Pessoal das corridas dia 28/08/2011 participei da Corrida VI Corrida Juventus Viva a Mooca, nas imediações do Clube Atlético Juventus. O evento faz parte das comemorações dos 455 anos do bairro da Mooca. No sábado tivemos um show do Fábio Júnior no clube (eu sei... só para constar, ponto). A história do bairro é bem interessante a começar pelo nome “Mooca”. Acredita-se que o nome surgiu no fim do século XVI, quando os índios, vendo os brancos construírem suas casas, exclamavam “moo oca!”, ou seja, “moo”, significa “faz” e “oca” refere-se a “casa”. 

Outra vertente admitem que nome deriva de “moo oka”, como “ares” “secos”, respectivamente. O bairro se destacou no cenário paulistano com a instalação de diversas fábricas, que, consequentemente, atraiu um grande número de imigrantes, majoritariamente italianos, que dão o tom ao bairro, inclusive no Clube Juventus. Um nome importante na história da região é Raphael Aguiar Paes de Barros, possuidor de muitas terras, assim a família dá nome a avenida mais importante da região, a Paes de Barros.

As inscrições poderiam ser feitas pelo sítio do Clube Juventus e para os 10km a taxa era de R$40,00, para associados do Juventus, e R$50,00 para os demais (2010- R$ 35,00 e R$ 45,00; 2009- R$ 25,00 e R$ 35,00; 2007- R$ 25,00 e R$ 35,00), já para a caminhada foi de R$ 30,00, sendo associado ou não. A entrega do numeral e camiseta (tradicional grená do “moleque travesso”) se deu no dia 27/08, sábado, entre 10:00 e 18:00, em frente à loja Riachuelo, no Central Plaza Shopping, localizada na avenida Doutor Francisco Mesquita, 1.000, no bairro de Vila Prudente, próximo à avenida Presidente Wilson, já bairro da Mooca. A camiseta já tem dono, vai para o colega Mário Martinho, o único torcedor do Juventus que conheci. A premiação consistiu em troféus para os cinco primeiros colocados da classificação geral, nem mesmo por categoria foi feito qualquer comunicado. Parece-me que o Adriano Bastos participou, mas cabe conferir essa informação.

A prova também tem história, começando pela primeira edição em 2006, ocorrida em julho e com 8km, organizada de maneira simples, sem chip e marcação de tempo “manual”, ou seja, no “olhômetro”. Em 2007 o percurso passou para 10km e assim permaneceu; marcação de tempo foi por chip e ocorreu em agosto. Em 2008 a mudança foi na data, que se deu em outubro. Em 2009 retornou para agosto e encerraram-se as aventuras. Tanto em 2010 quanto em 2011 seguiu uma padronização, ocorreram junto com as comemorações do bairro, com chip e com percurso de 10km.

Para chegar ao local do evento utilizei a avenida Salim Farah Maluf, segui por dentro do bairro de Água Rasa até cruzar a avenida do Oratório, paralela à avenida Paes de Barros. Ao avistar os corredores, encostei a viatura em uma travessa da Paes de Barros, já interditada. O melhor foi ausência dos “flanelinhas”. No Juventus encontrei o Sinésio e o Laércio, esse já me esperava apreensivo, pois estava com seu numeral, com a filipeta necessária para a retirada do chip, que se deu nas instalações do Juventus, em filas separadas por faixa de numeral, 0-200; 201-400; 401-600 e assim por diante. Ocorre que próximo das 07:30, a muvuca se formou em um dos mesas de entrega, 400 a 600, e uma subdivisão teve que ser feita, para aplacar a indignação do pessoal, com a demora. Cheguei peguei meu numeral (269) e do Laércio, que já estava “aperreado” com a proximidade da hora da largada, e nem precisava de tanta preocupação.


A largada do evento ocorreu em frente ao Clube Atlético Juventus, situado na Rua Juventus 690, travessa da avenida Paes de Barros, entretanto marcada para às 08:00, ocorreu com mais de 15 minutos de atraso. O pessoal “chiou” muito, mas nem deveria, pois esses atrasos também ocorreram nas edições anteriores, logo já era mais que esperado. O hilário foi o locutor, tal de Pracidelli (acho que é isso), tentando acalmar o pessoal e tirando fotos com a galera. Acho que ele trabalha de comentarista na TV, pelo que percebi dos comentários. A conferir.

Começo da prova, antes de adentrar a avenida Paes de Barros é bem recortado e apertado, assim o primeiro quilômetro foi de 5m:25s, e mesmo assim porque tentamos, eu, Laércio e Sinésio, dar uma “forçada”. De saída já alertei o Laércio que estava me sentido ‘pesado’. Na avenida Paes de Barros uma boa notícia que gerou uma má, as decidas suaves e contínuas, que ajudavam, também alertavam que a volta seria sofrida, e assim foi. Entre o 6km e 8km foi de alvejar os combatentes, ainda mais eu que estou a 4 semanas sem qualquer treino, nem de força nem de corrida. Nesse trecho o combatente Guilherme (ultra)passou por mim. Por duas vezes deixei de correr e passei a andar: em frente a uma veterinária, alusão ao “cavalo paraguaio” e mais adiante no Delboni, indicando bem o estado do combatente. Quase esbravejei contra os “pôneis malditos”! A boa nova por ali foi um corredor que emparelhou comigo e fui com ele até quase o fim da prova, que certamente ajudou no pace médio. Como diria o filósofo Neto para correr essa prova tem que ter “dois pulmões”. Fechei a prova em 48m:36s, que dá média de 4m:52s/km.

O kit de chagada consistia em água à vontade (nada de isotônico), uma maça, uma banana, um torrone e um mini pão de mel. A medalha eu achei adequada com o mote da prova. Do mais foi mesmo a dificuldade do trajeto, que se converteu em um bom treino. Agora temos a meia maratona de Praia Grande e o revezamento do Pão de Açúcar.


Pessoal das corridas eis o resumo das corridas de 03/09 a 04/09/2011 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
6ª Corrida das Torres – Santos/SP

DOMINGO
Meia Maratona A Tribuna – Praia Grande/SP
Circ. Corridas Lótus – ponte Estaiada
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo – São Miguel
XXXV Corrida Duque de Caxias – Caçapava/SP
Circ. Corrida Popular - São Bernardo do Campo/SP
Circ. Corridas SuperAção Saúde - Santo André/SP
Circ. Corridas Academia Gras Fitness – São Bernardo do Campo/SP
Corrida de Aniversário São Francisco Xavier – São José dos Campos/SP

Pessoal das corridas dia 21/08/2011 participei da 9ª edição da Corrida Corpore Duque de Caxias, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Essa prova está inserida nas comemorações do Dia do Soldado, 25 de agosto, aniversário de Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, assim a presença dos militares no evento foi flagrante. Outra efeméride a ser ressaltada é o aniversário de 57 anos do parque Ibirapuera. As inscrições eram feitas pelo sítio da Corpore, com taxa de R$ 55,00 para associados e R$ 70,00 para não associados (2010- R$ 50,00 e R$ 70,00; 2009- R$ 40,00 e R$ 50,00; 2008- R$ 30,00 e R$ 40,00), com opção de prova de 10km ou 3,1km (até 2010 era 4,3km). A retirada do numeral (n. 21005) e chip se deu no dia e local do evento, estacionamento da Assembléia Legislativa, nos dias 19/08, entre 12:00 e 20:00; 20/08, entre 09:00 e 18:00 e no dia da prova, 21/08, entre 06:00 e 07:30. A premiação consistiu em troféus para os 5 primeiros para os 10km.

O percurso de 10km segue o trajeto padrão das corridas no Ibirapuera, sendo que até 2004 a prova continha somente 7km. Atualmente contornamos parte do Parque Ibirapuera, percorrendo a Av. República do Líbano (desde a Praça Cidade de Milão), Av. Pedro Álvares, Av. Rubem Berta (até Viaduto Onze de Junho). O recorde da prova, no percurso de 10km, pertence ao queniano Chemwolo Kiprono Mutai, já falecido, com tempo de 29m:41s estabelecidos em 2008. Aliás, Mutai é o único atleta a fazer prova abaixo de 30 minutos. Por outro lado o ano de 2008 foi muito disputada, pois nessa edição foram estabelecidas as 5 melhores marcas da história da prova, sendo todas sub-31 minutos.

Cheguei na prova próximo das 07:20, sendo a largada às 08:00. O que causou curiosidade era a ausência dos ‘flanelinhas’, que atuam livremente nos eventos da região, mesmo esse, associado ao exército. Entretanto em 2011 eles não tiveram a mesma sorte. Primeiro pelo frio e garoa, depois porque policiais em motocicletas circundavam a região e ‘enquadrando’ qualquer suspeito. Eu mesmo, em menos de 500 metros, presenciei duas situações dessas. Do mesmo modo, na concentração do evento, militares se posicionaram com fuzis, em locais mais elevados. Sabe-se lá se todo esse aparato foi proveniente da possibilidade de alguma ocorrência incomum, ou foi mesmo operação de praxe. O caso é que tudo foi muito tranqüilo, para estacionar os veículos e transitar pela região.


Estacionei a uns 6 quarteirões da Assembléia Legislativa, pela falta de vaga livre. Tempo fechado e temperatura baixa, com garoa fina cortando o rosto, espantaram o ânimo desse escriba. Para sair de casa já foi uma dificuldade. Para sair do carro então, ensaiei duas vezes. A expectativa de uma prova razoável não estava conspirando à favor, agravada pela falta de treinos nessas três últimas semanas. Nem aquecer no trajeto do carro para a tenda me deu ânimo. Essa é uma daquelas provas do tipo “que é que estou fazendo aqui...".

As tendas ficaram instaladas no pátio do Comando Militar do Sudoeste, na Rua Manoel da Nóbrega, ao lado da Assembléia Legislativa. Cheguei por ali, já nos minutos da largada dos corredores. Encontrei o professor Augusto e o Rogério trocamos uma boa conversa, enquanto me preparava. Quando demos fé, os corredores já haviam partido, e cruzamos a linha quase 15 minutos depois do tiro de canhão, que libera o pessoal. Nada, entretanto, que prejudicasse nossa corrida. O problema foi mesmo correr só, posto que o colega Rogério tem um ritmo um pouco mais lento e me liberou nos primeiros cem metros.

O primeiro quilômetro foi completado em tempo bem alto, próximo aos 05m:30s, mas aos poucos ajustei o pace abaixo dos 5m:00s/km. A falta de treinamento foi mais sentido nas subidas da ‘Rubem Berta, que, em tempos normais, nem assusta. Logo na primeira subida, a menor, a panturrilha deu um aviso, entretanto, com o ‘andar da carruagem’ foi aliviando. Utilizei os ‘combatentes’ como alvo, apesar que eles estavam em marcha, mas bem mais à frente. Eram meus únicos pontos de referência. O frio cortante dispensou-me de todos os postos de hidratação, inclusive corri a prova com camisa de mangas compridas. 

Resolvi apertar o passo no último quilômetro, haja vista ter corrido sem pressão até àquele momento, nos estritos termos. Foi meu melhor trecho, o que me fez pensar no desperdício dos 9 km anteriores. Isso me deu àquela sensação que necessito mesmo de um ‘coelho’. Dou-me bem em correr sobre pressão. Terminei sem qualquer incômodo e com a respiração normal, com tempo de 48m:50s (oficiais). Em 2009 havia terminado em 46m:02s. Tempos áureos (literalmente).

O kit de chegada continha isotônico, sanduíche, maçã e banana, eem comparação com 2010, não tivemos barra de cereal e iogurte. A camiseta eu nem abri, pois também já tem dono, mas pelo que vi dos corredores me pareceu muito boa. A medalha continua melhorando, pois a de 2009 foi horrível e em 2010 ficou aceitável. Em 2011 ficou muito bonita. Essa prova foi minha despedida da Corpore, mas talvez ainda caiba a meia maratona, mas talvez... A corrida dos advogados, que eu não deixo passar nenhum ano, que foi executada no final de semana passado, eu pulei fora.

Resultado oficial foi o seguinte: 1. Sivaldo Santos Viana, 31m:29s; 2. Naval Freitas, 31m:34s; 3. Marildo José Barduco, 31m:45s; 4. Benedito Donizetti Gomes, 31m:58s; 5. Gilson Rodrigues de Miranda, 32m:08s; 6. Claudio Roberto Macedo, 32m:52s; 7. Fabiano Vieira de Sousa, 33m:11s; 8. Isaias Dias Soares, 33m:13s; 9. Fabrizio Fambrini, 33m:13s; 10. Antonio Soares Filho, 33m:19s. A concorrência com a meia maratona d Rio de Janeiro deslocou os melhores corredores da prova, com isso os tempos foram “altos”.

Pelo lado dos colegas peneirei os seguintes resultados: 119. Marco Antonio de Oliveira, 39m:35s; 571. Sinésio Padovezi, 47m:04s; 779. Laércio Pereira do Vale, 48m:58s; 802. Thiago Bellot Rolemberg Lessa, 49m:11s; 2111. Luis Eduardo Brandão Machado, 1h:00m:56s; 2236. Paulo Sergio Del Carlo Romani, 1h:02m:35s.

Pessoal das corridas dia 14/08/2011 participei da segunda prova do Circuito Série Delta – etapa São Paulo. Esse circuito tem provas em 6 cidades: Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São Paulo, Goiânia e Rio de Janeiro, sendo que cada cidade tem 3 provas, todas com 5km e 10km. As provas de São Paulo estão no calendário para 12/06; 14/08 e 04/12, sendo todas no Jockey Clube de São Paulo, localizado na avenida Lineu de Paula Machado, próximo à entrada da USP. As inscrições eram feitas pelo sítio www.seriedelta.com.br, com taxas de R$ 72,50 a R$ 82,50, dependendo da data da inscrição, mas limitada em 3.250 participantes, somadas as duas distâncias.

A retirada do numeral se deu nos dias 11/08 e 12/08, das 14:00 às 20:00 e 13/08 das 10:00 às 20:00, todas na Bienal do Ibirapuera, localizado dentro do parque Ibirapuera. Foi entregue também uma camiseta e um boné. Já o chip, não descartável, foi entregue no dia e local da prova. A premiação não foi em espécie, somente com troféus aos 3 primeiros na categoria geral, para as duas distâncias. Não houve premiação por categoria.

Para chegar ao local do evento optei por seguir pelas avenidas Tiradentes, Prestes Maia, 23 de maio depois atravessar pelos túneis Ayrton Senna e Jânio Quadros e, nesse último, pegar a saída à esquerda para rua Oscar Americano, posto que a saída à direita, para avenida Lineu de Paula Machado, estava bloqueada. Estacionei na segunda transversal da Oscar Americano, sem flanelinhas, a uns 500 metros do local da prova.

Cheguei faltando uns 15 minutos para largada e encontrei o parceiro Laércio do Valle. Reparamos que o quorum não era relevante, mesmo sendo uma corrida que, pelo menos, prometia boa organização. O percurso foi bem interessante, 70% dentro do Jockey Clube, o restante na avenida Lineu de Paula Machado, também em frente ao Jockey, num raio de 500 metros, ou seja, um autêntico páreo de turfe, onde os “cavalos” eram os “corredores”. O percurso era de 5km, assim os 10km foram feitos em duas voltas nesse trajeto. A negativa de liberação pela USP de suas ruas para eventos esportivos, está “empurrando” sucessivamente as provas pedestres para o Jockey Clube. Nesses 30 dias já é a terceira prova “jockeniana” que participo.

A largada se deu às 07:30, dentro do Jockey, para ambas as distâncias. O tempo estava frio e ameaçando uma garoa, mas que não se concretizou. O Laércio me acompanhou durante quase todo o percurso, mas tanto ele como eu estávamos um pouco despreparados. Eu com 15 dias sem nenhum treino e ele com um sono danado, bem desanimado, que não é de seu costume. O primeiro quilômetro apontou 5m:10s e foi a ducha de água fria em cima do desânimo e do frio, propriamente dito. Levamos na esportiva, entretanto a cada passagem de quilômetro a coisa foi fluindo melhor e o pace foi baixando gradativamente de 5:00m/km.

Durante toda a prova só utilizei um posto de água, tamanho o frio. Próximo ao 6km o Laércio inexplicavelmente ficou para trás e tive que ir no meu ritmo mesmo. A segunda perna (5km a 10km) foi melhor e consegui fechar em 47m:45s (resultado oficial), que dá um pace médio de 4m:46s/km. Não chegou nem perto das duas últimas corridas que fechei os 10km sub 46m:30s, mas na conjuntura não foi ruim. Tenho que voltar aos treinos com mais afinco posto que fui “convocado” para octeto da maratona Pão de Açúcar, cujos resultados do nosso time tem sido expressivos (Los Hermanos/Corre Brasil). Em 2010 nosso grupo ficou em 15° lugar no total de mais de 5.000 equipes. Foi excelente! Não posso "enterrar" a equipe esse ano...

Voltando a corrida de hoje defendo que a organização foi boa: como o trajeto foi majoritariamente dentro do Jockey, tivemos proteção durante todo o percurso; a hidratação teve 4 postos de água (o tempo frio ajudou); marcação de quilometragem em todo percurso (trajeto curto ajudou – 5km); resultados da prova foram rapidamente divulgados (o baixo quorum ajudou); a medalha muito bem desenhada; isotônico ao final e frutas à vontade (nada de industrializados). Havia ambulâncias e “para-médicos” na área de concentração.

O único problema, se é que seja um problema, é que o percurso foi bem “quebrado” não tendo um trecho de retas contínuas para melhorar um pouco a média de tempo dos corredores, por outro lado não tivemos uma só subida (nem descida), só se passássemos do asfalto para a calçada. Outra curiosidade que me chamou atenção foi um outdoor de uns 6 metros de altura (aproximadamente) com “foto sharp” de sprint final de 4 corredores de elite (Quênia, Marrocos e Etiópia) disputando metros finais de prova de pista, nas Olimpíadas de Atenas. Muita gente tirou fotos nesse painel. Bem bolado.

O resultado final ficou assim: 1. Adriano Bastos, 32m:43s; 2. Edney Dias Ferrari, 34m:42s; 3. Felippe dos Anjos, 34m:56s; 4. Divanildo São Leão, 34m:57s e 5. Roberto Gomes Cerqueira, 35m:45s. No feminino tivemos 1. Daniela Barcelos de Souza, 41m:04s; 2. Vivian de Oliveira, 41m:22s, 3. Carla Fernanda Melazzi, 45m:13s; 4. Juliana Seiler Cerize, 45m:43s e Márcia Guimarães Campos, 45m:52s. Peneirei o resultado dos colegas Laércio Pereira do Valle, 48m:34s e Guilherme Maio, 47m:07s.

Semana que vem tem Corrida Duque de Caxias, provavelmente minha última corrida Corpore. Se houver alguma exceção no futuro será na meia maratona Internacional Corpore, isso se não houver outra meia maratona no mesmo dia, do mais me “aposento” da Corpore. Bom dia dos pais a todos!


Pessoal das corridas eis o resumo das corridas de 20/08 a 21/08/2011 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

SÁBADO
Maratona de Helsinque - Finlândia
Circ. Corridas do SESC - Consolação

DOMINGO
Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro/RJ
Corrida Corpore Duque de Caxias - Ibirapuera
Circ. Corrida de Itú/SP
Circ. Corrida SESI/SP – Campinas/SP
3ª Corrida de Rua Gazeta - Piracicaba/SP
12ª Corrida Matilat Nardini - Catanduva/SP
Circ. Corrida Bar do Mané – Guaratinguetá/SP
Circ. Corrida Santista Pedestrianismo – Santos/SP
Corrida do Aniversário Eugênio de Melo – S. Jose Campos/SP

Pessoal das corridas dia 07/08/2011 participei da etapa São Paulo do Circuito Meia Maratona Asics, denominada Golden Four Asics. Esse circuito é composto por quatro meias maratonas: São Paulo, Rio de Janeiro (26/06), Belo Horizonte (27/07) e Brasília (06/11). A idéia, dito pela organização, é aplicar a experiência da empresa em provas no estrangeiro para o Brasil. As inscrições eram feitas pelo sítio www.golden4asics.com.br com taxa de R$ 95,00, limitada a 5.000 inscritos e exclusivamente para percurso de 21km, sem outras opções. A premiação foi da seguinte forma: 1º R$ 4.000,00; 2º R$ 2.500,00; 3º R$ 2.000,00; 4º R$ 1.000,00; 5º R$ 500,00.

A entrega do chip descartável e numeral se deu no sábado que antecede a prova das 8:00 às 18:00 na GOLDEN FOUR ASICS EXPO montada na FECOMERCIO, localizado na rua Plínio Barreto, 285, bairro da Bela Vista, pista lateral na avenida Nove de Julho, a poucos metros do túnel Nove de Julho (mais paulista que isso só se fosse correr na avenida Paulista e retirar o kit no MASP!). Haviam muitas atividades paralelas à entrega do numeral e chip, mas nem fiquei para conferir. Ao retirar a camiseta da prova o inscrito poderia gravar seu nome nela (ou algo que achasse conveniente). Essa é uma maneira inteligente de criar um vínculo entre a camiseta (propaganda da marca) e o corredor.

A largada se deu ponte Estaiada, ao lado do complexo da Rede Globo e a chegada no Jockey Clube de São Paulo, localizado avenida Lineu de Paula Machado, próximo a USP. A organização disponibilizou, a custo de R$ 15,00, a locomoção entre os dois pontos, outra opção era ir de trem ou de ônibus, entretanto eu optei por ir de carro. Encontrei a Jacke na ponte Cidade Jardim, ao lado do local de chegada, onde deixou seu carro. Ainda esperava encontrar o Rogério Tavares, mas esse mudou de planos. Para chegar ao local da prova foi pegar a marginal do rio Tiête e Pinheiros, sucessivamente. Estacionei a viatura próxima ao prédio da “Vênus platinada” e os ‘flanelinhas’ pululavam ao montes, assim me afastei um pouco da ‘zona de guerra’ para local mais ‘livre’. Isso já era próximo das 6:45, ou seja, em cima da hora de largar.

No trajeto da viatura até a área de largada, verifiquei que havia esquecido o chip, assim retornei a viatura e para minha surpresa (ou não...) o batalhão de flanelinhas simplesmente havia desaparecido. Assim, feito a coleta da taxa de guarda dos veículos, eles sumiram, deixam os carros a toda sorte. A largada se deu pontualmente às 07:00, entretanto só cruzei a linha 10 minutos depois, posto a contingência do chip. Larguei bem tranqüilo em ritmo de treino. O céu limpo dava sinais que o calor ia ser uma variável relevante na prova. Havia também analisado o percurso e percebi, sem muito apuro, que não haveria problema com a altimetria, logo era dosar o ritmo, pois uma coisa é correr à noite no frio em percurso totalmente plano e medindo 8km, como a corrida de sábado passado. Outra era uma meia maratona sob o sol e, ainda mais, que não fiz qualquer treino durante a semana.

Fiz um pace médio próximo de 5:00m/km e assim foi. A organização foi muito bem em vários quesitos. Primeiramente a cada 3km tivemos posto de isotônicos E de água, que veio bem à calhar. Eu não dispensei nenhum e me ajudou bastante. O inconveniente é que a cada posto de isotônico eu andava uns 30/40 passos para poder beber com tranqüilidade, mas não fez uma diferença tão grande no final. Levei comigo 2 sachês de gel: um para 9km e outro para 15km. Como de costume emparelhei com alguns corredores para tentar não entrar na ‘zona de conforto’ e consegui manter um pace consistente variando entre 5m:05s e 5m:10s/km, que também não lá essas coisas. No meio do caminho encontrei o Fabio Namiuti e trocamos algumas poucas palavras. Ele me pareceu um pouco cansado, mas a viajar de SJC até Sampa na madrugada e largar às 07:00, com um sol daqueles na ‘moleira’ não é mole (desculpe o trocadilho...). O Marcelo Jacoto eu avistei bem à frente de mim e nem tentei alcançá-lo.

Conforme os ‘coelhos’ iam gradativamente fugindo ia elegendo outros. Assim o segunda parte da prova, infelizmente, não foi como a primeira (12km em 1 hora cravados) e terminei a prova em 1h:48m:55s, que dá pace médio de 5m:11s/km. Não é ruim, mas poderia ser melhor, entretanto descontando a perda de 15 segundos a cada 3km, até que me contentei. Ao final me dirigi a tenda dos ‘twittersrun’ e encontrei o Colucci, o P.A., Marcão, Clóvis, Carlão, dentre tantos colegas. O Marcão faturou a medalha especial para os “TOP100”, ou seja, ficou entre os 100 primeiros no geral. Não é para qualquer um! Fiquei na expectativa de ver o colega Namiuti, mas acho que o perdi na multidão. Esperamos também o Rogério Tavares também não apareceu. A Jacke, que havia deixado o carro na chegada, me deu carona até o local da largada, onde deixei o meu.

A organização foi muitíssimo boa e fez jus às 95 pratas cobradas. Como já comentei em post’s anteriores, correr a maratona de São Paulo por R$ 55,00 e querer uma corrida sem falhas é ter pensamento poliano, que me desculpem. Após a prova tivemos isotônico, bananas, um sanduiche e uma barrinha de cereal. A camiseta, como dito, era bem feita e customizada e a medalha bem desenhada. Foi dado aos inscritos um vaucher para um almoço de massas, que, segundo a organização, se daria a partir das 12:00, entretanto não tenho conhecimento de como se deu tudo isso. Todo o percurso bem demarcado e isolado, ressalva para o trecho dentro da USP, com infindáveis quebras de direção e vai-e-voltas cansativos. A curiosidade, que não tem especificamente nada haver com diretamente com essa corrida, é que vi grande quantidade de corredores com tatuagens no corpo, grandes e muito coloridas. Muito interessante...

Fiquei com as pernas incomodadas até terça-feira, mas hoje, quarta-feira, tudo voltou ao normal. Dessa vez o fôlego não foi o problema, como da corrida anterior, ainda mais que amainei bem o ritmo. Essa semana, eu tive o retorno às aulas, tanto para ministrar quanto para assistir, o que reduz muito o tempo ‘livre’ (se é que tenho algum...) para treinar, entretanto vou tentar, pelo menos, fazer dois treinos por semana: quintas e sábados pela manhã. Outra novidade interessante é que a Jacke conseguiu ‘transportar’ o meu GARMIN 405 da Polônia para Brasil. Agora pelo menos consigo ler o menu do equipamento. Vamos ver então como funciona o ‘brinquedo’. Boa semana a todos!

Pessoal das corridas hoje, 06/08/2011, fui retirar o numeral e chip da meia maratona da Asics, no prédio da FECOMÉRCIO, localizada na avenida nove julho, pouco antes do túnel de mesmo nome. Tudo transcorreu sem problemas, muita gente no staff, leituras de código de barras, organização impecável. Até aí nenhuma novidade, mas o conteúdo das “prendas” é que me chamaram à atenção. A revista “Runner’s” edição de maio/2011 veio com uma chamada interessante: “COMA BEM. Cortar glúten: uma decisão de gosto duvidoso” (excelente trocadilho, por sinal).

A matéria estava disposta nas páginas 29 e 30, assinada por Matthew Kadey e Danielle Sanches, com uma explicação muito elucidativa sobre a doença celíaca, que por sinal eu padeço (mas sem exageros...). Inicialmente explica que o “o glúten é a principal proteína dos grãos de trigo, aveia, centeio e cevada, além do malte (subproduto da cevada)”.

Os celíacos, como eu, têm alergia a esse tipo de proteína, e “os portadores dessa doença genética têm intolerância permanente ao glúten”. A ingestão desses alimentos “provoca alterações que impedem a absorção dos nutrientes da dieta, como proteínas, carboidratos, gorduras – além de vitaminas, ferro e cálcio”.

Tudo ia bem, até os articulistas criticarem atletas que aderem às restrições ao glúten sem, entretanto, serem portadores dessa doença. Alertavam que uma nutricionista estadunidense não concordava que a dieta sem glúten, trazia benefícios comprovados aos atletas, pelo contrário, poderia até prejudicá-los, pois “se não tomar cuidado o corredor pode acabar consumindo muitos carboidratos refinados e gorduras a mais, o que leva ao ganho de peso”.

Pois bem, eu não conheço um celíaco com sobrepeso. Pode até mesmo haver, mas pessoalmente acho bem difícil que existam em quantidade relevante. Peço ao leitor que acompanhe essa pequena digressão que farei da “vida celíaca”. Descobri que era portador da doença aos 17 anos, ou seja, ás portas de ir à faculdade.

Assim passei pelo curso superior sem uma gota de cerveja (nada de cevada) e, por conseguinte, não acostumei com o álcool. Do mesmo modo sem costume de álcool, não fumei. O fumo e o álcool foram extirpados da vida desse pobre escriba. Sem trigo fiquei sem comer pizza, coxinha, snacks e nem mesmo o “churrasco-grego” pude experimentar. Aniversários dos amigos e dos filhos, nada de bolo de aniversários, empadinhas, cachorros-quente e, como dito, cerveja.

Até mesmo barras de chocolate o celíaco não pode aproveitar, posto ter sido processadas com malte. Nas corridas o que mais vem acompanhando os kits de chegada são biscoitos, barrinhas de cereais, saudáveis sanduiches de peito de peru. Tudo veneno. Nada fácil, não é mesmo? Outro alimento que também me foi proibido, mas por maior precaução foram os empanados, como mortadela, apresuntado, lingüiça, salame e similares, posto que normalmente contém produtos “secantes” fabricados com alimentos que contém glúten.

Desse modo a restrição é “braba” e com essa dieta dificilmente o celíaco terá uma vida “devassa” na alimentação e, consequentemente, a probabilidade de exageros no peso é muitíssimo pequena. Por outro lado, não me vejo com qualquer prejuízo que me faça uma pessoa menos alimentada que as pessoas “comuns”. Pode até não dar vantagens, por óbvio, mas prejudicar aí sim, é exagero. Eu, pelo contrário, só tive benefícios, não fumo, não bebo, não engordo... Só mesmo a barriga, mas isso é próprio da idade...

Continuando com a retirada de numeral e chip, o que me vem dentro da sacola: uma barrinha de cereal de aveia e um “voucher” para um jantar de massas. Aí os caras estão querendo briga!!!


Pessoal das corridas eis o resumo das corridas de 13/08 a 14/08/2011 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.

DOMINGO
Circ. Corridas Prefeitura São Paulo – Pirituba
Corrida Criança Esperança – Pacaembú
Circ. Corrida Série Delta – Jockey Clube
Torneio Estímulo AAVSP –
Super 12 - Botucatu/SP
Circ. Corrida das Praias - Riviera de São Lourenço/SP