Pessoal das corridas, dia 27/02/2010 participei da 5ª edição da Meia Maratona Internacional de São Paulo. As inscrições eram feitas pelo site da Yescom (cada vez mais cara...), com opções para prova de 21km e 6km. A retirada do chip e numeral (2101) foi bem tranquila, e ainda com surpresa de receber dois sachês de gel, que vieram bem a calhar na prova. Achei que tudo correria bem na organização, apesar da antipatia que muitos têm com a Yescom. Para chegar ao local da prova foi bem complicado, pois os arredores estavam interditados. Por outros problemas, como esquecer o chip em casa e ter que retornar no meio do caminho, cheguei no local já havia encerrado a prova de 6km. Impedido de cruzar a largada, não me fiz de rogado, pulei a cerca e passei no tapete de cronometragem. Cruzei com 25 minutos de cronômetro rodando. Meu resultado não saiu na listagem da chiptiming, mas enviei um e-mail a empresa, para ver se ‘contorno’ esse problema. Paciência...

O trânsito estava todo congestionado para quem vinha de Santana para Pacaembú. Parado e temendo pelo pior, estacionei a viatura próximo ao fórum criminal, na Barra Funda. Foram quase 4km de lá até a largada. Como relatei, nem perguntei se estava captando sinal do chip, assim na mesma tocada, sem parar, cruzei a linha de largada e lá fui eu. Não tinha muitas esperanças, pois continuo sem treino, e ainda mais no domingo passado não participei de nenhuma prova. Logo a inércia havia tomado conta do corpo.

Correndo SAC (sozinho, atrasado e cansado) só encontrei algum corredor no final da avenida Pacaembú. Até o 4km o pace ficou abaixo de 5:00/km, devido a “emenda” de chegar e largar, mas o cansaço veio e fechei o 10km em 52m:25s, que por sinal não foi tão mal, posto serem inicialmente 14km rodados. Nesse interim cruzei com colega Rogério Lagos, que me acompanhou por "10 metros" (palavras dele, rss). Uma curiosidade nessa primeira parte foi que o Grande Marilson Gomes dos Santos – GMGS - passou por mim, no trecho do elevado, num ritmo impressionante. Fiquei olhando para trás e não vi o segundo colocado. Já esperava uma “goleada” de GMGS.

Passando para segunda metade da prova, o tempo continuou quente e continuei utilizando todos os postos de hidratação, mas o calor foi, aos poucos, derrubando o combatente. Nos 11km e 16km utilizei os sachês de gel. HAVIA posto de isotônico, mas estava SEM isotônico, somente aquele monte de saquinhos no asfalto grudento. Novamente a Yescom se utiliza desse expediente, desastradamente, priorizando os corredores da dianteira, que pagaram o mesmo valor que os corredores que estão mais atrás. Isso fere um princípio da isonomia entre os participantes. Deveriam rever isso. Ponto Negativo.

Continuei tentando não sucumbir ao calor e as subidas. Após a prova a pele ainda ardia (não trouxe protetor solar...). A última subida, a da avenida Pacaembú, que já estou acostumado, parece que não terminava nunca. Emparelhei com um corredor e ele fez menção a caminhar, incentivei-o e ele, retribuindo, foi comigo, um empurrando o outro, quase até o final. Cruzei a linha de chegada em 1h:59m:39s. Foi ruim eu sei, mas só de terminar abaixo de 2 horas, deu incentivo a voltar a treinar a partir de meados de março. Meu histórico no evento ficou assim 2007- 2h:08m:10s; 2008- 1h:44m:11s; 2009- 1h:44m:55s, 2010- 1h:48m:16s e 2011- 1h:59:39s. (P.S. não riam...)

Pois bem, acabando a prova não havia indicação para que lado seguir. Depois de vários questionamentos, me dirigi ao local de entrega de chip, por sinal muito apertado, e causou pouco de irritação aos corredores. Problemas nesse quesito não houve em provas recentes da Yescom. Ponto Negativo também...

O kit de chegada foi razoável, contando que já havíamos recebido dois sachês de gel com o chip. Tivemos uma maça, duas barrinhas de cereal, um torrone, um mini pão-de-mel. Na fila do isotônico outra surpresa: também já tinha acabado. Isso era 10:30 e tivemos corredores chegando até pelo menos até 11:30. Esses precisavam MAIS que dos que ficaram na frente. A oferta de isotônico é um problema recorrente que nunca se resolve eficientemente, mas uma empresa do porte e responsabilidade da Yescom não pode (e não deve) ter esse tipo de problema. Ponto Negativo...
Na tenda da "CORRE BRASIL" encontrei os colegas Marco Antonio, Sidney, Eduardo Kenji, P.A, Rogério Lagos, Fernando Foca, Colucci (fazendo propaganda da corrida da esteira, rss), Daniela Brz e nossa querida jornalista, e sempre simpática, Yara Achôa, que veio ao Pacaembú, mas havia participado da Corrida Vênus. Acabando a "prosa" fui embora.


Agora a corrida “de verdade” foi do Grande Marilson Gomes dos Santos – GMGS – que chegou em primeiro, com tempo de 1h:03m:12s, à frente quase dois minutos do segundo colocado, que foi, nada mais nada menos, Paulo Roberto de Paula. Com essa performance GMGS quebrou o recorde da prova que pertencia ao queniano Kiprono Mutai, com 1h:04m:02s estabelecido em 2008. Não foi lá um “bom tempo” de GMGS, posto que sua melhor marca é de 59m:33s, estabelecida em Udine, Itália, no Campeonato Mundial de Meia Maratona de 2007. "Estou muito feliz com o resultado, é um bom jeito de começar a temporada. Vim bem preparado para a prova, mas não pensava em tempo", relatou o campeão. Agora é esperar dia 20/03/2011 para vê-lo brilhar na Meia Maratona de Nova York.

Curiosidade final, lá pelas 11:00, fui embora para casa, me despedindo do pessoal na tenda da “CORRE BRASIL” e avisto quem, andando sozinho, carregando suas próprias coisas. Isso mesmo, Marílson. Mesmo cansado e com o filho Miguel a sua espera em casa, pacientemente atendeu a quem o solicitava para uma foto. Pode parecer tietagem, mas GMGS merece o respeito de todos, pelo sua humildade e capacidade, coisas que não andam juntas nos esportistas em geral.

O resultado oficial foi o seguinte: 1- Marílson Gomes dos Santos, 1h:03m:12s; 2- Paulo Roberto Almeida Paula, 1h:04m:58s; 3- Damião Ancelmo de Souza, 1h:05m:27s; 4- Valdir Sérgio de Oliveira, 1h:05m:37s; 5- João Ferreira de Lima, 1h:05m:42s; 6- Franck Caldeira, 1h:05m:45s; 7- Sérgio Celestino da Silva, 1h:05m:47s; 8- Titus Kosgei Kibii (Quênia), 1h:05m:58s; 9- José Márcio Leão da Silva, 1h:06m:06s; 10- Jean Carlos da Silva, 1h:06m:19s. Guiomar Pereira da Silva, campeão de 2010, ficou em 12 colocação.

Relaciono alguns dos colegas concluintes: Reginaldo dos Santos Ilário Costa, 1h:28m:49s; Leandro Mario da Silva, 1h:29m:21s; Marco Antonio de Oliveira, 1h:30m:14s; Eduardo Kenji Yamasato, 1h:31m:53s; Sidney Gonçalves da Silva, 1h:34m:03s; Clóvis Claudino Bento, 1h:34m:08s; Paulo Augusto Viana Santos, 1h:34m:08s; Laércio Pereira do Vale, 1h:35m:55s; Carlos Alexandre Batista Ribeiro, 1h:35m:56s; Marcelo Jacoto, 1h:57m:31s; Guilherme Maio, 1h:54m:57s; Ricardo Tadeu Riso, 1h:49m:59s; Fábio Rogério Silva Namiuti, 2h:04m:40s.

Pessoal das corridas, dia 27/02/2010 teremos a 5ª edição da Meia Maratona Internacional de São Paulo. As inscrições podem ser feitas pelo site da Yescom, com taxa de inscrição entre R$ 45,00 a R$ 65,00 (2010- R$ 40,00; 2009- R$ 35,00; 2008- R$ 35,00), com opções para prova de 21km e 6km. A entrega do chip e numeral será feita no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, sito a Rua Abílio Soares, 1300, ao lado do Parque do Ibirapuera, nos dias 25/02, das 09:00 às 20:00h e 26/03, das 08:00h as 17:00h. A premiação está assim: 1. R$ 8.000,00; 2. R$ 4.000,00; 3. R$ 2.000,00; 4. R$ 1.500,00; 5. R$ 1.000,00.

A largada está prevista para às 08:00 na Praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembú. Ano passado foi alterado o percurso, para evitar duas voltas em duas 'pernas' idênticas, mas não foi muito significativa. A altimetria destaca três pontos críticos, a saber: entre 12km e 13km, subida de quase 40 metros; entre 13,5km e 15km, sudida de quase 30 metros; e entre 19km e 20km, subida de quase 35 metros. Logo todo cuidado é pouco nesses trechos


A organização está a cargo da Yescom, que tem melhorado significativamente nos últimos anos. Ano passado, próximo ao 12km (quando da primeira rampa, por sinal) foi oferecido aos corredores um isotônico, e tivemos, no meu entender, hidratação suficiente.



Em 2010 os colegas melhores classificados foram: 24º Renílson Vitorino da Silva, 1h:08m:35s; 129º José Maria dos Santos, 1h:22m:41s; 246º Américo Gabriel Salles, 1h:28m:17s; 324º Leandro Mário da Silva, 1h:30m:31s e 312º Sidney Gonalves da Silva , 1h:30m:09s. Meu histórico no evento ficou assim 2007- 2h:08m:10s; 2008- 1h:44m:11s; 2009- 1h:44m:55s e 2010- 1h:48m:16s. Não espero grande coisa esse ano.

O recorde da prova pertence ao queniano, já falecido, Kiprono Mutai de 1h:04m:02s, estabelecido em 2008, aliás a mais disputada de todas. Curiosidade é que Guiomar Pereira da Silva estava sempre no pódio, mas ainda não havia faturado a prova: 5° em 2007; 4° em 2008 e 4° em 2009. Em 2010 a vitória FINALMENTE sorriu para Guiomar Pereira da Silva, com tempo de 1h:04m:31s, um segundo a frente de Kiprop Mutai. Tal situação ocorreu de maneira inusitada. Sob os gritos de incentivo do público, adentrando a praça Charles Miller, Guiomar, emparelhado com Mutai, aproveitou um descuido na tangência pelo queniano e assumiu a ponta com alguns metros de dianteira, mas suficiente para faturar a prova.

Pessoal das corridas dia 20/02/2011 tivemos a 11ª edição da Maratona de Verona, na Itália. Essa prova era executada em outubro e passou para fevereiro. As inscrições eram feitas pelo sítio www.veronamarathon.it, com tima taxa de inscrição 50 € e 30 €, para opções de maratona (2.000 participantes) e meia maratona (4.000 participantes), respectivamente. A largada se deu às 10:00 na Piazza Bra, em frente ao anfiteatro.

A premiação até 2010 era relativamente boa, assim sempre pinta um africano para beliscar as primeiras colocações, mesmo sendo do segundo ou terceiro escalões, mas mesmo assim os nativos ficam bem mais distantes e arrematam as sobras. Em 2011, para as primeiras posições ficou muito aquém: 1. 1.000,00 €; 2. 700,00 €; 3. 500,00 €; 4. 400,00 €; 5. 350,00 €; 6. 300,00 €; 7. 250,00 €; 8. 200,00 €; 9. 150,00 €; 10. 100,00 €.

Em 2010, a curiosidade da contenda é que Hosea Kiplagat liderava a prova a poucos metros da linha de chegada. Hosea adentra o estádio pouco a frente de seu compatriota Hillary Mutai. Extenuado, Hosea cai e se levanta, mas não rápido o suficiente. Hillary cruza a linha de chegada com 2 segundos de vantagem. Uma pena. Coisas de maratona...

Em 2011 a vitória coube ao queniano Albert Kiplagat Matebor, com tempo de 2h:09m:16s, quebrando o recorde da prova, pertencente ao etíope Balch Teferi Kebede, com tempo de 2h:12m:30s, estabelecido em 2009; e melhorando sua melhor marca pessoal, de 2h:09m:33s, estabelecida em longínquos 2007, em Frankfurt.Kiplagat foi “pro pau”, fazendo um Split negativo de respeito, 1h:05m:38s, na primeira metade e 1h:03m:38s, na segunda! Aliás a prova foi bem disputada, posto que os oito primeiros fizeram sua melhor marca pessoal.

Mesmo melhorando a qualidade dos ponteiros, em contraposição a baixa premiação, a prova tem a característica de atrair novos talentos, que depois despontarem na “mídia”, não retornam a disputa-la. Kiplagat não corria uma maratona oficial a 2 anos. Do mesmo modo, o segundo colocado Philemon Kipchumba Kisanga também estava afastado de maratonas desde 2008. O terceiro colocado não tem maratonas oficiais no currículo. Como dito, o pelotão não é de primeira linha.

A classificação oficial ficou assim: 1. Albert Matebor Kiplagat (QUE), 2h:09m:16s; 2. Philemon Kipchumba Kisanga (QUE), 2h:11m:11s; 3. Mohammed Theman (ETI), 2h:12m:45s (5°-2010); 4. Michael Chemco (QUE), 2h:12m:52s; 5. Abdlaziz Mohammed Saleh (ERI) 2h:12m:57s; 6. Haile Kidane Filmon (ERI), 2h:12m:59s; 7. Samoei Kiplagat Micah (QUE), 2h:14m:32s, 8. Edwin Kemboi Kipchirchir (QUE), 2h:14m:40s; 9. Ghebrehiwet Ber Tesfaldet (ERI), 2h:15m:59s; 10. Josué Kuru Kiprono (QUE), 2h:16m:42s.

Pessoal das corridas dia 20/02/2011 tivemos 15ª edição da maratona de Hong Kong, pequeno grupo de ilhas no extremo sul da China. A região estava sob a tutela da Inglaterra, até 1997. Por coincidência o ano da estréia da prova. Mesmo estando sob a égide do estado chinês, possui uma certa autonomia e não participa da política econômica socialista. As inscrições eram feitos pelo sítio www.hkmarathon.com com última taxa de inscrição US$ 60, com opção da maratona (10.000 participantes), meia-maratona (18.000 participantes) e corrida de 10km (37.000 participantes).

A premiação foi muito boa e teve um total de US$ 165.000 e se deu da seguinte forma: 1. US$ 34.000; 2. US$ 15.000; 3. US$ 6.500; 4. US$ 3.600; 5. US$ 1.800; 6. US$ 1.600; 7. US$ 1.400; 8. US$ 1.200; 9. US$ 1.000; 10. US$ 800; 11. US$ 600; 12. US$ 500. Premiação extra para vencedor vencer abaixo de 2h:13m:00s US$ 10.000; 2h:14m:00s US$ 5.000; 2h:15m:00 US$ 3.000; 2h:16:00 US$ 2.000; 2h:17m:00s US$ 1.000.

O tempo não ficou como frequentemente ocorre com as edições anteriores, pois tivemos uma temperatura fria, por volta de 12°C e com chuva. A vitória coube ao queniano Nelson Kirwa Rotich, com tempo de 2h:16m:00s, entretanto a curiosidade dessa edição foi o desempenho de outros dois atletas quenianos.

Inicialmente, o segundo colocado no masculino não foi convidado e teve que bancar do próprio bolso sua participação e largou junto com o “povão”. O queniano Júlio Kiplimo Maisei terminou a prova com tempo de 2h:16m:06s, disputando “pau-a-pau” os últimos dois quilômetros com o campeão. Não conseguiu vencer, mas também levou uma boa grana, US$ 15.000, além da notoriedade pelo feito.

A outra surpresa foi a vitória de Janet Jelagat Rono, com tempo de 2h:33m:42s, quebrando o recorde da prova que pertencia a Irina Bogacheva, estabelecido em 2001. Esse tempo também representa sua melhor pessoal, sendo a anterior 2h:37m:08s.Do mesmo modo ela não foi aceita na elite e pagou do próprio bolso as despesas (passagem de avião, cerca de US$ 1.000) e largou no pelotão geral e teve de dormiu no chão, em casa de uma colega. Valeu o esforço e voltou com US$ 34.000. Isso que é dar a volta por cima!

Pois bem o histórico de Janet é interessante. Correu somente 2 maratonas e todas no... México (?!). Talvez esse seja o motivo de não qualifica-la para a elite. Em 06/12/2009 venceu a maratona Gran Pacific, com tempo de 2h:37m:08s e em 31/10/2010 ficou em segundo lugar na maratona da cidade de Juarez, com tempo de 2h:38m:40. Pelo menos, para as próximas edições, os chineses não vão esquecer de convidá-la...

O histórico de Nelson Kirwa Rotich é também bem diferente, pois não tem em seu currículo maratonas de peso: em 30/03/2008, venceu a maratona de Kuala Lumpur, na Malásia, com tempo de 2h:15m:32s; em 25/10/2009, 2° lugar na maratona de Taichung, na Taipéi, na China, em 2h:10m:13s e em 27/06/2010, venceu novamente a maratona de Kuala Lumpur, na Malásia, com 2h:16m:43s. Convenhamos, não é lá grande coisa...

O resultado oficial ficou assim: 1. Nelson Rotich Kirwa (QUE), 2h:16m:00s; 2. Júlio Kiplimo Maisei (QUE), 2h:16m:06s; 3. Tesfaye Girma Bekele (ETI), 2h:16m:31s; 4. Robert Kiplagat Kosekei (QUE), 2h:16m:53s; 5. Hammou Moudouji (MAR), 2h:16m:55s; 6. Julius Kiprono Mutai (QUE), 2h:17m:04s.

Pessoal das corridas no dia 13/02/2011 tivemos a 27ª Maratona da Cidade de Sevilla, em Sevilha, capital da região da Andaluzia, na Espanha. As inscrições eram feitas pelo sítio www.imd.sevilla.org, com taxa inicial de inscrição de € 20, uma das mais acessíveis da Europa. O percurso é plano, com baixas diferenças de altimetria, sendo que o ponto mais alto situa-se no km 25 quando chega a 20 metros acima do nível da largada. Com todos esses ingredientes atrativos nessa edição quebrou-se o recorde de inscritos: 4.853 corredores, sendo 3.899 concluintes.

Premiação desse ano foi a seguinte: 1° 6.000 €; 2° 3.500 €; 3° 2.000 €; 4° 800 €; 5° 700 €; 6° 600 €; 7° 500 €; 8° 400 €; 9° 300 €; 10° 200 €. Há também uma bonificação de 48.000 € para quebra recorde mundial (2h:03m:59s – Haile Gebrselassie – Berlim - 2008); 12.000 € para quebra de recorde de espanhol (2h:06m:52s - José Ramon Rey Rodriguez – Hamburgo - 2006) e 3.000 € para recorde da prova (2h:10m:31s - Dogaga Haylu Abed - 2009).

Nessa edição tivemos muito frio, com temperatura oscilando de 3°C a 7°C e o percurso já dito, muito plano, desse modo não deu outra: o recorde da prova foi quebrado. O etíope Daniel Abera Wedajo venceu a prova com tempo de 2h:09m:53s. Pela minha pesquisa, essa foi a estreia de Abera na modalidade, entretanto o corredor tem pedigree: é irmão mais novo do maratonista Abera Gezahegn, campeão maratona olímpica (Sidney – 2000) e campeão mundial da maratona (Edmonton – 2001). Nada mal... A segunda colocação foi do conterrâneo Tafa Meguersa Gosa, com 2h:10m:05s, ou seja, ambos etíopes superaram o recorde da prova.

Os etíopes fizeram a festa no pódio posto que foram 9 etíopes nas 12 primeiras posições, com exceções de 2 quenianos e um espanhol: 1. Daniel Abera Wedajo (ETI), 2h:09m:53s 2. Gosa Tafa Megersa (ETI), 2h:10m:05; 3. Mitku Soboka Tulu (ETI), 2h:11m:44s; 4. Pablo Villalobos Bazaga (ESP), 2h:12m:21s; 5. Hussen Adem Jemal (ETI), 2h:12m:40s; 6. Abrham Gebrselassie Gebregziabher (ETI), 2h:12m:58s; 7. Gebrekidan Egziabher Abadi (ETI), 2h:13m:28s; 8. John Kipkemoi Kirui (QUE), 2h:13m:39s; 9. Ben Kimutai Kimwole (QUE), 2h:14m:11s; 10. Gosa Girma Tefera (ETI), 2h:14m:54s.

Os portugueses melhores classificados em 2011 foram: 59. Tiago Gafanhori Aires, 2:36:00; 64. Paulo Pinheiro, 2h:37m:01s; 84. Luis Mota, 2h:39m:46s; 98. Desidério Pires, 2h:41m:10s; 113. Carlos Carapeto, 2h:43m:05s; 182. Isidro Fontes, 2h:49m:07s. Pelos brasileiros só tivemos as mulheres concluindo: 1783. Doris Alves Amorim, 3h:32m:36s e 3823. Rosa Santos Dosil, 4h:49m:09s.

Falando em femininos, vale ressaltar que em 2010 tivemos uma grata experiência, com a vitória da portuguesa Elsa Marisa Branco Barros Rodrigues – Marisa Barros, com tempo de 2h:26m:03s, estabelecendo novo recorde da prova e também a terceira melhor marca de uma atleta portuguesa, atrás de Rosa Mota (2h:23m:29s, em 1985) e Manuela Machado (2h:25m:09s, em 1999); a segunda marca europeia do ano, atrás da russa Tatyana Petrova (2h:25m:53s); e a oitava melhor marca do mundo.

Pessoal das corridas eis o resumo das corridas de 26/02 a 27/02/2011 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
15ª Corrida da Lua - Campinas/SP

DOMINGO
Maratona de Tóquio - Japão
Circ. Corridas Vênus - Jockey Clube
5ª Meia Maratona de São Paulo – Pacaembú
Circ. Corrida de Verão - Itanhaém/SP
15ª Corrida Pedestre de Lourdes /SP
Corrida Ecológica pela Preservação da Água - Avaré/SP
2ª Corrida "Ciente Totalmente Satisfeito" - Araraquara/SP
XVII Supermaratona do Rio Grande - 50km - Rio Grande/RS

Pessoal das corridas dia 12/02/2011, sábado, participei da 27ª edição da Volta Pedestre Cidade de Itu, interior de São Paulo, a aproximadamente 100 km da capital paulista. O evento marcou a comemoração do 401º aniversário da cidade. Na companhia dos colegas Sidney, Toninho e Ramirez. O sidney nos pegou no metrô tatuapé às 15:00. Fomos pela rodovia Castelo Branco (SP-280), pegamos a saída 78, que nos levou até a rodovia Santos Dumont (SP-075). Mais adiante pegamos a saída 16-A, que nos levou a avenida Tiradentes, que desembocou no local da prova, ao lado do estádio do Ituano – “Dr. Novelli Junior”. Nesse interim tivemos pedágios na "castelo": R$ 2,90, na altura de Barueri (km18), outro de R$ 5,80, na altura de Itapevi (km34) e mais outro de R$ 7,90, próximo a saída para Itú (km74). Isso para ida e para volta. As inscrições eram feitas pelo sítio da runnerbrasil, com taxa de R$ 35,00 (2010- R$30,00; 2009- R$ 25,00; 2008- R$ 25,00) limitadas a 2.000 corredores e 1.000 caminhantes. Dentro do ginásio municipal de esportes "Prudente de Moraes", retirei meu numeral (n. 282) e chip, sem qualquer problema. Junto com esses vieram um squeeze e um suco de frutas industrializado. O problema mesmo foi o calor, muito forte, mas normal para prova. Lá encontrei os colegas P.A., Daniela, professor Augusto, Renílson e Walquíria. Itú tem um significado especial para mim, pois foi aqui que conheci a equipe PlayTeam e consequentemente toda esse pessoal que aparece na nossa página. Agora, com a dissolução da PlayTeam houve uma debandada para a Corre Brasil do professor Augusto. Ele administra treinos e orienta os corredores de maior produtividade.


A premiação em dinheiro foi da seguinte forma, geral: 1º R$ 1.500,00; 2° R$ 700,00; 3° R$ 400,00; 4° R$ 300,00 e 5° R$ 200,00; e na faixa etária: 1º R$ 100,00; 2° R$ 60,00 e 3° R$ 40,00. Lembrando que todos os laureados levaram também troféus, no total de 126, assim distribuídos: 10 para categoria geral, 78 para categorias de faixa etária, 10 para atletas de Itú, 8 para equipes e entregues também para todos os atletas com necessidades especiais inscritos. O recorde da prova pertence a Roberto Rodrigues Oliveira, com 30m:04s, conquistado em 2007.

A largada da prova se deu na avenida Prudente de Moraes, ao lado do referido ginásio de esportes, entretanto, como no ano passado, houve atraso. Outro problema repetido do ano passado é o funil para passar no tapete de cronometragem, sob o pórtico de largada. Nem adianta mais reclamar... Na liberação dos atletas uma saraivada de fogos de artifícios, que deu um toque especial. O trajeto foi modificado desde 2010 (festa 400 anos de Itú) passou pelo Centro Histórico, igreja de Nossa Senhora do Carmo, Cruzeiro de São Francisco e Casa Imperial, os dois últimos localizados na Praça Dom Pedro I. Como a cidade é repleta de locais históricos (berço do republicanismo), em 2011 pretendo fazer um tour pela cidade.

O trajeto tinha 2 trechos distintos, a grosso modo, uma metade mais tranquila e outra metade dificultosa. Alinhei sozinho, lá no fundo, aguardando sob a costumeira fornalha ituana. No 3km já havia combatentes derrubados pelo forte calor e sendo atendidos pelos moradores. Até que fui bem na primeira metade, 23m:32s, o que daria algo próximo de 47m:00s, se duplicado o tempo, entretanto, como disse o poeta Drummond: “No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho”. Foram tres rampas fortes, sendo que a primeira, após o 5km, qeu passava em frente ao quartel, era bem íngreme, mas felizmente curta, e também sedno a primeira sempre vai mais tranquila. Entre os 7km e 9km foram mais duas subidas íngremes, intercalada com uma descida da mesma característica. Aí a coisa ficou complicada e os tempos explodiram. Fechei a prova em 50m:45s (5km- 23m:32s e 5km- 27m:13s). Assim ficou meu histórico: 2007- 53m:12s; 2008- 47m:59s; 2009- 46m:24s; 2010- 48m:25s e 2011- 50m:45s.

O kit de largada continha um squeeze, um refresco Skinka, infelizmente quente, bem como a camiseta da prova, por sinal continua ruim. O kit de chegada, continha uma maçã, uma banana, uma barrinha de cereal e água à vontade. Aliás nesse quesito, hidratação, a organização está de parabéns. No percurso tivemos 4 postos de hidratação todos com garrafas de água geladas. Somente os chuveirinhos já não estavam lá essas coisas. Pelo porte da prova já poderiam ter melhorado isso. A área de percurso estava bem isolada, entretanto, como sempre também, o início do trajeto é extremamente complicado: o pórtico é bem estreito, contrapondo com o espaçoso palanque que tomou a maior parte da rua. Os ‘políticos’ da cidade, que tanto discursaram, poderiam diminuir a largura do palanque, e dar mais espaço aos corredores. O pórtico também já passou da hora de dobrar de largura e não comporta tanta gente. A medalha foi razoável, mas com todas as informações da prova.

Por fim a notícia triste do sábado foi que um dos colegas que foi conosco passou mal (muito mesmo) e nos causou muita preocupação. Terminando a prova ele foi socorrido pelos staff da organização, medicado com soro glicosado, mas mesmo assim não melhorou. Tremendo muito e não falando coisa com coisa, nos assustou. Levado ao hospital pela ambulância, ficou em observação. Pelo que ficou esclarecido foi hipoglicemia. No hospital ainda aparentando uma ‘espécie’ de dislexia, foi tratado por nós colegas, com muitas barrinhas de cereais, chocolate e água gelada. Mais descansado, após quase uma hora, foi dispensado e voltamos para São Paulo. Foi um susto e tanto. Como disse o calor estava muito forte. Fica aqui alerta para colegas.

Pessoal das corridas dia 06/02/2011 participei da 1ª Corrida Mogi Shopping em Mogi das Cruzes, de São Paulo, distante 59 km da capital paulista (isso do estádio olímpico de Vila Maria). Para chegar ao local da prova foi seguir pela rodovia Ayrton Senna (SP-170), pegar a saída 44, com placa “Mogi das Cruzes/Bertioga”. Entramos pelo 41km da rodovia "Mogi-Bertioga" (SP-088), que em determinado trecho renomeia para avenida professor Alfredo Rolim de Moura. Daí passei pela rua cabo Diego e rua engenheiro Gualberto, acessei a avenida Francisco Rodrigues, e segui as placas “passagem subterrânea/centro cívico”. Passado o referido túnel, à esquerda teremos a avenida vereador Narciso Yague Guimarães que dá acesso ao shopping. Nesse interim tivemos um pedágio, na ida e na volta, no valor de R$ 2,40. A cidade de Mogi das Cruzes tem forte ligação com a comunidade japonesa. Na entrada da cidade há um torii que remete às origens japonesas, dentre inúmeros locais turísticos. Os nomes dos estabelecimentos também, na maioria, são derivados ou lembram nomes orientais.

As inscrições eram feitas pelo sítio flexpé, com taxa de R$ 35,00. O kit poderia ser retirado sábado e domingo (pouco antes da prova) no local da prova. Eu retirei meu numeral (n° 195) no domingo. O céu estava limpo, limpo até demais, e, como todos últimos finais de semana, com um calor muito forte. Utilizei o estacionamento do shopping e parei a viatura numa sombra. Ao retirar meu numeral me informaram que poderia ter meu estacionamento já “validado”, que na minha percepção era “liberado”. Voltei e peguei meu comprovante de estacionamento entreguei ao pessoal do staff, que me entregaram o numeral e chip e o mesmo comprovante de estacionamento, junto também com a camisa. De novo, volto para o carro trotando e guardo tudo.

Preferi alinhar lá no fim, junto com os caminhantes. A largada se deu no pátio do estacionamento do Mogi Shopping, mas marcada para as 08:30, começou com 10 minutos de atraso e sem qualquer explicação. Não houve discursos de políticos e nem mesmo por parte dos patrocinadores. Enfim, debaixo desse calorão, foi aplicar um castigo aos guerreiros. Saímos por dentro do estacionamento, com diversos obstáculos no solo, que, em tese, poderiam (mas não ocorreram) alguns tropeços dos corredores. Com a “velocidade” do combatente tais barreiras foram também vencidas. Acho eu que deveríamos ter uma logística melhor por aí.

O percurso foi montado dividindo a faixa de rolamento em duas partes, muito bem isolado por sinal: uma banda para os corredores e outra para os veículos. O apoio oficial foi bem eficiente nesse quesito. Uma curiosidade é que no percurso atravessamos a linha férrea. Pensei “e se o trem passar, se interromperia o fluxo dos corredores?”. Quem teve essa experiência que relate, mas foi bem curioso. O trajeto foi todo plano, nas cercanias do shopping, sendo que houve um tapete “mata-furão”, pouco antes do meio da prova, que garantiu assim a licitude do percurso.

Essa semana, devido alguns compromissos, treinei só duas vezes. Pela muvuca, o primeiro quilômetro não foi lá grande coisa, mas a coisa começou a fluir melhor depois disso. Os postos de hidratação foram à contento, considerando que eu estava na rabeira, todos bem abastecidos. Em todas as marcações de quilometragem consegui fazer um ritmo pouco abaixo dos 5m:00s/km, que para mim e na atual conjuntura, foi uma excelente situação. Fiz a marcação dos 5km, que projetava um tempo próximo de 48 minutos para os 10km. Cruzando a marca dos 7km, estava me sentindo bem e projetava forçar a marcha próximo dos 9km. Só que ocorreu um pequeno problema: não tivemos o nono quilômetro, pois a prova tinha oito quilômetros! Eu sei... eu sei...Guardem seus comentários. Pensei que eram 10 quilômetros. Ao avistar o pórtico descobri, com um corredor ao lado, o cumprimento do percurso. Paciência. Terminei a prova em 38m:33s, perfazendo um pace de 4m:49s/km e classificando-me 280/802 no geral masculino e 39/119 n faixa etária.

O kit de chegada foi decididamente um kit PARA QUE CORREU: 2 bananas, uma maça, uma pêra, água à vontade e, uma surpresa: um picolé. Esse último item foi providencial. Parabéns para quem montou essa cesta de produtos. Nada de revistas, papelada, barrinha de cereal, e outros produtos industrializados. No kit de largada vieram a camiseta e um sachê de gel, que me passou desapercebido, mas será utilizado nas provas mais adiante. Outro item foi o ‘desconto’ de um real no estacionamento, que teve custo final de 2 reais. Nada que espoliasse os corredores, mas que, como eu, causou um pouco de confusão. A camiseta não analisei, mas a medalha foi bem feita, e bem pesada (bem mesmo), contendo todos os dados: nome da prova, data e quilometragem. A empresa flexpé está de parabéns. Encontrei o Carlão, Leandro e o “capitão zebra” líder da equipe 100 juízo. Aliás procurei o combatente Namiuti, mas ele, dentro do ambiente nipônico da cidade, deve ter usado seu poder ninja da invisibilidade, que também não saiu na listagem de resultados!

Eis o resultado oficial: 1. Claudio Roberto Macedo, 26m:39s; 2. Abel de Souza, 26m:56s; 3. Edson Silva Santos, 27m:10s; 4. Anselmo de Oliveira Costa, 27m:17s; 5. Josivaldo da Costa Silva, 27m:37s. Pelos colegas consegui peneirar: 54. Leandro Mário da Silva, 31m:19s; 135. Carlos Alexandre Batista Ribeiro (Carlão), 34m:52s; 568. Anderson Novaes Caetano, 46m:20s; 573. Aldo da Silva, 46m:50s.


Pessoal das corridas eis o resumo das corridas de 12/02 a 13/02/2011 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.


SÁBADO
27ª Volta Pedestre Cidade de Itú/SP

DOMINGO
Maratona de Sevilla - Espanha
Troféu São Paulo Run – Ilha Bella/SP

Pessoal das corridas dia 30/01/2011 participei do Circuito de Corridas dos Carteiros – etapa São Paulo, em Osasco. O local do evento foi em frente a prefeitura, na avenida Bussocaba, 300, no Centro. Para chegar lá foi passar pela marginal do rio Tietê, entrar na rodovia Castelo Branco, pegar a saída do lado esquerdo, logo no começo da pista, indicando “Osasco-Centro”. Depois foi seguir pela marginal do rio e entrar a direita na rua Minas Gerais, com placa indicando “Osasco-Centro” e subi o viaduto e fiquei bem à direita, na saída no começo do viaduto, caí na avenida Maria Campos (outra placa “Osasco – centro”). Passando o WalMart cheguei na ponte onde passa a avenida dos Autonomistas. Nesse “trevo” temos a avenida Bussocaba, que estava interditada para a prova. Seguindo à direita havia lugar à vontade para estacionar. Eu deixei um pouco antes desse local, como de costume, fugindo dos “flanelinhas”. Não sei se houve presença deles nos bolsões da prefeitura.

A prova faz parte das comemorações do dia do carteiro, 25/01; e também é uma das etapas do Circuito Nacional dos Carteiros. As inscrições eram feitas pelo sítio da webrun, sem taxa de inscrição monetária, mas pela entrega de 10km de arroz ou 2 latas de leite em pó. A retirada do numeral (n. 1888) se deu nos dias 27, 28, 29/01 , entre 08:00 e 18:00, na Sede dos Correios de São Paulo, à Rua Mergenthaler 598, Vila Leopoldina. Já o chip foi entregue no dia da prova. A premiação foi muito boa, para uma prova “gratuita”: 1º R$ 1.200,00; 2º R$ 1.000,00: 3º R$ 800,00; 4º R$ 600,00; 5º R$ 400,00. (impostos não são doações...)

O percurso de 10km foi composto de 2 voltas de 5km, quase todo plano e reto, com somente uma subida que incomodou, no final da avenida (marcação 2,5km), quando do retorno e também o tapete “mata-furão”. A largada se deu às 09:00 em frente ao prédio da prefeitura. O sol castigou os corredores e, segundo a mídia especializada, foi o dia mais quente do ano! Abriram a fornalha... Alguns colegas computaram em seus ‘garmins’ de 10.350 a 10.400 metros. A confirmar.

No local da prova encontrei os combatentes Fábio Namiuti, Cleber, Laércio e Rogério Tavares. Com o calor forte ficamos à sombra e, fugindo do calor, resolvemos dar a largada “saindo dos boxes”. Faltando poucos minutos para a saída resolvemos ir para a “muvuca”. Eu e Laércio fomos juntos e Cleber ficou mais atrás. Como tinha participado da prova em Perdões, na tarde do dia anterior, a “carcaça de frango” estava rachada e acusando início de “fadiga de material”, como diria Namiuti.

O remédio foi correr despreocupado e curtindo uma boa conversa com Laércio, entretanto eu não conseguia impor um ritmo decente. A toda hora contava a “novidade” para Laércio: “cara, estou cansado!”. Cruzamos com um corredor com camisa do correio andando (ou assando) no asfalto e soltamos essa: “carteiro vamos que tem SEDEX10 para entregar!” e continuamos. E não é que o cara levou a sério e saiu a toda na nossa frente. Caímos na risada.

Falei algumas vezes para o Laércio seguir em frente e me deixar para trás, posto que não aguentava o ritmo imposto, mas ele também estava na boa. Numa dessas horas, eu já pela enésima vez pedindo para ele ir em frente, ela me solta essa “vamos, usa a tua costumeira força portuguesa!”. E, como o nossa carteiro corredor, antes do 8km, fui acelerando gradativamente, como se fosse o Tiago Vagaroso Monteiro, grande piloto português de fórmula 1. Terminei a prova na seguinte colocação: 411/747 no geral, e 56/107 na faixa etária, com tempo de 52m:19s. Estava extenuado pelo calor, mas não senti as pernas incomodando.

O kit de chegada continha uma barrinha de cereal, uma maçã, uma banana e um isotônico. A camiseta não é de correr, mas a medalha eu gostei. Houve pontos de hidratação à contento, mesmo com o forte calorão, nem todos tinham os copos de água gelada. Na retirada do kit encontrei o Clóvis (dando aquele migué de sempre), Reginaldo, Leandro, Colluci e novamente o combatente Namiuti. Papo rápido também com Walmir Gaya, e combinamos umas provas no litoral (operação bota-fora Ibirapuera/USP/Pacaembú). Por falar em migué, procurei o Carlão, mas me informaram que ele disse que não estava muito bem fisicamente. Resultado: disparou na frente de todo mundo. Eita pessoal que gosta de dar um migué! Brincadeiras a parte, Carlão é gente finíssimo, de primeira qualidade (mas que dá migué isso dá...).

O resultado oficial ficou assim: 1. Luiz Carlos Fernandes da Silva, 31m:23s; 2. Vanderlei Alves Tibúrcio, 31m:47s; 3. Fabio de Oliveira Chagas, 31m:50s; 4. Edson Alves Tibúrcio, 31m:56s; 5. Bruno Paulino dos Santos, 32m:11s. Os colegas que consegui garimpar nos resultado foram: 111. Reginaldo dos Santos Ilário, 39m:51s; 138. Leandro Mario da Silva, 41m:14s; 221. Clovis Claudino Bento, 44m:34s; 238. Edson Costa de Paula, 45m:42s; 266. Carlos Alberto Batista Ribeiro, 46m:03s; 317. Antonio Carlos Rocha Colucci, 48m:20s; 361. Felipe Henrique Maldonado, 50m:51s; 415. Laercio Pereira do Vale, 52m:32s.; 420. Cleber Wilker, 52m:44s; 487. Fabio Rogerio Silveira Namiuti, 55m:42s; 649. Walmir Gaya, 1h:04m:34s.