Pessoal das corridas dia 28/08/2011 participei da Corrida VI Corrida Juventus Viva a Mooca, nas imediações do Clube Atlético Juventus. O evento faz parte das comemorações dos 455 anos do bairro da Mooca. No sábado tivemos um show do Fábio Júnior no clube (eu sei... só para constar, ponto). A história do bairro é bem interessante a começar pelo nome “Mooca”. Acredita-se que o nome surgiu no fim do século XVI, quando os índios, vendo os brancos construírem suas casas, exclamavam “moo oca!”, ou seja, “moo”, significa “faz” e “oca” refere-se a “casa”.
Outra vertente admitem que nome deriva de “moo oka”, como “ares” “secos”, respectivamente. O bairro se destacou no cenário paulistano com a instalação de diversas fábricas, que, consequentemente, atraiu um grande número de imigrantes, majoritariamente italianos, que dão o tom ao bairro, inclusive no Clube Juventus. Um nome importante na história da região é Raphael Aguiar Paes de Barros, possuidor de muitas terras, assim a família dá nome a avenida mais importante da região, a Paes de Barros.
As inscrições poderiam ser feitas pelo sítio do Clube Juventus e para os 10km a taxa era de R$40,00, para associados do Juventus, e R$50,00 para os demais (2010- R$ 35,00 e R$ 45,00; 2009- R$ 25,00 e R$ 35,00; 2007- R$ 25,00 e R$ 35,00), já para a caminhada foi de R$ 30,00, sendo associado ou não. A entrega do numeral e camiseta (tradicional grená do “moleque travesso”) se deu no dia 27/08, sábado, entre 10:00 e 18:00, em frente à loja Riachuelo, no Central Plaza Shopping, localizada na avenida Doutor Francisco Mesquita, 1.000, no bairro de Vila Prudente, próximo à avenida Presidente Wilson, já bairro da Mooca. A camiseta já tem dono, vai para o colega Mário Martinho, o único torcedor do Juventus que conheci. A premiação consistiu em troféus para os cinco primeiros colocados da classificação geral, nem mesmo por categoria foi feito qualquer comunicado. Parece-me que o Adriano Bastos participou, mas cabe conferir essa informação.
A prova também tem história, começando pela primeira edição em 2006, ocorrida em julho e com 8km, organizada de maneira simples, sem chip e marcação de tempo “manual”, ou seja, no “olhômetro”. Em 2007 o percurso passou para 10km e assim permaneceu; marcação de tempo foi por chip e ocorreu em agosto. Em 2008 a mudança foi na data, que se deu em outubro. Em 2009 retornou para agosto e encerraram-se as aventuras. Tanto em 2010 quanto em 2011 seguiu uma padronização, ocorreram junto com as comemorações do bairro, com chip e com percurso de 10km.
Para chegar ao local do evento utilizei a avenida Salim Farah Maluf, segui por dentro do bairro de Água Rasa até cruzar a avenida do Oratório, paralela à avenida Paes de Barros. Ao avistar os corredores, encostei a viatura em uma travessa da Paes de Barros, já interditada. O melhor foi ausência dos “flanelinhas”. No Juventus encontrei o Sinésio e o Laércio, esse já me esperava apreensivo, pois estava com seu numeral, com a filipeta necessária para a retirada do chip, que se deu nas instalações do Juventus, em filas separadas por faixa de numeral, 0-200; 201-400; 401-600 e assim por diante. Ocorre que próximo das 07:30, a muvuca se formou em um dos mesas de entrega, 400 a 600, e uma subdivisão teve que ser feita, para aplacar a indignação do pessoal, com a demora. Cheguei peguei meu numeral (269) e do Laércio, que já estava “aperreado” com a proximidade da hora da largada, e nem precisava de tanta preocupação.
A largada do evento ocorreu em frente ao Clube Atlético Juventus, situado na Rua Juventus 690, travessa da avenida Paes de Barros, entretanto marcada para às 08:00, ocorreu com mais de 15 minutos de atraso. O pessoal “chiou” muito, mas nem deveria, pois esses atrasos também ocorreram nas edições anteriores, logo já era mais que esperado. O hilário foi o locutor, tal de Pracidelli (acho que é isso), tentando acalmar o pessoal e tirando fotos com a galera. Acho que ele trabalha de comentarista na TV, pelo que percebi dos comentários. A conferir.
Começo da prova, antes de adentrar a avenida Paes de Barros é bem recortado e apertado, assim o primeiro quilômetro foi de 5m:25s, e mesmo assim porque tentamos, eu, Laércio e Sinésio, dar uma “forçada”. De saída já alertei o Laércio que estava me sentido ‘pesado’. Na avenida Paes de Barros uma boa notícia que gerou uma má, as decidas suaves e contínuas, que ajudavam, também alertavam que a volta seria sofrida, e assim foi. Entre o 6km e 8km foi de alvejar os combatentes, ainda mais eu que estou a 4 semanas sem qualquer treino, nem de força nem de corrida. Nesse trecho o combatente Guilherme (ultra)passou por mim. Por duas vezes deixei de correr e passei a andar: em frente a uma veterinária, alusão ao “cavalo paraguaio” e mais adiante no Delboni, indicando bem o estado do combatente. Quase esbravejei contra os “pôneis malditos”! A boa nova por ali foi um corredor que emparelhou comigo e fui com ele até quase o fim da prova, que certamente ajudou no pace médio. Como diria o filósofo Neto para correr essa prova tem que ter “dois pulmões”. Fechei a prova em 48m:36s, que dá média de 4m:52s/km.
O kit de chagada consistia em água à vontade (nada de isotônico), uma maça, uma banana, um torrone e um mini pão de mel. A medalha eu achei adequada com o mote da prova. Do mais foi mesmo a dificuldade do trajeto, que se converteu em um bom treino. Agora temos a meia maratona de Praia Grande e o revezamento do Pão de Açúcar.







