Pessoal das corridas dia 25/01/2012, feriadão paulista, participei do 15º Troféu Cidade de São Paulo, em comemoração ao 458º aniversário da maior cidade da América Latina. As inscrições eram feitas pelo sítio www.jjseventos.com.br com taxas de inscrição de R$ 55,00 (2011- R$ 50,00; 2010- R$ 45,00; 2009- R$ 40,00; 2008- R$ 35,00; 2007- R$ 40,00; 2006- R$ 30,00; 2005- R$ 25,00) para ambas as opções, corrida de 10km e 6,1km, tendo 10.000 inscritos (segundo organização). Percebam a inflação das taxas, que a cada ano tem incremento de R$5,00, que não dá susto nos corredores. Isso que eu chamo “comer pelas beiradas”.

A entrega do kit se deu dia 24/01/2012, no estacionamento coberto do Supermercado Carrefour Pamplona, sem qualquer tumulto (numeral 4053). Era ver o numeral na listagem, que estava por ordem alfabética, e se dirigir às baias separadas pelos numerais, divididas em por ordem numérica. A curiosidade é que informei meu numeral ao representante, deram-me o chip e camiseta e fui embora. Não pediram documento nem boleto quitado. Acho eu, que tal facilidade abre brecha para que alguns inconvenientes, como a trocas dos numerais e, até mesmo, retirada de numerais por pessoas não inscritas. Pelo menos não vi qualquer reclamação quanto isso.

Para chegar ao local do evento foi seguir pela avenida Vinte Três de Maio até o parque Ibirapuera. O problema por ali é o excesso de ‘flanelinhas’ que disputam (isso mesmo, disputam) cada veículo que passa 'no tapa', sendo que o condutor tem tomar cuidado para não atropelá-los, pois eles, literalmente, se jogam sobre os carros em movimento. Eu, já rodado nessa região, como sempre deixei a viatura a uns 8 quarteirões da largada, para evitar a exploração.


O percurso é o padrão de 10km nas imediações do parque Ibirapuera: saímos pela avenida Padre Álvares Cabral, avenida Rubem Berta, avenida Moreira Guimarães, retornamos pelo mesmo caminho e terminamos pela rua Manoel da Nóbrega, novo retorno até local da largada. A dificuldade é bastante conhecida dos paulistanos: duas descidas e duas subidas da avenida Rubem Berta, que são vencíveis pelos corredores comuns. O fator preponderante para mim foi o clima. Com as chuvas recorrentes em Sampa, esperava um clima morno, mas que nada; foi “sol de rachar mamona”, como no dito popular.

O recorde da prova pertence ao Grande Marílson Gomes dos Santos – GMGS, com tempo de 29m:07s, em 2005. A segunda marca também é de GMGS, com 29m:11s na edição de 2008. Ubiratan José dos Santos, com 29m:13s, estabelecido em 2006, é a o segundo melhor brasileiro da história da prova, e a terceira marca da prova, sendo único brazuca, além de GMGS, com uma marca abaixo de 29m:30s. Premiação foi para 10km: categoria geral - 1º Uma motocicleta Kasinski Comet 150e um troféu (2011- R$ 3.000,00; 2010- R$ 2.500,00); 2º R$ 2.000,00: 3º R$ 1.000,00; 4° R$ 700,00; 5° R$ 500,00; e medalha ao 1º colocados por cada faixa etária.

Na ida ao local da largada encontrei o professor Augusto, que mandou o incentivo: “Vai lá e arrepia!”. Depois, pensando bem, acho que foi uma piada de mau gosto (rs). Fui alinhar sozinho ficando no meio termo do bloco dos corredores. A largada se deu às 08:00 com a sirene parecendo que havia travado, não parava de tocar. Como sempre a saída é conturbada, com a mistura de corredores de paces diferentes, que dá uma pequena tumultuada nos primeiro quilômetro. O calor estava forte, contratando com a ‘chuvarada’ das últimas semanas. Aproveitei todos os postos de hidratação, sem exceção. PODE SER erro meu, mas não vi a passagens dos três primeiros quilômetros, mas como dito PODE SER que eu não vi. Fechei os 5km em 26m:10s, que deu tom que não iria fazer uma prova descente.


No 6km, ao final da subida da “Rubem Berta”, tive a surpresa do isotônico, que se mostrou bem mais a contento que o gel, ofertado no 8km na edição do ano passado. Fiz uma observação sobre isso, no post de 2011, comentando que deveria termos essas benesses no 6km. Pelo sim e pelo não, parece que ouviram nossas preces. Bem cansado e com incômodos na parte frente da coxa esquerda, andei um trecho de 200 metros, que foi o intervalo entre o posto de isotônico e posto de água. Prejudicou um pouco o “desempenho”, mas nada que não fosse piorado mais adiante. A segunda parte foi decepcionante, com aumento do calor e diminuição na força (vontade e física). Fechei em 54m:37s, com um split ‘positivo ao quadrado’, situando-se 135/326 na faixa etária e 1367/3219 no geral. Não riam...

O resultado oficial ficou assim: 1º Nicholas Kimelli Keter (QUE), 30m:17s; 2º Rafael Novaes, 30m:21s; 3º Reginaldo Campos Junior, 30m:22s; 4º Nelson Mbuya (QUE), 30m:24s; 5º José Roberto Pereira de Jesus, 31mi:01s. O histórico de Keter é muito bom, mesmo que recente. 2011 – 2ª na 10km Tribuna de Santos 28:21 (‘só’ perdeu para Marílson, preparando-se para Maratona de Londres, venceu e bateu o recorde da prova com 27m:59s) e 2ª na Meia Maratona de Praia Grande, em 1h:04m:24s. Falando em corredores de ponta (da outra ponta), apresento novo histórico do luso na prova: 2007- 51m:22s; 2008- 45m:06s; 2009- 45m:28s; 2010- 47m:30s e 2011- 49m:41s; e 2012- 54m:37s (é tiririca, pior que tá fica sim senhor...). Os colegas que consegui peineirar: 699. Sinésio Padovezim 49m:06s; 896. Laércio Pereira do Vale, 51m:00s; 2779. Paulo Sérgio Del Carlo Romani, 1h:07m: 49s,

Reforço, como no ano passado, que a JJS Eventos está melhorando a cada edição. Uns 6 anos atrás era muito ruim para péssimo. Eles davam as piores camisetas que vi em TODAS as corridas que havia participado. Tudo era tumultuado, desde a entrega do numeral até a medalha. Nessa prova, em específico, deu tudo certo. Em contrapartida nesse mesmo período a taxa de inscrição aumentou mais de 100%. Foi uma no cravo e outra na ferradura. Esperemos 2013 não haja o tal incremento de R$ 5,00 anuais. A camiseta esse ano teve a marca da Fila, mas não sei se foi criação dela; a medalha continua acompanhando o design dos anos anteriores, sem arroubos; 5 postos de hidratação e um posto de isotônico no local certo; kit de chegada com isotônico da Marathon; caixinha com 200ml de suco de fruta; uma barrinha de cereal 25g; uma banana; um mini pão de mel de 10g; e um torrone de 45g. Outra observação que fiz em 2011 foi a falta de uma fruta nesse kit. PARECE que também escutaram o português. Quem sabe escutam sobre a taxa de inscrição!


A curiosidade do evento foi a ênfase na preocupação com meio ambiente. Se vocês acompanharam as notícias da última semana (sem ser a Luíza e o BBB...) a Associação dos Supermercadistas de São Paulo estabeleceram uma meta de parar com o uso das sacolas plásticas nos supermercados de Sampa. O kit final da prova veio dentro de uma sacola de compras (lembremos que o patrocinador-master é o Carrefour...) e a água, que antes vinham em os copinhos plásticos de água, vieram recipientes de papelão, idênticos aos que servem água de côco. Aliás, muitos corredores, no meio da prova, achavam mesmo que se tratava de água de côco. Do mais é esperar a corrida dos carteiros em Osasco.

1 Click aqui para comentários:

Fábio Namiuti disse...

Faltou te encontrar por lá, combatente, na primeira parte da minha dobradinha de provas de hoje. Espero que de Osasco, não passe.

Abraço e parabéns por mais uma pra lista.

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