Pessoal das corridas eis o resumo das corridas de 05/11 a 06/11/2011 no estado de São Paulo. Maiores informações estão disponíveis no espaço 'calendário' na aba acima.
SÁBADO
1ª Corrida do Combate ao Glaucoma - Guarujá/SP
DOMINGO
Maratona de Nova York – EUA
Grande Maratona do Porto - Portugal
Maratona de Zaragoza - Espanha
Meia Maratona AAVSP - Parque Ecológico do Tiête
3ª Corrida Internacional Shopping – Guarulhos/SP
2ª Corrida pela Saúde Corpo Atleta - Catanduva/SP
5º Circ. Corrida AABB - 2ª Etapa - São Paulo/SP
Circ. Corrida Popular - etapa Mogi Mirim /SP
Circ. Corridas do SESC - etapa Bertioga/SP
4ª Corrida Ilumina - Piracicaba/SP
Circ. Corridas de Itapetininga/SP
Pessoal das corridas, em 12/10/2011, feriado nacional, participei, na expressa concepção do termo, da 8ª Corrida Santos Dumont, no bairro de Santana, em São Paulo. O evento é parte integrante da comemoração 'Pai da Aviação', Alberto Santos Dumont. Nessa data também se comemora o dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida, e também Dia da Crianças. O brazuca Santos Dumont teve suas maiores façanhas exibidas no mês de outubro: ele se tornou a primeira pessoa a demonstrar que o vôo controlado era possível. Em 19/10/1901, com o seu dirigível nº 6, contornando a Torre Eifell. Em 23/10/1906 voou cerca de 60 metros, a uma altura de dois a três metros, com o 14BIS no Campo de Bagatelle, em Paris. Não é por acaso que ao final da avenida Santos Dumont, temos a praça Campo de Bagatelle, onde está exibida um monumento, com a réplica do 14BIS dirigido por Santos Dumont.
Para quem não era da região as opções de trajeto para o local da prova eram: a) ir a Santana pelo ‘corredor’ Tiradentes/Prestes Maia, chegando assim na avenida Santos Dumont; b) seguir na marginal Tietê, pegar a alça de acesso na ponte Casa Verde, em direção a Santana, seguir pela avenida Braz Leme, até local da prova. Reservava-se ter cuidado, pois as avenidas, Santos Dumont e Braz Leme, que fazem parte do percurso, tivemos interrupção de fluxo de veículos. Por fim, c) o melhor, é ir mesmo de metrô, descendo na estação Santana.
As inscrições eram feitas pelo sítio do www.jjseventos.com.br, com taxa de R$ 50,00 (2010 – R$ 50,00; 2009 – R$ 45,00; 2008 – R$ 35,00; 2007 – R$ 30,00; 2006 – R$ 30,00; 2005 – R$ 15,00), e partir de 26/09, poderiam ir para R$ 60,00, limitada a 5.000 participantes, com opção de corrida de 10km e 5km. A retirada do numeral e chip descartável foi no dia 11/10 (terça-feira), no estacionamento do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, patrocinador master do evento, situado rua Borges Lagoa, 1450, vila Clementino, próximo a avenida Ibirapuera; ou, no dia 12/10, no local do evento.
A premiação para 10km ficou assim – a) troféu para o primeiro colocado; b) premiação em dinheiro: 1. R$ 1.000,00; 2. R$ 800,00; 3. R$ 600,00; 4. R$ 500,00; 5. R$ 400,00; c) medalha para os primeiros colocados por faixa etária; para 5km – a) troféu para o primeiro colocado; b) medalha para os primeiros colocados por faixa etária. O recorde da prova pertence ao queniano Mutai Kiprop, com tempo de 29m:55s, estabelecido em 2008. Aliás, somente dois corredores, além de Mutai, conseguiram terminar a prova com sub-30 minutos: em 2005, Francisco Barbosa dos Santos, 29m:59s e em 2004, Luiz Carlos Fernandes Silva, também com 29m:59s. Em 2011, também ninguém conseguiu tal façanha.
A largada estava prevista para às 08:00 (mas como sempre atrasou), dentro do Pátio Militar, no estacionamento das Aeronaves do Parque Material Aeronáutico de São Paulo – PAMA - localizado na Avenida Santos Dumont 421, bairro de Santana, próximo a avenida Braz Leme com a avenida Voluntários da Pátria. O percurso de 10km foi nos arredores do PAMA, sem desafios com quase todo o trajeto plano, contemplando avenidas Santos Dumont, Braz Leme e lateral ao Sambódromo, sendo que a cada 2km tivemos ponto de hidratação. Aparentemente não tivemos um quórum expressivo, até porque o feriadão no meio da semana leva muita gente a “enforcar” a semana.
Como a prova é muito perto de casa, menos de 10 minutos de carro, cheguei faltando uns 20 minutos para largada. Retirei meu numeral e chip descartável e encontrei os colegas Luis Pagliusi, Marco Oliveira, Sinésio, Clóvis e Carlão, e fomos para um aquecimento leve. Isso mesmo, leve, pois eu continuo sem qualquer treino nesses meses de correria de aulas, do mestrado e no escritório. Acabei o aquecimento bem aquecido, acho até que foi ‘quente’ demais!
A saída foi um funil, o que prejudicou a largada, mas não tinha outra maneira de sair do estacionamento. O clima estava bom para correr, e me posicionei (meio sem querer) no primeiro ‘quartil’ do pelotão. O primeiro quilômetro, como sempre nessa prova, foi ruim, mas também não melhorou muito adiante. Meus colegas sumiram à frente e eu tentei me aproximar do pace de 5m:00s/km. Emparelhava com um e com outro até onde dava para acompanhar. Fechei a prova com tempo de 49m:01s, bem cansado. Fui para casa, me lavei e caí na cama. Dormi por pouco tempo, mas suficiente para perceber que estou muito fora de condicionamento.
A organização foi razoável: atraso na largada em provas desse porte é imperdoável, mas não tenho conhecimento da causa; água a cada 2km; kit final tivemos uma barrinha de cereal, um pequeno pão de mel, um pacote pequeno de wafer de chocolate, um torrone e uma maçã; a camiseta não analisei, mas a medalha foi bem feita. As provas da JJS Eventos são nesse padrão: nem ruins, nem boas, ou seja, medianas. Tivemos tranqüilidade no trajeto com contingente de ‘civis’ e militares na organização. O percurso ajudou uma boa marca para quem estava preparado.
Resultado oficial para 10km ficou assim: 1. José Roberto Pereira de Jesus, 30m:42s; 2. Kiprotich Jacob Kemboi (QUE), 30m:42s; 3. Bruno Paulino dos Santos, 31m:22s; 4. André Alberi de Santana, 31m:29s; 5. Marildo José Barduco, 31m:39s.
Pelos colegas que encontrei ficamos assim: 74. Marco Antonio Oliveira, 39m:41s; 83. Carlos Alexandre B. Ribeiro, 40m:21s; 95. Clóvis Claudino Bento, 41m:04s; 212. Luis Fernando Pagliusi, 45m:27s; 247. Sinésio Padovezi, 46m:44s.
A premiação foi em vale-compras do Pão de Açúcar, no total de R$ 50.000,00 (idêntica a 2010), assim divididas: equipe 2 atletas: 1. R$ 2.000,00; 2. 1.000,00; 3. R$ 500,00. 4 atletas: 1. R$ 4.000,00; 2. 2.000,00; 3. R$ 1.00,00. 8 atletas: 1. R$ 8.000,00; 2. 4.000,00; 3. R$ 2.000,00. Resumindo em bom português: para todas as categorias paga-se para cada atleta no pódio: 1. lugar R$ 1.000,00; 2. lugar R$ 500,00 e 3. lugar R$ 250,00. Simples assim. Ainda há um prêmio extra R$ 1.000,00 para equipe que cruzar primeiro a linha de chegada, independente da quantidade de atletas.
A prova começou a ser disputada em 1993, para comemorar os 45 anos do Grupo Pão de Açúcar. O recorde da prova, isso em todos os percursos (USP/Ibirapuera/Vila Lobos) pertence à equipe do Pão de Açúcar/Funilense, com o tempo de 2h:01m:32s, na edição de 1997, executada no parque Vila Lobos. Agora o recorde no circuito do Parque Ibirapuera pertence ao Pão de Açúcar, por obra e graça de Marílson Gomes, com tempo de 2h:05m:20s, na edição de 2005. Já no circuito da USP o recorde pertence à equipe do Cruzeiro, com tempo de 2h:03m:10s, estabelecido em 2002. Pequenos detalhes que nos dão a dimensão desse grande evento. A organização afirma que se trata da 6ª maior prova pedestre do mundo e a maior da América latina.
Eis os últimos resultados por equipe: Parque Ibirapuera: 2011- 1. Pão de Açucar, 2h:11m:55s; 2. Rui Fragoso Advogados, 2h:32m:42s; 3. Labex Unicamp-A, 2h:38m:59s. 2010- 1. Pão de Açúcar, 2h09m07s; 2. Pindamonhangaba, 2h18m10s; 3. Marcorrer, 2h22m05s. 2009- 1. Pão de Açúcar, 2h:08m:57s; 2- Cruzeiro, 2h:10m:12s; 3- VO2, 2h:13m:50s. 2008- 1. Cruzeiro, 2h:07m:40s; 2- Pão de Açúcar, 2h:09m:30s; 3- Pé de Vento, 2h:11m:20s. 2007- 1. Cruzeiro, 2h:06m:30s; 2. Pão de Açúcar, 2h:08m:13s; 3. Jandira, 2h:16m:35s, 2006- 1. Pão de Açúcar, 2h:07m:00s; 2- Cruzeiro, 2h:07m:30s; 3. Centiser-CE, 2h:12m:22s. 2005- Pão de Açúcar, 2h:05m:20s; 2- Cruzeiro, 2h:09m:20s; 3. CIMED, 2h:19m:34s. Cidade Universitária: 2004- 1. Pão de Açúcar, 2h:05m:35s; 2. Cruzeiro, 2h:06m:38s; 3. Adauto Domingues, 2h:09m:00s. 2003- Pão de Açúcar, 2h:05m:42s; 2. Cruzeiro, 02h:05m:50s; SYMAP, 2h:07m:50s. 2002- 1. Cruzeiro, 2h:03m:10s; 2. Pão de Açúcar, 2h:03m:42s; 3. SYMEP, 2h:05m:35s. 2001- 1. Cruzeiro, 2h04min31s; 2. Mizuno, 2h06min01s; Pão de Açúcar, 2h07min08s.
A prova é tão tradicional que já tivemos vitória de corredores lusos (prova que lusos não venceram, não presta, não é mesmo?). Em 1998, sexta edição, o evento contou pela primeira vez com estrangeiros. Portugal, com participação dos irmãos Domingos Castro e Dionísio Castro, venceu de ponta a ponta, com tempo de 2h05min31s. A equipe era comandada por, nada mais nada menos, que pelo ex-recordista mundial da maratona Carlos Lopes. Em 1999 Portugal leva o bicampeonato, com equipe composta novamente pelos irmãos Castro, com impressionante marca de 2h03min20s. Carlos Lopes estava também capitaneando os lusos. Portugal também trouxe uma equipe feminina, com 4 atletas, dentre elas, a recordista olímpica dos 10.000 metros (Atlanta-1996) Fernanda Ribeiro. A lusa também foi recordista mundial nos 5.000 metros (Bélgica-1995)
Pois bem retornando a contemporaneidade, para chegar ao parque Ibirapuera, foi seguir avenida Vinte e Tres de Maio sair antes do túnel Ayrton Senna. Cheguei próximo das 08:00 ao Ibirapuera, e deixei a viatura bem distante, próximo a igreja da rua Tutóia para ficar livre das pragas dos ‘flanelinhas’ que atacam por todos os lados. As tendas ‘não cadastradas’ ficavam sempre longe, perto do ‘velho’ DETRAN e, como ano passado, me perdi com as informações desencontradas, andando sem rumo pelo parque. Na tenda da CORRE-BRASIL deixei minhas coisas, troquei umas conversas e me dirigi a região de troca.
Essa região era subdividida em 10 sub-áreas, representando cada qual o final do numeral da equipe. Minha equipe tinha numeral 2233, assim fiquei posicionado na sub-área ‘8’. Já meu numeral era 2233-8. Esse último ‘8’ separado pelo dígito representava minha posição dentro da equipe, ou seja, eu era o oitavo corredor da equipe, e fecharia a participação do “LOS HERMANOS”.
A falha da organização foi que o P.A. não conseguiu adentrar o momento correto e ficou discutindo com o staff. Nesse interim o colega da equipe chegou e aí sim, entrou na área e saiu em disparada. Eu, pelo contrário, adentrei a área de troca sem problemas e fiquei no aguardo do Bruno. Achei demorado e pensei que o cara tinha passado direto, posto não ter me encontrado. Percebi também que muitos chegavam e não tinha ninguém para repassar a responsabilidade. As faltas dos corredores, como sempre, aconteceram.
Meu trecho continha pouco mais de 4.000 metros, mas a responsabilidade era grande. Passei todo o percurso esbaforido e sequer uma reduzida para pegar água eu fiz. Toda hora pensava no esforço dos colegas. Cruzei a linha de chegada bem cansado. Mas valeu à pena. O momento “MASTECARD” veio depois. O último corredor é que recebe todas as oito medalhas. Assim lá vai o portuguesinho junto aos ‘medalhões’ retirar a medalha (trocadilho infame eu sei). Tinha consciência que tínhamos ido muito bem, pois não havia muita gente retirando os brindes. Em volta gente de primeira linha. O capitão Marcão nos afirmou que estaríamos entre 12° ou 13° lugar, melhor que no ano passado. Fiquei meio desacreditando, mas a profecia de oficializou: 13ª colocação no geral com tempo de 2h:51:12s. Eis as parciais:
1 – Marco Antonio Oliveira --------> 6.396,63m --> 24m:53s (25m:05s-2010)
2 – Antonio Carlos Vieira ----------> 5.274,38m --> 20m:15s (20m:20s-2010)
3 – Sidney Gonçalves Silva --------> 5.274,38m --> 22m:13s (Sem Histórico Anterior)
4 – Leandro Mario da Silva --------> 5.274,38m --> 19m:44s (19m:58s-2010)
5 – Leonardo Marostegam ---------> 5.274,38m --> 20m:36s (20m:56-2010)
6 – Paulo Augusto dos Santos -----> 5.274,38m --> 22m:06s (22m:00s-2010)
7 – Bruno da Silva Teles -----------> 5.274,38m --> 22m:16s (Sem Histórico Anterior)
8 – Carlos Nadais -------------------> 4.152,12m --> 19m:47s (19m:05s-2010)
Retirar as medalhas e o kit de chegada com... uma barrinha de cereal. Abílio Diniz, dono de Supermercado, poderia dar uma forcinha para os corredores, ainda mais com uma taxa de inscrição razoavelmente salgada e com toda a mídia em cima do grupo Pão de Açúcar que se formou. A camiseta em nem vi, já foi despachada. A medalha ficou boa, como sempre. O maior problema foi caos para ir embora, o trânsito estava uma lástima.
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