A retirada do chip e numeral (2132) se deu exclusivamente no dia 21/05/2011, entre 08:00 e 18:00, no estacionamento do hotel Transamérica, localizado na rua Bento Branco de Andrade Filho, 599, bairro de Santo Amaro, ao lado da ponte Transamérica, da marginal do rio Pinheiros. Para correr tudo bem, mas para pegar chip e numeral tão longe, acho que poderiam ‘melhorar’ a retirada, pela distância, pois do resto foi excelente. No local havia diversos benefícios aos ‘TOP 300’ que foram escolhidos previamente pela previsão de performance, entretanto havia outras áreas livres para todos os corredores, que poderiam realizar testes de pisada, medição o percentual de gordura, avaliação postural e testes de equilíbrio, alongamento e pliometria, bem como fazer umas ‘comprinhas’ no stand da Mizuno, patrocinadora master do evento.
Para chegar até o local da prova fui pelas marginais do rio Tietê e Pinheiros, mas ficou bem difícil chegar, pois as interdições deixaram o trafego insuportável. Optei por contornar pela próxima ponte e pegar a marginal do rio Pinheiros no sentido contrário. Também havia problemas, mas nem de longe se aproximava da situação anterior. Adentrando a região estacionei a viatura um pouco distante, próximo ao banco Santander e SESC Santo Amaro. Pelo menos valeu para dar uma ‘esquentada’. Com esse tumulto todo e até chegar na largada, os corredores já haviam saído, mas como tínhamos muitos corredores, deu tempo suficiente para me localizar no final da fila e mesmo assim tive que esperar para cruzar a linha de largada.

Mesmo antes de cruzar a linha de largada já percebi que o evento seria muito bem organizado, tudo bem demarcado e muita gente no staff controlando a movimentação dos corredores. Antes mesmo de cruzarmos a marca de 3km, já havíamos passado por 2 pontos de hidratação, e o interessante é que haviam placas informando “100 metros para hidratação” para cada posto. O problema, se é que podemos chamar isso, foi a largada um pouco apertada para quantidade de corredores, entretanto após passarmos pela ponte Transamérica e chegarmos a pista expressa da marginal do rio Pinheiros a coisa fluiu melhor. O percurso é todo plano, sendo que a única elevação é mesmo a ponte Transamérica, que também é facilmente vencível. Boa parte do percurso se dá na sombra o que facilitou muito a vida dos corredores, lembrando ainda da quantidade de postos de hidratação. Ou seja, tudo perfeito.
Perfeito, perfeito mesmo, não foi, pois faltava (de novo) o corredor. As aulas e o trabalho no escritório estão tomando muito tempo, e o descanso pede passagem, mas só mesmo em julho. Por enquanto ficaremos assim, meu problema é a maratona de São Paulo, que pelo jeito vai virar meia-maratona. Explico. Até os 7km consegui manter um ritmo não muito ruim, mas dessa feita senti muita falta de ar e o corpo pesado, muito pesado. O que não seria razoável de aceitar, pois com a falta de atividade física regular nesse semestre o meu peso diminuiu (pasmem...). Esse semestre perdi 4kg e a ‘alarguei’ um pouco o tronco, entendo que toda a massa magra sumiu. Paciência.
Passado a marca de aproximadamente 7,5km se deu a primeira arriada do combatente, e até quase o 9km, foram 4 vezes de passar de correr para andar. Isso me causou espanto, pois mesmo nos tempos ruins isso não acontecia, ainda mais em percurso plano e pouco calor. Nesse ínterim as panturrilhas começaram a incomodar (que também a tempos não acontecia...) e terminei a prova bem cansado. O tempo? Não sei, pois nem mesmo levei o cronômetro. Aliás, comprei um Garmim 405 a mais de um mês e não consegui (ou não tentei...) utilizá-lo.
Ao término da prova recebemos frutas à vontade (bananas e maças) e garrafa de Gatorade, mas nada de saquinhos plásticos. Interessante, não é mesmo? Na retirada do numeral recebemos uma camiseta muito boa, com a chancela da Mizuno (mas não era Mizuno...), e também uma ‘bag’ para levar as tranqueiras, pela que era da cor laranja. Voltando ao final da prova recebemos também uma toalha de treino muito boa e macia (pena que era laranja também...). O chip foi descartável, que está aos poucos se tornando freqüente nas provas, principalmente as mais caras. Agora a medalha foi mesmo hilária, tão pequenina, que muitos fizeram chacota. Depois, com mais calma, percebi que ela se encaixa nas posteriores, das demais etapas, mais ou menos com a ‘mandala’ do Circuito Adidas. No total a prova foi muito boa e bem organizada. Esse percurso também é ideal para fazer uma boa marca nos 10km. Até a próxima...

O problema na largada foi que todos saíram juntos, no tempo e no espaço, caminhada, corrida de 3,1km e corrida de 10km, ou seja, uma ‘zona’. Houve recentemente outra corrida que participei (nem sei se era Corpore...), que a caminhada saiu em local separado e horário diferenciado. Caso fosse adotado esse procedimento hoje, o tumulto seria mínimo. Pois bem, percurso manjado, corredor manjado e clima manjado, resultaram em uma corrida manjada. A atratividade de participar dessa prova no ‘complexo do Ibirapuera’ foi de ajudar o GRAAC. O combatente sofreu muito, também pertinente aos meses e meses sem treino, entretanto os portugueses não desistem fácilmente, não é mesmo?