Essa prova está em constante mutação: corrida camaleão. Em 2009 a prova estava marcada para março, mas pela minha pesquisa foi cancelada. Ocorreu, em outubro de 2009, outra corrida noturna, com o trajeto todo dentro da USP, num circuito de 4km: 12km (três voltas), 8km (duas voltas) e 4km (uma volta). Foi “mamão com açúcar”, tudo plano. Em 2010 o percurso se deu também num circuito de 4km nas imediações do bairro do Pacaembú, também em 1, 2 ou 3 voltas, completando então 4km, 8km e 12km. Nessa edição, ficou mais complicado a subida da avenida Pacaembú.
A “outra” noturna continuou no calendário, em paralelo com a “nova”. Tivemos então 2 corridas noturnas. Em 2011 novas mudanças, com novo local de largada, na praça dos Heróis da FEB, em frente ao Campo de Marte, bairro de Santana e novo comprimento da prova máximo de 8km, e novo horários de 18:40 para às 21:00. O pior é que a prova diminui em 33% a distância, mas aumentou a taxa em 50%. Depois a Yescom reclama de tomar tanta “cacetada”. Em compensação a “outra” noturna sumiu, assim 2011 teremos somente uma corrida noturna pela Yescom. Em 2011 a premiação ficou restrita a troféus para categoria geral para 5 primeiros no percurso de 8km, sem, pelo informado, pagamento em dinheiro.
O percurso pelo contrário favoreceu os corredores, pois foi um “tapete”: saída pela avenida Santos Dumont (Campo de Marte), contornando praça Campos de Bagatelle e seguindo a rua Olavo Fontoura (Anhembi) até próximo o Hospital da Aeronáutica, e retornando pelo mesmo caminho. Tudo isso sem sequer um degrau de subida. Acrescentando que a prova é à noite, sem calor para derrubar os combatentes. Tudo para outro desempenho favorável. Outra ressalva é que esse trajeto causou tanto impacto no trânsito como em 2010, quando travou literalmente a avenida Pacaembú, causando xingamentos mil dos motoristas. As imediações da avenida Cruzeiro do Sul e da avenida Voluntários da Pátria ficaram travadas. Carros empatando nos cruzamentos e um “buzinaço” sem tamanho. Já havia o stress da chuva e do frio, com trânsito travado então foi “dose para leão”.
Pois bem, cheguei ao local do evento seguindo pela rua Maria Cândida, avenida general Ataliba Leonel e rua Alferes de Magalhães, onde estacionei a viatura. Seguindo à pé pela rua, atravessei a avenida Cruzeiro do Sul (travada como disse) e depois pela a rua Voluntários da Pátria, dobrando na rua Alfredo Guedes seguindo até a avenida Santos Dumont, local da largada. O frio e a chuva cultivaram em mim uma “preguiça”, mas como desde sexta-feira que eu estou no ócio físico, necessitava fazer uma “física” para não deixar o corpo enferrujar. Fui direto para o local da largada tentando me posicionar mais à frente do pelotão. Não por que queria melhorar minha classificação geral, ou coisa que o valha. Era porque queria encerrar o caso o mais cedo possível!
A largada, marcada para às 21:00, adiantou 2 minutos, muito porque o pessoal estava mesmo impaciente com a chuva. Entretanto o frio e o percurso totalmente plano foi um presente para um corredor em recuperação como eu. Adorei. O primeiro quilômetro fechei em 4m:34s. Acho que foi o recorde de velocidade nos 1.000m desses dois anos! Não é nada, não é nada... não é nada mesmo, eu sei... Fiquei com receio de estourar muito cedo e tentei reduzir a marcha um pouco, mas para minha felicidade emparelhei com um corredor de passadas largas, trocamos umas palavras e tente ao máximo acompanha-lo, tal como o Colucci na semana passada. Corria com a respiração “aos guinchos”, mas fui firme. Mais à adiante, emparelhamos com outro corredor que também se juntou a nós. Aí comecei a sentir o ritmo e a respiração ficou muito forçada.
Fechei os 4km pouco mais de 18m:30s e sem utilizar um único posto de hidratação. O quilômetro sete foi o mais difícil, ainda mais que os “coelhos” dispararam na frente (ou eu que disparei para trás). Só consegui sentir o ritmo novamente no último quilômetro. Fechei a prova com tempo 36m:50s, ou seja, um split negativo! Muito legal isso. O resultado foi um pace médio de 4m:37s/km para 8km, que representaria, em tese, em 46m:10s nos 10km.
A organização não teve muito problema, haja vista o quórum bem baixo. O kit de largada veio com um chip descartável, uma camiseta (que não abri ainda), dois saches de gel, um de proteína pós-corrida. Na chegada tivemos um pacote de biscoito tipo “champagne” e barra de cereal. Em resumo tudo que um celíaco não pode nem chegar perto. A medalha foi bem simples, no desenho e detalhes. Não tivemos isotônicos, mas foram dispensáveis.
Essa semana não foi muito boa para treinos, mas a alimentação continua firme e as vitaminas e proteínas nas doses de treinos. Sento-me mais leve, com o tronco menos “protuberante”. A academia não me viu essa semana e isso me faz falta. A semana que vem começam aulas na USP. O mestrado ainda demora mais um pouco. O serviço começa a apertar posto que muitos colegas estão nos indicando. Isso é bom. As aulas na graduação Universidade Ibirapuera começam dias 8 de agosto, em contra partida minha turma de MBA termina semana que vem. Foi uma ótima experiência dar aulas na pós-graduação. Agora é me recuperar e me preparar para novo semestre.









