Pessoal das corridas nesse feriado de 21/04/2011 participei da 7ª Corrida dos Inconfidentes, em Itupeva. O evento homenageia os que lutaram na Inconfidência Mineira, dentre eles Tiradentes. A cidade dista aproximadamente 60 quilômetros da capital. Para chegar utilizei a rodovia dos Bandeirantes (SP-348) até saída 59, onde peguei a rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (SP-300). No local havia uma placa indicativa “Itupeva”. Entrei no km 64 da SP-300 e saí no km 67, onde peguei a rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonolli. Nessa saída também havia indicação. Daí foi só seguir a avenida Emílio Chechinatto, que sai em frente da Praça dos Eventos, bairro da Pedreira. Nesse ínterim peguei um trânsito enroscado na “Bandeirantes” até o pedágio. Por falar em pedágio o custo foi de R$ 6,35, cobrado na ida e na volta. No local havia um estacionamento, mas hora que cheguei não havia vagas. Estacionei a viatura na avenida “Emílio” mesmo.

As inscrições eram feitas no sítio da corpuseventos com taxa de R$ 25,00 (2006 a 2010 foi R$ 20,00 e retirada do chip se deu no dia e local da prova (numeral 167). A organização estava a cargo da Prefeitura, através da Secretaria de Esportes e Recreação e sob supervisão da Federação Paulista de Atletismo. A quilometragem do percurso estava indicando 9,5km, sendo que 30% é em terra e cascalho, os quilômetros iniciais, e 70% em asfalto, o restante. A largada estava prevista para às 09:00, na referida Praça de Eventos da Pedreira, mas dentro da normalidade, atrasou alguns minutos. Como cheguei um pouco em cima da largada, nem procurei colegas corredores, mas encontrei o combatente Marcelo Jacoto, que também havia levado a família para caminhada.

Tempo estava bem claro, mas não dava para dizer que estava quente a ponto de importunar. No meio da prova o sol “queimou” bem, aí fez o trabalho no portuguesinho. Apesar disso uma boa parte da prova, próximo a 50%, tivemos sombra a nosso favor, mais no trecho de mata, que era ladeada pelo rio, do que pela parte de asfalto, mas ajudou bem. Pois bem, antes de iniciarmos a corrida propriamente dita, passo a curiosidade dessa edição. Ao retirar o chip e numeral, já recebi adiantado, sem correr um metro sequer, brinde de chegada. Era um “mini-troféu”, bem simples, mas interessante. Vejam pela imagem como foi bem feito. Acho que os ventos yescomnianos chegaram a Itupeva...

Fui para largada e esperei o tiro inicial proseando com Marcelo Jacoto. A largada atrasou alguns minutos, e lá fomos nós. Logo de cara tivemos o trecho por dentro da mata, no estilo cross-country, ou corta-mato como dizem os patrícios. A marcação de quilometragem esteve presente em todo percurso. O ritmo dos primeiros metros foram bons, mas foram decaindo pouco a pouco. Estava me sentindo bem pesado e desconfortável, e a coisa foi piorando gradativamente. Cravei o 3km abaixo de 15 minutos; 5km 25m:08s; 6km 30m:21s e 7km 35: 40s. O Marcelo que saiu junto comigo, fez a ultrapassagem sobre mim antes do 4km e sumiu à frente. Só o vi no final da prova. A marca dos 9km não aferi tempo, mas tenho comigo que os últimos 500 metros foram, no máximo, 300. Terminei com tempo de 47m:10s que corresponde a 4m:58s/km, que reforça minha suspeita na perfeita aferição da extensão do trajeto. OU a marcação de quilometragem avançou um pouco, OU faltaram quase 200 metros para complemento do trajeto “oficial”.

Durante o percurso não senti dores ou incômodos, somente aquela sensação do corpo pesado. Muito esquisito... Por outro lado o percurso teve um grau de dificuldade mediano, nada invencível, mas as subidas em cascalho ficaram mais dificultosas em comparação com piso de asfalto. O quórum também não foi bom, pelo menos os esperados 600 corredores não se materializou. Tivemos apenas 284 corredores. Isso ajudou. Também tivemos a boa proteção do percurso pela organização, com autoridades e colaboradores cercando o trajeto. Isso também ajudou. Posto de hidratação à vontade, mesmo com o calor mediano, não fez feio aos participantes. Isso também ajudou. Meu histórico está assim 2007- 51m:45s; 2008- 41m:59s, 2009 e 2010 sem participação; 2011- 47m:10s. Deu uma bela piorada.

O kit de chegada continha maça, banana e uma barrinha de cereal, com hidratação à vontade, mas nada de isotônicos. Não recebi camiseta do evento (se é lá que havia...). Outra situação curiosa foi o controle de “mata-furão”. No meio do trecho de mata todos os corredores tinham que retirar um cordão amarelo. Coloquei-o no pescoço e continuei. Acabei a prova e retirei meu kit de chegada. Percebi que o tal cordão no pescoço continuava comigo. Pensei “Para que serviu esse troço?”. Só obtive resposta a essa pergunta quando da saída do local. Percebi que poucos metros antes da chegada um integrante do staff “cantava”, pelo rádio, o número dos corredores, um a um. Parece que ele apurava se o corredor portava o tal cordão amarelo. Interessante, não é mesmo? Entretanto passou batido para mim, e talvez para muita gente.

Fui embora logo após reitirar as frutas, posto que ainda tinha um punhado de coisas a fazer. A volta foi mais tranqüila e vi a rodovia dos Bandeirantes com trânsito parado por muito e muito quilômetros. Coisa de paulista em feriadão... A classificação oficial ficou assim: 1. Antonio Pedro da Silva Sales, 28m:13s; 2. Jefferson Tadeu Pultrini, 29m:13s; 3. Bruno Paulino dos Santos, 29m:31s; 4. Ronaldo do Nascimento, 29m:45s; 5. Adalcio Ferreira dos Santos, 30m:36s. O combatente Marcelo Jacoto ficou em 145° no geral, com tempo 45m:31s.

Pessoal das corridas eis o resumo das corridas de 30/04 a 01/05/2011 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
São Paulo Indy Run - Sambódromo
3ª Night Run Presidente Alves/SP
1ª Corrida Noturna "TodoDia"- Sumaré/SP

DOMINGO
Maratona de Vancouver
Corrida do Trabalhador – Parque do Carmo
13ª Prova Pedestre UNIMED - Jundiai/SP
III Desafio dos Trabalhadores - Osasco/SP
1ª Sansim Corporate Running – Campinas/SP
Circ. Corridas Academia Gras Fitness – São Bernardo do Campo/SP
4ª Corrida do Trabalhador Maria Zeferina R Baldaia – Sertãozinho/SP
Circ. Corrida SESI/SP - São José dos Campos/SP
1ª Corrida We Run Granja Viana – Cotia/SP
Corrida do Trabalhador - Guararema/SP
Corrida do Trabalhador de Suzano/SP
9ª Corrida Evangélica de Suzano/SP
Circ. Corridas de Itapetininga/SP

Pessoal das corridas dia 17/04/2011 participei da corrida 10 milhas da Mizuno, etapa São Paulo. O circuito contempla ainda mais quatro cidades: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília. As inscrições eram feitas pelo sítio www.10milhasmizuno.com.br, com taxas de R$ 85,00 (oitenta e cinco pratas!), com opções de percurso de 2,5 milhas (4,023 km), 5 milhas (8,046 km) e 10 milhas (16,093 km), com participação total de 5.000 inscritos. Para os incautos como eu, destaco que cada milha tem aproximadamente 1,6km, logo a prova principal determinava 16km. Para chegar ao local do evento, utilizei a marginal do rio Pinheiros e saí pouco antes da ponte cidade jardim. Com a interdição da USP, o Jockey passou a ser utilizado recorrentemente para provas de pedestrianismo (detesto esse termo...). A premiação foi em troféus para os três primeiros na geral, nas três modalidades.

A retirada do numeral e chip descartável (numeral 819) se deu no sábado, dia 16/04/2011, das 08:00 às 18:00 nas instalações do Jockey Clube de São Paulo, situado na avenida Lineu de Paula Machado, 1175, próximo ao cruzamento com a avenida Francisco Morato. Na área me impressionou a quantidade de atividades oferecidas, no mesmo esquema das corridas do SESC, só que em maior dimensão. Tivemos até um pedígrafo, área de massagem, orientação de pilates e um estande da Mizuno. Se estava vendendo alguma coisa eu não percebi. . A camiseta muito legal, mas o que mais apreciei foi o squeeze de alumínio, que veio bem a calhar. Outra curiosidade foi a doação de mudas de ipê amarelo. Eu arrematei uma e vou tentar ao máximo para que ela vingue. Outra novidade, não tão nova, foi o chip descartável.

A largada da prova estava marcada para às 07:00, mas houve um atraso de 10 minutos, muito para evento dessa magnitude e organização, mas o locutor informou que era devido a confirmação da liberação do percurso pela CET. A conferir. O início do percurso foi fora do Jockey, na avenida Lineu de Paula Machado, em frete ao portão 5. A chegada, ao contrário, ocorreu dentro do Jockey Clube e foi muito legal.

No aquecimento encontrei o Marcão e a namorada, aproveitei e peguei carona com eles. Mais adiante cruzei com o Régis. Faz um bom tempo que não conversamos... Pois bem, fomos os três para alinhamento de largada. Como dito, atrasou em 10 minutos. A muvuca foi grande e a primeira milha foi fechada em 09m:32s, ainda mais que o tênis desamarrou e fiz um pitstop para resolver de vez o problema. Isso não me ocorria à tempos. Aos poucos foi dispersando o pelotão e melhorou um pouco para o combatente. A terceira milha foi encerrada em 27 minutos cravados.


Naquele momento foi a hora de utilizar o posto de hidratação, apesar de que o clima estava bem ameno, ainda mais que a prova largou cedo. Esse lance de corrida às 07:00 devia se tornar corriqueiro. Os corredores deviam exigir isso das organizadoras. A prova acaba cedo e temos mais um pouquinho do domingo para curtir. Até a sexta milha a coisa continuou nesse passo, posto que o percurso foi todo plano e nada de elevações. Contar a subida do viaduto da rua Alvarenga é forçar a amizade. Pouco antes cruzei com Diego, nosso colega triatleta. Tivemos ali o posto de isotônico e aproveitei a “reduzida” para abastecer com o sache de gel. A oitava milha foi concluída em frente ao local da largada. A partir daí algumas curiosidades, mas a mais legal foi correr a última milha dentro das instalações do Jockey Clube, sob piso de cascalho e terra batida. Acabei me sentindo o próprio “pangaré”, pior daqueles paraguaios! Mesmo cansado tentei apertar a última milha, mas uma milha não é um quilômetro, a coisa fica mais complicada. A placa de 400 metros deu ânimo ao combatente e lá fomos nós. Cruzei a linha de chegada bem ofegante, com marca de 1h:25m:26s, correspondendo a um pace de 5m:18s/km. Não foi muito mal...

Na chegada maças e bananas na banca para todos. O curioso foi a entrega de medalhas, por sinal muito bonita. Como o chip era descartável, o controle estava a cargo de um tíquete, destacável no numeral da prova. Entretanto a organização optou pela velha e boa prática de controle: marcação com pincel atômico no numeral de peito. Pronto, às vezes o excesso de tecnologia tem de conviver com os costumes mais simples, mas não menos práticos.


Depois de tudo isso, fiquei satisfeito com o resultado, tanto do evento como pela prova em si. Continuo sem treino cominado com a alimentação precária, que decaiu de vez. Ainda nesse mês temos muitas atividades acadêmicas e trabalhos a encerrar no escritório, desse modo o início de treinos e regularização na alimentação se dará próximo à maratona de São Paulo. Vamos em frente...

Pessoal das corridas, no dia 10/04/2011, tivemos a execução da 12ª Meia Maratona Corpore, em São Paulo, capital. As inscrições eram feitas pelo sítio www.corpore.com.br, com taxa de R$ 55,00, para associados e R$ 70,00, para não associados (2010- R$ 50,00 e R$ 65,00; 2009- R$ 40,00 e R$ 50,00; 2008- R$ 30,00 e R$ 40,00), com opção de uma corrida de 5km. A retirada do numeral e chip foram nos dias 08 e 09/04, no CEPEUSP, na USP (numeral 21000). No meu caso, como estava em Alagoas, o professor Augusto fez a retirada e me entregou no dia da prova.

O percurso se deu nos arredores da USP. A largada se deu às 07:30 na Avenida da Raia da USP, passando nas imediações do Parque Villa-Lobos, alamedas de Alto de Pinheiros e região da Jockey Club, retornando a USP. A altimetria é tranqüila, sendo que só há possíveis dificuldades nos trechos do início onde se atravessa o rio Pinheiros pelo viaduto e no final próximo ao 16km, a subida da avenida Politécnica. O resto é mamão com açúcar A premiação foi interessante, na distância de 21km tivemos troféus para os cinco primeiros no geral e três melhores nas categorias; na distancia de 5km também troféus para os cinco primeiros no geral, sem premiação por faixa etária. Até aqui tudo normal, mas houve uma premiação extra para aos dois primeiros colocados no geral: uma passagem aérea de qualquer lugar do Brasil.





Cheguei a USP próximo das 07:10, mas por precaução deixei a viatura a pouco mais de 1km do CEPEUSP, local da largada. Para piorar as tendas estavam situadas bem mais à frente, assim foram mais um tanto para me preparar para largar. Como estava plenamente ciente que seria um treino e havia chegado de uma viagem cansativa em Alagoas, não tive pressa alguma. No caminho encontrei a colega Jacke Gense, que, ao que parece, está retornando às atividades. Infelizmente ela com pressa de largar e eu atrasado para chegar, não pudemos conversar, fica para uma próxima. Wellcome Jacke!


Ao me dirigir para largada, percebi que os corredores dos 5km o faziam em separado do pessoal dos 21km. Do outro lado da rua, bem distante e saiam em sentido contrário, nós dos 21km para direita e eles à esquerda. Pronto, uma pequena decisão que resolveu o problema dentre corredores “ligeirinhos” e “fundistas”. Cruzei a linha de largada com quase 10 minutos de prova em andamento. Tudo bem. Considerando que passei boa parte da semana com buchada de bode, sarapatel, galinhada, cuzcuz com carne seca, dentre outras maravilhas, pulei de Arapiraca nas Alagoas para USP em poucas horas, largar já ficou de bom tamanho.



O clima estava bem propício para correr, com o tempo nublado, mas sem sensação de frio. Ao final da prova o tempo esquentou. Saí num ritmo confortável, próximo de 06:00/km e aos poucos fui melhorando, culminando com 10km abaixo de 55 minutos, sendo que utilizei somente o último posto de hidratação desse trecho. No próximo posto me servi do gel de carboidrato e deixei “a vida me levar”. Próximo dos 12km os joelhos começaram a queimar (esse é o termo preciso...), que me causou preocupação se terminaria ou não a prova. A subida da Politécnica mesmo sendo de dificuldade mínima, deu trabalho ao combatente. Os último quilômetros deram trabalho, pois a parte frontal das coxas se fizeram sentir, foi um incômodo preocupante. Aos trancos, correndo estilo “Chaplin”, terminei a prova em 1h:55m:18s. Meu histórico nessa prova é seguinte: 2008- 01m:43m:51s; 2009- 1h:43m:32s; 2010- 1h:55m:03s e 2011- 1h:55m:18, ou seja, só piora... Acabei a prova com bolha de sangue em um dos dedos do pé direito e bem cansado. As queimaduras no joelho sumiram, pelo menos isso. Água à vontade e sem nenhum inconveniente durante prova.



O kit final foi um meio kit de meia maratona. Explico: um mini pão com peito de peru, uma mini maça, uma mini banana, um torrone, meio copo de isotônico. A medalha desta vez foi ótima, posto as anteriores pareciam que foram cridas por designers que nada entendem de medalhas de corridas. Essa veio desenhada simples, mas dentro das características do esporte. Não é conservadorismo. A camiseta foi para presente, tanto que reservei GG. A organização da Corpore foi excelente, só a logística da chegada, largada e das tendas que ficou complicado, como no ano passado. Ficou “ruim” para chegar, mas “bom” para participar da prova Por fim a prova foi válida para encontro de alguns combatentes Rogério Lagos, Reginaldo Ilário, P.A., Marcão, Walquiria Milaine, Leandro, Eduardo Kenji, Anderson Bos e nosso corredor-escritor Fauzer, fora ainda a Jacke já citada. O Namiuti “furou” o evento... A penitência será em breve.


O recorde da prova pertence a Valdenor Pereira dos Santos, com tempo de 1h:03m:37s, estabelecido na edição de 2002. Nessa edição emblemática, Valdenor venceu com quase um minuto de folga de, nada mais nada menos que, Marílson Gomes dos Santos. O histórico desse combatente é ser vice em 2001, campeão em 2002, terceiro em 2005, O feito de Valdenor repercute até hoje, pois somente outro corredor conseguiu um sub-1h:04m nessa prova, foi Mathew Kiptoo Cheboi, em 2010, com tempo de 1h:03m:49s. Tempos à parte o nome da prova é o tetracampeão Frank Caldeira, vencedor em 2003 2004, 2005 e 2007. O recorde brasileiro na meia maratona continua nas mãos do Grande Marílson Gomes dos Santos, com incríveis 59m:33s, obtido em 2007 no Campeonato Mundial de Meia Maratona em Udine, Itália. Essa marca só perde no planeta para os africanos. Acho que o recorde, em solo brasileiro, pertence ao próprio Franck Caldera, da meia maratona Praia Grande de 2004, com o tempo de 1h:02:m29s. A conferir.


Eis a classificação oficial, lembrando que Adriano Bastos se sentiu mal no final da prova e foi ultrapassado pelo campeão, ou seja, perdeu uma prova ganha: 1. Fabio do Nascimento, 1h:08m:00s; 2. Adriano Bastos, 1h:08m:34s; 3. Francisco das Chagas Bezerra, 1h:08m:59s; 4. Naval Freitas, 1h:09m:27s; 5. Fábio Ramos dos Santos, 1h:09m:47s. Os colegas melhores classificados, pelo menos o que consegui garimpar, foram: 83. Leandro Mario da Silva, 1h:22m:30s; 131. Marco Antonio de Oliveira, 1h:26m:08s; 180. Leonardo de Morais Marostegam, 1h:28m:25s; 182. Antônio Fernandes da Costa, 1h:28m:32s; 186. Paulo Eduardo Carvalho Moreira , 1h:45m:50s; 208. Sidney Gonçalves da Silva, 1h:29m:21s; 242. Paulo Augusto Viana dos Santos, 1h:30m:29s; 699. Eduardo Kenji Hamasato, 1h:40m:35s.

Pessoal das corridas dia 03/04/2011 da 11ª edição da Meia Maratona Trilheira de Ribeirão Pires, cidade distante 45 km da capital paulista. A cidade faz parte do Grande ABC. Situado entre os municípios de Santo André, Mauá e Rio Grande da Serra, dista aproximadamente 40km da capital paulista. Para chegar lá eu peguei o trecho mais “trilheiro”, mas o ideal é ir pela avenida dos Estados, passando pela avenida Capuava em Mauá. Esse foi o caminho que eu fiz na volta. Simples e fácil. Atentei ao fato de que há inúmeras estátuas metálicas na cidade. Pesquisei sobre o tema, depois da prova, e li que trata-se de um “museu a céu aberto”, que foram feitas de sucata de indústrias locais. Muito interessante. Anotei um histórico de outro corredor, no que concerne ao tamanho do percurso: 2001- 42 km (!); 2002- 36 km; 2003- 35 km; 2004- 26 km; e a partir de 2005 passou a ter 21 km. As inscrições eram feitas pelo sítio do ativo.com com taxa de R$ 40,00 (2007- R$ 30,00; 2008- R$ 35,00; 2009 em diante R$ 40,00). A retirada do numeral se deu pouco antes da prova (n.° 167), no Complexo Ayrton Senna, situado ao lado da Delegacia de Polícia, próximo ao Ribeirão Pires Futebol Clube. O espaço também contemplava os prédios da secretaria municipal do esporte e o teatro municipal.


Retornando ao kit de entrada, a curiosidade era que o numeral era feito de pano, ou material têxtil semelhante, muito simples. Aliás como toda a prova. Outro ponto diferente é a ausência de chip, que ao final percebi que nem foi necessário. A lista de combatentes não chegou a 300, e a prova, como dito, era uma típica “corta-mato” (ou cross-country como dizem por aqui), logo não houve mesmo a necessidade de muita frescura. A organização esteve a cargo do Rotary Clube de Ribeirão Pires que informou que a verba seria destinada para obras assistências da entidade. A premiação consistiu somente em troféus: aos 10 primeiros no geral e 5 primeiros nas faixas etárias.


Saí de Sampa já com garôa forte, que me deixou um pouco apreensivo com a condução do trajeto da corrida. Minha única experiência em “corta-mato” não foi lá muito boa. Foi na Corrida das Torres, no litoral paulista. Por muito pouco não caí (e vi gente caindo) nas ribanceiras, posto que a trilha se deu, em grande parte, nas beiradas dos morros. Entretanto, como diz o hino luso, vamos “às armas...”, ou o brazuca “filho teu não foge a luta”. Depois da dificuldade para chegar ao local do evento, tudo passou a ser mais tranqüilo. O local continha espaço suficiente para estacionar as viaturas. A retirada dos “panos numerados” sem tumultos. Nesse ínterim encontrei com os calegas Americo Gabriel Salles; Alberto Lu Pei Yuan; Leandro Mário da Silva; Max Stewers Oliveira; Fábio Rogério Silveira Namiuti; Marcelo Jacoto, Luis Fernando Pagliusi


A largada foi a uns 200 metros da concentração ao som dos escapamentos das motos de cross, bem interessante. Fui alinhar com o colega Luis Fernando e a largada se deu com um pouco de atraso (não marquei...). Logo de cara uma subida de paralelepípedos um pouco íngreme com um trecho de terra bem enlameada. Até aí tudo ia bem, mas mais adiante começou a “trilheira” propriamente dita. Somente havia espaço para um corredor de cada vez, logo as filas de corredores a minha frente (e atrás também) eram constantes. No meio do percurso tivemos o “trecho ferroviário” da prova. Ora correndo sobre os trilhos, que castigaram o combatente, posto que ou as pedras estavam acima do nível dos dormentes dos trilhos, dificultando a pisada, ora estavam bem abaixo, obrigando a pisar sobre os dormentes, impingindo passadas curtas ou muito largas, cansando os guerreiros. A solução era ficar às margens dos trilhos, mas também era por pouco tempo, pois o percurso interrompia-se de tempos em tempos, e lá subia o portuguesinho aos trilhos. Esse vai e volta aos trilheiros cansou ainda mais o combatente...


A segunda inserção na mata foi mais pesada, posto que os corredores já estavam cansados, e eu exausto. Os joelhos começaram a arder e as pernas já não respondiam ao trajeto determinado pelo cérebro. Saímos da mata e voltamos ao trecho urbano de terra. O estômago roncando era a única manifestação positiva da carcaça. A partir dali eu não tive mais condição de acompanhar os demais corredores (ou aventureiros...). As subidas se tornavam invencíveis e andei muito mais que trotei (nem se aventou a possibilidade de correr!). Sem gás, nenhum foi só esperar o término da prova. Perto do final passamos ao lado de uma padaria que lançava o cheiro do frango assado. Confesso que se tivesse levado dinheiro, de certo faria um pit-stop para assegurar o lanchinho da volta.


Fora essas duas fases trilheiras tivemos uma parte “urbana”, pequena mas tivemos. O problema foi que a interrupção do tráfego se deu com a prova em andamento, e em alguns pontos ficamos à mercê do bom senso dos motoristas, que não é lá muita garantia. Terminei a contenda com tempo líquido de 2h:06m:19s, logo asseguro que o percurso não continha sequer 20km. Aliás a marcação de quilometragem foi deficiente. Destaco a até mesmo que faltaram muitas marcações de quilometragem. Kit de chegada continha uma banana, um pacote de bolachas, um garrafa de suco. A medalha bem simples, ornando com a prova. A camiseta ainda não apreciei. O problema da falta de chip foi resolvido com uma “aproximação de tempo”, posto que a entrega do “pano-numeral”, resultou em marcação de tempo manual. O meu deu uma diferença de quase um minuto.


O maior presente mesmo foi acabar bem acabado e bem enlameado. Passei o resto do dia e o dia seguinte inteiro com dores nas pernas, mas valeu! A volta teve a boa companhia do Marcelo Jacoto, que havia chegado de Portugal em entregou uma prenda ao portuguesinho. Vamos a próxima meia maratona...