Pessoal das corridas, nesse domingo, dia 11/09/2011, participei da 81ª edição da Volta da Penha, no bairro da Penha, zona leste da capital paulista. Essa é a 2ª corrida mais antiga do Brasil, iniciado em 1930, perdendo em longevidade apenas para a tradicional corrida de São Silvestre. As inscrições eram feitas pelo sítio www.ativo.com, com taxa de R$ 40,00 (2010- R$ 35,00; 2009- R$ 35,00; 2008- R$ 30,00; 2007- R$ 30,00 e 2001 - R$ 12,00!!!), com opções de participar 10km e 5km.e a retirada do numeral (992) e chip descartável (novidade!!!) se deu no sábado, dia 10/09, das 08:00 às 18:00, no Clube Esportivo da Penha, situado na Rua Capitão João Cesário, 354, Penha, próximo a ponte Aricanduva. Assim, para chegar ao local do evento segui pela marginal Tietê, sentido para aeroporto de Guarulhos, entrei na alça anterior a ponte Aricanduva, em direção ao bairro da Penha. O clube fica a poucos metros do fim do viaduto. Deixei a viatura ao lado de um posto de gasolina do outro lado da avenida, a uns 200 metros da largada.

A prova faz parte das comemorações do aniversário do bairro da Penha. Como curiosidade vamos então falar um pouco sobre a história da região. Conta-se que um viajante francês, seguindo da rota utilizada pelos bandeirantes de São Paulo a caminho do Rio de Janeiro, pernoitou numa colina (onde hoje se localiza o bairro), levando na sua bagagem uma imagem de Nossa Senhora da Penha. No dia seguinte, continuou a viagem e sentiu a falta da santa então voltou para procurá-la, encontrando onde pernoitara. Prossegui viagem, mas em pouco tempo notou novamente a sua falta e encontrando-a novamente na mesma colina. Concluiu que a “santa” tinha escolhido o local como pousada e ali construiu uma capela. Embora sua fundação seja incerta, a data mais citada é a 5 de setembro de 1668, quando foi concedida uma sesmaria (porção de terra) ao padre Mateus Nunes da Siqueira, que teria dado início a Penha.

O recorde da prova pertence a Adriano Lemos Fortes, com tempo de 29m:55s, estabelecido em 2006, aliás o único sub-30 da história da prova. A premiação também é boa e melhorou somente para o campeão. Para os 10km, na geral 1º R$ 1.200,00 (2010- R$ 1.000,00); 2º R$ 650,00 (2010- R$ 600,00); 3º R$ 400,00; 4º R$ 300,00; 5º R$ 200,00; nas faixas etárias, troféus do 1º ao 3º. Para os 5km, geral troféus do 1º ao 3º troféus. A tradição da prova já trouxe até Franck Caldeira, que faturou em 2003. Em 2009 até quenianos participaram.

A largada estava prevista para às 08:00, ao lado do Clube Esportivo da Penha, mas como nos últimos 5 anos atrasou, agora em 10 minutos, mas já foi pior. O percurso da prova é tranqüilo e se deu em maior parte às margens do córrego do Tiquatira, e pequeno trecho da Marginal Tietê, mas temos duas subidas e uma descida razoáveis logo no início. Melhor que seja no começo mesmo. Fiquei no final do pelotão, ainda mais que continuo sem treinos, que completam uma ‘abstinência’ de 2 meses. Tentei fazer um aquecimento, e senti a parte de trás das coxas. Parei por aí mesmo e me dirigi a linha de largada.


O primeiro quilômetro, incluso a primeira rampa, foi vencido em 5m:22s. Adentramos a avenida Tiquatira, sentido bairro, e próximo a avenida São Miguel, fizemos o retorno passando para outro lado do rio Tiquatira. O problema do trecho 'tiquatirano' é que tem somente uma faixa de rolamento, que achei apertada. No 5km havia o tapete ‘pega-furão’ e li no cronômetro que já se passava 24m:22s, que me indicava um sub-50m. No final dessa avenida senti a leve garoa, mas que também logo sumiu. Os últimos dois quilômetros foram com dores no diafragma, mesmo sem forçar a respiração na ‘velocidade 5’. Isso é novidade no histórico dos 12 meses recentes

Pelo clima confortável, os postos de hidratação estiveram a contento, localizados a cada 2,5km, sendo que somente utilizei, a partir do meio da prova, para refrescar a cabeça. Sede mesmo eu não senti, o problema mesmo foram as pernas cansadas e pesadas, resultado da falta de treinos, que agora agravam a rotina das corridas. Infelizmente ficará assim até novembro.

A prova terminou dentro do clube e dando uma volta na pista de atletismo, que fica em volta do campo de futebol. Uma coisa legal esse ano é que teve tempo líquido, pelo que me lembro não havia marcação de tempo (tapete) na largada. Cruzei a linha de chegada com tempo líquido de 48m:55s. Meu histórico na prova ficou assim: 2011- 48m:55s; 2010- não participei; 2009- 46:12s; 2008- 44m:11s; 2007- 50m:19s.

Saindo da avenida Tiquatira entramos na marginal do rio Tietê e aquela a sensação do ‘está acabando’ dava ânimo ao pobre luso. Saindo desse trecho, foi adentrar o clube da Penha, circundar o campo, na pista de atletismo com piso de pó de asfalto. Um problema que detectei durante a prova foi a falha na marcação do oitavo quilômetro, que pelo jeito sumiu com pelo menos 200 metros (ou então baixou Usain Bolt em mim...). Depois a coisa ficou ajustada.

Essa é uma prova que substitui muito bem a ‘finada’ São Silvestre, para quem deseja participar de um evento de tradição. O kit de chegada como sempre bem distribuído: uma maça, um sanduíche de presunto e queijo, um pacote pequeno de biscoito de 27g, barrinha de cereal e suco de frutas industrializado. Naõ tivemos isotônicos, mas nem precisaria. A camiseta me pareceu bem feita, e muitas pessoas utilizaram para a prova. A medalha bem desenhada como sempre. Essa também é uma marca da prova: boas medalhas. Terminada a prova me senti muito cansado, assim fui embora de imediato. Banho e cama. Ainda não me sinto bem.

O resultado oficial ficou assim: 1. Kiprotich jacob Kemboi (QUE), 30m:07s;  2. José Roberto Pereira de Jesus, 30m:15s; 3. Sivaldo Santos Viana, 30m:20s; 4. Cristiano daSilva, 30m:25s; 5. Marcelo José da Silva, 30m:28s. Os resultados dos colegas, que consegui peneirar, foram: Jailson Ribeiro de Lima, 38m:23s; Marco Antonio Oliveira, 39m:26s; Sinésio Padovezi, 47m:44s. Destaque especial para Renilson da Silva, classificado em 12 lugar no geral com tempo de 31m:41s.

Pessoal das corridas dia 07/09/2011, feriadão de quarta-feira, participei da 10ª edição do Troféu da Independência, no bairro do Ipiranga, zona sul da capital paulista. O evento faz parte das comemorações dos 189 anos da Independência do Brasil, declarado por Dom Pedro I em 07/09/1822 às margens do riacho do Ipiranga. Bom, pelo menos é que nos ensinam na escola. Também se comemorou o 56° aniversário de José João da Silva, proprietário da JJS Eventos, organizadora da prova e ganhador da São Silvestre nas edições de 1980 e de 1985, que esteve presente ao evento.

As inscrições eram feitas no sítio www.jjseventos.com.br, com opção para corrida de 5km e 10km, com taxa final de R$ 60,00 (2010- R$ 60,00; 2009- R$ 45,00; 2008- R$ 35,00), mas limitada a 5.000 participantes no total (nem de longe esse quórum prosperou). A retirada do chip e numeral (n. 1752) poderia ser feita no dia 06/09 no Supermercado Carrefour na Rua Pamplona, 1704; ou no dia da prova, pouco antes da largada. O estacionamento era gratuito, entretanto, devido às vesperas do feriado, o trânsito estava bem comlicado nas imediações. Junto como numeral e chip descartável, vieram a camiseta (ruim como sempre) e um sachê de gel.

A premiação em dinheiro diminuiu a cada ano, logo vão dar vale-coxinha para os campeões: 1º R$ 1.000,00 (2010- R$ 1.500,00 e 2009- R$ 2.000,00); 2º R$ 800,00 (2010- R$ 1.200,00 e 2009- R$ 1.500,00); 3° R$ 500,00 (2010- R$ 800,00 e 2009- R$ 1.000,00); 4° R$ 400,00 (2010 e 2009- R$ 600,00); 5° R$ 300,00 (2010 e 2009- R$ 400,00). Aumentam a taxa de inscrição, continuam com os mesmos patrocinadores, mas diminuem o prêmio...

Pois bem, a prova aconteceu nas imediações do Parque da Independência, Museu do Ipiranga, que também foi palco da Corrida dos Bombeiros da Corpore. Estacionei a viatura a uns cinco quarteirões do evento, próximo a feira livre. Cheguei ao local do evento pelo trajeto mais simples, avenida do Estado e avenida D. Pedro I até museu do Ipiranga. Tudo tranqüilo sem problemas. Em 2010 choveu bem, mas em 2011 o sol brilhou. Pena que o feriado ficou encravado bem no meio da semana. Em 2010, pela chuva, os flanelinhas sumiram, assim, com melhora no tempo em 2011, eles brotavam no asfalto.

O percurso, bem simplificado, consiste largar dentro do partque, subindo paralelamente a avenida Nazaré, rua Bom Pastor, avenida Dom Pedro I, avenida Ricardo Jafet, e novamente a avenida Nazaré, adentrando o Parque da Independência. Pauleira mesmo é a subida da avenida Nazaré, no mais é tranqüilo. Os corredores saem subindo, perto do final sobem novamente e, no finalzinho, é descida forte.


Ao chegar encontrei o Sinésio, já se dirigindo para largada, depois o Laércio, o professor Augusto e Walquiria, nas arquibancadas. Ficamos a conversar e pouco depois chegou o Ramiro. A poucos metros percebemos que ainda estavam distribuindo saches de gel, assim fomos nós garantir mais um reforço energético. Tomei um antes da largada e outro próximo ao 6km. A largada marcada para às 08:00, atrasou 5 minutos, porém nada que comprometesse.

Eu e Ramiro fomos par e passo no primeiro quilômetro, que com a muvica toda, se processou em 5m:20s. Aos poucos fomos acelerando, com uma curiosidade: nas retas e descidas eu ficava á frente e nas subidas o Ramiro se distanciava bem. É razoável, pois estou a quase dois meses sem treinos, e pelo visto, essa situação vai se prolongar até, no mínimo, começo de novembro.

O quilômetro oitavo foi o mais sofrido, esse que se encravava na subida da avenida Nazaré. Por duas vezes o pobre escriba ficou a andar, mas consegui vencer a rampa nazarena. O finalzinho de descida foi soltar o corpo. Fechei a prova em 48m:22s oficiais. Na relação de colegas o que me causou espanto foi o tempo do Laércio, muitíssimo alto, para seus padrões. Vamos ver se consigo contato com ele, e ver se ficou tudo bem. Meu histórico nazareno ficou assim: 2011- 48m:22s; 2010- 49m:03s; 2009-‘estourei joelho’ e não participei; 2008- 45m:12s; 2007- 50m:37s.

O kit de chegada foi bem melhor que nos anos anteriores: um isotônico, barrinha de cereal, um torrone, um pacote de bolacha integral, uma caixinha de suco 200ml, sabonete de limpeza de pele (?); um frasco de “bom ar” (ou coisa que o valha) e uma maça, que veio toda amassada e molhada, que foi para o lixo de imediato. A camiseta é que continua muito ruim e a medalha melhorou. A marcação de quilometragem e a hidratação estavam a contento, e o percurso bem protegido. No geral foi uma prova do estilo JJS eventos: simples e medianamente organizada, sem graves ressalvas.


O recorde da prova pertence a Luis Fernando de Almeida Paula, com 29m:08s, estabelecido em 2005, apesar disso os quenianos tem supremacia nas últimas edições. Em 2009 com Kipkemei Mutai, com 30m:25s; e 2008 com Joel Kiplagat, com 30m:27s. Em 2010, com ausência de africanos (pela a diminuição dos prêmios acho eu...) o brazuca Francisco Barbosa dos Santos faturou a prva com tempo de 30m:23s. A classificação oficial ficou assim: 1. Mark Korir (QUE), 29m:37s (atual campeão da Meia Maratona do Rio de Janeiro); 2. Marco Joseph (QUE), 29m:59s (vencedor Corrida de Reis – Cuiabá 2009 e 2010 e 4° em 2011); 3. Paulo Alves dos Santos, 30m:13s 5° Corrida de reis – Cuiabá 2011 e 13° São Silvestre 2010); 4. José Roberto de Jesus, 30m:35s (vencedor maia maratona Asics 2011 – etapa São Paulo); 5. Marcelo Jose da Silva, 30m:51s.

Os resultados dos colegas que consegui peneirar foram: 247. Sinésio Padovezi, 47m:53s; 648. Laércio Pereira do Vale, 55m:56s; 62. Carlos Alexandre B Ribeiro, 40m:52s. Indo para a viatura encontrei o Rogério Yamamoto subindo a avenida Nazaré, mas não saiu na lista de resultados.