Pessoal das corridas dia 30/07/2011 participei da terceira edição da Corrida Noturna da Caixa. As inscrições eram feitas pelo sítio da Yescom, limitada a 4.000 corredores, com opções de 4km e 8km, com taxas de R$ 45,00 a R$ 55,00, dependendo da data de inscrição (2010- R$ 30,00 e R$ 40,00, 2009- R$ 30,00 e R$ 35,00). A retirada do numeral e chip se deu na sexta-feira, dia 19/07, entre 10:00 e 19:00, na loja de esportes Velocitá, localizada na avenida Pavão, 342, bairro de Moema (numeral 2.000). Eu particularmente sou fã de provas noturnas urbanas, ainda mais essa que é bem perto de casa e num circuito, que veremos adiante, bem conhecido. Não que não goste de correr domingos pela manhã, mas as ‘noturnas’ proporcionam uma quebra da monotonia das provas de rua.

Essa prova está em constante mutação: corrida camaleão. Em 2009 a prova estava marcada para março, mas pela minha pesquisa foi cancelada. Ocorreu, em outubro de 2009, outra corrida noturna, com o trajeto todo dentro da USP, num circuito de 4km: 12km (três voltas), 8km (duas voltas) e 4km (uma volta). Foi “mamão com açúcar”, tudo plano. Em 2010 o percurso se deu também num circuito de 4km nas imediações do bairro do Pacaembú, também em 1, 2 ou 3 voltas, completando então 4km, 8km e 12km. Nessa edição, ficou mais complicado a subida da avenida Pacaembú.

A “outra” noturna continuou no calendário, em paralelo com a “nova”. Tivemos então 2 corridas noturnas. Em 2011 novas mudanças, com novo local de largada, na praça dos Heróis da FEB, em frente ao Campo de Marte, bairro de Santana e novo comprimento da prova máximo de 8km, e novo horários de 18:40 para às 21:00. O pior é que a prova diminui em 33% a distância, mas aumentou a taxa em 50%. Depois a Yescom reclama de tomar tanta “cacetada”. Em compensação a “outra” noturna sumiu, assim 2011 teremos somente uma corrida noturna pela Yescom. Em 2011 a premiação ficou restrita a troféus para categoria geral para 5 primeiros no percurso de 8km, sem, pelo informado, pagamento em dinheiro.

O percurso pelo contrário favoreceu os corredores, pois foi um “tapete”: saída pela avenida Santos Dumont (Campo de Marte), contornando praça Campos de Bagatelle e seguindo a rua Olavo Fontoura (Anhembi) até próximo o Hospital da Aeronáutica, e retornando pelo mesmo caminho. Tudo isso sem sequer um degrau de subida. Acrescentando que a prova é à noite, sem calor para derrubar os combatentes. Tudo para outro desempenho favorável. Outra ressalva é que esse trajeto causou tanto impacto no trânsito como em 2010, quando travou literalmente a avenida Pacaembú, causando xingamentos mil dos motoristas. As imediações da avenida Cruzeiro do Sul e da avenida Voluntários da Pátria ficaram travadas. Carros empatando nos cruzamentos e um “buzinaço” sem tamanho. Já havia o stress da chuva e do frio, com trânsito travado então foi “dose para leão”.

Pois bem, cheguei ao local do evento seguindo pela rua Maria Cândida, avenida general Ataliba Leonel e rua Alferes de Magalhães, onde estacionei a viatura. Seguindo à pé pela rua, atravessei a avenida Cruzeiro do Sul (travada como disse) e depois pela a rua Voluntários da Pátria, dobrando na rua Alfredo Guedes seguindo até a avenida Santos Dumont, local da largada. O frio e a chuva cultivaram em mim uma “preguiça”, mas como desde sexta-feira que eu estou no ócio físico, necessitava fazer uma “física” para não deixar o corpo enferrujar. Fui direto para o local da largada tentando me posicionar mais à frente do pelotão. Não por que queria melhorar minha classificação geral, ou coisa que o valha. Era porque queria encerrar o caso o mais cedo possível!

A largada, marcada para às 21:00, adiantou 2 minutos, muito porque o pessoal estava mesmo impaciente com a chuva. Entretanto o frio e o percurso totalmente plano foi um presente para um corredor em recuperação como eu. Adorei. O primeiro quilômetro fechei em 4m:34s. Acho que foi o recorde de velocidade nos 1.000m desses dois anos! Não é nada, não é nada... não é nada mesmo, eu sei... Fiquei com receio de estourar muito cedo e tentei reduzir a marcha um pouco, mas para minha felicidade emparelhei com um corredor de passadas largas, trocamos umas palavras e tente ao máximo acompanha-lo, tal como o Colucci na semana passada. Corria com a respiração “aos guinchos”, mas fui firme. Mais à adiante, emparelhamos com outro corredor que também se juntou a nós. Aí comecei a sentir o ritmo e a respiração ficou muito forçada.

Fechei os 4km pouco mais de 18m:30s e sem utilizar um único posto de hidratação. O quilômetro sete foi o mais difícil, ainda mais que os “coelhos” dispararam na frente (ou eu que disparei para trás). Só consegui sentir o ritmo novamente no último quilômetro. Fechei a prova com tempo 36m:50s, ou seja, um split negativo! Muito legal isso. O resultado foi um pace médio de 4m:37s/km para 8km, que representaria, em tese, em 46m:10s nos 10km.

A organização não teve muito problema, haja vista o quórum bem baixo. O kit de largada veio com um chip descartável, uma camiseta (que não abri ainda), dois saches de gel, um de proteína pós-corrida. Na chegada tivemos um pacote de biscoito tipo “champagne” e barra de cereal. Em resumo tudo que um celíaco não pode nem chegar perto. A medalha foi bem simples, no desenho e detalhes. Não tivemos isotônicos, mas foram dispensáveis.

Essa semana não foi muito boa para treinos, mas a alimentação continua firme e as vitaminas e proteínas nas doses de treinos. Sento-me mais leve, com o tronco menos “protuberante”. A academia não me viu essa semana e isso me faz falta. A semana que vem começam aulas na USP. O mestrado ainda demora mais um pouco. O serviço começa a apertar posto que muitos colegas estão nos indicando. Isso é bom. As aulas na graduação Universidade Ibirapuera começam dias 8 de agosto, em contra partida minha turma de MBA termina semana que vem. Foi uma ótima experiência dar aulas na pós-graduação. Agora é me recuperar e me preparar para novo semestre.


Pessoal das corridas eis o resumo das corridas de 06/08 a 07/08/2011 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
Maratona da Sibéria – Rússia

DOMINGO
Maratona de Assunção - Paraguai
Maratona de Recife /PE
Corrida Corpore Centro Histórico - Centro
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo – Lapa
Circ. Corrida Meia-maratona Asics – Ponte Estaiada
5ª Oscar Fashion Tunning - São Jose dos Campos/SP
3ª 10 Milhas Rio Preto Shopping Center – Rio Preto/SP
6ª Corrida Fisk Saúde em Dia – Araraquara/SP
2ª Corrida Nacional da Saúde – Sorocaba/SP

Pessoal das corridas neste domingo, dia 24/07/2011, participei da etapa São Paulo do Circuito de 10 Milhas patrocinado pela Puma. Ano passado, salvo engano, a marca que ostentada o circuito era Mizuno (a conferir). O circuito contempla ainda Rio de Janeiro (15/05), Porto Alegre (10/07), Belo Horizonte (18/09) e Brasília (23/10). A prova tem um atrativo interessante, que é percurso medido em milhas, muito interessante, entretanto para minha decepção a marcação de quilometragem foi em quilômetros. As inscrições eram feitas pelo sítio www.10milhas.com.br, com taxa de R$ 67,50 e R$ 77,50 (dependendo da data de inscrição), para opções de 16km e 8km, individual ou em duplas (duas voltas de 8km). A entrega do numeral (0800) se deu nos dias 22/07, das 10:00 às 20:00, e 23/07, das 10:00 às 18:00, na loja Mundo da Corrida, localizado na avenida Brigadeiro Luis Antonio, 4.919, próxima ao parque Ibirapuera. A premiação foi em troféus para 3 primeiros colocados no geral em todas modalidades.

Para chegar o local do evento foi bem tranqüilo: percorrer a avenida Santos Dumont, avenida Tiradentes, avenida Prestes Maia, avenida 23 de Maio, entrada pelo túnel Ayrton Senna, avenida presidente Juscelino Kubitschek, entrada pelo túnel JK e saída pela avenida Oscar Americano, posto que a saída para a Lineu de Paula estava bloqueada. Estacionei a viatura próxima ao parque Alfredo Volpi e segui para o Jockey Clube. Os 'flanelinhas' estavam em peso, lado a lado com os 'marronzinhos' que nada fizeram. Lamentável...

O chip foi entregue no dia da prova, o que causou alguns transtornos, por puro erro de logística e abuso dos corredores. O local onde havia o ‘guarda-volumes’ e ‘retirada de chip’ era bem apertado e bem próximos, assim o trânsito ficou um pouco complicado. Em contrapartida os corredores ficavam por ali conversando, colocando chip e numeral, ou até mesmo descansando esperando a largada. Uma tremenda falta de consideração com os demais corredores, ainda mais que havia locais muito bonitos, que mereciam sim uma ‘visita’ dos corredores. Paciência... como sempre.

No local da prova encontrei o Sinésio, o Marcão, Laércio, e professor Augusto. Retirei meu chip e fui alinhar. Cheguei na área às 07:20 e o local estava bem ‘deserto’, pois a maioria dos corredores continuava na dispersão conversando ou fazendo o aquecimento proporcionado pela organização na área de dispersão. Encontrei então a Juliana e a Jacke que a tempos não as encontrava, muito bom! Ficamos na conversa e aí sim, a multidão chegou. Avistei o Régis lá na frente, com o umbigo colado na faixa de largada, posto que seu ritmo era suficiente para tanto. Infelizmente não conseguimos conversar. Fica para a próxima. Eu fiquei a uns 10 metros atrás da faixa de largada, que por sinal era bem à frente do que realmente deveria ficar. A largada se deu às 07:30 dentro das instalações do Jockey Club, localizado na Av. Lineu Paula Machado, 1263, entre as pontes Cidade Jardim e Eusébio Matoso.

Nos primeiros metros cruzei com a Walquiria, atleta de primeira, mas que está um pouco ‘parada’, e continuo a admirar muito. O percurso como percebi pelo mapa era sopa no mel, todo plano, quando muito tivemos uma subida na travessia da ponte que nem se pode falar que era subida. Acrescenta-se a isso tudo o clima bem frio, mas não o suficiente para nos fazer tremer. Como a largada se deu cedo, o sol também não se apresentou para dificultar as coisas pelos corredores. Em resumo: prova excelente para fazer um tempo razoável. Para mim então era tudo que precisava para dar um UP e incentivar a continuar nos treinos.

Nessas duas semanas foram para treinos de rodagem, lentas, mas contínuas, durando de 40 a 70 minutos. A academia também foi bem visitada, mas com pesos mais ‘suaves’, pois a carcaça ainda não está acostumada com força maior que subir escadas. A alimentação foi o item mais cuidado, com compras de vitaminas, proteínas, castanhas, entre outras coisas. À noite nada de carboidratos. Já me sinto bem melhor até mesmo o sono está contínuo. Comprei um tênis e adquiri um Garmim 405, mas não estou conseguindo utilizar as funções, pois o ‘bicho’ veio em polonês e ainda não me habituei com tantas novidades.

Retornando a corrida, nessa prova eu usei o cronômetro antigo, entretanto a correia rompeu e tive que usá-lo no bolso (hilário...). No primeiro quilômetro cravei 05m:28s, então resolvi dispensar a marcação, não por problemas no cronômetro, pelo contrário, mas para não desanimar logo no começo. Passei batido por todos os pontos de hidratação me concentrando no ritmo da respiração. Ao final dos 10km dei uma olhada no cronômetro: 46m:23s. Era o recorde dos últimos 12 meses, pelo menos!

Passei o Colucci uma vez, peguei o gel e água e andei por uns 40 passos, o Colucci me deu o troco. Mais à frente voltei à frente e continuei puxando o pace, sem me dar conta do cronômetro. O corpo estava sem incômodos, mas a respiração era que ‘freava’ o portuguesinho, resultado ainda da falta de condicionamento. Emparelhei com o Colucci e depois de um tanto o deixei a alguns metros atrás. Ele voltou a emparelhar e aí sim, me puxou bem, pois eu quase ‘soltando os bofes’ consegui dar continuidade ao pace. O Colucci bem que poderia ter me deixado para trás, mas ajudou muito o portuguesinho. Desde já agradeço. Os últimos 2 km foram dentro das instalações do Jockey Clube, que proporcionou um galope firme desse pangaré portuga, quase todo em terra batida.

Cruzei a linha de chegada em 1h:16m:04s, na distância de aproximadamente 16.200 metros, segundo diversos amigos que mediram o percurso. O que dá um pace de aproximadamente 4m:40s/km. Excelente! Ao final encontrei o triatleta Diego Ciarrochi e os corredores Marcão, Sinésio, o Laércio e o Fábio Namiuti. O kit de chegada foi simples, mas eficaz: um isotônico e frutas (maça e banana) à vontade. Nada de doces e industrializados. Ponto para Puma. Agora é continuar a treinar e correr a ‘noturna’ da Caixa, no sábado. Ah! E continuar a treinar também, não é mesmo?



Pessoal das corridas eis o resumo das corridas de 30/07 a 31/07/2011 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
Circ. Paulista de Corrida de Montanha – Atibaia/SP
Corrida Noturna da Caixa - São Paulo/SP

DOMINGO
Maratona de São Francisco - EUA
2ª Maratona Internacional Maurício de Nassau – Recife/PE
Meia Maratona Corpore de São Bernardo do Campo/SP
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo – etapa Cidade Ademar
Circ. Corridas da Longevidade Bradesco – etapa Sorocaba/SP
10ª Corrida do Parque Maria Aparecida – Cajamar/SP
Super 5km Aeroespacial – São José dos Campos/SP
Circ. Corrida Série Delta – Campinas/SP
6 Milhas Bombeiros - Ribeirão Preto/SP
6ª Corrida Cidade de Piracicaba/SP

Pessoal das corridas essas duas semanas foram bem produtivas. Muitas rodagens e visitas à academia. Comprei cereais, proteínas, sementes, frutas e comecei a me alimentar corretamente. Sinto o corpo cansado e estou evitando fazer o trote mais forte. São rodagens de 50 a 70 minutos leves. Na academia flexões e extensões com pesos médios, abdominais (ou barrigais como queiram...) e costas. Se tudo der certo o mês de agosto teremos mais novidades. Pretendo, até meio do ano que vêm, me aproximar dos 48m nos 10km.

Comprei até um tênis novo (joguei todos os outros fora...). Estou com um Garmim 405 novinho, que não consegui usar ainda. O “brinquedo” veio em polonês e não consigo baixar os programas nem tampouco navegar nos menus. Outra limpeza será das camisetas. Tenho umas 50 (cinqüenta, isso mesmo!) que vou repassar a uma instituição de carentes. Quem sabe sai um GMGS daí? Nesse fim de semana vou correr as 10 milha da Puma. Bons treinos pessoal! Keep running...



Pessoal das corridas eis o resumo das corridas de 16/07 a 17/07/2011 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
1ª corrida noturna Jovem Pan Night Run - Santos/SP

DOMINGO
Maratona Internacional do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro/RJ
Circ. Corrida Athenas - 2ª Etapa (16km) - Hotel Transamérica
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo - etapa Vila Prudente
Corrida de Aniversário de São José dos Campos/SP
Circ. Corrida Popular - etapa Ribeirão Preto/SP
Circ. Corrida Série Delta - Ribeirão Preto/SP
1ª Meia Maratona Amil - Campinas/SP
Circ. Corrida de Salto/SP

Pessoal das corridas dia 10/07/2011 participei da etapa de Santana do Circuito SESC de Corridas. Lembrando que no dia 26/07/2011 o bairro de Santana completará 229 anos de existência. As inscrições eram feitas pelo sítio da Webrun, com taxa de R$ 8,00 para associados SESC e R$ 16,00 para não associados (2010- R$ 8,00 e R$ 16,00; 2009- R$ 5,00 e R$10,00, respectivamente) Depois de um aumento de 60%, de 2009 para 2010, a taxa se estabilizou. Houve ainda opção para caminhada de 3km e uma prova infantil. Como sempre o viés das corridas do SESC é mesmo a oferta de uma atividade física de qualidade, dispensando percursos para 'fazer tempos bons' ou de longa quilometragem.

O numeral (1589) foi retirado no dia 09/07/2011, véspera da prova, entre 10:30 e 18:30, no próprio SESC Santana, localizado na avenida Luis Dumont Villares, 579, Santana. Lá encontrei o combatente Carlão e sua esposa, bem como o Ricardo Riso (agora se aventurando no triátlon), e conversamos bastante. Outra experiência positiva foi de ouvir a jornalista/corredora Yara Achôa dando suas impressões aos corredores sobre esse binômio tão interessante, em ao contrário de que ocorre com demais jornalistas esportivos, de outras modalidades, que sequer praticam o esporte que acompanham.

Para chegar ao local da prova foi muito simples e também muito rápido. Saindo daqui dos E. U. de Vila Maria (república autônoma encravada no Brasil, tal e qual o Vaticano na Itália) segui até o fim pela rua Maria Cândida desde o estádio Olímpico de Vila Maria (vulgarmente chamado de Parque do Trote), atravessando a fronteira próxima a Avenida Joaquina Ramalho. Ao final cruzei com a avenida Luis Dumont Villares, palco da contenda. Tudo isso se passou em menos de seis minutos. Brasil e E. U. de Vila Maria têm uma rusga sobre bairro de Santana. Moradores antigos atestam que o Brasil se apossou ilegalmente desse território (bairro de Santana), contrariando o Tratado de Dona Joaquina. O caso é similar ao do Uruguai com o Brasil, pela região fronteiriça com Rio Grande, ou a do Brasil com a Bolívia, pelo domínio sobre o Acre. Talvez ainda seja represália aos lusos, pois aqui temos a maior quantidade de 'tugas' por quilômetro quadrado, fora de Portugal.

Pois bem, o chip, como costume, foi entregue no dia e local da prova, através da 'senha' do numeral. A viatura ficou a uns 2 quarteirões da concentração, por pura preguiça de chegar mais cedo. Saí de casa às 07:40 e aportei no Sesc em cima da hora. Retirei meu chip e encontro os combatentes Laércio e  Cleber (vulgo Clebão), e lá fomos alinhar, pois já tardava a largada. Entretanto nem foi necessário, posto que a largada atrasou pelo menos uns 5 minutos. Conversa estava tão boa, que nem foi sentido o atraso, entretanto o frio não nos deixava 'esquecer' da largada. O locutor ameaçou um aquecimento bem esquisito, mas o ponto marcante mesmo foram as palavras de incentivo do Vanderlei Cordeiro de Lima. Esse é um dos poucos ícones do esporte de ‘pernas que correm’ que respeito (fora o GMGS, é claro...).


O percurso da presente peleja foi o seguinte: largada na avenida Luis Dumont Villares, 579 (em frente ao SESC), seguindo pela avenida Leôncio de Magalhães, dobrando primeira à direita temos a rua Nogueira Aciolli (uma forte subida de paralelepípedo), contornamos o Parque Domingos Luís, seguimos pela rua Pedro Cacunda (outra subida menos íngreme, mas bem maior que a anterior. Cuidado que engana...) e adentramos a avenida Luís Dumont Villares até chegada no SESC. Nesse último trecho temos um ‘grampo’, formado na rua Viri, para que se completasse essa ‘perna’ em 3km. A prova completa de 6km compõe-se em duas voltas nesse circuito.

O clima estava frio e corri respirando forte o ar gélido da manhã, que deixou o portuguesinho com pulmões prejudicados (acompanhando o restante do corpo), mesmo correndo com blusa de manga comprida, e a parte de cima do abrigo de nylon, que me deu alguma proteção. Fomos então pari passu, eu e o combatente Laércio, com o Clebão mais atrás. A subida, logo de cara na primeira ‘perna’, deu para agüentar, entretanto percebi que a ‘maionese ameaçava desandar’. Por que? Porque um camarada com roupa de homem-aranha, óculos de sol, mochila nas costas e dando 'tchauzinho' para a galera, passou por mim como manteiga no pão. A humilhação estava feita. Tentei acompanhar o ‘aracnídeo’, mas não deu. Do mesmo modo o Laércio não se conteve com a humilhação lusa e também sumiu na poeira.

Como no ano passado, as subidas do trajeto castigaram um pouco o portuguesinho, e fui como, novamente, uma romiseta tentando subir a rodovia dos Imigrantes. O frio não obrigou o luso a utilizar qualquer posto de hidratação, sendo que faltando uns 2 quilômetros tirei o abrigo e o amarrei na cintura. Corri só pensando no ‘homem-aranha’ e cronometrei somente o primeiro quilômetro: 05m:30s, entretanto consegui um pace menos ruim depois disso e fechei a prova em 29m:57s, ou seja, um sub 5m:00s/km. Em 2010 também não foi muito bom, quando terminei em 29m:47s.

No fim retirei meu kit de chegada contendo um isotônico, uma maçã, uma barrinha de cereal e um sanduíche. A camiseta, que foi entregue antes, junto com o numeral, não é ruim, pelo contrário, mas ainda peca na côr. A medalha é que veio bem diferente. Como o mote das corridas em geral aos poucos vem acompanhando a linha ecológica, veio fabricada de papelão. A própria entrega das ‘prendas’ finais não vieram em sacos plásticos de costume. Se for para o bem do planeta, sem problemas, não é mesmo? Agora é treinar pelo menos duas vezes na semana rodagens leves e duas na academia, sem muita força. Vamos indo... Em tempo: o garmim 405 ainda continua inoperante...

Pessoal das corridas eis o resumo das corridas de 09/07 a 10/07/2011 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
Corrida Super 9K – Autódromo Interlagos
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo –Capela do Socorro
77ª Prova Pedestre 9 de Julho – Guaratinguetá/SP
Sunset Run – Ribeirão Preto/SP
1ª Corrida Noturna – Jundiaí/SP

DOMINGO
Circ. Corridas do SESC - etapa Santana
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo – etapa Perus
1ª Minimaratona Ecológica - Rio Grande da Serra/SP
Circ. Corridas dos Amigos da Riviera – Bertioga/SP

Pessoal das corridas nesse dia 03/07/2011 participei da 15ª edição da Corrida Corpore Bombeiros, com seus 10 quilômetros distribuídos nas imediações do Museu do Ipiranga/SP. Essa corrida é parte integrante das comemorações do Dia do Bombeiro, em 2 de julho, data que, em 1856 foi criado, no Rio de Janeiro, o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte. A prova terá, como sempre, muitas viaturas antigas e a exposição de diversos equipamentos utilizados pelos bombeiros. A camiseta da prova é também atração à parte, de manga comprida (normalmente). A premiação esse ano não foi em espécie, pelo menos o divulgado oficialmente. Serão troféus para os cinco primeiros no geral.

As inscrições eram efetivadas pelo sítio www.corpore.com.br, com taxas de R$ 55,00 para associados e R$ 70,00 para não associados (2010- R$ 50,00 e 65,00; 2009- R$ 40,00 e R$ 50,00; 2008- R$ 30,00 e R$ 40,00; 2007- R$ 30,00 e R$ 40,00; 2006- R$ 30,00 e R$ 40,00). O numeral (21010) e chip podiam ser retirados nos dias 01/07 das 10:00 às 21:00 e 02/07 das 10:00 às 18:00, no Shopping Central Plaza, localizado na avenida Doutor Francisco Mesquita, 1.000 na Vila Prudente.

Para chegar ao local da prova foi seguir pela avenida do Estado e sair pela avenida Dom Pedro I até o final. O cuidado é com as restrições, principalmente na volta. Os flanelinhas não “atacaram” como de costumes nas demais provas, mas há forte presença da CET, bem como ser um evento “militar”, pode ser, bem possível, que afastou a “flanelada”. Deixei a viatura a uns 600 metros da largada, em um local bem tranqüilo, e utilizei o trajeto para aquecimento. Chegando ao local da largada as separações, como está costumeiramente acontecendo, não eram respeitadas. Muitos corredores “caem de pau” nas organizadoras, mas também muitos não agem condizentemente com essa manifestação. Uma coisa não justifica a outra, é certo, mas são faces da mesma moeda.


O percurso não é muito perverso... até chegar à subida da avenida Nazaré, onde em menos de 1km se sobe 30 metros. Entretanto esse é o único trecho em aclive. O clima estava muito bom: nem quente, nem frio. A largada se deu pontualmente (britanicamente, com é praxe na Corpore) às 08:00, ao dentro do Parque da Independência, paralelo à avenida Nazareth. E lá fui eu. Tudo bem que entre a última corrida foi a duas semanas, mas ao contrário desse ano, eu treinei 2 vezes e fui à academia também por 2 vezes. Não é nada, não é nada, mas... não é nada mesmo... Entretanto fiquei feliz pela saída da inércia física. A primeira parte da prova foi maravilhosa, tudo tranqüilo: 5km – 22m:40s. Acho que é o recorde do ano! Mas “pau que bate em Chico, bate em Francisco”, e a subida da Nazareth derrubou o combatente. O pace explodiu por quase 3km. Parte da Nazareth foi andando... Fechei os 10km em 52m:21s, ou seja, a segunda perna foi de quase 30 minutos. Acabei ofegante, mas com o corpo sem qualquer incômodo, logo o condicionamento é que está bem ruim. Agora é treinar com constância uma rodagem de 10km a 12km, em pace de 5m:30s/km. Essa é a meta para julho.


Depois foi aproveitar a exposição dos bombeiros. Membros da polícia militar, os bombeiros são muito respeitados pela população, acho que isso se dá no mundo inteiro. Aliás, a poucos dias, votaram no Rio de Janeiro uma anistia aos bombeiros, impedindo que fossem processados criminalmente pela manifestação por melhores salários. Além das fotos das viaturas antigas, as pessoas tiravam fotos aos montes com os bombeiros, que confirma o respeito com esses policiais. Algumas crianças usavam bonés dos bombeiros e ainda batiam continência. Elas puderam escalar, com todo aparato, uma parede simulando um resgate, ou coisa que o valha. A policia militar tem essa aproximação com a população diferente das demais “ramos” da polícia. Também tivemos um palco onde ouvi um bombeiro, na guitarra, tocar o hino nacional e hino da independência. Muito legal, não é mesmo?

A organização da Corpore como de costume foi muito boa, com marcação de quilometragem, hidratação à contento, kit de chegada com maça e bananas, isotônico, e sem sacolinha plástica, tudo nas mãos do corredor. Acho que essa moda (lei...) vai pegar mesmo. Ressalva que faço como sempre, que é um paradoxo com o cuidado nos detalhes da Corpore é a falta de cestos de lixo entre a linha de chegada e a dispersão. Em tempos de eliminação de sacolinha plástica acho a falta de cestos de lixo, à contento, é ato de desinteligência. Fica o enésimo reclame desse pobre escriba à Corpore. Outra situação que diverge do “padrão Corpore” é que a listagem de resultados cada vez demora mais. A Corpore era admirada pela rapidez dos resultados. Já é quase meio-dia e nada.... O próximo domingo será pedreira: Super 9K em Interlagos. Essa dói! Vamos ver se continuo com a rodagem e academia com “ferros leves”.