú. Parado e temendo pelo pior, estacionei a viatura próximo ao fórum criminal, na Barra Funda. Foram quase 4km de lá até a largada. Como relatei, nem perguntei se estava captando sinal do chip, assim na mesma tocada, sem parar, cruzei a linha de largada e lá fui eu. Não tinha muitas esperanças, pois continuo sem treino, e ainda mais no domingo passado não participei de nenhuma prova. Logo a inércia havia tomado conta do corpo.
Correndo SAC (sozinho, atrasado e cansado) só encontrei algum corredor no final da avenida Pacaembú. Até o 4km o pace ficou abaixo de 5:00/km, devido a “emenda” de chegar e largar, mas o cansaço veio e fechei o 10km em 52m:25s, que por sinal não foi tão mal, posto serem inicialmente 14km rodados. Nesse interim cruzei com colega Rogério Lagos, que me acompanhou por "10 metros" (palavras dele, rss). Uma curiosidade nessa primeira parte foi que o Grande Marilson Gomes dos Santos – GMGS - passou por mim, no trecho do elevado, num ritmo impressionante. Fiquei olhando para trás e não vi o segundo colocado. Já esperava uma “goleada” de GMGS.
Passando para segunda metade da prova, o tempo continuou quente e continuei utilizando todos os postos de hidratação, mas o calor foi, aos poucos, derrubando o combatente. Nos 11km e 16km utilizei os sachês de gel. HAVIA posto de isotônico, mas estava SEM isotônico, somente aquele monte de saquinhos no asfalto grudento. Novamente a Yescom se utiliza desse expediente, desastradamente, priorizando os corredores da dianteira, que pagaram o mesmo valor que os corredores que estão mais atrás. Isso fere um princípio da isonomia entre os participantes. Deveriam rever isso. Ponto Negativo.
Continuei tentando não sucumbir ao calor e as subidas. Após a prova a pele ainda ardia (não trouxe protetor solar...). A última subida, a da avenida Pacaembú, que já estou acostumado, parece que não terminava nunca. Emparelhei com um corredor e ele fez menção a caminhar, incentivei-o e ele, retribuindo, foi comigo, um empurrando o outro, quase até o final. Cruzei a linha de chegada em 1h:59m:39s. Foi ruim eu sei, mas só de terminar abaixo de 2 horas, deu incentivo a voltar a treinar a partir de meados de março. Meu histórico no evento ficou assim 2007- 2h:08m:10s; 2008- 1h:44m:11s; 2009- 1h:44m:55s, 2010- 1h:48m:16s e 2011- 1h:59:39s. (P.S. não riam...)
Pois bem, acabando a prova não havia indicação para que lado seguir. Depois de vários questionamentos, me dirigi ao local de entrega de chip, por sinal muito apertado, e causou pouco de irritação aos corredores. Problemas nesse quesito não houve em provas recentes da Yescom. Ponto Negativo também...
O kit de chegada foi razoável, contando que já havíamos recebido dois sachês de gel com o chip. Tivemos uma maça, duas barrinhas de cereal, um torrone, um mini pão-de-mel. Na fila do isotônico outra surpresa: também já tinha acabado. Isso era 10:30 e tivemos corredores chegando até pelo menos até 11:30. Esses precisavam MAIS que dos que ficaram na frente. A oferta de isotônico é um problema recorrente que nunca se resolve eficientemente, mas uma empresa do porte e responsabilidade da Yescom não pode (e não deve) ter esse tipo de problema. Ponto Negativo...
Agora a corrida “de verdade” foi do Grande Marilson Gomes dos Santos – GMGS – que chegou em primeiro, com tempo de 1h:03m:12s, à frente quase dois minutos do segundo colocado, que foi, nada mais nada menos, Paulo Roberto de Paula. Com essa performance GMGS quebrou o recorde da prova que pertencia ao queniano Kiprono Mutai, com 1h:04m:02s estabelecido em 2008. Não foi lá um “bom tempo” de GMGS, posto que sua melhor marca é de 59m:33s, estabelecida em Udine, Itália, no Campeonato Mundial de Meia Maratona de 2007. "Estou muito feliz com o resultado, é um bom jeito de começar a temporada. Vim bem preparado para a prova, mas não pensava em tempo", relatou o campeão. Agora é esperar dia 20/03/2011 para vê-lo brilhar na Meia Maratona de Nova York.
Curiosidade final, lá pelas 11:00, fui embora para casa, me despedindo do pessoal na tenda da “CORRE BRASIL” e avisto quem, andando sozinho, carregando suas próprias coisas. Isso mesmo, Marílson. Mesmo cansado e com o filho Miguel a sua espera em casa, pacientemente atendeu a quem o solicitava para uma foto. Pode parecer tietagem, mas GMGS merece o respeito de todos, pelo sua humildade e capacidade, coisas que não andam juntas nos esportistas em geral.
O resultado oficial foi o seguinte: 1- Marílson Gomes dos Santos, 1h:03m:12s; 2- Paulo Roberto Almeida Paula, 1h:04m:58s; 3- Damião Ancelmo de Souza, 1h:05m:27s; 4- Valdir Sérgio de Oliveira, 1h:05m:37s; 5- João Ferreira de Lima, 1h:05m:42s; 6- Franck Caldeira, 1h:05m:45s; 7- Sérgio Celestino da Silva, 1h:05m:47s; 8- Titus Kosgei Kibii (Quênia), 1h:05m:58s; 9- José Márcio Leão da Silva, 1h:06m:06s; 10- Jean Carlos da Silva, 1h:06m:19s. Guiomar Pereira da Silva, campeão de 2010, ficou em 12 colocação.
Relaciono alguns dos colegas concluintes: Reginaldo dos Santos Ilário Costa, 1h:28m:49s; Leandro Mario da Silva, 1h:29m:21s; Marco Antonio de Oliveira, 1h:30m:14s; Eduardo Kenji Yamasato, 1h:31m:53s; Sidney Gonçalves da Silva, 1h:34m:03s; Clóvis Claudino Bento, 1h:34m:08s; Paulo Augusto Viana Santos, 1h:34m:08s; Laércio Pereira do Vale, 1h:35m:55s; Carlos Alexandre Batista Ribeiro, 1h:35m:56s; Marcelo Jacoto, 1h:57m:31s; Guilherme Maio, 1h:54m:57s; Ricardo Tadeu Riso, 1h:49m:59s; Fábio Rogério Silva Namiuti, 2h:04m:40s.







